Higienização ou Santificação?

Postado em Reflexão Ácida com as tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , em 01/05/2012 por Roberto Aguiar

Por Bob DeWaay

Um leitor me telefonou recentemente e explicou como ele viu igrejas se afastarem da Bíblia através da implementação de vários programas e métodos para se ter uma vida melhor. Ele fez uma declaração intrigante: “Esses programas não santificam, eles higienizam”. E ele estava absolutamente certo sobre isso. Deixe-me descompactar essa idéia e mostrar a partir da Escritura como isso funciona.

É possível usar a sabedoria humana e programas que se baseiam em bons conselhos, a fim de ajudar as pessoas a alcançarem uma vida melhor. É possível transformar um alcoólatra num homem sóbrio, um marido abusivo em um ser atencioso e carinhoso, um jogador compulsivo que rasga o dinheiro da família, em uma pessoa focada em dar uma vida confortável para os seus, uma pessoa infeliz a se tornar feliz. Tudo isso pode ser feito sem nenhum trabalho especial da graça de Deus. Na verdade, isso pode ser feito sem religião nem fé.

Uma vez ouvi um debate entre dois professores universitários, um ateu e outro cristão. No final do debate, o ateu fez uma declaração interessante. Ele disse: “Você não precisa de um Deus ou religião para ter uma vida boa e feliz. Fui casado por muitos anos, tive filhos e netos maravilhosos, vivi uma vida moralmente correta, e não poderia querer mais nada da vida, sou um homem realizado. Eu não preciso de religião e nem você.” Infelizmente, muitos cristãos têm redefinido, mudado tanto o caráter do cristianismo que simplesmente não saberiam como responder a tal declaração. A verdade é que muitas pessoas são felizes, levam uma vida relativamente correta moralmente falando, e isso tudo sem Deus. Mas o que não podem obter é legitimidade diante do Deus Santo que criou o universo.

Quando o cristianismo se reduz a uma melhora de vida através da religião, ele não pode oferecer nada mais do que os programas de alguns ateus já têm. Isso é explícito em igrejas que enchem sua programação com seminários, encontros e pregações destinados a ajudar as pessoas a resolverem os problemas da vida através da revelação geral. O que chamo de “Revelação Geral” é o montante do conhecimento humano, colhido através de séculos de experiência social, e que está disponível para todos através dos meios normais do conhecimento. Todas as sociedades têm os seus próprios aforismos, uma espécie de sabedoria social, que passam ao longo dos tempos os seus “bons conselhos”. Não é pecado dar às pessoas bons conselhos recolhidos a partir da revelação geral, mas também não podemos confundir esses conselhos com ordenanças de Cristo.

“Ensinando-os a observar tudo quanto vos ordenei” ( Mateus 28:20).

Duas diferenças fundamentais dos bons conselhos sociais dos mandamentos das Escrituras:

1) Um bom conselho pode ser ignorado.

2) Um bom conselho não é santificação, não significa obedecer a Deus.

O ateu com uma boa família e uma vida feliz é claramente uma pessoa não santificada. O termo “santificação” significa ser feito santo. Segundo a bíblia, o individua que renuncia ao seu ponto de vista pessoal e ao da sociedade, e concede que apenas a palavra de Deus dirija a sua vida, é considerado santo, e portanto,  bem visto aos olhos de Deus. A bíblia também informa que a Santidade não pode ser adquirida a partir da revelação geral. Portanto, aqueles que são ajudados por bons conselhos extraídos da sabedoria humana, podem ser higienizados, o que significa ter uma vida humanamente equilibrada, mas a menos que se arrependam e creiam no evangelho, nunca serão santificados. A santificação vem através da redenção pelos meios da Graça. Paulo escreveu:

“Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; Para que, como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor. I Coríntios 1:30-31

Aquele ateu estava ostentando seu orgulho pessoal contra o Senhor, baseado no sucesso da aplicação da sabedoria humana! Mas o cristão só pode se orgulhar do Senhor, pois seu equilíbrio espiritual, que é o que realmente conta, depende exclusivamente de Deus.

A aplicação da sabedoria humana pode produzir muitos clientes satisfeitos. Um pastor local, conhecido por pregar o evangelho da prosperidade, foi exposto em um jornal local de uma cidade pelo seu luxuoso estilo de vida e possível desapropriação de fundos da igreja. Um de seus membros escreveu uma carta ao editor do jornal defendendo o pastor. O autor da carta citou todas as mudanças positivas que aconteceram desde de que passou a frequentar a dita igreja daquele pastor: uma família melhor, finanças melhor, libertação do vício e assim por diante. Mas ele não mencionou nada que fosse característico ao cristianismo. Algumas pessoas que acreditam que o evangelho de Jesus produz saúde e riqueza, na verdade poderão se tornarem saudáveis e prósperas materialmente, mas o que elas não observam é que assim também são as vidas de muitos ateus.

Muitas igrejas simplesmente desistiram de pregar a salvação e a santificação e se estabeleceram como uma espécie de “agência” para a higienização limpa e feliz da vida “cristã”, sem levar em conta a santidade aos olhos de Deus. Paulo fala sobre isso em Colossenses:

“Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne”. Colossenses 2:20-23

O “limpo” pecador ainda é “carnal”, porque a única alternativa para a carne é o Espírito, e as pessoas não recebem o Espírito pelas obras da lei:

“Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus”. Colossenses 3:2-3

Observe que não há artigo definido no grego com relação a palavra “lei” no sentido de mosaica. Isso significa que Paulo não está se referindo especificamente as “obras da lei” judaica, mas a qualquer regra de vida que possa existir. Isso significa que as pessoas não recebem o Espírito Santo por se deixarem moldar por bons programas, filosofias humanitárias, ou qualquer outro conhecimento que as leve a ter uma vida socialmente equilibrada.

Esse detalhe se aplica a qualquer pessoa sem o Espírito Santo, consequentemente não salva e santificada:

“Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.”  Romanos 8:4-8

 Se aplica a qualquer pessoa sem o Espírito de Deus, motivada 100% pela natureza humana:

“Porque tudo o que há no mundo, o desejo da natureza humana, o que os olhos desejam e o orgulho da vida, não é de Deus, mas do mundo. E o mundo passa, e os seus objetos de desejo também; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” I João 2:16-17

Uma pessoa pode ser capaz de fazer uma higienização de seus desejos através da sabedoria humana, através de um programa, mas ninguém pode escapar das paixões do mundo, por qualquer meio, exceto por um trabalho da Graça de Deus através do evangelho. Leis, regras, programas ou filosofias, podem restringir o mal, mas não podem produzir santidade. Nós não podemos escapar da corrupção do mundo por outros meios que não sejam as promessas de Deus encontrados na Bíblia.

“Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que peles desejos há no mundo.” II Pedro 1:4

Sendo este o caso, por que tantas igrejas encheram seus sermões e programas com idéias recolhidas através da revelação geral, se cercando de uma multidão de bons conselhos sociais? A resposta se encontra provavelmente na política de manutenção de seus membros. E a santificação é tão determinante assim? Claro, a Palavra de Deus ensina a santificar aqueles que são verdadeiramente salvos. Jesus orou:

“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” ( João 17:17 ).

Isso significa que Deus faz uma obra da Graça no interior das pessoas, e muda as motivações do coração e não apenas certos comportamentos.

“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” Hebreus 4:12

Nesse contexto o comportamento se altera de forma radical, porque a Bíblia contém instrução sobre a vida piedosa, que deve ser ensinada como elo de ligação a Deus. Estas instruções são comandos, não bons conselhos. Elas não podem ser ignoradas ou serem vistas como opitativas. Mas a boa notícia é que a Graça de Deus vem a nós através de Sua palavra, habilitando-nos  e motivando-nos a obedecê-lo há partir de um conceito racional espiritualizado.

A igreja torna-se cheia de pessoas que não foram salvas, quando ensinamentos e programas sobre “uma vida melhor através de Jesus”, se tornam a norma e não a pregação do evangelho e o ensino da Bíblia. Nessas igrejas as pessoas são atraídas ali para encontrar o tipo de vida que aquele ateu se gabava de ter. Elas realmente podem ter uma vida agradável e feliz através da sabedoria humana que lhes foi dispensada em nome do cristianismo, isso é um fato.

Mas a santidade é o que essas pessoas não poderão encontrar através da sabedoria humana. Santidade vem de uma obra da Graça, e não de uma decisão de mudar algumas coisas para melhor. Pecadores sem o evangelho, mas higienizados através de um programa de igreja, podem acabar em uma condição pior do que antes. Se, em nome do cristianismo, os problemas da embriaguez ou do casamento possam ir embora, aqueles que se beneficiaram podem pensar que são salvos, quando na verdade, eles estão higienicamente perdidos. Essa falsa segurança é perigosa, e caso não seja detectada, certamente levará à condenação eterna.

O fracasso da abordagem dos problemas humanos com os métodos humanos está em pressupor  que os seres humanos possuem a motivação e a capacidade correta de que necessitam, o que está lhes faltando simplesmente são instruções sobre como colocar para funcionar o potencial para o bem que eles já possuem. A situação real é que somos pecadores sem esperança e sem um Deus no mundo como Paulo afirma em Efésios:

“Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo.”Efésios 2:12

Nós não temos um problema de engenharia, temos um problema espiritual. Esse problema espiritual é remediado unicamente pelo o que Deus faz pela Graça mediante a fé.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. “ Efésios 2:8

Esse problema é insolúvel por meio de sabedoria humana. A Bíblia nos diz para “seguir” a santificação:

“Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” Hebreus 12:14

Apenas santificação através do sangue de Jesus, na força do Espírito Santo, nos torna aptos para ver o Senhor. Higienização interior através de bons conselhos, programas ou filosofias, jamais poderão fazer isso.

Fonte: Twin City Fellowship Critical Issues

Bem, é exatamente isso que as igrejas de um modo geral estão fazendo. Elas estão mudando o foco da pregação, antes centrada na salvação da alma, para um enfoque social. Todo o trabalho da maioria das igrejas tem se centrado na salvação social do indivíduo, e não de sua alma.

No contexto cristão pós-moderno, o problema crucial do indivíduo não está mais em seu coração, mas em sua adaptação aos desafios da realidade contemporânea. Isso se caracteriza como uma alteração de diagnóstico da realidade do homem segundo a bíblia. Interferir no diagnostico que Deus faz da problemática de sua própria criatura, supostamente motivado pela “boa” intenção em ajudar ao próximo, é externar um grau de estupidez colossal usando a infeliz idéia de melhorar o ótimo.

