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O estado da Califórnia exige tarja de alerta sobre câncer nos refrigerantes

Posted in Igreja Contra Cultura Cristã, Pobre Cultura Humana with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 18/03/2012 by Roberto Aguiar

Por Steve Tarlow

Março de 2012

O estado americano da Califórnia nos provou que está um passo à frente em muitas questões, incluindo a saúde pública. O Golden State(o estado do ouro) como é chamado, pode ter feito isso de novo, proibindo o composto químico 4-metilimidazol como um cancerígeno em potencial. O corante caramelo é comumente utilizado pela indústria de refrigerante.

4 MI ou 4-MEI e o Câncer

Essa cor marrom característica encontrada em refrigerantes como Coca-Cola e Pepsi é o produto da cor caramelo, que contém níveis de 4-MI (alternativamente, 4-MEI). O Estado da Califórnia decidiu que, com base em testes com ratos de laboratório, a quantidade de 4-MI presente nos produtos de cor caramelo, deverão incluir um aviso de risco de câncer em cada lata de refrigerante vendidas no estado. [Similar a tarja preta dos cigarros].

No ano passado, o Centro de Ciência no Interesse Público- CSPI (www.cspinet.org), uma agência não governamental de pesquisa em saúde, teria requerido ao “Food and Drug Administration”, o órgão americano responsável em gerenciar o setor de alimentos e remédios americano, para banir todos os 4-metilimidazole do mercado.  Recentemente depois que amostras de 4-MI foram novamente encontrados na Coca-Cola e Pepsi, o CSPI reiterou o seu pedido ao FDA.

O contragolpe das empresas

Isso é algo que a indústria de refrigerantes não está preparada para engolir calada.

“Isso é nada mais do que táticas do CSPI, e suas afirmações são ultrajantes”, disse a Associação Americana de Bebidas em um comunicado à imprensa escrita. “A ciência simplesmente não mostra que o 4-MEI em alimentos ou bebidas é uma ameaça para a saúde humana.”

O FDA concorda

O porta-voz do FDA Douglas Karas respondeu à petição mais recente do CSPI, com um comunicado à imprensa que reconheceu que a decisão do estado da Califórnia parece ser precipitada.

“É importante entender que o consumidor teria que consumir mais de mil latas de refrigerante por dia para atingir as doses administradas nos estudos que têm demonstrado ligações com câncer em roedores”, disse Karas em sua resposta aos críticos do uso do 4-MEI.

[Há muito tempo o FDA americano é acusado de ser comprado pelos gigantes de vários setores da industria de alimentos e remédio americanos]

A industria tem que ceder

A lei da Califórnia não é dependente da posição da indústria de bebidas ou do FDA. Como tal, a Coca-Cola já decidiu que irá cumprir os requisitos da legislação do Estado e mudar para uma cor de caramelo que usa uma quantidade muito menor de 4-MI. Se não fizer isso, a Coca-Cola seria forçado a imprimir uma etiqueta de advertência do tipo, “produto com risco de câncer”, em todas as suas latas e garrafas, o que criaria um pesadelo de relações públicas que, sem dúvida, despencaria as vendas.

Vários relatórios indicam que a Coca-Cola já começou o processo de mudar a fórmula de caramelo que usa.

“A empresa tomou a decisão de pedir aos seus fornecedores de caramelo para fazerem as modificações necessárias no processo de fabricação para atender a exigência do Estado da Califórnia”, disse o porta-voz da Coca-Cola Diana Garza Ciarlante via e-mail.

Não admitir a culpa

Ciarlante continuou no mesmo e-mail a enfatizar que para a imprensa, o xarope de caramelo em todos os produtos da Coca-Cola é seguro, citando o fato de que nenhuma agência reguladora fora da Califórnia chegou a uma conclusão semelhante sobre o 4-MI como um cancerígeno humano. [Ainda...]

Ela continua, “O fato é que o corpo da ciência, em relação ao uso do 4-MEI em alimentos ou bebidas não concordam com as alegações errôneas que o CSPI gostaria que o público acreditasse”.

“Seguro e inofensivo”

Ted Nixon, CEO da empresa DD Williamson fornecedora do “caramelado”, não hesitou em exaltar a segurança de seu produto.

“Nosso caramelo é, e sempre foi, seguro e inofensivo”, disse ele em um comunicado”.

Avisos com antecedência

Em outro artigo, a doutora Judith Valentine, PhD, CNA, CNC, em seu artigo, “O Perigo dos Refrigerantes”, informa que os alertas sobre os perigos do consumo de refrigerantes datam 1942, quando (AMA) a Associação Médica Americana para o Conselho de Alimentação e Nutrição fez a seguinte declaração: “Do ponto de vista da saúde, é desejável principalmente, ter restrição de uso do açúcar, representado pelo consumo de bebidas adoçadas com gás e formas de doces, que são de baixo valor nutricional. O Conselho considera que seria do interesse da saúde pública para todos, que práticas significativas devem ser tomadas para limitar o consumo de açúcar em qualquer forma que deixe de ser combinado com proporções significativas de outros alimentos de alta qualidade nutricional.” Desde então, o primeiro clamor público notável veio em 1998, 56 anos mais tarde, quando o (CSPI)- Centro de Ciência no Interesse Público, uma organização de defesa do consumidor com foco na conscientização e educação nutricional, publicou uma matéria chamada, “Candy Líquido” (Açúcar líquido: Como os refrigerantes estão prejudicando a saúde dos americanos), explicando como funcionam as campanhas predatórias de marketing da industria de refrigerantes, especialmente destinado a crianças e adolescentes.” Numa conferência de imprensa, O CSPI empilhou 868 latas de refrigerante para representar a quantidade média de refrigerante de soda, que o público jovem do sexo masculina consumiu durante o ano anterior. Para efeito de choque adicional, o CSPI exibiu mamadeiras trazendo como rótulos as logomarcas da Pepsi, Seven-up e Dr. Pepper, para dar destaque a um estudo que descobriu, que os pais têm quatro vezes mais chances de conseguir que seus filhos tomem as mamadeiras quando usam aqueles logotipos grudado nelas, do que quando não o fazem. A matéria “Candy Líquido” do CSPI, revelou também que apesar de num período de cinqüenta anos, a produção de refrigerantes aumentar nove vezes,  as outras organizações de saúde permaneceram em grande parte em silêncio. Por quê será??? Como poderia a comunidade médica, como cidadãos responsáveis preocupados com a política de saúde ficarem apáticos durante meio século? Considerando esta questão, vejo a comunidade médica como um cão de guarda velho e cansado, que sabe que está ignorando suas responsabilidades, mas está muito desgastado para fazer qualquer coisa sobre isso. E pensa… Mesmo que o problema da inércia fosse resolvido, o dinheiro e os esforços necessários para lançar uma campanha de interesse público a levantar-se contra a indústria de refrigerantes necessitaria da força de um Hércules. As implacavelmente ambiciosas e ricas empresas de refrigerantes com os seus próprios meios conseguem seduzir um número cada vez maior de consumidores, a maioria deles são jovens.

Ingredientes dos Refrigerantes  

HFCS

É a sigla para o xarope feito a base de milho que substitui o açúcar e dar a cor nos refrigerantes. Uma lista enorme de estudos provaram que o HFCS produz:

  1. Risco significativo de ganho de peso e obesidade
  2. Risco significativo de desenvolver diabetes tipo-2
  3. Hipertensão
  4. Elevados níveis de colesterol “ruin”
  5. Em longo prazo danos no Fígado
  6. Exposição ao mercúrio (A exposição ao mercúrio pode resultar em danos irreversíveis no cérebro e no sistema nervoso – especialmente nos jovens que estão em formação)
  7. O HFCS é rico em frutose. Em estudos feitos com animais expostos a alta dieta de frutose, esses animais desenvolveram problemas hepáticos semelhantes aos de alcoólatras.

Aspartame

Ou aspartamo é um aditivo alimentar utilizado para substituir o açúcar comum e foi criado em 1965 pela empresa americana G.D. Searle & Company. Ele tem maior poder de adoçar (cerca de 200 vezes mais doce que a sacarose). É o adoçante mais utilizado em bebidas. O aspartame é consumido por mais de 200 milhões de pessoas, em todo o mundo e está presente em mais de 6000 produtos. Uma análise feita através MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online), um órgão que funciona como base de dados bibliográficos da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos da América, mostrou que 92% dos estudos não patrocinados pelas indústrias, relataram um ou mais problemas com o aspartame, em termos de seus efeitos na saúde. Estes estudos relataram uma gama de efeitos secundários incluindo:

1- Fibromialgia (dores musculares difusas, fadiga, distúrbios do sono, parestesias, edema subjetivo, distúrbios cognitivos)

2-Tumores cerebrais

3-Perda de memória

4-Linfoma (um tipo de câncer)

5-Leucemia (câncer no sangue)

6-Cancro no nervo periférico

7-Dores de cabeça (os sintomas da enxaqueca são um dos efeitos secundários mais comuns de aspartame.

Um artigo publicado em julho de 2007 da revista Science, uma das revistas mais importantes do mundo em sua área, apresentou 12 especialistas importantes em saúde, que apóiam a proibição de aspartame. A revista também revelou o conteúdo de uma carta do Comissário do FDA, Dr. Andrew Von Eschenbach, para o próprio FDA (Food and Drug Administration), solicitando que a aprovação do adoçante fosse revogada devido a provas de que ele causa câncer. A aprovação ainda não foi cancelada devido à influência de lobistas do setor sobre os políticos, e os conflitos em curso entre o capitalismo e o ambientalismo. O Doutor Andrew foi Comissário do Food and Drug Administration de 2006-2009, e presidente eleito da Sociedade Americana do Câncer.  A revista Time nomeou-o como um dos “Time 100, uma das pessoas que moldam nosso mundo”.

Cafeína

É um composto químico de fórmula C8H10N4O2, classificado como alcalóide do grupo das xantinas e designado quimicamente como 1,3,7-trimetilxantina. É usado em bebidas na forma de infusão, como estimulante. A cafeína estimula a glândula adrenal sem fornecer alimento. Em grandes quantidades, a cafeína pode levar à exaustão adrenal, especialmente em crianças. A ingestão excessiva pode provocar, em algumas pessoas, efeitos negativos como irritabilidade, ansiedade, dor de cabeça e insônia. Os portadores de arritmia cardíaca devem evitar até mesmo dosagens moderadas, ainda que eventuais, da substância. Altas doses de cafeína excitam demasiadamente o sistema nervoso central, inclusive os reflexos medulares, podendo ser letal. Estudos demonstraram que a dose letal para o homem é, em média, de 10 gramas.

