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O estado da Califórnia exige tarja de alerta sobre câncer nos refrigerantes

Posted in Igreja Contra Cultura Cristã, Pobre Cultura Humana with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 18/03/2012 by Roberto Aguiar

Por Steve Tarlow

Março de 2012

O estado americano da Califórnia nos provou que está um passo à frente em muitas questões, incluindo a saúde pública. O Golden State(o estado do ouro) como é chamado, pode ter feito isso de novo, proibindo o composto químico 4-metilimidazol como um cancerígeno em potencial. O corante caramelo é comumente utilizado pela indústria de refrigerante.

4 MI ou 4-MEI e o Câncer

Essa cor marrom característica encontrada em refrigerantes como Coca-Cola e Pepsi é o produto da cor caramelo, que contém níveis de 4-MI (alternativamente, 4-MEI). O Estado da Califórnia decidiu que, com base em testes com ratos de laboratório, a quantidade de 4-MI presente nos produtos de cor caramelo, deverão incluir um aviso de risco de câncer em cada lata de refrigerante vendidas no estado. [Similar a tarja preta dos cigarros].

No ano passado, o Centro de Ciência no Interesse Público- CSPI (www.cspinet.org), uma agência não governamental de pesquisa em saúde, teria requerido ao “Food and Drug Administration”, o órgão americano responsável em gerenciar o setor de alimentos e remédios americano, para banir todos os 4-metilimidazole do mercado.  Recentemente depois que amostras de 4-MI foram novamente encontrados na Coca-Cola e Pepsi, o CSPI reiterou o seu pedido ao FDA.

O contragolpe das empresas

Isso é algo que a indústria de refrigerantes não está preparada para engolir calada.

“Isso é nada mais do que táticas do CSPI, e suas afirmações são ultrajantes”, disse a Associação Americana de Bebidas em um comunicado à imprensa escrita. “A ciência simplesmente não mostra que o 4-MEI em alimentos ou bebidas é uma ameaça para a saúde humana.”

O FDA concorda

O porta-voz do FDA Douglas Karas respondeu à petição mais recente do CSPI, com um comunicado à imprensa que reconheceu que a decisão do estado da Califórnia parece ser precipitada.

“É importante entender que o consumidor teria que consumir mais de mil latas de refrigerante por dia para atingir as doses administradas nos estudos que têm demonstrado ligações com câncer em roedores”, disse Karas em sua resposta aos críticos do uso do 4-MEI.

[Há muito tempo o FDA americano é acusado de ser comprado pelos gigantes de vários setores da industria de alimentos e remédio americanos]

A industria tem que ceder

A lei da Califórnia não é dependente da posição da indústria de bebidas ou do FDA. Como tal, a Coca-Cola já decidiu que irá cumprir os requisitos da legislação do Estado e mudar para uma cor de caramelo que usa uma quantidade muito menor de 4-MI. Se não fizer isso, a Coca-Cola seria forçado a imprimir uma etiqueta de advertência do tipo, “produto com risco de câncer”, em todas as suas latas e garrafas, o que criaria um pesadelo de relações públicas que, sem dúvida, despencaria as vendas.

Vários relatórios indicam que a Coca-Cola já começou o processo de mudar a fórmula de caramelo que usa.

“A empresa tomou a decisão de pedir aos seus fornecedores de caramelo para fazerem as modificações necessárias no processo de fabricação para atender a exigência do Estado da Califórnia”, disse o porta-voz da Coca-Cola Diana Garza Ciarlante via e-mail.

Não admitir a culpa

Ciarlante continuou no mesmo e-mail a enfatizar que para a imprensa, o xarope de caramelo em todos os produtos da Coca-Cola é seguro, citando o fato de que nenhuma agência reguladora fora da Califórnia chegou a uma conclusão semelhante sobre o 4-MI como um cancerígeno humano. [Ainda...]

Ela continua, “O fato é que o corpo da ciência, em relação ao uso do 4-MEI em alimentos ou bebidas não concordam com as alegações errôneas que o CSPI gostaria que o público acreditasse”.

“Seguro e inofensivo”

Ted Nixon, CEO da empresa DD Williamson fornecedora do “caramelado”, não hesitou em exaltar a segurança de seu produto.

“Nosso caramelo é, e sempre foi, seguro e inofensivo”, disse ele em um comunicado”.

Avisos com antecedência

Em outro artigo, a doutora Judith Valentine, PhD, CNA, CNC, em seu artigo, “O Perigo dos Refrigerantes”, informa que os alertas sobre os perigos do consumo de refrigerantes datam 1942, quando (AMA) a Associação Médica Americana para o Conselho de Alimentação e Nutrição fez a seguinte declaração: “Do ponto de vista da saúde, é desejável principalmente, ter restrição de uso do açúcar, representado pelo consumo de bebidas adoçadas com gás e formas de doces, que são de baixo valor nutricional. O Conselho considera que seria do interesse da saúde pública para todos, que práticas significativas devem ser tomadas para limitar o consumo de açúcar em qualquer forma que deixe de ser combinado com proporções significativas de outros alimentos de alta qualidade nutricional.” Desde então, o primeiro clamor público notável veio em 1998, 56 anos mais tarde, quando o (CSPI)- Centro de Ciência no Interesse Público, uma organização de defesa do consumidor com foco na conscientização e educação nutricional, publicou uma matéria chamada, “Candy Líquido” (Açúcar líquido: Como os refrigerantes estão prejudicando a saúde dos americanos), explicando como funcionam as campanhas predatórias de marketing da industria de refrigerantes, especialmente destinado a crianças e adolescentes.” Numa conferência de imprensa, O CSPI empilhou 868 latas de refrigerante para representar a quantidade média de refrigerante de soda, que o público jovem do sexo masculina consumiu durante o ano anterior. Para efeito de choque adicional, o CSPI exibiu mamadeiras trazendo como rótulos as logomarcas da Pepsi, Seven-up e Dr. Pepper, para dar destaque a um estudo que descobriu, que os pais têm quatro vezes mais chances de conseguir que seus filhos tomem as mamadeiras quando usam aqueles logotipos grudado nelas, do que quando não o fazem. A matéria “Candy Líquido” do CSPI, revelou também que apesar de num período de cinqüenta anos, a produção de refrigerantes aumentar nove vezes,  as outras organizações de saúde permaneceram em grande parte em silêncio. Por quê será??? Como poderia a comunidade médica, como cidadãos responsáveis preocupados com a política de saúde ficarem apáticos durante meio século? Considerando esta questão, vejo a comunidade médica como um cão de guarda velho e cansado, que sabe que está ignorando suas responsabilidades, mas está muito desgastado para fazer qualquer coisa sobre isso. E pensa… Mesmo que o problema da inércia fosse resolvido, o dinheiro e os esforços necessários para lançar uma campanha de interesse público a levantar-se contra a indústria de refrigerantes necessitaria da força de um Hércules. As implacavelmente ambiciosas e ricas empresas de refrigerantes com os seus próprios meios conseguem seduzir um número cada vez maior de consumidores, a maioria deles são jovens.