A bíblia nos ensina que o orgulho vem imediatamente antes do tropeço, “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.” Provérbios 16:18  O coração do homem é ruim por essência. Brincar de concertar o homem como a igreja evangélica contemporânea está brincado, é o mesmo que brincar de ser Deus. Esse posicionamento é estranho, e só comprova que o sistema moderno da igreja evangélica do século XXI está fadado ao fracasso, assim como estava o seu antecessor, o sistema religioso dos irreconciliáveis judeus. Assim como sucedeu com seus irmãos mais velhos, toda essa fétida estrutura afundará sobre o seu próprio peso. E aos genuínos cristãos caberá, mesmo não podendo abandonar o sistema, não se contaminarem, restando-lhes o consolo de serem recebidos por aquele que é incorruptível e cheio de misericórdia não fingida.

Que só Deus nos influencie!

Roberto Aguiar

Santidade Pessoal

Postado em Vida Prática com as tags , , , , , , em 15/04/2012 por Roberto Aguiar

 

Por A.W. Pink

 Pela nossa queda em Adão, não só perdemos o favor de Deus, mas também a pureza da nossa natureza, portanto, precisamos nos reconciliar com Deus para que seja renovado o nosso homem interior, pois sem santidade pessoal “ninguém verá o Senhor” ( Heb: 12:14). “Como Aquele que vos chamou é santo, assim sejam também santos em toda maneira de viver (comportamento), porque está escrito: Sede santos porque eu sou santo” (1. Pet 1:15, 16). A natureza de Deus é de tal forma que, a menos que sejamos santificados, não poderá haver relação entre Ele e nós.

Mas ai surge uma pergunta: Podem as pessoas serem pecadoras e santas ao mesmo tempo? Os cristãos genuínos descobrem tanta carnalidade, sujeira, e vileza em si mesmos, que acham quase impossível ter a certeza de que são santos de verdade. Essas dificuldades são em parte resolvidas na justificação, reconhecendo que, embora totalmente profanos em nós mesmos, somos santos em Cristo, porque a Escritura ensina que aqueles que são santificados por Deus, são santo em si mesmos, embora a natureza do mal ainda não tenha sido removida completamente deles.

Como isso acontece?  Quem não for “puro de coração” nunca verá a Deus” (Mateus 5:8). Deverá haver a renovação da alma através de uma profunda mudança de pensamentos, sentimentos e vontade, que terão que ser trazidos para uma harmonia com Deus. Não poderá haver apenas uma submissão parcial a vontade revelada de Deus nas questões de fé, amor e abstinência do mal. Não, deverá existir um direcionamento de todas as nossas ações para a glória de Deus, por Jesus Cristo, segundo o Evangelho. Deve haver um espírito de santidade no trabalho dentro do coração do crente, a fim de santificar as ações que pratica, se quiser ser aceitável a Deus, em quem “não há trevas”.

Há alguns que parecem deliciar-se com a santidade imputada por Cristo no momento da justificação, que têm pouca ou nenhuma preocupação sobre a sua santidade pessoal. Eles têm muito a dizer, “ a minha alma se alegrará no meu Deus; porque me vestiu de roupas de salvação, e cobriu-me com o manto de justiça…” (Is 61:10), mas não dão nenhuma evidência de que eles “estão vestidos com as vestes de que Pedro fala, “Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” (1 Ped. 5:5), ou com vestes de misericórdia, “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade…”(Colossenses 3:12).

Quantos hoje, afirmam confiar a Cristo todo o pecado que aconteceu no passado, entretanto não se importam pessoalmente em serem santos? Sob o pretexto de honrar a fé, até Satanás se passa por um anjo de luz. Ele enganou e continua enganando multidões de almas. Quando a “fé” dessas pessoas é examinada e testada à luz da bíblia, o que existe realmente de concreto? Absolutamente nada!  Nada que confirme até agora uma segura entrada para o Céu. E qual é a causa disso? Uma vida vivida sem poder, uma coisa infrutífera. A fé dos eleitos de Deus invariavelmente produz “o conhecimento da verdade que é segundo a piedade” (Tito 1:1). A verdadeira fé é uma fé que purifica o coração (Atos 15:9), e se entristece com toda a impureza. É uma fé que produz uma obediência incondicional (Hb 11:8). Esses contraditórios crentes praticam uma fé que os ilude diariamente, de que estão se aproximando do céu, enquanto na verdade, eles estão seguindo os cursos que levam apenas para o inferno. Aqueles que pensam em vir para o gozo de Deus sem serem pessoalmente santos, profanam o Todo Poderoso, colocando indignidade sobre Ele. A genuína fé salvadora faz brotar não só as flores da teoria da piedade, mas também os frutos da verdadeira piedade.

Em Cristo, Deus colocou diante de seu povo um padrão de excelência moral que obriga todo candidato a discípulo a procurar viver esse padrão. Em Sua vida vemos uma representação gloriosa em nossa própria natureza da caminhada de obediência que Ele exige de nós. Cristo conformou-se a nós através de Sua encarnação humilhante. É razoável, portanto, que devamos conformar-nos a Ele no caminho da obediência e da santificação. “Deve existir em vocês os mesmos sentimentos que houve em Cristo Jesus” (Fp 2:5). Ele chegou tão perto de nós, então é razoável que devamos nos esforçar para chegar tão perto Dele quanto possível. “Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim” (Mateus 11:29). Se “também Cristo não agradou a Si mesmo…” (Rm 15:3), também é razoável que devamos nos obrigar a negarmos a nós mesmos e tomar nossa cruz para segui-Lo (Mateus 16:24), pois sem fazê-lo, não poderemos ser seus discípulos (Lucas 14:27).

“Aquele que diz está unido com Cristo, deve andar como Ele andou” (1 João 2:6).

“O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se de toda forma de mal. (II Tm 2:19)

Dica de Leitura: Cristãos em uma Sociedade de Consumo

Postado em Livros que Somam com as tags , , , , , , em 11/04/2012 por Roberto Aguiar

Para não cultuarmos o deus “escolha” da nossa época.

Consumismo é a forma exagerada de materialismo que envolve os nossos cinco sentidos. Sustenta que a felicidade é alcançada quando se exerce o direito de escolha. Não vai dar tempo de curtir o que você adquiriu porque… “você descobre” mais uma necessidade.

O consumismo produziu um impacto forte e negativo nas áreas da ecologia, justiça e espiritualidade. E mina a evangelização. Uma igreja de consumistas não tem uma mensagem salvadora para a sociedade.

Leia alguns trechos do livro:

Pág 41-42

Em 1978, um pouco antes da Sra. Thatcher chegar ao poder na Inglaterra, John Stott escreveu seu conhecido comentário sobre o Sermão da Montanha, intitulado Christian Counter-culture(Contracultura Cristã). Mas agora, olhando para a igreja vinte ou mais anos depois, me pergunto: o que aconteceu com a contracultura? De que maneira os cristãos estão diferentes?

Parecemos freqüentemente tão envolvidos e imersos na promessa de felicidade proposta pelo consumismo quanto qualquer outra pessoa. (…) No entanto, a Palavra de Deus nos revela coisas que nos causam desconforto. Nada há de errado com o mundo material, mas os cristãos estão sendo cada vez mais levados a adorar as coisas criadas. É provável que a nossa alegria esteja alicerçada nas criaturas em vez de firmada no Criador. Muitos que se dizem cristãos estão apenas interessados em um Deus que os encha de “saúde e riqueza” por intermédio dos assim chamados pregadores da Palavra da Fé do evangelho da prosperidade. Muitos de nós se tornaram amantes mais dos prazeres do que de Deus (2Tm 3:4). Isso acontece para a nossa vergonha e nos coloca em risco espiritual.

Mesmo sem a ameaça do mundo tentando fazer com que apostatemos da fé em Cristo e nos oferecendo seus prazeres materiais (…), a causa principal da impotência da igreja cristã nos dias de hoje não são necessariamente os grandes pecados, mas o simples fato de que os cristãos se distraem com o que é trivial, com a infinidade de opções para ocupar o tempo na sociedade de consumo. Estas coisas talvez não sejam más em si mesmas, talvez não haja nada de errado com certas coisas que podemos comprar, mas o problema é que a nossa vida fica tumultuada e absorvida por coisas, atividades, diversão e tudo o mais que achamos tempo para fazer. Enquanto isso acontece, nosso foco na afirmação “Não terás outros deuses diante de ti” desaparece sem que se perceba. Nossa vida cristã é contaminada, não necessariamente por grandes corrupções, mas por assuntos triviais. Nas palavras de John Bunyan, nos desviamos na Campina. Em linguagem antiga, nos tornamos mundanos.

Pág 88 

O consumismo leva você às compras e diz: “A escolha é sua! Depende de você – se expresse”. As escolhas pessoais fazem as pessoas se sentirem importantes. É uma forma de auto-afirmação. As coisas que escolho comprar expressam quem eu sou, ou a imagem que quero mostrar aos outros.

Pág 94 

Precisamos estar conscientes de que este é o mundo em que vivemos. Enquanto buscamos a liberdade, enquanto estamos engajados neste conflito entre a natureza pecaminosa e o Espírito, precisamos nos conscientizar de que estamos envolvidos neste marasmo geral do consumismo que nos levará a um caminho sem volta.

Não é triste ver que até o cristianismo chega a nós em uma embalagem de consumo? Até a religião nos é vendida. Algumas das grandes conferências evangélicas se ajustam à mentalidade de consumo: há opções de seminários, e matérias, e diferentes estilos de adoração para atender a todo tipo de cultura religiosa. Depois há a área de apresentação e venda. Tudo está disposto como as mercadorias em um grande shopping center. Todos os livros dos principais oradores chamam a nossa atenção no estande.

Todos os discursos e louvores de adoração apresentados na conferência estão instantaneamente disponíveis em fitas de vídeo. São quase vendidos de forma que, por pouco, não pensamos que podemos comprar a espiritualidade se comprarmos estas coisas. E, mais uma vez, somente algumas empresas cristãs têm permissão para fazer propaganda desses produtos de maneira que possam proteger a parcela de mercado desta livraria ou daquela gravadora. Isso se tornou um grande negócio. Tudo isso parece tão diferente do espírito cristão das conferências evangélicas de anos atrás, quando a grande ênfase era fazer da convenção um momento de comunhão e encontro com Deus.

É óbvio que não sou contra livros cristãos ou fitas evangélicas, mas tudo parece tão centrado no lado comercial que podemos imaginar o que Deus realmente pensa de tudo isso. Sim, as conferências tinham de ser lugares onde as pessoas pudessem apresentar suas ofertas e tudo mais que fosse necessário para adorar a Deus, mas será que havia necessidade de transformar o templo de Deus em um mercado em vez de uma casa de oração?