Ácido Fosfórico

Agora que os refrigerantes são vendidos em quase todas as escolas públicas e privadas, os dentistas estão observando uma condição em adolescentes que costumavam ser encontrados apenas em idosos, uma completa perda de esmalte nos dentes, resultando em dentes amarelos. O culpado é o ácido fosfórico em refrigerantes, o que provoca podridão dentária, bem como problemas digestivos e perda óssea. Dentistas estão relatando a perda completa do esmalte nos dentes da frente em meninos adolescentes e meninas que habitualmente bebem refrigerantes. Normalmente a saliva é ligeiramente alcalina, com um pH de cerca de 7,4. Quando refrigerantes são ingeridos ao longo do dia, como é frequentemente o caso com os adolescentes, o ácido fosfórico reduz o pH da saliva para níveis de acidez. A fim de amortecer este saliva ácida, e trazer o nível de pH acima de 7, novamente, o corpo puxa os iões de cálcio a partir dos dentes. O resultado é uma deteriorização  muito rápido da camada de esmalte sobre os dentes. Recentemente, o Instituto Nacional de Saúde realizou uma conferência sobre a cárie dentária em todo o mundo. Os palestrantes discutiram muitas possíveis causas e soluções, mas não mencionou um dos efeitos conhecidos do ácido fosfórico em refrigerantes!

Monosodium Glutamate (MSG)

É uma neurotoxina.  A Neurotoxina é o termo usado em Bacteriologia, para designar as toxinas que, em razão de seu grande potencial agressivo nos seres vivos, mesmo quando em pequenas concentrações, são capazes de lesar o sistema nervoso, podendo ainda agir sobre outras partes do organismo. O ácido cítrico frequentemente contém traços de MSG. Sabores artificiais também podem conter vestígios de MSG.

Fonte: newsytype.com

Center for Science in the Public Interest – CSPI

Weston A. Price Foundation

O fato é que os cigarros também não faziam mal algum… Nem os agrotóxicos nas frutas e verduras… Nem os hormônios na carne… Nem os remédios…

…Pobre cultura humana…

A Ciência é Flagrada se Prostituindo com o Capital

Posted in Pobre Cultura Humana on 12/02/2012 by Roberto Aguiar

Em junho de 2011, um juiz federal na Carolina do Sul, E.U. A., multou a Johnson & Johnson (J & J) em 327.000.000 milhões de dólares por enganosamente comercializar seu medicamento antidepressivo. O juiz criticou o “esforço concentrado” da Johnson & Johnson para esconder informações sobre os efeitos colaterais do medicamento “Risperdal”, e frisou o desprezo da empresa pelo direito do paciente de ter toda a informação disponível para decidir ou não tomar a droga.

  Risperdal, um antipsicótico usando no tratamento de esquizofrenia,  transtorno bipolar e depressão. Estudos recentes revelaram que o uso do medicamento pode levar  ao aumentado de efeitos colaterais graves, potencialmente fatais, tais como acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca.

Esta decisão é a última de uma longa seqüência de caras decisões judiciais contra as empresas farmacêuticas condenadas por esconderem a verdade sobre alguns de seus produtos. Nos últimos anos, grandes nomes como Johnson & Johnson, Pfizer, Eli Lilly, Glaxo-SmithKline, a Merck, a Bristol-Myers Squibb e Forest Labs, foram multados em bilhões de dólares por esconder informações negativas sobre efeitos colaterais e a real eficácia de seus produtos, e por comercializarem medicamentos (off-label), isto é, a prescrição de medicamentos para um uso em doenças diferentes daquela para o qual o remédio foi aprovado. De acordo com um recente relatório do Associated Press, a indústria farmacêutica é a fonte número um de fraudes relacionadas no Departamento Federal de Justiça americano.

Mas o que as notícias muitas vezes deixam de mencionar, é que a corrupção de funcionários públicos feita pela indústria farmacêutica é parte de um problema maior dentro do crescente complexo médico-industrial. As Empresas farmacêuticas não conseguiriam enganar o público americano, sem a conivência de médicos, cientistas, jornais, associações profissionais e escolas de medicina. Todas estas entidades beneficiam a “generosidade” da indústria e têm pouco incentivo para mudar a maneira como os remédios e dispositivos médicos são testados, aprovados e vendidos.

Eu investiguei o interior dessa relação no meu livro “Efeitos Colaterais”. O livro conta a história do Paxil, um medicamento conhecido como antipsicótico. Junto com outras marcas como SSRIs Prozac, Zoloft e Celexa, Paxil, foram inicialmente aprovados pelo FDA (o departamento de saúde americano), para uma finalidade específica, o tratamento de distúrbios depressivos em adultos. As empresas farmacêuticas, no entanto, comercializavam esses remédios fora da prescrição para o qual foram aprovados, prescrevendo-os também para o tratamento de crianças e adolescentes que sofrem de transtorno de ansiedade e depressão. A Indústria não só deu aos pesquisadores acadêmicos milhões de dólares para realizar tais estudos, mas também pagou milhões a importantes pesquisadores e consultores da área para estarem falando, propagando os remédios nas mídias especializadas. Tais conflitos financeiros de interesse, que muitas vezes foram escondidos, resultaram em má conduta científica, neste caso, na eliminação dos maus resultados desses remédios, para fazer esses produtos mais seguros, mais eficazes aos olhos da opinião pública, do que realmente são. Na realidade, no caso do Paxil, ele não só se mostrou ineficaz no tratamento de crianças e adolescentes com depressão, mas também tornou os usuários mais jovens, quase quatro vezes mais suscetíveis a se tornarem suicidas, do que aqueles que tomam um placebo. Apenas no ano passado (2010), um gigante farmacêutico pagou US $ 750 milhões para resolver queixas criminais e civis e por vender remédios com segurança e eficácia questionável.

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Paxil, liberado originalmente como antidepressivo de uso adulto, ilegalmente foi também prescrito pelo laboratório para uso em crianças e adolescentes, o que resultou num desenvolvimento de comportamento suicida.

 A prática seletiva de publicar apenas resultados positivos e ocultar os resultados negativos já ocorreu com outros medicamentos, incluindo blockbluster Vioxx (analgésico), Avandia (anti-diabetes), Procrit (anemia), Vytorin (a redução do colesterol) e, é claro, o Risperdal um antidepressivo. No ano passado, os laboratórios Eli Lilly, AstraZeneca e a Pfizer, foram multadas em centenas de milhões de dólares cada um, por comercializarem ilegalmente drogas antidepressivas escondendo o fato de que eles causavam efeitos colaterais graves como ganho de peso e diabetes.

O Vioxx quando foi lançado, em 1999, foi anunciado como um dos remédios mais eficazes para tratar a dor das vítimas de artrite. Um dos primeiros medicamentos de uma nova classe de antiinflamatórios, os inibidores da enzima COX-2, ele prometia acabar com a dor sem os efeitos colaterais dos remédios antigos, sobretudo as úlceras e os sangramentos gastrointestinais. O entusiasmo em relação ao remédio foi tão grande que, não demorou muito, o Vioxx passou também a ser receitado para o alívio dos mais variados tipos de dor – de cólicas menstruais a desconforto muscular, de dor de dente a enxaqueca. Consumido por 84 milhões de pessoas em mais de oitenta países, o antiinflamatório transformou-se em um dos carros-chefe do laboratório americano Merck & Co. Só no ano de 2003, as vendas de Vioxx movimentaram 2,5 bilhões de dólares em todo o mundo. Foi constatado que triplicava o risco de ataque cardíaco ou um elevado grau de se ter um acidente vascular cerebral. Foi retirado do mercado em 2004.

O Avandia, fabricado pela GlaxoSmithKline, indicado para o tratamento da diabetes tipo 2. Entre os problemas identificados, está a alta probabilidade de ocorrência de infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, derrame e outros distúrbios cardíacos associados à utilização do produto. O medicamento foi retirado das farmácias em 2010.

O Procrit é usado para tratar a anemia (falta de glóbulos vermelhos no corpo) em pacientes com Doença Renal Crônica (DRC). Procrit é também utilizado para tratar a anemia provocada por zidovudina em pacientes infectados com HIV e em certos pacientes submetidos à quimioterapia. Pesquisas recentes revelaram que os pacientes tratados com Procrit têm um risco 57% maior de desenvolvimento de efeitos colaterais graves, incluindo a formação de coágulos sanguíneos.  Efeitos colaterais do Procrit incluem um aumento do risco de acidente vascular cerebral e ataques cardíacos. A droga ainda continua á venda.

 

Pesquisadores de diferentes lugares do mundo questionaram que o uso do medicamento Vytorin seja eficaz na redução do risco de ataques cardíacos, acidentes cerebrovasculares ou males similares. Um estudo realizado na Europa chegou à conclusão de que o Vytorin não reduz a placa, mais que um tratamento com estatinas. Em julho de 2008, a droga foi ligada a um aumento no risco de câncer. Um grande ensaio clínico também descobriu que a medicação não conseguiu reduzir a hospitalização e morte por insuficiência cardíaca em pacientes com estreitamento da válvula aórtica. No processo, os pesquisadores da Noruega detectaram um significativo desenvolvimento de cânceres nos 1.800 indivíduos testados com o Vytorin. Mesmo assim, as empresas detentoras da patente do Vytorin, continuaram gastando pelo menos 155 milhões dólares por ano em anúncios de TV para convencer a opinião publica da superioridade do Vytorin. Essa droga está sob investigação do FDA americano.

Muitos defensores da indústria farmacêutica e suas “universidades parceiras” anunciaram recentemente uma colaboração de 100 milhões dólares entre a Pfizer e escolas médicas de Boston. Eles sustentam que essa esse tipo de cooperação ajuda a combater a flacidez da indústria farmacêutica e a trazer drogas benéficas para o mercado. Eles argumentam que os pesquisadores acadêmicos podem ajudar o setor no desenvolvimento de novas drogas.

Mas o financiamento [sem escrúpulo] do sector, ameaça a independência e a integridade das instituições acadêmicas, conduzindo e desviando pesquisadores acadêmicos para longe de trabalhos mais importantes, como vacinas e medicamentos para doenças raras como Lou Gehrig (doença neuro-degenerativa progressiva e fatal, caracterizada pela degeneração das células do sistema nervoso central), para drogas comercialmente mais rentáveis, remédios que têm potencial de sucesso, mas não são significativamente melhor do que aquilo que já está no mercado.