Ingredientes dos Refrigerantes  

HFCS

É a sigla para o xarope feito a base de milho que substitui o açúcar e dar a cor nos refrigerantes. Uma lista enorme de estudos provaram que o HFCS produz:

  1. Risco significativo de ganho de peso e obesidade
  2. Risco significativo de desenvolver diabetes tipo-2
  3. Hipertensão
  4. Elevados níveis de colesterol “ruin”
  5. Em longo prazo danos no Fígado
  6. Exposição ao mercúrio (A exposição ao mercúrio pode resultar em danos irreversíveis no cérebro e no sistema nervoso – especialmente nos jovens que estão em formação)
  7. O HFCS é rico em frutose. Em estudos feitos com animais expostos a alta dieta de frutose, esses animais desenvolveram problemas hepáticos semelhantes aos de alcoólatras.

Aspartame

Ou aspartamo é um aditivo alimentar utilizado para substituir o açúcar comum e foi criado em 1965 pela empresa americana G.D. Searle & Company. Ele tem maior poder de adoçar (cerca de 200 vezes mais doce que a sacarose). É o adoçante mais utilizado em bebidas. O aspartame é consumido por mais de 200 milhões de pessoas, em todo o mundo e está presente em mais de 6000 produtos. Uma análise feita através MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online), um órgão que funciona como base de dados bibliográficos da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos da América, mostrou que 92% dos estudos não patrocinados pelas indústrias, relataram um ou mais problemas com o aspartame, em termos de seus efeitos na saúde. Estes estudos relataram uma gama de efeitos secundários incluindo:

1- Fibromialgia (dores musculares difusas, fadiga, distúrbios do sono, parestesias, edema subjetivo, distúrbios cognitivos)

2-Tumores cerebrais

3-Perda de memória

4-Linfoma (um tipo de câncer)

5-Leucemia (câncer no sangue)

6-Cancro no nervo periférico

7-Dores de cabeça (os sintomas da enxaqueca são um dos efeitos secundários mais comuns de aspartame.

Um artigo publicado em julho de 2007 da revista Science, uma das revistas mais importantes do mundo em sua área, apresentou 12 especialistas importantes em saúde, que apóiam a proibição de aspartame. A revista também revelou o conteúdo de uma carta do Comissário do FDA, Dr. Andrew Von Eschenbach, para o próprio FDA (Food and Drug Administration), solicitando que a aprovação do adoçante fosse revogada devido a provas de que ele causa câncer. A aprovação ainda não foi cancelada devido à influência de lobistas do setor sobre os políticos, e os conflitos em curso entre o capitalismo e o ambientalismo. O Doutor Andrew foi Comissário do Food and Drug Administration de 2006-2009, e presidente eleito da Sociedade Americana do Câncer.  A revista Time nomeou-o como um dos “Time 100, uma das pessoas que moldam nosso mundo”.

Cafeína

É um composto químico de fórmula C8H10N4O2, classificado como alcalóide do grupo das xantinas e designado quimicamente como 1,3,7-trimetilxantina. É usado em bebidas na forma de infusão, como estimulante. A cafeína estimula a glândula adrenal sem fornecer alimento. Em grandes quantidades, a cafeína pode levar à exaustão adrenal, especialmente em crianças. A ingestão excessiva pode provocar, em algumas pessoas, efeitos negativos como irritabilidade, ansiedade, dor de cabeça e insônia. Os portadores de arritmia cardíaca devem evitar até mesmo dosagens moderadas, ainda que eventuais, da substância. Altas doses de cafeína excitam demasiadamente o sistema nervoso central, inclusive os reflexos medulares, podendo ser letal. Estudos demonstraram que a dose letal para o homem é, em média, de 10 gramas.

Ácido Fosfórico

Agora que os refrigerantes são vendidos em quase todas as escolas públicas e privadas, os dentistas estão observando uma condição em adolescentes que costumavam ser encontrados apenas em idosos, uma completa perda de esmalte nos dentes, resultando em dentes amarelos. O culpado é o ácido fosfórico em refrigerantes, o que provoca podridão dentária, bem como problemas digestivos e perda óssea. Dentistas estão relatando a perda completa do esmalte nos dentes da frente em meninos adolescentes e meninas que habitualmente bebem refrigerantes. Normalmente a saliva é ligeiramente alcalina, com um pH de cerca de 7,4. Quando refrigerantes são ingeridos ao longo do dia, como é frequentemente o caso com os adolescentes, o ácido fosfórico reduz o pH da saliva para níveis de acidez. A fim de amortecer este saliva ácida, e trazer o nível de pH acima de 7, novamente, o corpo puxa os iões de cálcio a partir dos dentes. O resultado é uma deteriorização  muito rápido da camada de esmalte sobre os dentes. Recentemente, o Instituto Nacional de Saúde realizou uma conferência sobre a cárie dentária em todo o mundo. Os palestrantes discutiram muitas possíveis causas e soluções, mas não mencionou um dos efeitos conhecidos do ácido fosfórico em refrigerantes!

Monosodium Glutamate (MSG)

É uma neurotoxina.  A Neurotoxina é o termo usado em Bacteriologia, para designar as toxinas que, em razão de seu grande potencial agressivo nos seres vivos, mesmo quando em pequenas concentrações, são capazes de lesar o sistema nervoso, podendo ainda agir sobre outras partes do organismo. O ácido cítrico frequentemente contém traços de MSG. Sabores artificiais também podem conter vestígios de MSG.

Fonte: newsytype.com

Center for Science in the Public Interest – CSPI

Weston A. Price Foundation

O fato é que os cigarros também não faziam mal algum… Nem os agrotóxicos nas frutas e verduras… Nem os hormônios na carne… Nem os remédios…

…Pobre cultura humana…

A Ciência é Flagrada se Prostituindo com o Capital

Posted in Pobre Cultura Humana on 12/02/2012 by Roberto Aguiar

Em junho de 2011, um juiz federal na Carolina do Sul, E.U. A., multou a Johnson & Johnson (J & J) em 327.000.000 milhões de dólares por enganosamente comercializar seu medicamento antidepressivo. O juiz criticou o “esforço concentrado” da Johnson & Johnson para esconder informações sobre os efeitos colaterais do medicamento “Risperdal”, e frisou o desprezo da empresa pelo direito do paciente de ter toda a informação disponível para decidir ou não tomar a droga.

  Risperdal, um antipsicótico usando no tratamento de esquizofrenia,  transtorno bipolar e depressão. Estudos recentes revelaram que o uso do medicamento pode levar  ao aumentado de efeitos colaterais graves, potencialmente fatais, tais como acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca.