Pág 113 

A mentalidade consumista não somente deturpou a nossa fé pessoal, como também enfraqueceu a importância das igrejas para a sociedade que está ao seu redor. Preferimos ir atrás do sonho de morar em uma casa bonita. Preferimos morar em um lugar onde podemos comprar uma casa melhor pelo preço que oferecemos. Uma vez que as pessoas optaram por ir “de carro” para a igreja, então as igrejas não estão mais ligadas às suas comunidades locais. Morando longe do local onde a igreja se reúne, torna-se mais difícil para a congregação se envolver em questões sociais e de boas obras que nos foram imputadas por Jesus e pelo evangelho como dever para com a comunidade. Em vez de os cristãos morarem e cultuarem a Deus em seus próprios bairros e sua fé sobreviver em um contexto que naturalmente esteja relacionado à fé e vida, o que ocorre é uma separação.

As pessoas que moram no local onde se situa a igreja apenas vêem muitos carros chegando e saindo aos domingos. As pessoas que moram nos bairros em que os cristãos residem apenas vêem os carros saindo aos domingos e, depois de algum tempo, retornando. Nenhum grupo relaciona a vida dos cristãos ao amor de Deus manifestado por meio do cuidado de sua igreja. Como dissemos, grande parte deste deslocamento acontece porque há cristãos que vão atrás do que basicamente são valores do consumismo no que se refere à moradia e conforto. Onde está o compromisso com Cristo que não tinha onde reclinar a cabeça? Onde estão os valores do Senhor Jesus que estava preparado para “levar a vida com dificuldade”, deixando as glórias do céu, tornando-se um simples carpinteiro e pregando sem rumo para seguir por nos amar e pelo bem do reino de Deus? Os cristãos precisam encarar estes fatos. Formar uma igreja para Deus requer compromisso.

Pág 114-115 

Todos nós agora pensamos no medo do compromisso. Claro que há uma hesitação natural e justa antes de assumirmos um compromisso. É tolice não ter medo. Devemos pensar bem e saber no que estamos nos envolvendo, antes de firmarmos qualquer coisa na vida. Há, portanto, uma preocupação justa sobre o custo de todo compromisso antes de o assumirmos, e o próprio Jesus ressalta este fato.

Em Lc 14:27 ele diz: “E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo”. Portanto, ser um verdadeiro discípulo de Jesus tem um custo. Então, ele diz que devemos avaliar o preço: “Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar todos os que a virem zombem dele dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar”. Na realidade, Jesus está dizendo: “Não quero que o mesmo aconteça com vocês. Se estiverem prestes a se tornarem cristãos, parem para pensar cuidadosamente em tudo que isto envolve”. É necessário que se faça um cálculo correto. A pessoa tem de se perguntar sobre quanto estas questões são sérias. Ela tem de refletir à luz da eternidade. É necessário o abandono dos prazeres do pecado.

Haverá oposição de todos os tipos quando a proposta é ser um discípulo de Jesus. Há um custo. Contudo, lembre-se de que há um céu a ser conquistado e um inferno a ser evitado. Quando fizer isso e observar o custo, você verá que o preço não é tão alto assim. No entanto, Cristo quer que saibamos o que estamos ganhando com isso. É necessário que se pense bem na questão de se tornar um cristão. Não há recriminações por parte de Cristo quando há uma hesitação justa. Ele quer que façamos uma reflexão acertada e, à luz da eternidade, um compromisso sério. Feito este compromisso, ele quer que sejamos verdadeiros pelo resto da vida.

Pág 123 

Que cada um de nós esteja comprometido com Cristo na prática, nos trabalhos de sua igreja, na perseverança para alcançar o reino de Deus, na divulgação do evangelho e na busca em servir uns aos outros em Cristo.

Pág 137 

Como os cristãos podem ser diferentes na sociedade de hoje? Como podemos dar um testemunho distintivo da forma como vivemos? (…) Onde foram parar a essência do testemunho e o traço distintivo do estilo de vida do cristão do Ocidente?

Além da necessidade de uma pureza de vida em uma cultura em decadência, creio de todo o meu coração que esta questão do contentamento é a essência necessária.

Vivemos na era do consumismo. Há uma preocupação constante em conseguir padrões de vida cada vez mais altos, ainda que a ecologia do planeta sofra danos com isso. Estamos expostos a uma vasta e sofisticada indústria de propaganda que contínua e deliberadamente busca estimular o descontentamento. Ela diz constantemente ao indivíduo: “Você precisa de mais”. Em uma época em que todo o direcionamento da vida das pessoas se volta para a ascensão na vida profissional, aquisição de bens materiais que nunca satisfazem, um cristão ser capaz de dizer “Estou bem assim; não preciso de nada” é um tremendo e maravilhoso choque para o sistema dos não-cristãos. Este é o fator principal. Ser conhecidos como alguém que é capaz e, contudo, não tem ambição maior do que estar contente em Deus é tão surpreendente que desperta as pessoas.

É tão chocante quanto ver um apóstolo velho, preso e malcuidado (Paulo), que prega uma religião desprezada, e perceber que ele está completamente em paz e radiante com a alegria celestial, a despeito de todas as circunstâncias. Não é de admirar que as novas do evangelho tenham se espalhado por toda a guarda pretoriana em Roma (Fp 1:13). Este homem era diferente de todos os prisioneiros que já tinham visto. Eles normalmente estavam mal-humorados e tinham muitas reclamações compreensíveis. Contudo, a cela deste homem era um lugar de alegria. Um coração repleto de alegria em Cristo é o segredo para causar este tipo de impacto em nossos vizinhos e colegas em nossa sociedade de consumo.

Sem dúvida, o contentamento cristão é muito importante também por outras razões. É uma bênção pessoal. “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com o que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitos sofrimentos” (1 Tm 6:6-10).  Mas aqui, simplesmente observemos que é o contentamento que causará um impacto a favor de Cristo. Em contrapartida, ter a preocupação de enriquecer não apenas levará a ter problemas espirituais, como convencerá o mundo de que não somos diferentes dele.

Pág 145 

Fomos chamados por Deus. Ele pede que “abandonemos” a sociedade de consumo que tende a dominar as nações e até a igreja do Ocidente.  Temos de ser diferentes no mundo que nos rodeia de várias maneiras. Devemos ser santos. E um ponto importante sobre esta santidade na atual geração é encher o coração do poder que vem de Cristo, que nos dá um contentamento sereno em todas as circunstâncias.

É por meio de Cristo que podemos fazer com que a sociedade desperte e perceba isso. Deus nos desafia para que sejamos visivelmente diferentes. Ele desafia esta geração de cristãos a ser transformada. Ele nos desafia a abandonar a falsa segurança do estilo de vida marcado pela ganância. A igreja de Cristo precisa se libertar dos grilhões do consumismo e, assim, ser capaz de glorificar a Deus aos olhos de um mundo atônito nos anos que estão por vir.

Autor: John Benton

Editora Cultura Cristã (www.editoraculturacrista.com.br)

A bancada dos evangélicos decidiu que ladroagem não é pecado

Postado em Política e Fé com as tags , , , , , , , , em 08/04/2012 por Roberto Aguiar

A charge americana acima ironiza a ridícula idéia espalhada por algumas igrejas de que Deus tem o seu “candidato”. O título, “O voto de Deus”.

A bancada evangélica no Congresso não perde chance de mostrar que é muito mais temente a Deus que qualquer papa. No momento, com o ânimo beligerante de quem se alistou nas hostes do Senhor antes de deixar o berçário, senadores e deputados federais combatem o consumo de bebida alcoólica durante os jogos da Copa de 2014. Simultaneamente, mantêm sob intenso bombardeio a legalização do aborto, os jogos de azar, os símbolos religiosos e outros sintomas de idolatria, os comerciais de cigarro, o kit gay, o casamento homossexual, o adultério, os decotes ousados e outras perfídias tramadas por Satanás.

A extensa lista de pecados só não inclui os cometidos de meia em meia hora pelos congressistas associados ao poder central. O assalto aos cofres públicos, a corrupção institucionalizada e impune, a gula das quadrilhas federais, a compra e venda de votos, os contratos de aluguel, as coalizões cafajestes e outras delinquências de que até Deus duvida são contemplados pelos evangélicos governistas com a tolerância dos cúmplices por ação ou omissão. Não é por falta de tempo que jamais combateram a ladroagem. O que falta é vergonha.

A bancada evangélica em Brasília é formada por 56 deputados federais, de diferentes partidos que, em sua maioria, formam a base de apoio da presidente Dilma Rousseff (PT-SP). A Frente Parlamentar Evangélica se organiza de forma suprapartidária, em torno de temas que envolvam direta ou indiretamente os princípios cristãos.

Entre os membros da Frente, 57% enfrentam problemas com a Justiça, de acordo com informações levantadas pelo jornalista Paulo Lopes no site Transparência Brasil, incluindo seu presidente, deputado federal João Campos, e o cantor Marcelo Aguiar. São 32 deputados com processos por suspeita em crimes como peculato (apropriação de bens ou valores públicos de forma indevida), improbidade administrativa, corrupção eleitoral, abuso de poder econômico, sonegação fiscal e formação de quadrilha. Entre as igrejas representadas por esses deputados, a Assembleia de Deus é a denominação com mais parlamentares envolvidos em escândalos. Entre os 24 deputados que são membros da igreja, 11 devem explicações à Justiça.

Anthony Garotinho, da Igreja Presbiteriana, é um dos membros da igreja que exercem mandato e tem processos em curso. Ao todo, são 5 os deputados da denominação que enfrentam problemas judiciais, além de 4 parlamentares filiados à Igreja Universal do Reino de Deus que são citados em processos. A lista é completada por 3 deputados da Igreja Quadrangular, incluindo seu presidente, reverendo Mario de Oliveira, 1 da Igreja da Graça, 2 da Igreja Mundial, 2 da Igreja Metodista, 1 da Igreja Nova Vida, 1 da Cristã Evangélica, 1 da Congregação Cristã no Brasil e 1 da Sara Nossa Terra.

O verdadeiro cristianismo é apolítico. A história está ai para nos ensinar que toda vez que a igreja tentou interferir no poder, só gerou guerras, sofrimento e dor, além invariavelmente de muita vergonha para nós cristãos… Não fomos chamados para legislar o mundo, mas para iluminá-lo através de uma vida transformada pelo poder de Deus, sem estardalhaços nem holofotes.

A politização da igreja é um equivoco grosseiro e certamente irá enfraquecer nosso testemunho. Não existe absolutamente respaldo bíblico para isso, e os que defendem essa tese, a defendem baseados unicamente em convicções pessoais ou em distorções grosseiras do texto bíblico.

Os fatos não negam, os homens que ajudamos a subir ao poder não são exemplos em nada, como atestam os seus testemunhos, e só nos ajudam a corar de vergonha frente a um mundo que nos cobra coerência e fidelidade ao credo que professamos.