O que está em jogo é a credibilidade da ciência médica. Num momento em que o apoio da indústria farmacêutica está cada vez mais superando o financiamento do governo, os sinais da crise de credibilidade abundam. Por exemplo, uma pesquisa nacional este ano mostrou que 53 por cento dos médicos-pesquisadores das escolas nos Estados Unidos têm algum tipo de relação financeira com uma empresa farmacêutica. A diminuição de resultados negativos em revistas médicas subiu na última década.  Algumas revistas especializadas dizem que isso é porque elas estão mais vigilantes na identificação de erros, enquanto outros culpam o ambiente competitivo das bolsas de pesquisa e a pressão que exercem as empresas farmacêuticas sobre os pesquisadores para chegarem a resultados positivos nas pesquisas clínicas.

Um estudo recente na revista “Archives of Internal Medicine” também descobriu que, em apenas um ano, 25 dos 32 consultores do setor (ganharam pelo menos $ 1 milhão de dólares) das empresas farmacêuticas, para não divulgarem suas ligações financeiras com elas, em artigos de jornal e revistas, uma violação das políticas de publicação americanas.

Algumas reformas foram postas em prática. Em 2007, o congresso americano aprovou uma lei exigindo que as empresas farmacêuticas divulguem em um site público, os resultados completos de testes clínicos de remédios, e não apenas resultados positivos. Embora isso seja um passo louvável em primeiro lugar, ainda é muito difícil para a maioria dos consumidores comuns entenderem o grande volume de dados técnicos que foram postados.

No ano passado, como parte da reforma do setor de “Cuidados da Saúde”, o Congresso americano também aprovou o (Sunshine Act), uma lei que obriga as empresas farmacêuticas a partir de 2013, a tornar pública a lista de todos os médicos e pesquisadores sob sua folha de pagamento. Várias empresas já começaram a postar as informações em forma de banco de dados, mas continua a ser difícil para os consumidores interpretar os conflitos médicos e seus interesses individuais.

Algumas proeminentes faculdades médicas dos EUA tomaram medidas para coibir conflitos de interesse entre seus professores, por exemplo, exigindo a divulgação completa de seus trabalhos externos em consultorias, suas participações em sociedades científicas e em conselhos consultivos de empresas. Mas ainda ficaram devendo. As instituições acadêmicas deveriam proibir seus professores que estão ganhando mais de US $ 10.000 mês, de prestar consultoria para empresas farmacêuticas, e de fazer pesquisa para essas empresas.

Reformas adicionais são necessárias. Os testes clínicos de remédios devem ser removidos do controle direto das empresas farmacêuticas e passar a ser administrado por uma agência federal independente financiada com dinheiro das indústrias e do governo federal. Além disso, as instituições acadêmicas que recebem financiamento da indústria farmacêutica devem insistir para que os remédios desenvolvidos a partir dessa parceria, sejam disponibilizados ao público a preços razoáveis. Este fato é quase universalmente ignorado hoje. Em grande parte porque as universidades, em seus contratos de pesquisa com a indústria, não tem controle sobre a política de preços dessas empresas. Como resultado, os contribuintes pagam duas vezes: Primeiro, eles pagam grande parte da pesquisa através dos impostos, e em seguida pagam preços exorbitantes pelos remédios.

O National Institutes of Health (NIH), uma agência do departamento de saúde americano, também deveria começar a impor suas próprias regras nesse conflito de interesses, cancelando a ajuda financeira para pesquisadores financiados pelo governo federal que não divulgam suas relações com as indústrias. Em vez disso, os lobistas das universidades e das indústrias, com sucesso, pressionaram o NIH, que financia bilhões de dólares em pesquisa médica, a derrubar uma norma que iria exigir das universidades postarem em sites públicos, os conflitos de interesse específicos dos seus cientistas financiados pelo governo federal.

Nas palavras da Juíza federal americana Louis Brandeis, “A luz solar é o melhor desinfetante. Mas “o clima”, que deveria favorecer a parte mais importante, os consumidores, muitas vezes costuma deixá-los no escuro”.

Alison Bass

Alison é Jornalista premiada e ensina jornalismo na Universidade Brandeis. Seu livro, “Efeitos Colaterais”, ganhou o Prêmio da Sociedade Científica NASW.

É preciso chamar a atenção, de que, os remédios citados nessa matéria não funcionavam ou eram nocivos aos pacientes, não por questão de erro médico, mas por falta de escrúpulo e ganancia da classe científica. Essa mesma fonte de conhecimento que deprecia a bíblia, mas que ainda assim, nós crentes colocamos nela uma boa dose de confiança. A matéria revela que uma parcela dos medicamentos que estão à venda, não se sabe o tamanho dessa parcela, estão lá, não porque fazem algum efeito, mas porque, como qualquer outro produto, eficiente ou não, precisam ser vendidos para satisfazer a fome de dinheiro dos cientistas e empresas fabricantes. Empresas que em muitos casos, pertencem aos próprios. Essa é uma face da endeusada e “indiscutível” ciência, que poucos querem ver, muito menos admitir! E por traz de todas essas instituições científicas, estão homens bem sucedidos e honrados pela sociedade como homens dignos do mais alto respeito… Tirem suas próprias conclusões sobre o que realmente abrange a palavra Ciência!

Que só Deus nos influencie!

Roberto Aguiar

Tradução e adaptação: Roberto Aguiar

Fonte: Brandeis Magazine. Título original, “Big Pharma on Campus: A Prescription”

http://www.brandeis.edu/magazine/2011/fall/perspective.html

Revista “Veja 0n-line” – http://veja.abril.com.br/061004/p_088.html

Revista “Veja” – http://veja.abril.com.br/noticia/saude/anvisa-suspende-uso-do-medicamento-avandia

Site Drugs.com – http://www.drugs.com/procrit.html

Med Line Plus – http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/druginfo/meds/a692034.html

eMed Tv – http://cancer.emedtv.com/procrit/procrit-side-effects.html

Fundação Universitária Iberoamericana – http://blogs.funiber.org/gerontologia-pt/2010/05/05/controversia-pelo-uso-de-vytorin-para-o-controle-de-problemas-cardiovasculares/

Jornal “O Globo” – http://oglobo.globo.com/ciencia/remedio-contra-colesterol-vytorin-tem-desempenho-de-placebo-3608024

http://www.webmd.com/drugs/drug-9846-Risperdal+Oral.aspx?drugid=9846&drugname=Risperdal+Orala

http://en.wikipedia.org/wiki/Ezetimibe/simvastatin

O Mundo Mau…

Posted in Pobre Cultura Humana on 20/02/2011 by Roberto Aguiar

Música:  “O Mundo”

Interpretes: Zeca Baleiro, Paulinho Moska, Chico Cesar, Lenine

Composição: Zeca Baleiro, Chico Cesar, Lenine, Paulinho Moska

É interessante observar quando parte da sociedade, sem saber nem querer, se manifesta em concordância com a palavra de Deus. É o que observamos nessa musica “O Mundo”. Contrariando a ótica de avestruz, de boa parte do próprio mundo e de grande parte dos crentes, que procuram viver como se a vida fosse uma festa, fugindo e fingindo não enxergar uma realidade apocalíptica que nos cerca e que aos poucos está nos fechando cerco. Essa musica vem nos lembrar que a bíblia não é um conto da carochinha como muitos imaginam, muito pelo contrário, trata-se de um livro profético, e que pelo menos nela, o mundo, a sociedade organizada,  não caminha para um final feliz, por opção pessoal em rejeitar o seu criador.

Roberto Aguiar

“Contra Um Mundo Melhor”, de Luiz Felipe Pondé

Posted in Livros que Somam, Pobre Cultura Humana on 30/01/2011 by Roberto Aguiar

Em “Contra um Mundo Melhor”, lançado pela editora LeYa Brasil, Luiz Felipe Pondé publica ensaios sobre a filosofia do cotidiano. Os ensaios reúnem temas variados como a relação entre homens e mulheres; memórias da infância; fracasso; dinheiro; egoísmo e humildade. Fiel ao seu estilo contundente, o autor recusa lugares-comuns e uma postura conformista, procurando provocar o leitor para tirá-lo da apatia.

Filósofo e professor universitário, Pondé utiliza uma linguagem coloquial, entre o discurso acadêmico e o jornalístico, que tira as discussões filosóficas do ambiente restrito das salas de aula. Colunista do jornal Folha de S. Paulo, desde 2008, Luiz Felipe Pondé busca ampliar o diálogo que mantém com os leitores em sua coluna.

Para muitos, Pondé revitalizou o colunismo através de seu estilo polêmico e provocativo. Não por acaso, no ensaio inicial de Contra um mundo melhor o autor cita algumas vezes outro colunista controvertido, Nelson Rodrigues, a quem oferece o livro. “Hoje, faltam homens como ele: homens que não têm medo. Assim como ele, não acredito num mundo melhor e direi isso de várias formas diferentes até morrer”, diz Pondé.

Os ensaios possuem tamanhos variados, alguns mais curtos que outros, mas todos breves, de modo a facilitar a leitura e adaptá-la a um cotidiano apressado. O autor explica a opção pelos fragmentos afirmando que “a descontinuidade descreve melhor uma filosofia do afeto, que se move a sobressaltos, e também porque o cotidiano é descontínuo”. Reafirma seu ceticismo com frequência, o que o faz recusar a busca insistente por um mundo melhor, que para Pondé, é uma impossibilidade e também um falso objetivo.

Nos ensaios, ele denuncia o que chama de “marketing do comportamento”: discursos e posturas hipócritas com toques de sofisticação, que buscam mascarar a angústia e o sofrimento do mundo – o que, para o filósofo, constitui a essência do humano. “Porque o que nos humaniza é o fracasso”, diz. Pondé ainda explica por que decidiu escrever para não filósofos e por que não acredita em um mundo melhor:

“Cansei da filosofia, por isso comecei a escrever para não filósofos, porque a universidade, antes um lugar de gente inteligente, se transformou num projeto contra o pensamento. Todos são preocupados em construir um mundo melhor e suas carreiras profissionais. E como quase todas são pessoas feias, fracas e pobres, sem ideias e sem espírito inquieto, nada nelas brota de grandioso, corajoso ou humilde. Eu não acredito num mundo melhor. E não faço filosofia para melhorar o mundo. Não confio em quem quer melhorar o mundo. É isso mesmo: acho um mundo de virtuosos (principalmente esses virtuosos modernos que acreditam em si mesmos) um inferno”.