Esta decisão é a última de uma longa seqüência de caras decisões judiciais contra as empresas farmacêuticas condenadas por esconderem a verdade sobre alguns de seus produtos. Nos últimos anos, grandes nomes como Johnson & Johnson, Pfizer, Eli Lilly, Glaxo-SmithKline, a Merck, a Bristol-Myers Squibb e Forest Labs, foram multados em bilhões de dólares por esconder informações negativas sobre efeitos colaterais e a real eficácia de seus produtos, e por comercializarem medicamentos (off-label), isto é, a prescrição de medicamentos para um uso em doenças diferentes daquela para o qual o remédio foi aprovado. De acordo com um recente relatório do Associated Press, a indústria farmacêutica é a fonte número um de fraudes relacionadas no Departamento Federal de Justiça americano.

Mas o que as notícias muitas vezes deixam de mencionar, é que a corrupção de funcionários públicos feita pela indústria farmacêutica é parte de um problema maior dentro do crescente complexo médico-industrial. As Empresas farmacêuticas não conseguiriam enganar o público americano, sem a conivência de médicos, cientistas, jornais, associações profissionais e escolas de medicina. Todas estas entidades beneficiam a “generosidade” da indústria e têm pouco incentivo para mudar a maneira como os remédios e dispositivos médicos são testados, aprovados e vendidos.

Eu investiguei o interior dessa relação no meu livro “Efeitos Colaterais”. O livro conta a história do Paxil, um medicamento conhecido como antipsicótico. Junto com outras marcas como SSRIs Prozac, Zoloft e Celexa, Paxil, foram inicialmente aprovados pelo FDA (o departamento de saúde americano), para uma finalidade específica, o tratamento de distúrbios depressivos em adultos. As empresas farmacêuticas, no entanto, comercializavam esses remédios fora da prescrição para o qual foram aprovados, prescrevendo-os também para o tratamento de crianças e adolescentes que sofrem de transtorno de ansiedade e depressão. A Indústria não só deu aos pesquisadores acadêmicos milhões de dólares para realizar tais estudos, mas também pagou milhões a importantes pesquisadores e consultores da área para estarem falando, propagando os remédios nas mídias especializadas. Tais conflitos financeiros de interesse, que muitas vezes foram escondidos, resultaram em má conduta científica, neste caso, na eliminação dos maus resultados desses remédios, para fazer esses produtos mais seguros, mais eficazes aos olhos da opinião pública, do que realmente são. Na realidade, no caso do Paxil, ele não só se mostrou ineficaz no tratamento de crianças e adolescentes com depressão, mas também tornou os usuários mais jovens, quase quatro vezes mais suscetíveis a se tornarem suicidas, do que aqueles que tomam um placebo. Apenas no ano passado (2010), um gigante farmacêutico pagou US $ 750 milhões para resolver queixas criminais e civis e por vender remédios com segurança e eficácia questionável.

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Paxil, liberado originalmente como antidepressivo de uso adulto, ilegalmente foi também prescrito pelo laboratório para uso em crianças e adolescentes, o que resultou num desenvolvimento de comportamento suicida.

 A prática seletiva de publicar apenas resultados positivos e ocultar os resultados negativos já ocorreu com outros medicamentos, incluindo blockbluster Vioxx (analgésico), Avandia (anti-diabetes), Procrit (anemia), Vytorin (a redução do colesterol) e, é claro, o Risperdal um antidepressivo. No ano passado, os laboratórios Eli Lilly, AstraZeneca e a Pfizer, foram multadas em centenas de milhões de dólares cada um, por comercializarem ilegalmente drogas antidepressivas escondendo o fato de que eles causavam efeitos colaterais graves como ganho de peso e diabetes.

O Vioxx quando foi lançado, em 1999, foi anunciado como um dos remédios mais eficazes para tratar a dor das vítimas de artrite. Um dos primeiros medicamentos de uma nova classe de antiinflamatórios, os inibidores da enzima COX-2, ele prometia acabar com a dor sem os efeitos colaterais dos remédios antigos, sobretudo as úlceras e os sangramentos gastrointestinais. O entusiasmo em relação ao remédio foi tão grande que, não demorou muito, o Vioxx passou também a ser receitado para o alívio dos mais variados tipos de dor – de cólicas menstruais a desconforto muscular, de dor de dente a enxaqueca. Consumido por 84 milhões de pessoas em mais de oitenta países, o antiinflamatório transformou-se em um dos carros-chefe do laboratório americano Merck & Co. Só no ano de 2003, as vendas de Vioxx movimentaram 2,5 bilhões de dólares em todo o mundo. Foi constatado que triplicava o risco de ataque cardíaco ou um elevado grau de se ter um acidente vascular cerebral. Foi retirado do mercado em 2004.

O Avandia, fabricado pela GlaxoSmithKline, indicado para o tratamento da diabetes tipo 2. Entre os problemas identificados, está a alta probabilidade de ocorrência de infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, derrame e outros distúrbios cardíacos associados à utilização do produto. O medicamento foi retirado das farmácias em 2010.

O Procrit é usado para tratar a anemia (falta de glóbulos vermelhos no corpo) em pacientes com Doença Renal Crônica (DRC). Procrit é também utilizado para tratar a anemia provocada por zidovudina em pacientes infectados com HIV e em certos pacientes submetidos à quimioterapia. Pesquisas recentes revelaram que os pacientes tratados com Procrit têm um risco 57% maior de desenvolvimento de efeitos colaterais graves, incluindo a formação de coágulos sanguíneos.  Efeitos colaterais do Procrit incluem um aumento do risco de acidente vascular cerebral e ataques cardíacos. A droga ainda continua á venda.

 

Pesquisadores de diferentes lugares do mundo questionaram que o uso do medicamento Vytorin seja eficaz na redução do risco de ataques cardíacos, acidentes cerebrovasculares ou males similares. Um estudo realizado na Europa chegou à conclusão de que o Vytorin não reduz a placa, mais que um tratamento com estatinas. Em julho de 2008, a droga foi ligada a um aumento no risco de câncer. Um grande ensaio clínico também descobriu que a medicação não conseguiu reduzir a hospitalização e morte por insuficiência cardíaca em pacientes com estreitamento da válvula aórtica. No processo, os pesquisadores da Noruega detectaram um significativo desenvolvimento de cânceres nos 1.800 indivíduos testados com o Vytorin. Mesmo assim, as empresas detentoras da patente do Vytorin, continuaram gastando pelo menos 155 milhões dólares por ano em anúncios de TV para convencer a opinião publica da superioridade do Vytorin. Essa droga está sob investigação do FDA americano.

Muitos defensores da indústria farmacêutica e suas “universidades parceiras” anunciaram recentemente uma colaboração de 100 milhões dólares entre a Pfizer e escolas médicas de Boston. Eles sustentam que essa esse tipo de cooperação ajuda a combater a flacidez da indústria farmacêutica e a trazer drogas benéficas para o mercado. Eles argumentam que os pesquisadores acadêmicos podem ajudar o setor no desenvolvimento de novas drogas.

Mas o financiamento [sem escrúpulo] do sector, ameaça a independência e a integridade das instituições acadêmicas, conduzindo e desviando pesquisadores acadêmicos para longe de trabalhos mais importantes, como vacinas e medicamentos para doenças raras como Lou Gehrig (doença neuro-degenerativa progressiva e fatal, caracterizada pela degeneração das células do sistema nervoso central), para drogas comercialmente mais rentáveis, remédios que têm potencial de sucesso, mas não são significativamente melhor do que aquilo que já está no mercado.