Chega de oportunistas da fé, chega de demagogos politicamente espiritualizados. Não permita que sua igreja sirva de escada para esses guabirus se esgueirarem ao poder. Como qualquer político que se preze, eles só querem desfrutar dos deleites da vergonhosa vida fácil que essa função lhes oferece.

Fonte: Adaptação de Roberto Aguiar das matérias, “A bancada dos evangélicos decidiu que ladroagem não é pecado” da Veja, e “Mais da metade dos deputados da bancada evangélica enfrenta processos na Justiça” do gospel+.

Roberto Aguiar

Confira abaixo, a lista completa dos “Homens de Deus” que a igreja evangélica brasileira colocou no poder…

IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS

1 – Hidekazu Takayama – PSC/PR

TRF-1 (Seção Judiciária do Distrito Federal) – Processo 0031294-51.2004.4.01.3400 – de Ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal. STF – Inquérito nº 2652/ 2007 – Inquérito apura crimes contra a ordem tributária, estelionato e peculato.

2 – Sabino Castelo Branco – PTB/AM

STF – Processo nº 538 – Réu em ação penal movida pelo Ministério Público Federal por peculato. STF – Inquérito nº 2940 – É alvo de inquérito que apura crimes contra a ordem tributária. TSE – Processo nº 504786.2010.604.0000 – É alvo de recurso contra expedição de diploma apresentado pelo Ministério Público Eleitoral por abuso de poder econômico e uso indevido de meio de comunicação social. TSE – Processo nº 874.2011.604.0000 – É alvo de representação movida pelo MPE por captação ou gasto ilícito de recursos financeiros de campanha eleitoral. TRE-AM – Processo nº 90095.2002.604.0000 – Teve reprovada prestação de contas referente às eleições de 2002. TRE-AM – Processo nº 424843.2010.604.0000 – Teve reprovada prestação de contas referente às eleições de 2010. TRE-AM – Processo nº 485034.2010.604.0000 – É alvo de representação movida pelo MPE.TRF-1 Seção Judiciária da Amazônia – Processo nº 0001172-68.2007.4.01.3200 – É alvo de ação de execução fiscal movida pela Fazenda Nacional. TJ-AM Comarca de Manaus – Processo nº 0039972-21.2002.8.04.0001 – É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual.

3 – Ronaldo Nogueira – PTB/RS

TCE-RS (processo 008255-02.00/ 08-2) – Irregularidades na gestão da Câmara de Carazinho. TCE-RS (processo 001084-02.00/ 01-0) – Idem. TCE-RS (processo 010264-02.00/ 00-4) – Idem.

4 – João Campos de Araújo – PSDB/GO

TRF-1 (Seção Judiciária do Distrito Federal – processo 0031294-51.2004.4.01.3400 – É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal.

5 – Costa da Conceição Costa Ferreira – PSC/MA

TRF-1 (Seção Judiciária do Distrito Federal) – processo 0031294-51.2004.4.01.3400 – É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal. É alvo de ações de execução fiscal movidas pelo município de São Luís: TJ-MA Comarca de São Luís – Processo nº 7092-32.2007.8.10.0001. TJ-MA Comarca de São Luís – Processo nº 1793-35.2011.8.10.0001

6 – Antônia Luciléia Cruz Ramos Câmara – PSC/AC

TRE-AC – processo 497/ 2002 – Teve reprovada a prestação de contas referente às eleições de 2002. É alvo de ações penais movidas pelo Ministério Público por crimes eleitorais (peculato/captação ilícita de votos ou corrupção eleitoral). STF – processo 585. STF – Processo nº 587. TRE-AC – processo 177708/ 2010 – É alvo de inquéritos que apuram crimes eleitorais e contra a administração em geral: STF – inquérito 3083, TRE-AC – Inquérito 245, STF – Inquérito nº 3133. É alvo de ações de investigação judicial eleitoral por abuso de poder econômico: TRE-AC – processo 142143/ 2010, TRE-AC – processo 178782/ 2010, TRE-AC – processo 142835/2010. É alvo de representações movidas pelo MPE por captação ilícita de sufrágio e/ ou captação ou gasto ilícito de recursos financeiros de campanha eleitoral: TRE-AC – processo 180081/ 2010, TRE-AC – processo 194625/ 2010 e TRE-AC – processo 142058/ 2010

7 – Cleber Verde Cordeiro Mendes – PRB/MA

STF – processo 497/2008 – É alvo de ação penal movida pelo Ministério Público Federal por crimes praticados contra a administração em geral (inserção de dados falsos em sistema de informações). TRE-MA – processo 603979.2010.610.0000 – É alvo de ação de investigação judicial movida pelo Ministério Público Eleitoral por uso de poder político e conduta vedada a agentes públicos.

8 – Nilton Baldino (Capixaba) – PTB/RO

STF – Processo nº 644 – Acusado de envolvimento com a máfia das ambulâncias, é réu em ação penal movida pelo Ministério Público Federal por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal – Processo nº 0031294-51.2004.4.01.3400 – É alvo de ação civil pública movida pelo MPF. TRF-1 Subseção Judiciária de Ji-Paraná – Processo nº 0000432-26.2007.4.01.4101 – É alvo de ação de improbidade administrativa movida pelo MPF por envolvimento com a máfia das ambulâncias.

9 – Silas Câmara – PSC/AM

STF – inquérito 2005/2003 – É alvo de inquérito que apura peculato e improbidade administrativa. STF – inquérito 3269 e STF – inquérito 3092 – É alvo de inquéritos que apuram crimes eleitorais. TRF-1 Seção Judiciária da Amazônia – processo 0004121-02.2006.4.01.3200 – É alvo de ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal. É alvo de representação e ações de investigação judicial movidas pelo Ministério Público Eleitoral por captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico: TRE-AC – processo 180081.2010.601.0000, TRE-AC – processo 142835.2010.601.0000, TRE-AC – processo 178782.2010.601.0000, TRE-AM – processo 73203919.2005.604.0000 – O PTB teve reprovada a prestação de contas referente ao exercício financeiro de 2004, quando o parlamentar era ordenador de despesas do partido em nível estadual.

10 – José Vieira Lins (Zé Vieira) – PR/MA

É alvo de inquéritos que apuram crimes de responsabilidade, peculato e sonegação de contribuição previdenciária: STF – inquérito 3051, STF – inquérito 3078, STF – inquérito 2945, STF – inquérito 2943, STF – Inquérito 3047. É alvo de ações civis públicas, inclusive de improbidade administrativa, movidas pelo Ministério Público e pelo município de Bacabal: TRF-1 Seção Judiciária do Maranhão – processo 0005980-37.2008.4.01.3700, TJ-MA Comarca de Bacabal – processo 378-16.2009.8.10.0024, TJ-MA Comarca de Bacabal – processo 1771-15.2005.8.10.0024, TJ-MA Comarca de Bacabal – processo 279-56.2003.8.10.0024. É alvo de ações de execução movidas pela Fazenda Nacional — por exemplo: TRF-1 Subseção Judiciária de Bacabal – processo 0000629-69.2011.4.01.3703, TRF-1 Subseção Judiciária de Bacabal – processo 693-79.2011.4.01.3703, TRF-1 Subseção Judiciária de Bacabal – processo 0000908-55.2011.4.01.3703, TJ-MA Comarca de São Luís – Processo 6007-40.2009.8.10.0001. Foi responsabilizado por irregularidades em convênios e aplicação de recursos e teve contas reprovadas: TCU – Acórdão 5659/ 2010, TCU – Acórdão 3577/2009, TCU – Acórdão 3282/2010, TCU – Acórdão 2679/2010, TCU – Acórdão 749/2010, TCU – Acórdão 1918/ 2008 (teve o nome incluído no TCU – Cadastro de responsáveis com contas julgadas irregulares). TCU – Acórdão 801/ 2008 (teve o nome incluído no TCU – Cadastro de responsáveis com contas julgadas irregulares). TCE-MA – processo 2600/1999 e TCE-MA – processo 3276/2005.

11 – Marcelo Theodoro de Aguiar – PSC/SP

TRE-SP – Processo 1077244.2010.626.0000 – Teve reprovada prestação de contas referente às eleições de 2010.

 

IGREJA PRESBITERIANA

1 – Leonardo Lemos Barros Quintão – PMDB/MG

STF – Inquérito nº 2792 - É alvo de inquérito que apura crimes eleitorais. TJ-MG Comarca de Belo Horizonte – Processo nº 5034047-88.2009.8.13.0024 – É alvo de ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual.

2 – Edmar de Souza Arruda – PSC/PR

STF – inquérito 3307 – É alvo de inquérito que apura crimes contra o meio ambiente e o patrimônio genético.

3 – Edson Edinho Coelho Araújo (Edinho Araújo) – PMDB/SP

STF – Inquérito nº 3137 – É alvo de inquérito que apura crimes previstos na lei de licitações. TJ-SP Comarca de São José do Rio Preto – Processo 576.01.2009.043791-5 – É alvo de ação de execução fiscal movida pela Fazenda estadual. É alvo de ações de improbidade administrativa movidas pelo Ministério Público Estadual: TJ-SP (segunda instância) – processo 9035424-43.2006.8.26.0000, TJ-SP (Comarca de São José do Rio Preto) – Processo nº 576.01.2010.062759-8. O TCE-SP julgou irregulares processos licitatórios e contratos firmados pela prefeitura de São José do Rio Preto: TCE-SP – processo 2832/008/04, TCE-SP – processo 313/008/02, TCE-SP – processo 2432/008/07

4 – Benedita Souza da Silva Sampaio – PT/RJ

TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal – Processo 0031294-51.2004.4.01.3400 – É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal. É alvo de ações de improbidade administrativa: TJ-RJ (Comarca do Rio de Janeiro) – processo 0040421-83.2007.8.19.0001, TJ-RJ (Comarca do Rio de Janeiro) – processo 0050419-80.2004.8.19.0001 e TJ-RJ (Comarca do Rio de Janeiro) – processo 0372416-70.2009.8.19.0001.

5 – Anthony William Garotinho Matheus De Oliveira (Anthony Garotinho) – PR/RJ

É alvo de inquéritos que apuram crimes eleitorais: STF – Inquérito 2601/2007, STF – inquérito 2704/2008, TRF-2 (Seção Judiciária do Rio de Janeiro – Processo nº 2008.51.01.815397-2 – É réu em ação penal referente à máfia dos caça-níqueis e movida pelo Ministério Público Federal por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, corrupção e crimes contra a administração pública. Chegou a ser condenado a dois anos meio de prisão. A pena foi convertida em prestação de serviços e suspensão de direitos. É alvo de ações de improbidade administrativa: TJ-RJ Comarca de Nova Iguaçu – processo 0026769-53.2005.8.19.0038, TJ-RJ Comarca de São Fidelis – processo º 0000249-07.2011.8.19.0051, TJ-RJ Comarca do Rio de Janeiro – processo 0050419-80.2004.8.19.0001, TJ-RJ Comarca de Campos dos Goytacazes – processo 0011729-64.2009.8.19.0014, TJ-RJ Comarca do Rio de Janeiro – processo 0040380-19.2007.8.19.0001, TJ-RJ Comarca do Rio de Janeiro – processo 0040412-24.2007.8.19.0001, TJ-RJ Comarca do Rio de Janeiro – processo 0039456-08.2007.8.19.0001, TJ-RJ Comarca do Rio de Janeiro – processo 0064717-67.2010.8.19.0001, TJ-RJ Comarca do Rio de Janeiro – processo 0183480-95.2008.8.19.0001, TRE-RJ – processo 764689.2008.619.3802 – Em ação judicial eleitoral, foi condenado por abuso de poder econômico e uso indevido de veículo de comunicação social. A Justiça decretou inelegibilidade.

IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS

1 – José Heleno da Silva – PRB/SE

É alvo de ações de improbidade administrativa movidas pelo Ministério Público Federal: TRF-5 Seção Judiciária de Sergipe – processo 0005364-36.2010.4.05.8500, TRF-5 Seção Judiciária de Sergipe – processo 0005511-67.2007.4.05.8500 (Acusado de envolvimento com a máfia das ambulâncias), TRF-1 Seção Judiciária de Mato Grosso – processo 0015233-58.2008.4.01.3600 – É alvo de medidas investigatórias referentes à máfia das ambulâncias e conduzidas pelo Ministério Público Federal. O TRE reprovou as prestações de contas do PL referentes aos exercícios financeiros de 2003 e de 2005, quando o parlamentar era dirigente do partido em nível regional: TRE-SE – processo 34792.2004.625.0000, TRE-SE – processo 438664.2006.625.0000

2 – Vitor Paulo Araújo dos Santos – PRB/RJ

STF – processo 592 – É réu em ação penal movida pelo Ministério Público por crimes eleitorais.

3 – Antonio Carlos Martins de Bulhões – PRB/SP

STF – inquérito 2930/ 2010 – É alvo de inquérito que apura peculato. TRF-3 Seção Judiciária de São Paulo – Processo 0044601-82.2002.4.03.6182 – É alvo de ação de execução fiscal movida pela Fazenda Nacional. TRF-3 Seção Judiciária de São Paulo – Inquérito 0005062-78.2003.4.03.6181 – É alvo de inquérito que apura apropriação indébita e crimes contra o patrimônio.

4 – Jhonatan Pereira de Jesus – PRB/RR

TRE-RR – processo 229176.2010.623.0000 – Teve reprovada a prestação de contas referente às eleições de 2010.

IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR

1 – Jefferson Alves de Campos – PSB/SP

TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal – processo 0031294-51.2004.4.01.3400 – É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal. É alvo de ações de improbidade administrativa movidas pelo MPF por envolvimento com a máfia das ambulâncias: TRF-3 Seção Judiciária de São Paulo – processo 0004928-22.2011.4.03.6100, TRF-3 Subseção Judiciária de Santos – processo 0000249-06.2007.4.03.6104

2 – Mário de Oliveira – PSC/MG

TRE-MG – Processo 60069.2011.613.0000 – É alvo de inquérito que apura crime eleitoral. STF – inquérito 2727 – É alvo de inquérito que apura crimes de responsabilidade, contra a ordem tributária e previstos na lei de licitações, além de formação de quadrilha, falsidade ideológica, estelionato e lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores.

3 – Josué Bengtson – PTB/PA

TRF-1 Seção Judiciária do Pará – rocesso 3733-02.2007.4.01.3900 – É alvo de ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal. TRF-1 Seção Judiciária de Mato Grosso – processo 0004032-69.2008.4.01.3600 – Acusado de envolvimento com a máfia das ambulâncias, é alvo de medidas investigatórias conduzidas pelo MPF por crimes previstos na lei de licitações.

IGREJA INTERNACIONAL DA GRAÇA

1- Rodrigo Moreira Ladeira Grilo – PSL/MG

2 – Jorge Tadeu Mudalen – DEM/SP

TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal – Processo 0031294-51.2004.4.01.3400 – É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal.

IGREJA MUNDIAL DO PODER DE DEUS

1 – José Olímpio Silveira Moraes (missionário José Olímpio) – PP/SP

TJ-SP Comarca de São Paulo – Processo 0424086-16.1997.8.26.0053 – É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual. TJ-SP Comarca de Itu – processo 286.01.2009.514728-4 – É alvo de ação de execução fiscal movida pelo município de Itu.

2 – Francisco Floriano de Souza Silva – PR/RJ

TJ-RJ Comarca do Rio de Janeiro – processo 0139394-68.2010.8.19.0001 – É réu em ação penal movida pelo Ministério Público Estadual por lesão corporal decorrente de violência doméstica.

IGREJA METODISTA

1 – Walney Da Rocha Carvalho – PTB/RJ

STF – Processo 627 – É alvo de ação penal movida pelo Ministério Público Federal por corrupção passiva. TRE-RJ – Processo nº 197118.2002.619.0000 – Teve reprovada prestação de contas referente às eleições de 2002. É alvo de ações de execução fiscal movidas pelo município de Nova Iguaçu e pela Fazenda Nacional — por exemplo: TRF-2 Seção Judiciária do Rio de Janeiro – processo 0000562-61.2010.4.02.5110, TJ-RJ Comarca de Nova Iguaçu – processo 0112599-45.2009.8.19.0038, TJ-RJ Comarca de Nova Iguaçu – processo 0083231-88.2009.8.19.0038

2 – Áureo Lidio Moreira Ribeiro – PRTB/RJ

É alvo de ações de execução fiscal movidas pela Fazenda Nacional e pelo município de Duque de Caxias: TRF-2 Seção Judiciária do Rio de Janeiro – processo 0000153-61.2005.4.02.5110, TJ-RJ Comarca de Duque de Caxias – Processo nº 0005413-58.2002.8.19.0021.

IGREJA NOVA VIDA

1 – Washington Reis de Oliveira – PMDB/RJ

STF – processo 618 – É alvo de ação penal movida pelo Ministério Público Federal por crimes contra o meio ambiente e o patrimônio genético e formação de quadrilha. STF – inquérito 3192 – É alvo de inquérito que apura crimes eleitorais. É alvo de ações civis públicas, inclusive de improbidade administrativa, movidas pelo Ministério Público: TRF-2 Seção Judiciária do Rio de Janeiro – Processo 0007523-23.2007.4.02.5110, TRF-2 Seção Judiciária do Rio de Janeiro – processo 0008324-65.2009.4.02.5110, TRF-2 Seção Judiciária do Rio de Janeiro – Processo 0003813-92.2007.4.02.5110 (Foi condenado por improbidade administrativa, pois não houve divulgação de recursos recebidos pela prefeitura de Duque de Caxias. A Justiça determinou a suspensão dos direitos políticos, a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios/ incentivos fiscais ou creditícios e o pagamento de multa). É alvo de ações de execução fiscal movidas pela Fazenda Nacional e pelo município de Duque de Caxias — por exemplo:

TRF-2 Seção Judiciária do Rio de Janeiro – processo 0004113-83.2009.4.02.5110, TRF-2 Seção Judiciária do Rio de Janeiro – processo 0004857-78.2009.4.02.5110, TJ-RJ Comarca de Duque de Caxias – processo 0223580-32.2008.8.19.0021, TJ-RJ Comarca de Duque de Caxias – processo 0223582-02.2008.8.19.0021, TRE-RJ – processo 386718.2010.619.0000 – É alvo de ação de investigação judicial movida pelo Ministério Público Eleitoral por abuso de poder econômico. TRE-RJ – processo 772.2011.619.0000 – É alvo de representação movida pelo MPE por captação ou gasto ilícito de recursos financeiros de campanha eleitoral. TRE-RJ – Processo 674343.2010.619.0000 – É alvo de representação movida pelo MPE por conduta vedada a agente público. TCE-RJ detectou irregularidades e emitiu pareceres contrários à aprovação das contas referentes à administração financeira da prefeitura de Duque de Caxias: TCE-RJ – Processo 203.163-8/10. TCE-RJ – processo 206.291.7/09

IGREJA CRISTÃ EVANGÉLICA

1 – Iris de Araújo Resende Machado – PMDB/GO

TRE-GO – Processo nº 999423170.2006.609.0000 – Teve rejeitada prestação de contas referente às eleições de 2006.

CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL

1 – Bruna Dias Furlan – PSDB/SP

É alvo de representações movidas pelo Ministério Público Eleitoral por conduta vedada a agentes públicos: TRE-SP – processo 15170.2010.626.0199, TRE-SP – processo 1949115.2010.626.0000

IGREJA SARA NOSSA TERRA

1 – Eduardo Cosentino da Cunha

STF – inquérito 2984/ 2010 – É alvo de inquérito que apura uso de documento falso. STF – inquérito 3056 – É alvo de inquérito que apura crimes contra a ordem tributária. TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal – processo 0031294-51.2004.4.01.3400 – É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal. TJ-RJ Comarca do Rio de Janeiro – processo 0026321-60.2006.8.19.0001 – É alvo de ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual. TRE-RJ – processo 59664.2011.619.0000 – Alvo de representação movida pelo Ministério Público Eleitoral por captação ilícita de sufrágio. TRE-RJ – processo 9488.2010.619.0153 – Alvo de ação de investigação judicial eleitoral movida pelo MPE por abuso de poder econômico. TSE – processo 707/2007 – Alvo de recurso contra expedição de diploma apresentado pelo MPE por captação ilícita de sufrágio.

Pastor lança livro que nega a natureza pecaminosa do homem

Postado em Inteirações com as tags , , , , em 08/04/2012 por Roberto Aguiar

O pastor da igreja “A Casa do Oleiro” em Dallas, TD Jakes, lançou recentemente um livro falando sobre perdão. Por causa dessa obra o pastor vem sendo criticado, por negar o pecado original e a natureza pecaminosa do homem.

A declaração de Jakes de que o perdão é inato e que não perdoar se aprende de seu ambiente foi rejeitada pelo apologista Chris Rosebrough, que argumentou contra Jakes afirmando, em seu programa de rádio, “Combate pela Fé”, que “Não há uma única passagem (nas Escrituras) que diz que os seres humanos por natureza perdoam”.

Intitulado: “Let It Go: Forgive So You Can Be Forgivenen”, o livro afirma que as pessoas aprendem a não perdoar por comportamento modelado por eles, significando que também pode desaprender e tornar-se a ser indulgente. O pastor cita como motivos da falta de perdão com o argumento de que muitas vezes ela vem de pessoas que sentem que o seu futuro foi danificado ou retirado deles, ou a traição não foi suficientemente expiada.