Ficha técnica do livro:
Título: Contra um mundo melhor: ensaios do afeto;
Autor: Luiz Felipe Ponde é colunista do jornal, A Folha de São Paulo;
Editora: LeYa Brasil;
Formato: 16×23, em brochura;
Páginas: 218;
Preço: R$ 39,90;

Fonte: http://www.cpflcultura.com.br/site/2010/11/23/lancamento-de-livro-contra-um-mundo-melhor-ensaios-do-afeto-de-luiz-felipe-ponde/

Não é novidade alguma para as pessoas que me conhecem que a bíblia é de longe o meu livro favorito, e em ultima análise, minha única fonte do que entendo como verdadeiro conhecimento. Mas no entanto eu vibro, fico até eufórico, quando encontro no mundo secular, homens que dispondo apenas de suas mentes como fonte de recurso, chegam a conclusões idênticas com algumas das afirmações feitas pela bíblia, um livro escrito a milhares de anos. Assim é esse livro de Luiz Felipe Pondé. Nele você verá um homem considerado lúcido pela sociedade, chegar a mesma conclusão da palavra de Deus, que o ser humano “não é flor que se cheire”. O livro traz questionamentos inteligentes e desafiadores. Os cristãos devem relevar certas conclusões do autor por não tratar-se de um livro de cunho religioso. Mas assim mesmo vale a pena conferir!

Roberto Aguiar

A Fábula do Livro “O Segredo”

Posted in Livros que Subtraem, Pobre Cultura Humana on 05/01/2011 by Roberto Aguiar

 

O Segredo é um fenômeno. O livro foi lançado no final de 2006 e já vendeu mais de quatro milhões de exemplares só na América, 1 milhão e meio no Brasil, com cerca de trinta traduções para outros idiomas já disponíveis ou em andamento. É provável que se torne um dos livros de auto-ajuda mais vendidos de todos os tempos alem de está sendo constantemente elogiado e apoiado por celebridades. [Aqui no Brasil uma grande propagadora de O Segredo é a apresentadora Ana Maria Braga]. Aventure-se em sua livraria local ou a olhar em sua volta enquanto espera no aeroporto, e você é obrigado a ver as pessoas lendo e absorvendo-o. Seus leitores não se resumem a pessoas que consultam astrólogos ou são místicas, pelo contrário, normalmente são pessoas comuns que vivem ao seu lado. Há quase 1.400 comentários de avaliação sobre o livro no site da Amazon,  com uma média de aprovação de 3,5 a 5, numa escala que vai de 1 a 5. Isto significa que a maioria das pessoas, a grande maioria mesmo, acredita que pelo menos em alguns aspectos do livro e da premissa de ensino, eles acreditam na lei da atração defendida pelo livro.

“O Segredo” começou como um DVD. A autora Rhonda Byrne (60 anos), que integra-se ao chamado Movimento do Novo Pensamento, e também ao da Nova Era. Byrne que foi considerada pela revista Time Magazine como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, passou por um momento particularmente difícil na vida e saiu apenas depois que aprendeu o segredo, que é o seu termo para o que é comumente conhecida como a lei da atração. Em “agradecimento”, ela criou uma apresentação em DVD para compartilhar esse conhecimento e, tendo visto o sucesso extraordinário do DVD (que já vendeu mais de 1,5 milhões de cópias), ela criou um livro com o mesmo nome. As reivindicações do livro são elevadas: “Não há uma única coisa que você não possa fazer com esse conhecimento. Você conseguirá, não importa quem você seja ou onde você está, “O Segredo” pode lhe dar tudo o que você quiser”. Imagine o seguinte: o poder de obter absolutamente tudo. Quem pode resistir a isso?

Rhonda Byrne autora de “O Segredo”

A lei da atração, que Byrne diz que é a lei mais poderosa do universo, e afirma que as pessoas vivenciam as manifestações lógicas de seus pensamentos predominantes, sentimentos e palavras. Isto dá as pessoas o controle direto sobre suas vidas. Ela explica que os pensamentos de uma pessoa (consciente ou inconsciente) e sentimentos, trazem correspondentes manifestações positivas ou negativas. Os pensamentos positivos trazem manifestações positivas, enquanto os pensamentos negativos trazem manifestações sobre o negativo. A teoria é muito simples. Porque é uma lei absoluta, a lei da atração sempre responderá aos seus pensamentos, não importam quais são. Assim, seus pensamentos se tornam coisas. Você é a energia mais poderosa do universo simplesmente porque o que você acha se tornará realidade. Você forma o mundo que existe ao seu redor. Você forma sua própria vida e seu destino através do poder da sua mente.

Os passos para utilizar esta lei na vida são simples e supostamente fundamentado na sabedoria de Jesus, como lemos em Mateus 21:22. “E tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis.”

A lei da atração exige apenas isto:

Saber o que se quer e pedir.

Sentir-se e comportar-se como se o objeto de seu desejo já estivesse a caminho.

Estar aberto a recebê-lo.

Há aspectos desta lei que é claramente atrativa para o coração humano. Nós todos gostamos de pensar que temos controle sobre nossas vidas e que podemos ter tudo que queremos. Nós todos queremos controlar nosso destino e sentir que o universo está a nossa disposição, que há uma força amigável trabalhando com, e não contra nós. Isto é, se estou convencido, isso é o que atrai as pessoas para a lei da atração.

Mas, no entanto há muitas áreas nas quais “O Segredo” nada tem a oferecer, em que a lei da atração, como a lei “mais poderosa do universo” é simplesmente uma resposta incompleta, irracional e até mesmo deprimente. Permita-me sugerir alguns pontos.

Em primeiro lugar, “O Segredo” não tem real capacidade de responder ao problema da maldade humana, certamente o maior problema que alguém pode enfrentar. Byrne, admite que o pensamento das pessoas num primeiro instante quando ouvem a lei, é pensar em momentos ruins, por exemplo em momentos de tragédias  onde se perderam muitas vidas. De acordo com a lei da atração, essas pessoas estavam necessariamente na mesma freqüência do evento que vitimaram suas vidas. Elas podem não ter pensado no evento, mas de alguma forma os seus pensamentos negativos as atraíram para ele. Mas isso simplesmente não dá uma resposta satisfatória para os problemas do mundo. Isso significaria dizer que os milhões de judeus que pereceram no Holocausto foram co-responsáveis pela tragédia que se abateu sobre eles, simplesmente porque abrigaram pensamentos negativos, que por sua vez convocou a tragédia sobre si mesmos? Da mesma forma não significaria que uma jovem é responsável por anos de abuso sexual que seu pai impôs sobre ela? “O Segredo” não oferece nada para estas pessoas, mas o entendimento de que seu sofrimento é de alguma forma sua própria culpa. Quando olhamos para O Segredo como a lei que pode trazer-nos qualquer coisa que nos atraia, e passamos a analisá-lo sob a perspectiva de alguém que sofreu, O Segredo passa a ser algo claramente equivocado.

Segundo, a lei funciona de uma maneira que turbina o seu egoísmo. Por exemplo, Byrne adverte a que não se ouça pessoas falarem sobre suas doenças ou problemas, para que você não comece a pensar pensamentos negativos e comece a manifestar  conseqüências negativas em sua própria vida. Ela alerta para o sacrifício como algo ruim, seja financeira ou pessoal, dizendo que o sacrifício faz você provar a sua crença na falta e não na abundância. Ela diz que você sempre se coloque em primeiro lugar e sempre olhe para seus próprios interesses à frente de qualquer outro. Ela o coloca no lugar de Deus, como aquele que está no centro do universo. A lei da atração continua em progressão lógica até chegar no seu estágio final, que é   de atribuir divindade à humanidade.

Se bem entendido, O Segredo lhe ensina que a terra gira ao seu redor. A maré dos oceanos e seu fluxo são para você. Os pássaros cantam para você. O sol nasce e se põe para você. As estrelas saem por sua causa. Cada coisa linda que você vê, cada coisa maravilhosa mira-se em você, está tudo lá, para você. Dê uma olhada ao redor. Nenhum delas pode existir sem você. Não importa quem você pensava que era, agora você já sabe a verdade de quem você realmente é. Você é o mestre do universo. Você é o herdeiro do reino. Você é a perfeição da vida e agora você sabe O Segredo.

Ela continua:… “Você é Deus em corpo físico, espírito em forma de carne, você é a vida eterna expressando-se como você é, um ser cósmico. Em você está todo o poder, toda a sabedoria, toda a inteligência, você é…. a perfeição. Você é magnífico! Você é o criador, e seu poder criador continua funcionando nesse planeta.

” A filosofia de O Segredo não reconhece nenhum poder superior a si mesmo. Isso me faz pensar: qual seria a aparência do mundo se todos seguissem o segredo e se dedicassem principalmente aos seus próprios interesses, esquecendo compaixão e sacrifício ao próximo?

Em terceiro lugar, a lei, pelo menos na medida em que é descrita neste livro, não dá qualquer resposta para quando acontece uma coincidência, um choque desejos. O que acontece quando duas pessoas estabelecem em seus pensamentos atrair para si as mesmas coisas? Embora eu entenda que o universo oferece oportunidades infinitas, duas pessoas podem igualmente ter a mesma idéia sobre determinada coisa específica. O que acontece quando o que uma pessoa quer, é prejudicial à outra pessoa? E se o prazer de uma pessoa é justamente a dor de outra? Se a lei da atração é a lei suprema do universo, logo não há ninguém administrando tais casos.

Finalmente, O Segredo também desafia tanto o bom senso como a experiência humana. Por exemplo, quando se considera a perda de peso, Byrne faz a incrível afirmação de que os alimentos só podem engordar, se você achar que eles podem produzir gordura em você. Se você determinar que os alimentos não são capazes de fazer você ganhar peso, você pode comer quanto quiser e nunca engordará ou sofrerá qualquer efeito negativo. Ao considerar a saúde, ela sugere que podemos nos curar de qualquer aflição, simplesmente através do poder da nossa mente. Curiosamente, “O Segredo” tem sido defendido por celebridades do nível de Oprah Winfrey, a mulher mais influente na América na atualidade, que oferece sua própria vida como testemunho do poder da lei da atração. Uma semana após o endosso de Oprah, as vendas de O Segredo saltaram de 18.000 para 101.000. E na semana seguinte para 190.000. Winfrey, desde então, teve de abrandar o entusiasmo em que as pessoas estavam seguindo o conselho do livro, na medida em que eles estavam abandonando o tratamento médico, e acreditando no poder de seus pensamentos para se curarem. Os médicos estavam impressionados, assim como as doenças e agravos que não responderam a tentativas da mente para eliminá-los. A autora chega a dizer que a lei da atração pode conceder a imortalidade. No entanto, as pessoas que ensinam esta lei parecem envelhecer no mesmo ritmo que o resto de nós.