O que está em jogo é a credibilidade da ciência médica. Num momento em que o apoio da indústria farmacêutica está cada vez mais superando o financiamento do governo, os sinais da crise de credibilidade abundam. Por exemplo, uma pesquisa nacional este ano mostrou que 53 por cento dos médicos-pesquisadores das escolas nos Estados Unidos têm algum tipo de relação financeira com uma empresa farmacêutica. A diminuição de resultados negativos em revistas médicas subiu na última década.  Algumas revistas especializadas dizem que isso é porque elas estão mais vigilantes na identificação de erros, enquanto outros culpam o ambiente competitivo das bolsas de pesquisa e a pressão que exercem as empresas farmacêuticas sobre os pesquisadores para chegarem a resultados positivos nas pesquisas clínicas.

Um estudo recente na revista “Archives of Internal Medicine” também descobriu que, em apenas um ano, 25 dos 32 consultores do setor (ganharam pelo menos $ 1 milhão de dólares) das empresas farmacêuticas, para não divulgarem suas ligações financeiras com elas, em artigos de jornal e revistas, uma violação das políticas de publicação americanas.

Algumas reformas foram postas em prática. Em 2007, o congresso americano aprovou uma lei exigindo que as empresas farmacêuticas divulguem em um site público, os resultados completos de testes clínicos de remédios, e não apenas resultados positivos. Embora isso seja um passo louvável em primeiro lugar, ainda é muito difícil para a maioria dos consumidores comuns entenderem o grande volume de dados técnicos que foram postados.

No ano passado, como parte da reforma do setor de “Cuidados da Saúde”, o Congresso americano também aprovou o (Sunshine Act), uma lei que obriga as empresas farmacêuticas a partir de 2013, a tornar pública a lista de todos os médicos e pesquisadores sob sua folha de pagamento. Várias empresas já começaram a postar as informações em forma de banco de dados, mas continua a ser difícil para os consumidores interpretar os conflitos médicos e seus interesses individuais.

Algumas proeminentes faculdades médicas dos EUA tomaram medidas para coibir conflitos de interesse entre seus professores, por exemplo, exigindo a divulgação completa de seus trabalhos externos em consultorias, suas participações em sociedades científicas e em conselhos consultivos de empresas. Mas ainda ficaram devendo. As instituições acadêmicas deveriam proibir seus professores que estão ganhando mais de US $ 10.000 mês, de prestar consultoria para empresas farmacêuticas, e de fazer pesquisa para essas empresas.

Reformas adicionais são necessárias. Os testes clínicos de remédios devem ser removidos do controle direto das empresas farmacêuticas e passar a ser administrado por uma agência federal independente financiada com dinheiro das indústrias e do governo federal. Além disso, as instituições acadêmicas que recebem financiamento da indústria farmacêutica devem insistir para que os remédios desenvolvidos a partir dessa parceria, sejam disponibilizados ao público a preços razoáveis. Este fato é quase universalmente ignorado hoje. Em grande parte porque as universidades, em seus contratos de pesquisa com a indústria, não tem controle sobre a política de preços dessas empresas. Como resultado, os contribuintes pagam duas vezes: Primeiro, eles pagam grande parte da pesquisa através dos impostos, e em seguida pagam preços exorbitantes pelos remédios.

O National Institutes of Health (NIH), uma agência do departamento de saúde americano, também deveria começar a impor suas próprias regras nesse conflito de interesses, cancelando a ajuda financeira para pesquisadores financiados pelo governo federal que não divulgam suas relações com as indústrias. Em vez disso, os lobistas das universidades e das indústrias, com sucesso, pressionaram o NIH, que financia bilhões de dólares em pesquisa médica, a derrubar uma norma que iria exigir das universidades postarem em sites públicos, os conflitos de interesse específicos dos seus cientistas financiados pelo governo federal.

Nas palavras da Juíza federal americana Louis Brandeis, “A luz solar é o melhor desinfetante. Mas “o clima”, que deveria favorecer a parte mais importante, os consumidores, muitas vezes costuma deixá-los no escuro”.

Alison Bass

Alison é Jornalista premiada e ensina jornalismo na Universidade Brandeis. Seu livro, “Efeitos Colaterais”, ganhou o Prêmio da Sociedade Científica NASW.

É preciso chamar a atenção, de que, os remédios citados nessa matéria não funcionavam ou eram nocivos aos pacientes, não por questão de erro médico, mas por falta de escrúpulo e ganancia da classe científica. Essa mesma fonte de conhecimento que deprecia a bíblia, mas que ainda assim, nós crentes colocamos nela uma boa dose de confiança. A matéria revela que uma parcela dos medicamentos que estão à venda, não se sabe o tamanho dessa parcela, estão lá, não porque fazem algum efeito, mas porque, como qualquer outro produto, eficiente ou não, precisam ser vendidos para satisfazer a fome de dinheiro dos cientistas e empresas fabricantes. Empresas que em muitos casos, pertencem aos próprios. Essa é uma face da endeusada e “indiscutível” ciência, que poucos querem ver, muito menos admitir! E por traz de todas essas instituições científicas, estão homens bem sucedidos e honrados pela sociedade como homens dignos do mais alto respeito… Tirem suas próprias conclusões sobre o que realmente abrange a palavra Ciência!

Que só Deus nos influencie!

Roberto Aguiar

Tradução e adaptação: Roberto Aguiar

Fonte: Brandeis Magazine. Título original, “Big Pharma on Campus: A Prescription”

http://www.brandeis.edu/magazine/2011/fall/perspective.html

Revista “Veja 0n-line” – http://veja.abril.com.br/061004/p_088.html

Revista “Veja” – http://veja.abril.com.br/noticia/saude/anvisa-suspende-uso-do-medicamento-avandia

Site Drugs.com – http://www.drugs.com/procrit.html

Med Line Plus – http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/druginfo/meds/a692034.html

eMed Tv – http://cancer.emedtv.com/procrit/procrit-side-effects.html

Fundação Universitária Iberoamericana – http://blogs.funiber.org/gerontologia-pt/2010/05/05/controversia-pelo-uso-de-vytorin-para-o-controle-de-problemas-cardiovasculares/

Jornal “O Globo” – http://oglobo.globo.com/ciencia/remedio-contra-colesterol-vytorin-tem-desempenho-de-placebo-3608024

http://www.webmd.com/drugs/drug-9846-Risperdal+Oral.aspx?drugid=9846&drugname=Risperdal+Orala

http://en.wikipedia.org/wiki/Ezetimibe/simvastatin

O Mundo Mau…

Posted in Pobre Cultura Humana on 20/02/2011 by Roberto Aguiar

Música:  “O Mundo”

Interpretes: Zeca Baleiro, Paulinho Moska, Chico Cesar, Lenine

Composição: Zeca Baleiro, Chico Cesar, Lenine, Paulinho Moska

É interessante observar quando parte da sociedade, sem saber nem querer, se manifesta em concordância com a palavra de Deus. É o que observamos nessa musica “O Mundo”. Contrariando a ótica de avestruz, de boa parte do próprio mundo e de grande parte dos crentes, que procuram viver como se a vida fosse uma festa, fugindo e fingindo não enxergar uma realidade apocalíptica que nos cerca e que aos poucos está nos fechando cerco. Essa musica vem nos lembrar que a bíblia não é um conto da carochinha como muitos imaginam, muito pelo contrário, trata-se de um livro profético, e que pelo menos nela, o mundo, a sociedade organizada,  não caminha para um final feliz, por opção pessoal em rejeitar o seu criador.