Argumentando que o meio em que a criança cresce é que desenvolve nela a capacidade de perdoar ou não perdoar, Jakes afirma que “Nós não viemos aqui para não perdoar. As crianças não são cruéis. Você pode puni-los e abraçá-lo em minutos. Eles podem ter uma briga com outra criança e, em seguida, eles querem sair e brincar na hora do almoço”.

Porém Rosebroug rebate as afirmações do pastor afirmando que existem “muitas passagens que dizem que somos maus por natureza, pecadores, em guerra com Deus, objetos da ira de Deus, mortos em delitos e, em nossos pecados”.

Argumentando que “a ideia de que a natureza de perdoar das crianças é ‘argumento de experiência limitada’”, Rosebrough afirmou que “a ideia de Jakes de ser tolerante a nossa natureza pecaminosa, faz parecer que há algo de bom em nossa natureza, que também é contrária à Palavra de Deus”.

Segundo o The Christian Post, o apologista afirma ter visto muitas crianças fazerem exatamente o oposto do que Jakes diz fazerem e que “não faz parte de a nossa natureza humana querer perdoar”.

Ressaltando a necessidade de um salvado crucificado e ressussitado Rosebrough finaliza dizendo que “se alguém acredita que pode manter a lei de Deus, então não entende a profundidade e a magnitude de sua natureza pecaminosa inata”.

Fonte: Gospel+

Não entendo? A psicologia afirma a mesma coisa, que o homem nasce bom e o ambiente é que o influencia negativamente, e ninguém fala nada…? Tanto é que existe algo como “Psicologia Cristã”…

Na verdade, a maioria das igrejas evangélicas, não declaradamente, mas de uma forma velada, agem como se o indivíduo fosse bom por natureza, pois apenas com um aceno de mão, sem exigir arrependimento nem transformação alguma, estão elegendo meio mundo a seguidores de Cristo….

Roberto Aguiar

Ativista ateu se converte ao cristianismo pelo testemunho de cristãos

Postado em Inteirações com as tags , , , , , , em 08/04/2012 por Roberto Aguiar

Às vezes a vida pode tomar um rumo que te faz ver as coisas sob uma luz diferente. Algumas semanas atrás, o taxista Patrick Greene, era conhecido no condado de Henderson County, estado americano do Texas, simplesmente como um ateu militante que ameaçou processar a cidade por colocar um presépio de natal no gramado do tribunal. A experiência anterior de Greene com os cristãos era de indivíduos tacanhos que o haviam tratado rudemente ao longo de sua vida. “Minha esposa e eu nunca tínhamos visto um cristão fazer nada de bom para nós”, disse Greene.

 Isso mudou quando aos 63 anos de idade Greene soube que tinha um descolamento de retina. Greene foi forçado a desistir de dirigir seu táxi amarelo, e obrigado a resignar-se a sua cegueira iminente. A cirurgia do olho custaria 20.000 dólares, ele disse, e nem sequer tinha dinheiro para pagar as contas comuns ou comprar mantimentos. Jessica Crye, uma membra da Igreja Batista local, ficou sabendo dos problemas de Green pela internet, e se sentiu compelida a ajudar.  O pastor de Jessica, o Rev. Eric Graham, então ligou para Greene para descobrir mais sobre suas necessidades. “Eu disse, antes de tudo, eu não quero $ 20.000”, disse Greene. “Isso seria ridículo, pois há uma boa chance da cirurgia ser um fracasso. Se você quiser realmente contribuir com algo para ajudar, precisamos de mantimentos”, disse Greene.

Greene disse que estava “perplexo” ao saber que um grupo de cristãos estava chegando para ajudar um ateu, que em fevereiro tinha informado aos comissários da prefeitura que iria processar a cidade se a cena da manjedoura reaparecesse este ano. “Será que eles vão nos ajudar?” perguntou Karen, a esposa de Greene. “Pensei que se viesse alguma coisa, seria algo como $ 50, ou talvez US $ 100 dólares, disse Greene. Poucos dias depois, os cristãos cumpriram bem a sua promessa e enviaram um cheque de 400 dólares .”Eu disse, eu não posso acreditar nisso”, disse Greene. “Eu pensei que estava chegando o meu fim…” O dinheiro foi para ajudar a pagar o aluguel e atender às necessidades de supermercado. “As contribuições não vão parar em US $ 400 dólares”, disse a irmã Jessica, “mais dinheiro está vindo.  Greene está tão impressionado com a generosidade dos cristãos, que se converteu ao cristianismo e está até pensando em ser pastor. Greene está compartilhando a história através dos meios de comunicação, e está pensando em escrever um livro. “Eu vou chamá-lo de “Os Cristãos Reais de Henderson County, Texas, “disse Greene.”Essas pessoas estão agindo como a Bíblia diz que um cristão faz.” Greene planeja publicar o trabalho num e-book. “Estou dedicando o livro a minha esposa, a Jessica, e ao reverendo Graham.

“É maravilhoso o que Deus fez”, disse Jessica, agora, ao invés de continuar tentando manter o presépio removido, Green disse que gostaria de adicionar a sua contribuição. “Eu decidi mostrar o meu apreço à comunidade cristã por toda sua ajuda, e eu vou comprar uma estrela para o topo da cena da Natividade. Vocês podem descobrir como ligá-lo”, disse Greene.

Fonte: www.athensreview.com

Deixando o tema do sincretismo do natal há parte, devemos exaltar, nos alegrar e soltar fogos de artifício pela visão cristocêntrica e incomum da Igreja Batista Sand Springs no Texas. (sandspringsbc.com).

O partidarismo, o espírito faccioso é forte nos crentes… A tentação de jogarmos apenas no nosso time parece “fazer a cabeça” da maioria de nós. A frieza e o desprezo com que enxergamos os “inimigos”, é mais que evidente, é explícito, e ao contrário do que se pensa dentro da igreja, os de fora enxergam esse tipo de maldade sim. Prestar socorro a um inimigo declarado como um ateu, certamente nos traz um ar de nostalgia da igreja primitiva. Nos faz lembrar de um estilo de vida há muito esquecido. Outro belo testemunho como esse, nos trouxe o pastor Richard Wurmbrand, que mesmo sendo torturando 14 anos em prisões comunistas na Romênia, demonstrou um inegável amor pelos seus algozes. Que episódios como esses nos sirva de pregação e influencie nossa maneira de lidar com nossos inimigos declarados.

Roberto Aguiar

Vitimizando os Cristãos

Postado em Psicoheresia com as tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , em 03/04/2012 por Roberto Aguiar

Teorias e terapias de aconselhamento psicológico deram aos americanos uma nova maneira de pensar e fizeram dos EUA uma cultura terapêutica do ego – onde o eu e como ele se sente sobre si mesmo estão no centro de todo propósito (naturalmente, essa tendência não se limita aos EUA. Ela logo se espalha pelo mundo ocidental, razão porque este artigo tem validade para muitos outros países – N. R.). As pessoas aderiram a um modo de pensar psicológico que coloca as privações e as “feridas” emocionais como as causas principais de quase todos os problemas pessoais e sociais. Esse modo de pensar tem o potencial de fazer com que todos sejam vítimas que precisam dos serviços do sistema de saúde mental que se expande cada vez mais. Quinze anos atrás, Charles Sykes escreveu um livro intitulado A Nation of Victims: The Decay of the American Character (Uma Nação de Vítimas: A Decadência do Caráter Americano), no qual diz:

“O ethos [síntese dos costumes de um povo] da vitimização tem uma capacidade interminável não apenas de eximir uma pessoa da culpa e de remover toda sua responsabilidade numa torrente de explicações – racismo, sexismo, pais desajustados, vícios, e enfermidades – mas também de projetar a culpa sobre os outros.”[1]

Sykes também diz: “O impulso de escapar da responsabilidade pessoal e culpar os outros parece muito mais profundamente arraigado na cultura americana”.[2] Na verdade, ele declara: “O Hino Nacional tornou-se A Lamúria”, e explica, “Cada vez mais, os americanos agem como se tivessem recebido uma permissão para escaparem permanentemente do infortúnio e uma liberação contratual da responsabilidade pessoal”.[3]

O modo de pensar psicológico

O modo de pensar psicológico evoluiu a partir do desenvolvimento razoavelmente recente da psicologia clínica (incluindo a psicoterapia, a psicologia do aconselhamento, e o aconselhamento familiar e matrimonial), que nasceu em faculdades e universidades em torno de 1950 e se expandiu por meio da política e do dinheiro.[4] Desde aquela época, a psicologia clínica explodiu até o ponto de a Dra. Ellen Herman descrever a popularidade e o impacto da psicologia no mundo ocidental em seu livro The Romance of American Psychology (O Romance da Psicologia Americana):

A introvisão (insight) psicológica é o credo do nosso tempo. Em nome da iluminação, os estudiosos prometem ajuda e fé, conhecimento e conforto. Eles inventam fórmulas seguras para uma vida feliz e planos ambiciosos para dissolver os nós dos conflitos. A psicologia, de acordo com seus incentivadores, possui respostas valiosas para nossas perguntas pessoais mais difíceis e oferece soluções práticas para nossos problemas sociais mais intratáveis.[5]

Herman também afirma:

“Nos Estados Unidos do final do século XX, provavelmente vamos crer em tudo que os estudiosos da psicologia nos dizem. Eles falam com autoridade a uma vasta audiência e se tornaram figuras familiares na maioria das comunidades, na mídia, e em virtualmente todas as áreas da cultura popular. O aconselhamento deles é um grande negócio.”[6]

 

As pessoas aderiram a um modo de pensar psicológico que coloca as privações e as “feridas” emocionais como as causas principais de quase todos os problemas pessoais e sociais.

O tipo de psicologia que tem esse poder de fazer as pessoas se tornarem vítimas é a psicoterapia com suas psicologias subjacentes, tais como a teoria do inconsciente de Sigmund Freud e a hierarquia das necessidades de Abraham Maslow, juntamente com cerca de 500 sistemas diferentes de aconselhamento e suas teorias. Afinal, quem tem uma vida perfeita? Certamente nenhum dos teóricos, os quais desenvolveram seus sistemas a partir de sua própria vida pessoal e imaginação criativa.[7]

Em seu livro Manufacturing Victims: What the Psychology Industry is Doing to People(Fabricando Vítimas: O Que a Indústria da Psicologia Está Fazendo às Pessoas), a Dra. Tana Dineen revela em que se transformou a assim chamada profissão de “cuidados e orientação”. Ela começa sua obra com as seguintes palavras e o restante do livro prova o que ela quer dizer:

A psicologia se apresenta como uma profissão que demonstra cuidado e afeição e que trabalha para o bem de seus clientes. Mas, por trás da fachada de benevolência, está uma indústria voraz, que serve a si própria e que oferece “fatos” que são geralmente infundados, fornece uma “terapia” que pode causar danos, e exerce uma influência que está produzindo efeitos devastadores no tecido social.[8]

Dineen também afirma:

“Não é novidade dizer que a psicologia se tornou uma força cultural influente ou que a sociedade está se tornando cada vez mais cheia de pessoas que se consideram vítimas e que são psicologicamente carentes de uma forma ou de outra.