Na Bíblia, no primeiro capítulo do livro de Romanos, Deus comenta sobre esse desejo doentio de alto-adoração que existe em todos nós. “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem mortal, pássaros e animais e répteis. Por isso Deus os entregou, nas concupiscências de seus corações … pois eles mudaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito eternamente. ” E amém. “O Segredo” afirma ser capaz de nos dar tudo que poderíamos querer. Contudo, não pode ainda resolver os problemas fundamentais da natureza humana. A autora representa apenas o último de uma longa linha de tentativas de revogar Deus da história humana, tentativa esta que se iniciou desde quando o primeiro homem virou as costas para seu Criador. Não há nada de novo aqui, mas apenas a mesma fantasia do início do século XX , com embalagem do século XXI.

Tim Challies

Fonte: http://www.discerningreader.com/book-reviews/the-secret

http://www.thesecret.tv/

O Paganismo do Psiquiatra Carl Jung

Posted in Pobre Cultura Humana, Psicoheresia on 22/12/2010 by Roberto Aguiar

Nos primeiros anos do século XX, o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (1875-1961) se tornou o segundo em comando no movimento psicanalítico de Sigmund Freud. Em 1913, Jung rompeu com Freud e criou seu próprio movimento, chamado de psicologia analítica. Apesar da importância de Freud na história da psicologia ter sido muito maior do que Jung, nas últimas décadas, a influência do primeiro tem diminuído enquanto a do último tem crescido. O aumento da influência de Jung é mais perceptível na cultura em geral. Autores Best-sellers que promovem idéias de Jung incluem o falecido Joseph Campbell ( O Poder do Mito ), Thomas Moore ( O Cuidado da Alma ), e Clarissa Pinkola Estés ( Mulheres que Correm com os Lobos ). Nenhum indivíduo tem feito mais para dar forma ao contemporâneo movimento da Nova Era que Jung. E Jung também ganhou a aceitação de muitos professos cristãos ortodoxos, alguns dos quais são divulgadores de suas idéias, como por exemplo, J. Gordon Melton, Morton Kelsey, e John Sanford. Sua profunda influência sobre o movimento de cura interior é documentado em “Cura Interior: Libertação ou Decepção?” de  Don’s Matzat (Harvest House, 1987).

Premiado pela Associação de Editoras Americanas como o melhor livro de psicologia publicado em 1994, “O culto de Jung”  tem provocado intensas polêmicas, nos Estados Unidos e na Europa, por apresentar uma visão nova e ousada acerca das origens do pensamento junguiano. Num trabalho de admirável erudição, Richard Noll recria o contexto histórico-cultural em que C. G. Jung lançou as bases da psicologia analítica, examinando como as mais diversas influências – espiritismo, psicanálise, filosofia nietzschiana, religião pagã, biologia evolutiva – vieram moldar suas idéias e dar origem a um movimento de âmbito mundial, que se transformou em culto e continua a expandir-se sem cessar. Indispensável para compreender um dos grandes pensadores de nossa época, O culto de Jung traz também um prefácio especial do autor à edição brasileira, em que ele apresenta sua posição em face das tentativas de censura que o livro vem sofrendo desde sua publicação.

O ponto central do livro é mostrar que o movimento que Jung iniciou está muito mais próximo de um  culto de natureza neo-pagan (ariana), do que uma disciplina científica psiquiátrica que sempre reivindicou ser. Não se trata apenas de uma experiência espiritualista, mas de uma religião . Noll afirma que Jung cada vez mais orientou seu movimento para longe da pompa de uma disciplina científica, moldando-a em vez disso, num “movimento carismático” ou culto a personalidade construída em torno de si mesmo. A verdadeira mensagem do Jung esotérico foi feito ao estilo de um culto misterioso, disponível apenas para os iniciados que tinham sido submetidos a cem horas de análise e obtiveram  permissão pessoal de Jung. Desde a morte de Jung, esse culto tem sido passado para a atual geração de iniciados através  de um “corpo de padres-analistas”.

Após o lançamento deste livro polêmico, foi despertada uma fúria conspiratória por parte dos junguianos (arrogantes como James Hillman tremeram na base) e todo um movimento da parte dos familiares de Jung para censurarem de todas as formas possíveis. Resultado: As obras de Noll são as únicas fontes disponíveis que critica severamente o culto carismático do homem chamado Carl Gustav Jung. Louco, charlatão ou megalomaníaco? Todas as alternativas são plausíveis se analisadas pelo contexto histórico que tornaram Jung um autêntico líder de sua seita chamada psicologia analítica ou junguiana e sua ligação indireta mas intrínseca, com a filosofia do misticismo ariano do regime de Hitler, seitas da Nova Era, espiritismo e pós-modernismo. Foi do surgimento da idelogia völkish nas entranhas de interpretação errôneas feitas por Ernest Haeckel e Nietzsche, sobre biologia evolutiva deturpada para uma biologia vitalísta e racista, do relativismo moral no culto ao deus sol germânico, das contradições teóricas e da falsificação suja e forjada da suposta única prova científica que sua teoria psicanalítica dispunha. Tudo é desnudado neste livro corajoso e polêmico, facilitando até o entendimento de como seitas místicas se desenvolvem em autênticos cultos à personalidade em torno de um grande líder carismático. O fato é que a vastidão de registros históricos por si só são suficientes para Noll não cair no erro da crítica pessoal, usando apenas da investigação científica para destruir de uma vez por todas a cegueira fanática chamada junguianismo.

Autor: Richard Noll

Editora: Ática

Páginas: 424

Richard Noll (1959) é autor e Ph.D. em psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Atualmente é Professor Associado de Psicologia da Universidade DeSales em Valley Center, na Pensilvânia. Ele é conhecido por suas publicações sobre a história da psiquiatria. Seus livros e artigos foram traduzidos em catorze línguas.

Fonte: http://www.equip.org/articles/the-jung-cult-origins-of-a-charismatic-movement

http://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Noll

http://www.trocandolivros.com.br/livros/34828-o-culto-de-jung-origens-de-um-movimento-carismatico

A ciência passa uma falsa imagem, que é recebida sem questionamento pela sociedade, de que só defende o que pode ser comprovado através  do experimento. Jung é um  exemplo de que essa “maxima” não passa de folclore e baboseira erudita. Gerações se deixaram iludir pela conversa fiada de um homem que tinha fé em lendas e divagações de lunáticos místicos, ele mesmo um dos tais, mas que por usar jargãos  pseudo científicos, conseguiu lograr o respeito de mundo e meio, chegando a ditar padrões de comportamento e determinar o que seria normal ou não. “Parabéns” aos pseudo cristãos que esvaziando a bíblia, foram socorrer-se no falido conhecimento de homens como Freud e Jung, homens que comprovadamente não tinham a mínima idéia do que estavam dizendo.

Roberto Aguiar

A Religião do Trabalho que Conduz ao Ilusório “Paraíso” Material

Posted in Pobre Cultura Humana on 09/12/2010 by Roberto Aguiar

Autor analisa a busca atual pelo sucesso material e o compara ao fanatismo religioso.


As referências atitudinais e psicológicas entre o fundamentalismo religioso de quaisquer denominações – sejam os evangélicos, católicos, islâmicos, judeus, umbandistas, candomblecistas, espíritas, etc – e o empregado convertido ao cultismo das organizações empresariais no mundo dos negócios guardam visíveis semelhanças.

Por exemplo: a vida, no seu sentido mais amplo, não é um valor por si mesmo, a não ser quando associada ao coletivo dos crentes para os religiosos e aos colegas de trabalho para o empregado da organização deificada. Só na integração e na participação com seus semelhantes – na comunidade religiosa ou na organização corporativa – o indivíduo se sente pessoa, preserva o seu próprio eu.

A forma de pensar condiciona significativamente o comportamento. Ambos – o religioso [tradicional] e o convertido à devoção empresarial do trabalho – têm percepções similares, cada um com o foco em seu objeto de interesse ou de adoração. O conjunto de concepções e de pressupostos sobre a vida tem uma importância decisiva na maneira como cada um percebe o mundo e assim se comporta. A ação do ser humano é constituída por razão e emoção em permanente processo de influência recíproca. A percepção é fonte e limite do comportamento humano. A maneira como eu percebo determina a maneira como me comporto.

Ao submeter-se a uma comunidade totalitária – na igreja ou na empresa – normalmente sob a benção de uma liderança carismática, sempre emergente de culturas divinizadas, tanto o [religioso comum] quanto o convertido à religião do trabalho aceitam e se integram em plenitude à verdade do pensamento único, das doutrinas, dos dogmas e dos fetiches que amalgamam o cotidiano de suas comunidades.

O fanático [religioso] dispõe-se ao sacrifício da própria vida para obter no paraíso a compensação pelo sofrimento de sua imolação. O convertido às organizações empresariais que se transformam em verdadeiras seitas busca pela integração irrestrita ao trabalho uma vida de felicidade aqui na terra; ao viver para o trabalho deixa de desfrutar de todas as demais dimensões existenciais que a vida proporciona. Aparício Torelli, o Barão de Itararé, costumava lembrar que “a única coisa que se leva desta vida é a vida que se leva”.

Assim, de modo semelhante, tanto o integrante da seita fanática quanto o da seita organizacional do mundo corporativo compartilham de uma cultura totalitária que, ao fim e ao cabo, os aniquila como pessoas. Um pelo martírio físico que vai até a aniquilação da própria vida. O outro pelo empobrecimento existencial de seu “eu” como ser humano, mesmo dispondo de todos os confortos e felicidades propiciadas pelas empresas, que ao outro – o religioso fanático – são negadas em decorrência do próprio credo ou pela sua própria origem determinante de sua opção pela busca da felicidade somente na vida celestial.

As organizações do mundo dos negócios se transformam em seitas como estratégias ardilosas para o aumento desmesurado de sua produtividade, garantindo cada vez maiores ganhos aos acionistas, a nova aristocracia social da ordem econômica mundial em que vivemos.