Roberto Aguiar

“Contra Um Mundo Melhor”, de Luiz Felipe Pondé

Posted in Livros que Somam, Pobre Cultura Humana on 30/01/2011 by Roberto Aguiar

Em “Contra um Mundo Melhor”, lançado pela editora LeYa Brasil, Luiz Felipe Pondé publica ensaios sobre a filosofia do cotidiano. Os ensaios reúnem temas variados como a relação entre homens e mulheres; memórias da infância; fracasso; dinheiro; egoísmo e humildade. Fiel ao seu estilo contundente, o autor recusa lugares-comuns e uma postura conformista, procurando provocar o leitor para tirá-lo da apatia.

Filósofo e professor universitário, Pondé utiliza uma linguagem coloquial, entre o discurso acadêmico e o jornalístico, que tira as discussões filosóficas do ambiente restrito das salas de aula. Colunista do jornal Folha de S. Paulo, desde 2008, Luiz Felipe Pondé busca ampliar o diálogo que mantém com os leitores em sua coluna.

Para muitos, Pondé revitalizou o colunismo através de seu estilo polêmico e provocativo. Não por acaso, no ensaio inicial de Contra um mundo melhor o autor cita algumas vezes outro colunista controvertido, Nelson Rodrigues, a quem oferece o livro. “Hoje, faltam homens como ele: homens que não têm medo. Assim como ele, não acredito num mundo melhor e direi isso de várias formas diferentes até morrer”, diz Pondé.

Os ensaios possuem tamanhos variados, alguns mais curtos que outros, mas todos breves, de modo a facilitar a leitura e adaptá-la a um cotidiano apressado. O autor explica a opção pelos fragmentos afirmando que “a descontinuidade descreve melhor uma filosofia do afeto, que se move a sobressaltos, e também porque o cotidiano é descontínuo”. Reafirma seu ceticismo com frequência, o que o faz recusar a busca insistente por um mundo melhor, que para Pondé, é uma impossibilidade e também um falso objetivo.

Nos ensaios, ele denuncia o que chama de “marketing do comportamento”: discursos e posturas hipócritas com toques de sofisticação, que buscam mascarar a angústia e o sofrimento do mundo – o que, para o filósofo, constitui a essência do humano. “Porque o que nos humaniza é o fracasso”, diz. Pondé ainda explica por que decidiu escrever para não filósofos e por que não acredita em um mundo melhor:

“Cansei da filosofia, por isso comecei a escrever para não filósofos, porque a universidade, antes um lugar de gente inteligente, se transformou num projeto contra o pensamento. Todos são preocupados em construir um mundo melhor e suas carreiras profissionais. E como quase todas são pessoas feias, fracas e pobres, sem ideias e sem espírito inquieto, nada nelas brota de grandioso, corajoso ou humilde. Eu não acredito num mundo melhor. E não faço filosofia para melhorar o mundo. Não confio em quem quer melhorar o mundo. É isso mesmo: acho um mundo de virtuosos (principalmente esses virtuosos modernos que acreditam em si mesmos) um inferno”.

Ficha técnica do livro:
Título: Contra um mundo melhor: ensaios do afeto;
Autor: Luiz Felipe Ponde é colunista do jornal, A Folha de São Paulo;
Editora: LeYa Brasil;
Formato: 16×23, em brochura;
Páginas: 218;
Preço: R$ 39,90;

Fonte: http://www.cpflcultura.com.br/site/2010/11/23/lancamento-de-livro-contra-um-mundo-melhor-ensaios-do-afeto-de-luiz-felipe-ponde/

Não é novidade alguma para as pessoas que me conhecem que a bíblia é de longe o meu livro favorito, e em ultima análise, minha única fonte do que entendo como verdadeiro conhecimento. Mas no entanto eu vibro, fico até eufórico, quando encontro no mundo secular, homens que dispondo apenas de suas mentes como fonte de recurso, chegam a conclusões idênticas com algumas das afirmações feitas pela bíblia, um livro escrito a milhares de anos. Assim é esse livro de Luiz Felipe Pondé. Nele você verá um homem considerado lúcido pela sociedade, chegar a mesma conclusão da palavra de Deus, que o ser humano “não é flor que se cheire”. O livro traz questionamentos inteligentes e desafiadores. Os cristãos devem relevar certas conclusões do autor por não tratar-se de um livro de cunho religioso. Mas assim mesmo vale a pena conferir!

Roberto Aguiar

A Fábula do Livro “O Segredo”

Posted in Livros que Subtraem, Pobre Cultura Humana on 05/01/2011 by Roberto Aguiar

 

O Segredo é um fenômeno. O livro foi lançado no final de 2006 e já vendeu mais de quatro milhões de exemplares só na América, 1 milhão e meio no Brasil, com cerca de trinta traduções para outros idiomas já disponíveis ou em andamento. É provável que se torne um dos livros de auto-ajuda mais vendidos de todos os tempos alem de está sendo constantemente elogiado e apoiado por celebridades. [Aqui no Brasil uma grande propagadora de O Segredo é a apresentadora Ana Maria Braga]. Aventure-se em sua livraria local ou a olhar em sua volta enquanto espera no aeroporto, e você é obrigado a ver as pessoas lendo e absorvendo-o. Seus leitores não se resumem a pessoas que consultam astrólogos ou são místicas, pelo contrário, normalmente são pessoas comuns que vivem ao seu lado. Há quase 1.400 comentários de avaliação sobre o livro no site da Amazon,  com uma média de aprovação de 3,5 a 5, numa escala que vai de 1 a 5. Isto significa que a maioria das pessoas, a grande maioria mesmo, acredita que pelo menos em alguns aspectos do livro e da premissa de ensino, eles acreditam na lei da atração defendida pelo livro.

“O Segredo” começou como um DVD. A autora Rhonda Byrne (60 anos), que integra-se ao chamado Movimento do Novo Pensamento, e também ao da Nova Era. Byrne que foi considerada pela revista Time Magazine como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, passou por um momento particularmente difícil na vida e saiu apenas depois que aprendeu o segredo, que é o seu termo para o que é comumente conhecida como a lei da atração. Em “agradecimento”, ela criou uma apresentação em DVD para compartilhar esse conhecimento e, tendo visto o sucesso extraordinário do DVD (que já vendeu mais de 1,5 milhões de cópias), ela criou um livro com o mesmo nome. As reivindicações do livro são elevadas: “Não há uma única coisa que você não possa fazer com esse conhecimento. Você conseguirá, não importa quem você seja ou onde você está, “O Segredo” pode lhe dar tudo o que você quiser”. Imagine o seguinte: o poder de obter absolutamente tudo. Quem pode resistir a isso?