A novidade é que a psicologia está fabricando a maioria dessas vítimas; que ela está fazendo isso por motivos baseados no poder e no lucro (ênfase da autora).”[9]

Embora, de fato, haja vítimas reais, o modo de pensar psicoterapêutico banalizou os horrores que algumas pessoas experimentaram, expandindo seu significado de forma que qualquer um, se quiser, preenche os requisitos e pode achar que tem aquele problema. O papel da vítima pode ser deveras sedutor. Além de atrair a solidariedade dos amigos, ocupar horas intermináveis de terapia psicológica centralizada no eu, e ser eximido da responsabilidade e da culpa, ser vítima fornece uma nova identidade, [permitindo à pessoa] ser o herói ou a heroína em seu próprio drama de superar obstáculos horrendos na grande busca pela cura psicológica. Em vez de ter que enfrentar o desagradável fato de seu próprio pecado sem desculpas nem razões, ou de troca de acusações, a pessoa escolhe ser vítima. A Dra. Carol Tavris e o Dr. Elliot Aronson descrevem a utilidade do fazer-se de vítima que vem da terapia das memórias recuperadas. Eles afirmam em seu livro Mistakes Were Made (but not by me): Why We Justify Foolish Beliefs, Bad Decisions, and Hurtful Acts [Erros Foram Cometidos (mas não por mim): Por Que Justificamos Crenças Tolas, Decisões Erradas, e Atos Prejudiciais]:

Por que as pessoas diriam se lembrar que sofreram experiências angustiantes se não as tivessem sofrido, especialmente quando essa crença causa divisões na família e entre os amigos? Ao distorcer suas memórias, essas pessoas podem “conseguir o que querem ao alterarem o que tiveram”, e o que querem é fazer com que sua vida presente, não importa quão desolada ou rotineira, torne-se uma vitória deslumbrante sobre a adversidade. Lembranças de abuso também as ajudam a resolver a dissonância entre “Sou uma pessoa inteligente e competente” e “Minha vida agora está realmente uma droga” com uma explicação que as faz sentirem-se bem e isentas de responsabilidade: “Não é minha culpa que minha vida esteja essa droga. Olhe só que coisas horríveis fizeram comigo”.[10]

O modo de pensar psicológico cristianizado?

A mentira de que a Palavra de Deus, a obra do Espírito Santo e a comunhão dos santos não são suficientes para curar os chamados problemas psicológicos existenciais é promovida por inúmeros líderes e aceita na maior parte das igrejas.

Sim, estamos rodeados por uma nação de vítimas com um modo de pensar terapêutico, mas, esperem – somos cristãos! Como isso afeta aqueles dentre nós que receberam nova vida através da obra completa que Jesus realizou na cruz? O que isso tem a ver com o Evangelho e com viver a vida cristã? Muito!

Quase tão logo quanto o romance da psicologia laçou os americanos, ela foi adotada pelos cristãos que acreditavam que as teorias e terapias de aconselhamento psicológico seriam úteis para ajudar os crentes. Essas ideias de aconselhamento psicológico foram trazidas para as aulas de aconselhamento pastoral em inúmeros cursos de teologia de graduação e de pós-graduação. A seguir vieram os “psicólogos cristãos”, que tramaram um plano para integrar as teorias e terapias de aconselhamento psicológico com o cristianismo, tanto para aconselhar os crentes quanto para instruir os santos sobre como viver a vida cristã. E agora, que conselho as pessoas ouvem quando estão lutando com alguma angústia emocional e algum problema existencial? “Você precisa de aconselhamento!” O que querem dizer é: aconselhamento profissional, psicoterapia e suas teorias subjacentes do ego. Por quê? Porque acreditam numa mentira que, em resumo, diz que a cruz de Cristo, a Palavra de Deus, a obra do Espírito Santo e a comunhão dos crentes não são suficientes para pessoas com problemas emocionais ou de relacionamento. Crêem que os cristãos precisam aquilo que apenas as teorias e terapias podem oferecer. Isso acontece por causa do que Sykes chama de

O triunfo da mentalidade terapêutica… que insistia em ver as questões imemoráveis da vida humana como problemas que demandam soluções. A cultura terapêutica forneceu ambos em abundância: os terapeutas transformaram os antiqüíssimos dilemas humanos em problemas psicológicos e afirmaram que eles (os terapeutas) eram os únicos que conheciam o tratamento. [11]

Essa mentira de que a Palavra de Deus, a obra do Espírito Santo e a comunhão dos santos não são suficientes para curar os chamados problemas psicológicos existenciais é promovida por inúmeros líderes e aceita na maior parte das igrejas. Um desses líderes é o Dr. Bruce Narramore, Professor Emérito da Faculdade de Psicologia Rosemead da Universidade Biola, que diz:

Acho que os críticos [da psicologia] precisam perguntar: “Por que as pessoas estão tão interessadas na psicologia?” A idéia é que deveríamos voltar aos modos antigos. Mas os modos antigos não estavam funcionando. [12]

Narramore afirma isso sem provas ou evidências e, portanto, implica que, por quase 2.000 anos, Deus falhou em dar a Seus filhos os meios de tratar dos problemas existenciais.

O problema do pecado vem de dentro de nós e a solução vem de fora de nós. Ela vem do próprio Deus por meio da cruz de Cristo.

A integração das teorias e terapias da psicologia do aconselhamento foi bem sucedida em fazer do corpo de Cristo um monte de vítimas. Se esse fosse o título de um livro, o subtítulo poderia ser “O Fim do Ministério Bíblico”. Em sua ansiosa adesão a esse tipo de psicologia, a Igreja deixou seu primeiro amor e se apaixonou pela sabedoria do homem e sua “filosofia e vãs sutilezas” (Cl 2.8; 1 Co 2). Que esse tipo de psicologia agora é algo comum nas igrejas pode ser visto na observação do Dr. Frank Furedi em seu livro Therapy Culture (A Cultura da Terapia), no qual ele diz: “Um estudo sobre ‘igrejas atraentes’ nos EUA afirma que a habilidade delas em cativar novos adeptos se baseia na habilidade de penetrarem na compreensão terapêutica dos americanos”.[13] Ele vê esse fato como uma preocupação com o ego e, realmente, tudo gira em torno do ego!

Tudo a ver com o ego

O enfoque da terapia psicológica está no ego e em seus problemas a partir da perspectiva de que o eu é essencialmente bom, mas está emocionalmente ferido pelas circunstâncias e por outras pessoas. Portanto, cada vez mais cristãos estão se vendo como vítimas inocentes com suas “falhas” e problemas existenciais devidos a outras pessoas e circunstâncias fora de seu controle. Pior ainda, alguns, que foram convencidos que a fonte de seus problemas é o que aconteceu com eles quando eram crianças, passam meses e anos na terapia e/ou na chamada cura interior. Alguns tentam obter introvisões através de lembranças de eventos reais e outros estão buscando memórias supostamente esquecidas de abuso e negligência. Outros são estimulados a ver uma figura de Jesus acrescentar algo à lembrança para curá-la ou mudá-la, mas, como isso tudo se passa na sua imaginação, eles acabam tendo um falso Jesus. A idéia em todo esse tipo de aconselhamento e cura interior é que o eu foi ferido de alguma maneira e deve ser ajudado e curado.

Dessa forma, a psicoterapia tenta consertar o ego para que a chamada bondade essencial possa ser experimentada e expressada. O modo de pensar psicológico vê o problema como se fosse exterior. A solução é encontrada no interior do eu, embora com a ajuda daqueles que têm conhecimento psicológico especial. O eu é central e deve ser nutrido com auto-amor, auto-estima, auto-valorização, sendo que todos estes devem levar à auto-realização, mas que geralmente aumenta a auto-absorção, o egocentrismo e a auto-indulgência.

Em contraposição, a Palavra de Deus apresenta a verdade sobre a humanidade: que somos pecadores por natureza e, portanto, não essencialmente bons em nós mesmos. Romanos 3.10 diz: “Não há justo, nem um sequer”. E, no versículo 23, lemos: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”. O problema do pecado vem de dentro de nós e a solução vem de fora de nós. Ela vem do próprio Deus por meio da cruz de Cristo, que suportou nosso pecado, e adquiriu uma nova vida para nós, que é recebida pela graça por meio da fé e vivida pela graça através da fé.

Vítima ou pecador?

Um dos objetivos principais de grande parte da psicologia do aconselhamento é aliviar a culpa para que os indivíduos possam sentir-se melhor acerca de si mesmos e, supostamente, conduzir suas vidas de modo mais eficiente. Ajudar um indivíduo a ver-se como necessitado, emocionalmente ferido, e maltratado ou decepcionado por outros é uma maneira conveniente de eximir-se da responsabilidade, do pecado e da culpa pessoais. Isso é o oposto do que a Bíblia diz, pois ela provê o remédio verdadeiro para o pecado e a única cura para a condição humana por meio de Cristo e de tudo o que Ele realizou para nos libertar do pecado e da culpa.

Toda a Escritura aponta para o Cordeiro de Deus morto antes da fundação do mundo. Seu ponto focal é que Jesus Cristo satisfez a ira de Deus contra o pecado, obtendo o perdão e uma nova vida para os crentes. O cristianismo tem tudo a ver com viver uma nova vida e reconhecer-se como morto para a vida velha. O cristianismo não tem nada a ver com enfocar problemas, os pecados e as limitações de outras pessoas, e também não tem nada a ver com pescar fatos do passado para consertar o presente. A vida cristã tem a ver com confessarmos nossos próprios pecados, caminharmos de acordo com a nova vida em Cristo:“esquecendo-me das coisas que para trás ficam, e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.13-14).

A igreja primitiva tinha o único remédio para os problemas atuais e as circunstâncias passadas de todos nós: a cruz de Cristo! A magnitude do pecado de cada pessoa contra Deus, desde o berço até a sepultura, é mais do que cada um poderia imaginar, mas Jesus levou tudo sobre Si para que pudesse dar uma nova vida a todo crente. Ele, que não conheceu pecado, morreu no lugar daqueles que eram pecadores por natureza. Ele não veio para apenas reparar nossa carne (a velha natureza). Jesus veio para encravar nossa velha natureza na cruz para que os crentes, ao se identificarem com Ele, pudessem se reconhecer como mortos para a velha natureza e vivos para a nova natureza.