A sutileza da relação explorador-explorado se dá sob os auspícios de uma sociedade de mercado crescentemente assumida como pensamento único por intelectuais soi-disant tanto de direita quanto de esquerda, sempre engajados na justificação teórica e na legitimação prática da inevitabilidade do processo de exploração.

As seitas buscam os seus quadros nas enormes multidões de excluídos, de desvalidos e de desesperados, que vêem arruinarem-se no cotidiano quaisquer possibilidades de reversão de suas realidades. Vivem a esquizofrenia da perda de suas referências e tradições anteriores à intensificação da globalização; não compartilham como beneficiários de suas facilidades e conveniências. São os novos “Miseráveis” de Victor Hugo, neste finalmente “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley.

É neste quadro de circunstâncias que o fundamentalismo corporativo e o religioso florescem, cada qual com a sua lógica própria, mas que guardam em si evidentes indícios de similitude.

A enorme dispersão de valores vivida na sociedade mundial do “aqui e agora”, da impermanência, do multiculturalismo, da tribalização humana entre os afins, leva as organizações também a se tribalizar na busca de maior competitividade, contra a concorrência mundializada.

A exclusão das massas do processo mundial de produção e dos benefícios da riqueza cria condições objetivas para a articulação, agregação e organização dos excluídos e dos que perdem as suas próprias identidades. A religião fanatizada passa a ser último refúgio coletivo de luta capaz de preservar a identidade do indivíduo e de lhe propiciar condições objetivas de enfrentamento às adversidades que julga lhe serem impostas por culpa dos ímpios e dos apóstatas.

Nas organizações empresariais que se autocultuam o indivíduo encontra pelo trabalho a sua auto-identidade. Preenche os seus vazios existenciais na empresa já que se ressente de participação em plenitude na família e nas mais diferentes formas de interação comunitária das quais deveria participar e se auto-realizar.

No fundamentalismo religioso o indivíduo também restaura a sua auto-identidade pelo compartilhamento com os iguais de valores, crenças, tradições, visões do mundo, idiossincrasias que lhe são tão essenciais.

Ambos, tanto os convertidos à teologia do trabalho quanto os religiosos fanatizados, se auto-encontram simultaneamente pelo convívio entre semelhantes e pela negação dos demais. A percepção se faz pela negação dos outros que não compartilham das mesmas concepções e percepções de mundo.

No mundo do trabalho, o convertido na prática desenvolve a maior animosidade pelas organizações concorrentes e por todos os seus colaboradores.

Na religião, o fundamentalista execra todos os que não comungam da mesma fé e, ao extremo, não tem porque até não os eliminar fisicamente, pois fazem parte das coortes dos endemoniados na luta do bem contra o mal. Assim também é no mundo dos negócios: a empresa é o bem e a concorrente é o mal a ser extirpado do mercado.

O fundamentalismo é a perversão das religiões assim como a transformação das organizações corporativas em seitas é a perversão da vida empresarial.

Todas as religiões indistintamente propõem a solidariedade e o amor ao próximo, assim como as empresas são em teses instituições comprometidas com o bem comum. Por que tais pressupostos não se concretizam nesses verdadeiros aleijões das religiões e das vidas das empresas?

Autor: Wagner Siqueira,  Administrador

Pequena adaptação, Roberto Aguiar

Fonte:  Título original, “As Organizações e a Expansão Do Fundamentalismo Religioso”

http://wagnersiqueira.blogspot.com

http://www.wagnersiqueira.com.br/

Os Inventores de Doenças

Posted in Pobre Cultura Humana on 04/12/2010 by Roberto Aguiar

Será que nos tornarmos doentes é o nosso Destino? “Os Inventores de Doenças” é um livro interessante que expõe os interesses ocultos da indústria farmacêutica e passou mais de um ano na lista dos livros mais vendidos na Alemanha.

Entrevista com o autor.

- Quem são os inventores da doença?

“Geralmente são empresas farmacêuticas e os grupos médicos que exageram ou mesmo inventam doenças. Seu negócio é a venda de doenças. Para cada pílula que inventam eles criam um mal”.

- Quais as doenças que foram inventadas?

“Em geral, os inventores de doenças transformam os processos naturais ou fases da vida normais, em algo que deva ser investigado, induzindo a pensarmos que se trata de distúrbios e não de um processo normal  da vida. Por exemplo, mulheres que estão entrando na menopausa hoje são declaradas “doentes”. Outro exemplo mais recente da doença inventada é a menopausa masculina. Os fabricantes de (gel de testosterona) hormonal agora afirmam que vinte por cento de homens mais velhos (mais de sessenta anos) sofrem de algo chamado “menopausa masculina”, ou andropausa “.

-O livro relata que esse é um negócio de milhões de dólares, e que as empresas farmacêuticas contratam empresas especializadas para a realização de ensaios, uma espécie de “degustação” do novo remédio, em que milhares de médicos são recrutados e ganham bônus em troca de suas receitas. Isso acontece em todos os países? É conhecido que o poder das empresas está acima de qualquer governo?

“E realmente, os valores de densidade óssea e da pressão arterial tem sido reduzida nos últimos anos. O valor aceito para o nível de colesterol no sangue também mudou. Um grupo de professores de medicina privada, com ligações a empresas farmacêuticas simplesmente reformularam um novo valor. Isso implica que do dia para a noite, milhões de pessoas no mundo ocidental, 68% dos homens e 56% das mulheres entre 30 e 39 anos, passaram a ter supostamente seu nível de colesterol extremamente elevado. Partindo dessa nova reformulação dos valores da pressão, pessoas entre 50 e 59 ficaram ainda mais preocupadas: 84% dos homens e 93% das mulheres. Não há qualquer justificação médica para estes novos valores, e alguns médicos criticam”.

“Muitas vezes, as conseqüências são enormes porque a partir desses novos números, a maior parte da população adulta na Espanha e de outros países ocidentais foi transformada em “pacientes de risco.”

“Acredito que esta prática acontece na maioria dos países ocidentais”.

“Muitas vezes não há nenhuma razão para condenar as mudanças nos conceitos médicos quando estes são comprovados por novos testes que seguiram os procedimentos corretos da ciência. O problema é que algumas pesquisas clínicas estão focadas apenas em obter licença para que os médicos introduzam novas pílulas em seus pacientes”.

- Como se pode entender a contradição de que, por um lado estão dizendo que as doenças estão aumentando mais e mais, e muitos delas são novas. Mas paralelamente somos informados que a expectativa  de vida  da sociedade avança cada vez mais?

“Isso só mostra que estamos mais saudáveis do que pensamos. As empresas farmacêuticas afirmam que as doenças estão aumentando, mas o fato é que as pessoas estão vivendo cada vez mais. Curiosamente, o grande progresso na expectativa de vida está sendo  causada principalmente pela qualidade de vida melhor, uma melhor higiene, mas não por causa da  medicina moderna”.

- Como podemos nos defender deste golpe e evitar que nos tornem “doentes”?

“Devemos ter em mente que as doenças estão se tornando algo que, muitas vezes, são desenvolvidas por médicos e empresas. Devemos ser mais críticos quando ouvimos sobre um “novo mal” na mídia. A chamada “síndrome de Sisi”, supostamente uma nova variedade de depressão, diagnosticada na ex-Imperatriz da Áustria, foi divulgada em centenas de artigos nos jornais alemães. No entanto, tudo não passou de um “produto” de um médico que trabalhava para uma empresa farmacêutica da Baviera em Munique, na Alemanha”.

- O que o levou a escrever este livro? Isso não tem sido em certo sentido, uma luta de Davi contra Golias?

“Praticamente toda semana há relatórios das empresas e sociedades médicas sobre a descoberta de novas doenças. Se você agrupar esses fatos em conjunto, cada pessoa no mundo ocidental deve ter muitas, muitas doenças ao mesmo tempo. Isso chamou a minha atenção. Comecei a pesquisar e descobri que muitas doenças foram exageradas ou foram simplesmente inventadas”.

“Eu me sinto como Davi. Muitos médicos escreveram no prefacio do meu livro e o recomendaram  aos seus pacientes”.

-Finalmente, você já recebeu ameaças?

“Não, não, recebo convites para dar palestras em público”.

Autor: Jörg Blech é um cientista e jornalista.
Fonte: http://disiciencia.blogspot.com

O livro foi escrito em alemão e desconheço tradução para o português.

O tema desse livro enfatiza bem como a ciência não pode ser considerada “sagrada” nem detentora da verdade. Por que? Porque simplesmente é manipulada pelo homem, e o homem é comprovadamente mau por colocar a si mesmo acima de qualquer outro interesse. E a bíblia, esse livro considerado pela sociedade como “história em quadrinhos”, é a única base de conhecimento que declara isso há 4000 anos.

Roberto Aguiar

O Mundo Comprova o que a Bíblia diz: “Todo Homem é Um Mentiroso Inveterado”

Posted in Pobre Cultura Humana on 28/11/2010 by Roberto Aguiar

Quem diz que nunca mente é mentiroso. A mentira faz parte do cotidiano de forma intensa. Prova disso é que algumas pesquisas apontam que uma pessoa normal mente, em média, três vezes a cada dez minutos. Não dizer a verdade pode ter conseqüências graves, mas nem sempre a mentira é maléfica. Na sociedade atual, ela geralmente é utilizada como um recurso de sobrevivência.

“Existem diversas razões para que a mentira aconteça. Porém, na sociedade, as pessoas mentem por necessidade de preservação. Elas precisam da mentira para ajudar e serem ajudadas, mas estão começando a extrapolar”, comenta o perito em crimes digitais Wanderson Castilho, que ministra cursos sobre técnicas de detecção de mentiras utilizadas pelo FBI e pela CIA. “É por isso que existem tantos recursos para detecção de mentiras. No Brasil, por exemplo, existem duas câmeras registrando coisas para cada cidadão. As pessoas precisam de provas, pois ninguém acredita mais no outro”, continua.

Wanderson afirma que, quanto maior a diferença de poder entre as pessoas, maior o nível de mentira envolvida na relação. Muitas vezes, a mentira é contada para evitar situações embaraçosas ou constrangedoras, para não magoar alguém, proteger, ajudar a superar alguma dificuldade ou resolver problemas. São as chamadas “mentiras brancas” ou “mentiras sociais”, que costumam ser aceitas pela sociedade e geralmente não causam danos.