Rhonda Byrne autora de “O Segredo”

A lei da atração, que Byrne diz que é a lei mais poderosa do universo, e afirma que as pessoas vivenciam as manifestações lógicas de seus pensamentos predominantes, sentimentos e palavras. Isto dá as pessoas o controle direto sobre suas vidas. Ela explica que os pensamentos de uma pessoa (consciente ou inconsciente) e sentimentos, trazem correspondentes manifestações positivas ou negativas. Os pensamentos positivos trazem manifestações positivas, enquanto os pensamentos negativos trazem manifestações sobre o negativo. A teoria é muito simples. Porque é uma lei absoluta, a lei da atração sempre responderá aos seus pensamentos, não importam quais são. Assim, seus pensamentos se tornam coisas. Você é a energia mais poderosa do universo simplesmente porque o que você acha se tornará realidade. Você forma o mundo que existe ao seu redor. Você forma sua própria vida e seu destino através do poder da sua mente.

Os passos para utilizar esta lei na vida são simples e supostamente fundamentado na sabedoria de Jesus, como lemos em Mateus 21:22. “E tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis.”

A lei da atração exige apenas isto:

Saber o que se quer e pedir.

Sentir-se e comportar-se como se o objeto de seu desejo já estivesse a caminho.

Estar aberto a recebê-lo.

Há aspectos desta lei que é claramente atrativa para o coração humano. Nós todos gostamos de pensar que temos controle sobre nossas vidas e que podemos ter tudo que queremos. Nós todos queremos controlar nosso destino e sentir que o universo está a nossa disposição, que há uma força amigável trabalhando com, e não contra nós. Isto é, se estou convencido, isso é o que atrai as pessoas para a lei da atração.

Mas, no entanto há muitas áreas nas quais “O Segredo” nada tem a oferecer, em que a lei da atração, como a lei “mais poderosa do universo” é simplesmente uma resposta incompleta, irracional e até mesmo deprimente. Permita-me sugerir alguns pontos.

Em primeiro lugar, “O Segredo” não tem real capacidade de responder ao problema da maldade humana, certamente o maior problema que alguém pode enfrentar. Byrne, admite que o pensamento das pessoas num primeiro instante quando ouvem a lei, é pensar em momentos ruins, por exemplo em momentos de tragédias  onde se perderam muitas vidas. De acordo com a lei da atração, essas pessoas estavam necessariamente na mesma freqüência do evento que vitimaram suas vidas. Elas podem não ter pensado no evento, mas de alguma forma os seus pensamentos negativos as atraíram para ele. Mas isso simplesmente não dá uma resposta satisfatória para os problemas do mundo. Isso significaria dizer que os milhões de judeus que pereceram no Holocausto foram co-responsáveis pela tragédia que se abateu sobre eles, simplesmente porque abrigaram pensamentos negativos, que por sua vez convocou a tragédia sobre si mesmos? Da mesma forma não significaria que uma jovem é responsável por anos de abuso sexual que seu pai impôs sobre ela? “O Segredo” não oferece nada para estas pessoas, mas o entendimento de que seu sofrimento é de alguma forma sua própria culpa. Quando olhamos para O Segredo como a lei que pode trazer-nos qualquer coisa que nos atraia, e passamos a analisá-lo sob a perspectiva de alguém que sofreu, O Segredo passa a ser algo claramente equivocado.

Segundo, a lei funciona de uma maneira que turbina o seu egoísmo. Por exemplo, Byrne adverte a que não se ouça pessoas falarem sobre suas doenças ou problemas, para que você não comece a pensar pensamentos negativos e comece a manifestar  conseqüências negativas em sua própria vida. Ela alerta para o sacrifício como algo ruim, seja financeira ou pessoal, dizendo que o sacrifício faz você provar a sua crença na falta e não na abundância. Ela diz que você sempre se coloque em primeiro lugar e sempre olhe para seus próprios interesses à frente de qualquer outro. Ela o coloca no lugar de Deus, como aquele que está no centro do universo. A lei da atração continua em progressão lógica até chegar no seu estágio final, que é   de atribuir divindade à humanidade.

Se bem entendido, O Segredo lhe ensina que a terra gira ao seu redor. A maré dos oceanos e seu fluxo são para você. Os pássaros cantam para você. O sol nasce e se põe para você. As estrelas saem por sua causa. Cada coisa linda que você vê, cada coisa maravilhosa mira-se em você, está tudo lá, para você. Dê uma olhada ao redor. Nenhum delas pode existir sem você. Não importa quem você pensava que era, agora você já sabe a verdade de quem você realmente é. Você é o mestre do universo. Você é o herdeiro do reino. Você é a perfeição da vida e agora você sabe O Segredo.

Ela continua:… “Você é Deus em corpo físico, espírito em forma de carne, você é a vida eterna expressando-se como você é, um ser cósmico. Em você está todo o poder, toda a sabedoria, toda a inteligência, você é…. a perfeição. Você é magnífico! Você é o criador, e seu poder criador continua funcionando nesse planeta.

” A filosofia de O Segredo não reconhece nenhum poder superior a si mesmo. Isso me faz pensar: qual seria a aparência do mundo se todos seguissem o segredo e se dedicassem principalmente aos seus próprios interesses, esquecendo compaixão e sacrifício ao próximo?

Em terceiro lugar, a lei, pelo menos na medida em que é descrita neste livro, não dá qualquer resposta para quando acontece uma coincidência, um choque desejos. O que acontece quando duas pessoas estabelecem em seus pensamentos atrair para si as mesmas coisas? Embora eu entenda que o universo oferece oportunidades infinitas, duas pessoas podem igualmente ter a mesma idéia sobre determinada coisa específica. O que acontece quando o que uma pessoa quer, é prejudicial à outra pessoa? E se o prazer de uma pessoa é justamente a dor de outra? Se a lei da atração é a lei suprema do universo, logo não há ninguém administrando tais casos.

Finalmente, O Segredo também desafia tanto o bom senso como a experiência humana. Por exemplo, quando se considera a perda de peso, Byrne faz a incrível afirmação de que os alimentos só podem engordar, se você achar que eles podem produzir gordura em você. Se você determinar que os alimentos não são capazes de fazer você ganhar peso, você pode comer quanto quiser e nunca engordará ou sofrerá qualquer efeito negativo. Ao considerar a saúde, ela sugere que podemos nos curar de qualquer aflição, simplesmente através do poder da nossa mente. Curiosamente, “O Segredo” tem sido defendido por celebridades do nível de Oprah Winfrey, a mulher mais influente na América na atualidade, que oferece sua própria vida como testemunho do poder da lei da atração. Uma semana após o endosso de Oprah, as vendas de O Segredo saltaram de 18.000 para 101.000. E na semana seguinte para 190.000. Winfrey, desde então, teve de abrandar o entusiasmo em que as pessoas estavam seguindo o conselho do livro, na medida em que eles estavam abandonando o tratamento médico, e acreditando no poder de seus pensamentos para se curarem. Os médicos estavam impressionados, assim como as doenças e agravos que não responderam a tentativas da mente para eliminá-los. A autora chega a dizer que a lei da atração pode conceder a imortalidade. No entanto, as pessoas que ensinam esta lei parecem envelhecer no mesmo ritmo que o resto de nós.