Até certo ponto, todos fomos afetados desfavoravelmente pelo pecado de outras pessoas, mas os efeitos adversos ou as tendências pecaminosas de nossos pais, ou as maneiras pecaminosas que aprendemos deles residem na carne (velha natureza). O problema, portanto, é nossa carne, e não algo exterior a nós mesmos, seja no passado ou no presente. A Bíblia não ensina às pessoas a nutrirem sua assim chamada “criança interior” ou a desenvolverem a auto-estima ou a esquadrinharem seus anos de infância buscando ver como os adultos falharam em relação a elas. A Bíblia não aconselha ninguém a se lembrar e a re-experimentar as dores do passado, as decepções, ou mesmo abusos, para obter crescimento pessoal ou espiritual. A Bíblia não sugere que as pessoas devem ser curadas emocionalmente antes que possam crer em Deus ou antes que possam crescer espiritualmente.

Considerando as penosas circunstâncias e a infância de muitos cristãos gentios, a igreja primitiva tinha grande número de “vítimas” em potencial (muitos nascidos e criados na escravidão, com o conseqüente abuso sexual e físico e tratados de modo desumano). Mas, a Igreja as tratou como vítimas que necessitavam de cura para suas feridas emocionais ou que precisavam lembrar da dor do passado a fim de conhecerem a Deus e crescerem espiritualmente? Não! A Bíblia não retrata os seres humanos como vítimas, mas como pecadores. Jesus morreu pelos pecadores, não pelas vítimas!

O caminho da cruz

O caminho da cruz é uma forma totalmente diferente de tratar das questões sérias da vida e com problemas existenciais. Em vez de tentar lembrar do passado e de alguma forma re-trabalhar as memórias dolorosas através da terapia ou da chamada cura interior, os cristãos precisam reconhecer que estão mortos para o passado, identificando-se com a morte de Cristo, e vivendo de acordo com a nova vida nEle. Tudo deve ser levado à cruz em vez de ser revivido e relembrado em conversações. Não obstante, muitas das pessoas que promovem esse retorno sem sentido ao passado concordam que Cristo morreu pelos nossos pecados, mas insistem em que muitos cristãos ainda precisam de cura do passado. Entretanto, cavar velhas lembranças com o propósito de mudar a vida presente é contraproducente em relação à cruz e, de fato, nega a obra acabada de Cristo.

Jesus disse: “Está consumado!” (Jo 19.30). Então nós dizemos aos amigos cristãos: identifiquem-se com essas palavras quando vocês trouxerem à cruz seus próprios pecados ou os pecados cometidos contra vocês. Reconheçam que Jesus sofreu a dor e a conseqüência eterna por aqueles pecados. Ele sentiu a dor e a agonia por todo pecado cometido contra vocês. Ele tomou tudo sobre Si e disse: “Está consumado!” Se uma lembrança voltar ao seu pensamento e provocar dor, tratem-na como uma tentação do inimigo, que quer roubar de vocês a verdade sobre o que Cristo fez e minar sua identificação com Ele, tanto em Sua morte quanto em Sua ressurreição. Satanás sempre trabalha para manter os cristãos lutando na carne, porque é aí que somos mais vulneráveis e também porque ele odeia a vida de Cristo em cada cristão. Ele fica muito satisfeito quando os cristãos andam de acordo com a carne ou com sua velha natureza. Portanto, o diabo fica satisfeito com todas as formas de terapia psicológica e formas relacionadas de cura interior, incluindo o Ministério de Oração Teofóstica.[14].

Pense biblicamente, não psicologicamente

Os cristãos precisam pensar biblicamente quando lêem livros sobre como viver e lidar com problemas existenciais. Precisam guardar sua mente quando observam ou ouvem crentes ou não-crentes conversando sobre como tratar com as questões da vida e sobre o que é ser cristão. Precisam estar alertas para expressões como: necessidades sentidas, rejeição, vidas quebradas, repressão, negação, mecanismos de defesa, complexo de inferioridade, sublimação, projeção, transferência, desajustamento, baixa auto-estima, o inconsciente, reservatórios escondidos, memórias escondidas, feridas emocionais, cura emocional, co-dependência, vício, compulsão, trauma, estresse, crise de identidade. Cada comportamento imaginável tem a possibilidade de uma descrição psicológica mal feita.

A Bíblia não sugere que as pessoas devem ser curadas emocionalmente antes que possam crer em Deus ou antes que possam crescer espiritualmente.

A utilização das terapias psicológicas ou da cura interior cega os cristãos para a glória da cruz e para o grande amor que foi derramado por eles. Aqueles que estão dispostos a encarar sua própria depravação e os pecados que continuam a cometer após terem recebido a nova vida e que percebem exatamente o que Cristo suportou no lugar deles têm uma realização muito maior no amor de Deus. Disse Jesus: “Mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama” (Lc 7.47). Assim, ao verem a magnitude do que Cristo fez ao perdoá-los, os crentes ficam conhecendo o amor dEle, e ao conhecerem e receberem o Seu amor, são capacitados a amá-lO também e o amor dEle flui do interior deles para os outros. A cruz é a resposta para todas as dores do passado, e Jesus é a resposta para todos os problemas existenciais do presente. Esta é a vitória ganha por Cristo e entretecida na vida dos crentes à medida que eles se reconhecem mortos para a vida velha e vivos para Ele. Não surpreende que o inimigo de nossa alma tenha inventado uma armadilha tão sedutora como fazer-nos ver a nós mesmos como vítimas!

Os cristãos não têm suas vidas transformadas por observarem os pecados dos outros ou por revisitarem o passado, mas por confessarem seu próprio pecado e por crerem que Jesus os libertou. Os cristãos precisam abandonar na cruz tanto seus pecados quanto os pecados cometidos contra eles, e não ficar tentando se lembrar, reconstruir, consertar, ou transformar a chamada criança interior, que é, na verdade, a velha natureza ou a carne. Eles devem viver a nova vida que Jesus lhes deu por direito, a nova vida que se estende até a eternidade. Colossenses 2.6-10 nos diz:

“Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele, nele radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças. Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade”.

A Palavra de Deus chama continuamente os crentes de volta à sua fonte de nova vida, de volta à fé em Cristo e a tudo o que Ele realizou para vivermos uma nova vida. Os crentes não são chamados para serem vítimas de suas circunstâncias presentes ou de seu passado ou de um poderoso inconsciente motivador supostamente formado durante o início de sua vida. Eles devem andar em fé, crescer em fé e “ser abundantes em ações de graça”. Isso não se parece com a lamúria de vítimas.

Além disso, Paulo admoesta os crentes a não deixarem que lhes roubem o que eles têm em Cristo através de “filosofia e vãs sutilezas” que os transformam em vítimas. As teorias de aconselhamento psicológico não são uma ciência. Elas caem melhor na categoria que Paulo chama de “filosofia e vãs sutilezas”. De fato, elas se assemelham mais a religião do que a ciência. O Dr. Thomas Szasz trata dessa questão claramente em seu livro The Myth of Psychoterapy (O Mito da Psicoterapia): “Aqui está uma das mais supremas ironias da psicoterapia moderna: ela não é meramente uma religião que pretende ser uma ciência, é, na verdade, uma falsificação de religião que busca destruir a religião verdadeira”.[15] As teorias de aconselhamento psicológico são coleções de opiniões humanas organizadas em moldes teóricos. Elas são invenções humanas baseadas em percepções e experiências pessoais dos próprios teóricos. Elas são “falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam, pois alguns, professando-o, se desviaram da fé” (1 Tm 6.20-21).

Mesmo quando Paulo foi espancado e deixado para morrer, ele não se viu como vítima, mas como recipiente da verdadeira vida de Cristo pela graça através da fé. Por isso, ele afirmou:“Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2.19b-20). Em vez de serem vítimas eternas buscando ser curados de feridas emocionais, os cristãos são novas criaturas em Cristo (2 Co 5.17), totalmente equipados para enfrentarem desafios, dificuldades, decepções, perigos e toda sorte de calamidades. Cristo já obteve a vitória e “Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade” (Cl 2.10).

A vitimização desvia a atenção da responsabilidade sobre aquilo que cada um pensa, diz e faz. Ela desvia a atenção do pecado de cada um e a coloca nos pecados que outros cometeram contra eles. A vitimização desvia os crentes da cruz de Cristo. Ela rouba dos crentes a gratidão pelo dom inexprimível de Deus e por isso rouba deles também a possibilidade de uma caminhada íntima com o Senhor. Fazer com que os cristãos sejam vítimas enfraquece-lhes a fé e impede seu crescimento espiritual. Cada escolha para andar de acordo com o Espírito, pela graça através da fé, traz maturidade espiritual. Todo crente tem que escolher se quer ser uma vítima definida e criada psicologicamente ou um pecador biblicamente definido, salvo pela graça e crescendo na semelhança de Cristo. (Martin e Deidre Bobgan – PsychoHeresy Awareness Letter - http://www.chamada.com.br)

Fonte: Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, agosto de 2009.

Notas:

  1. Charles J. Sykes, A Nation of Victims: The Decay of the American Character, New York: St. Martin’s Press, 1992, p.11.
  2. Ibid., pp. 14,15.
  3. Ibid., p. 15.
  4. Rogers H. Wright e Nicholas A. Cummings, eds. The Practice of Psychology: The Battle for Professionalism. Phoenix, AZ: Zeig, Tucker & Theisen, Inc., 2001.
  5. Ellen Herman. The Romance of American Psychology. Berkeley, CA: University of California Press, 1195 [sic], 1996, p. 1.
  6. Ibid.
  7. Harvey Mindess. Makers of Psychology: The Personal Factor. New York: Insight Books, 1988; Linda Riebel, “Theory as Self-Portrait and the Ideal of Objectivity”, Journal of Humanistic Psychology, primavera de 1982.
  8. Tana Dineen. Manufacturing Victims: What the Psychology Industry is Doing to People.Montreal, QB: Robert Davies Multimedia Publishing, 1996, 1998, 2000, p. 15.
  9. Ibid., pp. 17,18.
  10. Carol Tavris e Elliot Aronson. Mistakes Were Made (but not by me): Why We Justify Foolish Beliefs, Bad Decisions, and Hurtful Acts. New York: Hancourt, Inc., 2007, p. 94.
  11. Sykes, op. cit., p. 34.
  12. Bruce Narramore. Christianity Today, 17 de maio de 1993, p. 26.
  13. Frank Furedi. Therapy Culture: Cultivating Vulnerability in an Uncertain Age. New York: Routledge, 2004, p.18.
  14. Ver Martin e Deidre Bobgan. Theophostic Counselling: Divine Revelation? Or Psychoheresy? Santa Barbara, CA: EastGate Publishers, 1999.
  15. Thomas Szasz. The Myth of Psychoterapy. Garden City: Anchor/Doubleday Press, 1978, p. 28.


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