“A mentira é um comportamento natural do ser humano. Para viver em sociedade, as pessoas precisam de alguns artifícios e um deles é a mentira”, conta o psicólogo e professor de Neurociência da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Naim Akel Filho. “Existem mentiras que geram menos problemas do que a verdade. É aceito, por exemplo, quando uma pessoa, por algum motivo, não pode atender o telefone e pede para outra dizer que ela não está. Ou quando alguém pergunta se está tudo bem e a pessoa responde que sim, quando na verdade está tudo mal. A simples omissão de alguma coisa é uma mentira”, diz.

Graves

Não dizer a verdade se torna algo prejudicial quando isso é usado como arma contra os outros. Mentiras graves são aquelas que prejudicam familiares, amigos, colegas de trabalho, vizinhos ou mesmo um grupo de pessoas. Geralmente são contadas com o intuito de seduzir, tirar proveito e obter poder. Em um casamento, por exemplo, a mentira pode se tornar uma coisa negativa quando infringe as regras ou o que é combinado dentro da relação do casal.

“No casamento, a mentira sempre vem acompanhada de outros problemas. Ela acontece quando a pessoa quer fugir de uma responsabilidade ou facilitar a própria vida, sendo que mudar é considerado difícil. A principal consequência da mentira na relação de um casal é a quebra da confiança”, declara a psicóloga relacional sistêmica Rafaela Senff Ribeiro, que realiza terapia com casais.

Quando a mentira se torna algo compulsivo e a pessoa que mente passa a construir sua vida em torno das inverdades que conta, ela se torna uma doença, chamada mitomania. “Quando a pessoa é doente, a mentira é algo patológico. A pessoa mente compulsivamente e necessita de tratamento. Este geralmente se dá através de psicoterapia e medicação”, informa Naim.

Pais podem incentivar ato nas crianças

Mentir não é prioridade dos adultos. As crianças também contam mentiras, mas elas ocorrem de forma diferenciada em cada fase da infância. Segundo o neuropsicólogo e professor de Medicina da PUCPR, Egídio José Romanelli, entre crianças de até 4 anos de idade existe o animismo infantil.

“O animismo é dar vida a tudo o que se imagina. Acontece, por exemplo, quando a criança diz que tem um bicho embaixo da cama. Aquilo não é uma mentira, pois embora o bicho não exista, na cabeça da criança é verdade”, afirma. “Nesta fase, os pais não devem falar que a criança está errada, mas sim entrar no jogo, dizendo que mataram o bicho ou que ele já foi embora.”

Após os 4 nos, a criança entra na fase do faz-de-conta, que se manifesta através de brincadeiras. Ela oferece aos pais alguma comidinha que não existe, fala de fadas, príncipe encantado e outros personagens. “Nesta fase, a criança sabe que determinada coisa não existe, mas faz de conta que ela existe”, diz Romanelli.

Apenas a partir dos seis ou sete anos, meninos e meninas começam realmente a mentir, tendo consciência de que não estão falando a verdade e que aquilo pode livrá-las de algum problema. Egídio diz que, na maioria das vezes, o ato de mentir é incentivado pelos próprios pais. Isto acontece quando são impostas punições à criança quando a verdade é colocada à tona.

“As crianças descobrem rapidamente que quando dizem a verdade são punidas. Para evitar que os filhos mintam, os pais devem valorizar a verdade. Quando descobrem que a criança fez alguma coisa errada, devem explicar que aquilo não deve ser feito. Porém, também devem parabenizar a criança por ter dito a verdade, dizendo que ela não será castigada porque não mentiu”, conclui o especialista.

Detectar mentiras nem sempre requer aparelhos

Diferente do que acontece na história infantil do boneco Pinóquio, o nariz das pessoas não costuma crescer quando elas contam uma mentira. Porém, o corpo humano dá diversos sinais de que uma mentira está sendo contada, seja ela grande ou pequena, maléfica ou não.

A mentira pode transparecer através de uma expressão facial, gestual, voz, fala e mesmo de alguma reação do organismo pela qual não se tem controle, como transpiração, dilatação da pupila e vermelhidão da face.

“O ser humano sabe mentir muito bem, mas não sabe guardar a mentira. Nosso cérebro sempre fala a verdade. Por isso, quando mentimos, estamos manipulando o cérebro, onde acontece uma descarga de adrenalina que faz com que sinais da mentira transpareçam”, diz Wanderson Castilho.

Quando uma pessoa começa a mentir, ela invariavelmente muda seu comportamento, pois entra em estado de alerta. O mentiroso tende, por exemplo, a dizer palavras difíceis, que normalmente não costuma utilizar, ou a usar palavras brandas, que minimizem o ato que cometeu.

“Outra forma de detectar mentira é através da quantidade de vezes que uma pessoa pisca os olhos. Em situações normais, as pessoas piscam de dez a quinze vezes por minuto. Em momentos de estresse, essa quantidade duplica ou mesmo triplica”, explica.

Embora existam algumas diferenças na forma em que cada pessoa age quando mente, as técnicas de detecção costumam ser as mesmas em qualquer lugar do mundo. Comprovadamente, as expressões faciais são universais e vêm de nossos instintos primários. Entretanto, profissionalmente, a mentira é sempre identificada pela combinação de diversos fatores e nunca por uma única atitude.

“Nos Estados Unidos, técnicas de identificação de mentiras já são utilizadas há 30 anos na solução de crimes. No Brasil, ainda são inéditas. Embora não possam ser utilizadas como prova material, são muito simples e baratas de serem ensinadas a juízes, delegados e policiais. Basicamente, é possível identificar que uma pessoa está mentindo quando o que ela fala não bate com a forma como ela reage”, afirma Castilho


Cintia Végas


Título original: “Nem sempre contar mentiras é maléfico”

Fonte: http://www.parana-online.com.br

A bíblia diz…

“Certamente que os homens de classe baixa são vaidade, e os homens de ordem elevada são mentira; pesados em balanças, eles juntos são mais leves do que a vaidade”. Salmos 62:9

“Cada um fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobrado”. Salmos 12:2

“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam”. Isaías 64:6

“Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!” Jeremias 17:5

Um dos motivos pelo qual as pessoas se atraem por Deus é pelo fato Dele ser o único que não mente, e com isso se torna a única opção lógica de confiança.

Como é bom encontrar alguém que fala 100% verdade!

Roberto Aguiar

O Mundo Reconhece a Pobreza dos Relacionamentos Modernos

Posted in Pobre Cultura Humana on 21/09/2010 by Roberto Aguiar

Uma análise do livro “Amor Líquido”

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá [em sua maioria] homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos. Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus. Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela”.

Novo Testamento, livro de II Timoteo 3:1-5 escrito provavelmente entre os anos de  65-67 d.C.


“O título do livro do sociólogo polonês Zigmunt Bauman é sugestivo e, sobretudo, apropriado para um sentimento que não se submete docilmente a definições. Professor emérito de sociologia nas Universidades de Varsóvia e de Leeds, na Inglaterra, ele tem vários livros traduzidos para o português, e o tema recorrente em sua obra são os vínculos sociais possíveis no mundo atual, neste tempo que se convencionou denominar de pós-modernidade.

A noção de liquidez, quando se refere às relações humanas, tem um sentido inverso ao empregado nas relações bancárias, a disponibilidade de recursos financeiros. A liquidez de quem tem uma conta polpuda no banco, acessível a partir de um comando eletrônico é capaz de tornar qualquer desejo uma realidade concreta. É um atributo potencializador. O amor líquido, ao contrário, é a sensação de bolsos vazios.

É preciso deixar claro que Bauman não se propõe a indicar ao leitor fórmulas de como obter sucesso nas conquistas amorosas, nem como mantê-las atraentes ao longo do tempo, muito menos como preservá-las dos possíveis, e às vezes inevitáveis, desgastes no decorrer da vida a dois. Não há como assegurar conforto num encontro de amor, nem garantias de invulnerabilidade diante das apostas perdidas, nunca houve. Quem vende propostas de baixo risco são comerciantes de mercadorias falsificadas.

A área de estudo principal de Bauman é a sociologia, o campo do pensamento que vai ser o ponto de partida e o foco fundamental do retrato sobre a urgência de viver um relacionamento plenamente satisfatório dos cidadãos pós-modernos. Digamos que as dificuldades vividas por um casal refletem o estilo que uma comunidade mais ampla estabelece como padrão aceitável de relacionamento entre seus vizinhos, entre os que habitam um espaço comum. Bauman é realista. Sabe que “nenhuma união de corpos pode, por mais que se tente, escapar à moldura social e cortar todas as conexões com outras facetas da existência social”. Portanto, partindo do seu campo específico de estudo, ele faz uma radiografia das agruras sofridas pelos homens e mulheres que têm que estabelecer suas parcerias no mundo globalizado.

Mundo que ele identifica como líquido, em que as relações se estabelecem com extraordinária fluidez, que se movem e escorrem sem muitos obstáculos, marcadas pela ausência de peso, em constante e frenético movimento. Em seus livros anteriores, já traduzidos e disponíveis para o leitor brasileiro, Bauman defende a idéia de que esse processo de liquefação dos laços sociais não é um desvio de rota na história da civilização ocidental, mas uma proposta contida na própria instauração da modernidade. A globalização, palavra onde estão contidos os prós e os contras da vida contemporânea e suas conseqüências políticas e sociais, pode ser um conceito meio difuso, mas ninguém fica imune aos seus efeitos. A rapidez da troca de informações e as respostas imediatas que esse intercâmbio acarreta nas decisões diárias; qualidades e produtos que ficam obsoletos antes do prazo de vencimento; a incerteza radicalizada em todos os campos da interação humana; a falta de padrões reguladores precisos e duradores; são evidências compartilhadas por todos os que estão neste barco do mundo pós-moderno. Se esse é o pano de fundo do momento, ele vai imprimir sua marca em todos as possibilidades da experiência, inclusive nos relacionamentos amorosos. O sociólogo Zygmunt Bauman mostra como o amor também passa a ser vivenciado de uma maneira mais insegura, com dúvidas acrescidas à já irresistível e temerária atração de se unir ao outro. Nunca houve tanta liberdade na escolha de parceiros, nem tanta variedade de modelos de relacionamentos, e, no entanto, nunca os casais se sentiram tão ansiosos e prontos para rever, ou reverter o rumo da relação.