Na Bíblia, no primeiro capítulo do livro de Romanos, Deus comenta sobre esse desejo doentio de alto-adoração que existe em todos nós. “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem mortal, pássaros e animais e répteis. Por isso Deus os entregou, nas concupiscências de seus corações … pois eles mudaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito eternamente. ” E amém. “O Segredo” afirma ser capaz de nos dar tudo que poderíamos querer. Contudo, não pode ainda resolver os problemas fundamentais da natureza humana. A autora representa apenas o último de uma longa linha de tentativas de revogar Deus da história humana, tentativa esta que se iniciou desde quando o primeiro homem virou as costas para seu Criador. Não há nada de novo aqui, mas apenas a mesma fantasia do início do século XX , com embalagem do século XXI.

Tim Challies

Fonte: http://www.discerningreader.com/book-reviews/the-secret

http://www.thesecret.tv/

O Paganismo do Psiquiatra Carl Jung

Posted in Pobre Cultura Humana, Psicoheresia on 22/12/2010 by Roberto Aguiar

Nos primeiros anos do século XX, o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (1875-1961) se tornou o segundo em comando no movimento psicanalítico de Sigmund Freud. Em 1913, Jung rompeu com Freud e criou seu próprio movimento, chamado de psicologia analítica. Apesar da importância de Freud na história da psicologia ter sido muito maior do que Jung, nas últimas décadas, a influência do primeiro tem diminuído enquanto a do último tem crescido. O aumento da influência de Jung é mais perceptível na cultura em geral. Autores Best-sellers que promovem idéias de Jung incluem o falecido Joseph Campbell ( O Poder do Mito ), Thomas Moore ( O Cuidado da Alma ), e Clarissa Pinkola Estés ( Mulheres que Correm com os Lobos ). Nenhum indivíduo tem feito mais para dar forma ao contemporâneo movimento da Nova Era que Jung. E Jung também ganhou a aceitação de muitos professos cristãos ortodoxos, alguns dos quais são divulgadores de suas idéias, como por exemplo, J. Gordon Melton, Morton Kelsey, e John Sanford. Sua profunda influência sobre o movimento de cura interior é documentado em “Cura Interior: Libertação ou Decepção?” de  Don’s Matzat (Harvest House, 1987).

Premiado pela Associação de Editoras Americanas como o melhor livro de psicologia publicado em 1994, “O culto de Jung”  tem provocado intensas polêmicas, nos Estados Unidos e na Europa, por apresentar uma visão nova e ousada acerca das origens do pensamento junguiano. Num trabalho de admirável erudição, Richard Noll recria o contexto histórico-cultural em que C. G. Jung lançou as bases da psicologia analítica, examinando como as mais diversas influências – espiritismo, psicanálise, filosofia nietzschiana, religião pagã, biologia evolutiva – vieram moldar suas idéias e dar origem a um movimento de âmbito mundial, que se transformou em culto e continua a expandir-se sem cessar. Indispensável para compreender um dos grandes pensadores de nossa época, O culto de Jung traz também um prefácio especial do autor à edição brasileira, em que ele apresenta sua posição em face das tentativas de censura que o livro vem sofrendo desde sua publicação.

O ponto central do livro é mostrar que o movimento que Jung iniciou está muito mais próximo de um  culto de natureza neo-pagan (ariana), do que uma disciplina científica psiquiátrica que sempre reivindicou ser. Não se trata apenas de uma experiência espiritualista, mas de uma religião . Noll afirma que Jung cada vez mais orientou seu movimento para longe da pompa de uma disciplina científica, moldando-a em vez disso, num “movimento carismático” ou culto a personalidade construída em torno de si mesmo. A verdadeira mensagem do Jung esotérico foi feito ao estilo de um culto misterioso, disponível apenas para os iniciados que tinham sido submetidos a cem horas de análise e obtiveram  permissão pessoal de Jung. Desde a morte de Jung, esse culto tem sido passado para a atual geração de iniciados através  de um “corpo de padres-analistas”.

Após o lançamento deste livro polêmico, foi despertada uma fúria conspiratória por parte dos junguianos (arrogantes como James Hillman tremeram na base) e todo um movimento da parte dos familiares de Jung para censurarem de todas as formas possíveis. Resultado: As obras de Noll são as únicas fontes disponíveis que critica severamente o culto carismático do homem chamado Carl Gustav Jung. Louco, charlatão ou megalomaníaco? Todas as alternativas são plausíveis se analisadas pelo contexto histórico que tornaram Jung um autêntico líder de sua seita chamada psicologia analítica ou junguiana e sua ligação indireta mas intrínseca, com a filosofia do misticismo ariano do regime de Hitler, seitas da Nova Era, espiritismo e pós-modernismo. Foi do surgimento da idelogia völkish nas entranhas de interpretação errôneas feitas por Ernest Haeckel e Nietzsche, sobre biologia evolutiva deturpada para uma biologia vitalísta e racista, do relativismo moral no culto ao deus sol germânico, das contradições teóricas e da falsificação suja e forjada da suposta única prova científica que sua teoria psicanalítica dispunha. Tudo é desnudado neste livro corajoso e polêmico, facilitando até o entendimento de como seitas místicas se desenvolvem em autênticos cultos à personalidade em torno de um grande líder carismático. O fato é que a vastidão de registros históricos por si só são suficientes para Noll não cair no erro da crítica pessoal, usando apenas da investigação científica para destruir de uma vez por todas a cegueira fanática chamada junguianismo.

Autor: Richard Noll

Editora: Ática

Páginas: 424

Richard Noll (1959) é autor e Ph.D. em psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Atualmente é Professor Associado de Psicologia da Universidade DeSales em Valley Center, na Pensilvânia. Ele é conhecido por suas publicações sobre a história da psiquiatria. Seus livros e artigos foram traduzidos em catorze línguas.

Fonte: http://www.equip.org/articles/the-jung-cult-origins-of-a-charismatic-movement

http://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Noll

http://www.trocandolivros.com.br/livros/34828-o-culto-de-jung-origens-de-um-movimento-carismatico

A ciência passa uma falsa imagem, que é recebida sem questionamento pela sociedade, de que só defende o que pode ser comprovado através  do experimento. Jung é um  exemplo de que essa “maxima” não passa de folclore e baboseira erudita. Gerações se deixaram iludir pela conversa fiada de um homem que tinha fé em lendas e divagações de lunáticos místicos, ele mesmo um dos tais, mas que por usar jargãos  pseudo científicos, conseguiu lograr o respeito de mundo e meio, chegando a ditar padrões de comportamento e determinar o que seria normal ou não. “Parabéns” aos pseudo cristãos que esvaziando a bíblia, foram socorrer-se no falido conhecimento de homens como Freud e Jung, homens que comprovadamente não tinham a mínima idéia do que estavam dizendo.

Roberto Aguiar

A Religião do Trabalho que Conduz ao Ilusório “Paraíso” Material

Posted in Pobre Cultura Humana on 09/12/2010 by Roberto Aguiar

Autor analisa a busca atual pelo sucesso material e o compara ao fanatismo religioso.


As referências atitudinais e psicológicas entre o fundamentalismo religioso de quaisquer denominações – sejam os evangélicos, católicos, islâmicos, judeus, umbandistas, candomblecistas, espíritas, etc – e o empregado convertido ao cultismo das organizações empresariais no mundo dos negócios guardam visíveis semelhanças.

Por exemplo: a vida, no seu sentido mais amplo, não é um valor por si mesmo, a não ser quando associada ao coletivo dos crentes para os religiosos e aos colegas de trabalho para o empregado da organização deificada. Só na integração e na participação com seus semelhantes – na comunidade religiosa ou na organização corporativa – o indivíduo se sente pessoa, preserva o seu próprio eu.

A forma de pensar condiciona significativamente o comportamento. Ambos – o religioso [tradicional] e o convertido à devoção empresarial do trabalho – têm percepções similares, cada um com o foco em seu objeto de interesse ou de adoração. O conjunto de concepções e de pressupostos sobre a vida tem uma importância decisiva na maneira como cada um percebe o mundo e assim se comporta. A ação do ser humano é constituída por razão e emoção em permanente processo de influência recíproca. A percepção é fonte e limite do comportamento humano. A maneira como eu percebo determina a maneira como me comporto.

Ao submeter-se a uma comunidade totalitária – na igreja ou na empresa – normalmente sob a benção de uma liderança carismática, sempre emergente de culturas divinizadas, tanto o [religioso comum] quanto o convertido à religião do trabalho aceitam e se integram em plenitude à verdade do pensamento único, das doutrinas, dos dogmas e dos fetiches que amalgamam o cotidiano de suas comunidades.

O fanático [religioso] dispõe-se ao sacrifício da própria vida para obter no paraíso a compensação pelo sofrimento de sua imolação. O convertido às organizações empresariais que se transformam em verdadeiras seitas busca pela integração irrestrita ao trabalho uma vida de felicidade aqui na terra; ao viver para o trabalho deixa de desfrutar de todas as demais dimensões existenciais que a vida proporciona. Aparício Torelli, o Barão de Itararé, costumava lembrar que “a única coisa que se leva desta vida é a vida que se leva”.

Assim, de modo semelhante, tanto o integrante da seita fanática quanto o da seita organizacional do mundo corporativo compartilham de uma cultura totalitária que, ao fim e ao cabo, os aniquila como pessoas. Um pelo martírio físico que vai até a aniquilação da própria vida. O outro pelo empobrecimento existencial de seu “eu” como ser humano, mesmo dispondo de todos os confortos e felicidades propiciadas pelas empresas, que ao outro – o religioso fanático – são negadas em decorrência do próprio credo ou pela sua própria origem determinante de sua opção pela busca da felicidade somente na vida celestial.

As organizações do mundo dos negócios se transformam em seitas como estratégias ardilosas para o aumento desmesurado de sua produtividade, garantindo cada vez maiores ganhos aos acionistas, a nova aristocracia social da ordem econômica mundial em que vivemos.

A sutileza da relação explorador-explorado se dá sob os auspícios de uma sociedade de mercado crescentemente assumida como pensamento único por intelectuais soi-disant tanto de direita quanto de esquerda, sempre engajados na justificação teórica e na legitimação prática da inevitabilidade do processo de exploração.

As seitas buscam os seus quadros nas enormes multidões de excluídos, de desvalidos e de desesperados, que vêem arruinarem-se no cotidiano quaisquer possibilidades de reversão de suas realidades. Vivem a esquizofrenia da perda de suas referências e tradições anteriores à intensificação da globalização; não compartilham como beneficiários de suas facilidades e conveniências. São os novos “Miseráveis” de Victor Hugo, neste finalmente “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley.

É neste quadro de circunstâncias que o fundamentalismo corporativo e o religioso florescem, cada qual com a sua lógica própria, mas que guardam em si evidentes indícios de similitude.

A enorme dispersão de valores vivida na sociedade mundial do “aqui e agora”, da impermanência, do multiculturalismo, da tribalização humana entre os afins, leva as organizações também a se tribalizar na busca de maior competitividade, contra a concorrência mundializada.

A exclusão das massas do processo mundial de produção e dos benefícios da riqueza cria condições objetivas para a articulação, agregação e organização dos excluídos e dos que perdem as suas próprias identidades. A religião fanatizada passa a ser último refúgio coletivo de luta capaz de preservar a identidade do indivíduo e de lhe propiciar condições objetivas de enfrentamento às adversidades que julga lhe serem impostas por culpa dos ímpios e dos apóstatas.

Nas organizações empresariais que se autocultuam o indivíduo encontra pelo trabalho a sua auto-identidade. Preenche os seus vazios existenciais na empresa já que se ressente de participação em plenitude na família e nas mais diferentes formas de interação comunitária das quais deveria participar e se auto-realizar.

No fundamentalismo religioso o indivíduo também restaura a sua auto-identidade pelo compartilhamento com os iguais de valores, crenças, tradições, visões do mundo, idiossincrasias que lhe são tão essenciais.

Ambos, tanto os convertidos à teologia do trabalho quanto os religiosos fanatizados, se auto-encontram simultaneamente pelo convívio entre semelhantes e pela negação dos demais. A percepção se faz pela negação dos outros que não compartilham das mesmas concepções e percepções de mundo.

No mundo do trabalho, o convertido na prática desenvolve a maior animosidade pelas organizações concorrentes e por todos os seus colaboradores.

Na religião, o fundamentalista execra todos os que não comungam da mesma fé e, ao extremo, não tem porque até não os eliminar fisicamente, pois fazem parte das coortes dos endemoniados na luta do bem contra o mal. Assim também é no mundo dos negócios: a empresa é o bem e a concorrente é o mal a ser extirpado do mercado.

O fundamentalismo é a perversão das religiões assim como a transformação das organizações corporativas em seitas é a perversão da vida empresarial.

Todas as religiões indistintamente propõem a solidariedade e o amor ao próximo, assim como as empresas são em teses instituições comprometidas com o bem comum. Por que tais pressupostos não se concretizam nesses verdadeiros aleijões das religiões e das vidas das empresas?

Autor: Wagner Siqueira,  Administrador

Pequena adaptação, Roberto Aguiar

Fonte:  Título original, “As Organizações e a Expansão Do Fundamentalismo Religioso”

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