O apelo por fazer escolhas que possam num espaço muito curto de tempo serem trocadas por outras mais atualizadas e mais promissoras, não apenas orientam as decisões de compra num mercado abundante de produtos novos, mas também parecem comandar o ritmo da busca por parceiros cada vez mais satisfatórios. A ordem do dia nos motiva a entrar em novos relacionamentos sem fechar as portas para outros que possam eventualmente se insinuar com contornos mais atraentes, o que explica o sucesso do que o autor chama de casais semi-separados. Ou então, mais ou menos casados, o que pode ser praticamente a mesma coisa. Não dividir o mesmo espaço, estabelecer os momentos de convívio que preservem a sensação de liberdade, evitar o tédio e os conflitos da vida em comum podem se tornar opções que se configuram como uma saída que promete uma relação com um nível de comprometimento mais fácil de ser rompido. É como procurar um abrigo sem vontade de ocupá-lo por inteiro. A concentração no movimento da busca perde o foco do objeto desejado. Insatisfeitos, mas persistentes, homens e mulheres continuam perseguindo a chance de encontrar a parceria ideal, abrindo novos campos de interação. Daí a popularidade dos pontos de encontros virtuais, muitos são mais visitados que os bares para solteiros, locais físicos e concretos, onde o tête à tête, o olho no olho é o início de um possível encontro. Crescem as redes de interatividade mundiais onde a intimidade pode sempre escapar do risco de um comprometimento, porque nada impede o desligar-se. Para desconectar-se basta pressionar uma tecla; sem constrangimentos, sem lamúrias, e sem prejuízos. Num mundo instantâneo, é preciso estar sempre pronto para outra. Não há tempo para o adiamento, para postergar a satisfação do desejo, nem para o seu amadurecimento. É mais prudente uma sucessão de encontros excitantes com momentos doces e leves que não sejam contaminados pelo ardor da paixão, sempre disposta a enveredar por caminhos que aprisionam e ameaçam a prontidão de estar sempre disponível para novas aventuras. Bauman mostra que estamos todos mais propensos às relações descartáveis, a encenar episódios românticos variados, assim como os seriados de televisão e seus personagens com quem se identificam homens e mulheres do mundo inteiro. Seus equívocos amorosos divertem os telespectadores, suas dificuldades e misérias afetivas são acompanhadas com o sorriso de quem sabe que não está sozinho no complicado jogo de esconde-esconde amoroso.

O autor Zygmunt Bauman

A tecnologia da comunicação proporciona uma quantidade inesgotável de troca de mensagens entre os cidadãos ávidos por relacionar-se. Mas nem sempre os intercâmbios eletrônicos funcionam como um prólogo para conversas mais substanciais, quando os interlocutores estiverem frente a frente. Os habitantes circulando pelas conexões líquidas da pós-modernidade são tagarelas a distância, mas, assim que entram em casa, fecham-se em seus quartos e ligam a televisão.

Zygmunt Bauman explica que hoje “a proximidade não exige mais a contigüidade física; e a contigüidade física não determina mais a proximidade”. Mas ele reconhece que “seria tolo e irresponsável culpar as engenhocas eletrônicas pelo lento, mas constante recuo da proximidade contínua, pessoal, direta, face a face, multifacetada e multiuso”. As relações humanas dispõem hoje de mecanismos tecnológicos e de um consenso capaz de torná-las mais frouxas, menos restritivas. É preciso se ligar, mas é imprescindível cortar a dependência, deve-se amar, porém sem muitas expectativas, pois elas podem rapidamente transformar um bom namoro num sufoco, numa prisão. Um relacionamento intenso pode deixar a vida um inferno, contudo, nunca houve tanta procura em relacionar-se. Bauman vê homens e mulheres presos numa trincheira sem saber como sair dela, e, o que é ainda mais dramático, sem reconhecer com clareza se querem sair ou permanecer nela. Por isso movimentam-se em várias direções, entram e saem de casos amorosos com a esperança mantida às custas de um esforço considerável, tentando acreditar que o próximo passo será o melhor. A conclusão não pode ser outra: “a solidão por trás da porta fechada de um quarto com um telefone celular à mão pode parecer uma condição menos arriscada e mais segura do que compartilhar um terreno doméstico comum”.

Amor líquido – sobre a fragilidade dos laços humanos, de Zigmunt Bauman, mostra-nos que hoje estamos mais bem aparelhados para disfarçar um medo antigo. A sociedade neoliberal, pós-moderna, líquida, para usar o adjetivo escolhido pelo autor, e perfeitamente ajustado para definir a atualidade, teme o que em qualquer período da trajetória humana sempre foi vivido como uma ameaça: o desejo e o amor por outra pessoa.

O mais recente título do sociólogo polonês, que recebeu os prêmios Amalfi (em 1989, pelo livro Modernidade e Holocausto), e Adorno (em 1998, pelo conjunto de sua obra), é uma leitura precisa e eloqüente, um convite a uma reflexão aberta não apenas aos estudantes e interessados em trabalhos acadêmicos. O seu texto claro, apesar de fortemente estruturado numa erudição consistente, não deixa de abrir espaço para o leitor comum, interessado em compreender como as estruturas sociais e econômicas dos tempos atuais, tentam dar conta da complexidade do amor que, com a permissão de citá-lo mais uma vez, é “uma hipoteca baseada num futuro incerto e inescrutável”.

Fonte:  Jornal Gazeta Mercantil, Publicado no caderno “Fim de Semana”, em 31 de julho de 2004 – via http://www.digestivocultural.com

O Desprezo ao Próximo Expresso na Vida Urbana

Posted in Pobre Cultura Humana on 27/05/2010 by Roberto Aguiar

Arquitetura anti-indesejáveis no comércio do centro de Campinas, 2009. Foto do autor.

Historicamente as cidades nunca foram locais igualmente acolhedores a todos. Elas nascem justamente do encontro e identificação entre um grupo de “iguais” interessados em se enriquecer e se defender da presença indesejada do “outro”. Os outros na cidade grega clássica eram, por exemplo, os estrangeiros e os prisioneiros de guerra. Na cidade medieval européia, doentes como os leprosos eram os detentores dessa alcunha de “indesejáveis”. Atualmente, os imigrantes latinos nos Estados Unidos, os árabes e os negros africanos na Europa Ocidental e os nordestinos, homossexuais, negros, prostitutas, usuários de drogas, portadores de necessidades especiais, mendigos e desempregados no Brasil, são aqueles mais comumente considerados como os outros. A principal mudança em relação ao passado é que, mais do que questões de raça, credo, saúde ou nacionalidade, no atual período de globalização neoliberal tem sido a pobreza o principal atributo de diferenciação.

Muitas vezes a negação do outro não se dá apenas no âmbito das falas e das ações, mas se materializa em formas urbanas voltadas a separar e afastar os indesejáveis. Um exemplo muito presente na arquitetura das casas e apartamentos brasileiros são as dependências de empregada e as entradas e elevadores de serviço. Tais formas têm a função de demarcar os espaços de circulação e presença dos empregados e de lhes assinalar sua condição de outro.

Espetos colocados nas escadas da Catedral Metropolitana de Campinas, 2007.
Autor: Tiago Macambira

Mais do que o interior das casas, porém, grandes complexos urbanísticos têm sido construídos como resposta a esse desejo de segregação. Os condomínios fechados, por exemplo, sejam horizontais ou verticais, têm no argumento da exclusividade o seu principal apelo publicitário. O ideal de felicidade vendido pelos agentes imobiliários passa pelo conceito de que é bom aquilo que pode ser usufruído de modo individual ou no máximo por um grupo de “semelhantes”. Muitas campanhas reforçam, por exemplo, o privilégio de se ter áreas verdes e praças de lazer exclusivas e sem a incômoda presença de “estranhos”. Ao invés de ter que lidar com o outro em uma praça pública de esportes, prefere-se o privilégio de se ter um campo de futebol particular, mesmo que ele passe a maior parte do tempo subutilizado por falta de jogadores.

Talvez seja, porém, um pouco demasiado dizer que os condomínios sejam totalmente intolerantes aos outros. Algumas dessas pessoas podem se tornar “desejáveis” quando úteis para o cumprimento de serviços pouco nobres, como a limpeza ou a vigilância. Sem faxineiros, empregadas domésticas e porteiros, funções geralmente delegadas a nordestinos, negros e pobres, seria inviável a existência dos condomínios fechados nos moldes em que foram pensados. Contudo, basta um furto dentro de um condomínio para que, de desejáveis, essas pessoas retornem à condição de indesejáveis. Na ocorrência de um crime, os primeiros suspeitos são sempre os outros, e nunca, por exemplo, um jovem morador do condomínio que faz pequenos furtos internos para manter seu vício em drogas.

Arquitetura anti-indesejáveis na entrada da Faculdade de Direito da Sorbonne, Paris, 2010. Foto do autor.

A mesma lógica de criminalização do outro está presente também nas recentes estratégias de monitoramento das cidades através de câmeras de vigilância. Os suspeitos ali apontados são na maior parte das vezes aqueles que se enquadram no estereótipo do “marginal”, ou seja, cujos traços físicos, modo de vestir e de se comportar não estão dentro dos modelos considerados “normais”. As câmeras também são usadas como instrumentos de repulsa dos indesejáveis, como ocorre em São Paulo , onde elas foram instaladas no entorno do Jóquei Clube com o objetivo de inibir a presença de prostitutas.

O uso de instrumentos de vigilância também tem sido cada vez mais freqüente em escolas brasileiras, especialmente nas privadas, muitas vezes com o curioso argumento de que são estratégias contra o chamado bullying : um tipo de violência em que um grupo de estudantes promove humilhações e violência psicológica a colegas que não se enquadram nos padrões de estética e comportamento considerados normais. O bullying é uma violência de não aceitação da diferença, ou seja, de intolerância ao outro. As câmeras, porém, por serem instrumentos que primam pela homogeneização de comportamentos, surtirão efeito contrário ao esperado, pois reforçarão a intransigência a tudo que for excêntrico.

Ainda a propósito das escolas privadas, deve-se destacar que muitas delas têm servido como verdadeiros centros de formação para a não-aceitação da diferença. Desde cedo, as crianças que as freqüentam são expostas a ambientes ultra-controlados e ultra-exclusivos. Na cidade de Campinas (São Paulo), por exemplo, o excesso de proteção fica claro no caso de uma escola que escolheu o interior de um shopping – Center como local para a construção de uma de suas filiais. Não satisfeita, porém, apenas com a segurança fornecida pelo estabelecimento comercial, a direção da escola resolveu instalar câmeras de vigilância nos corredores do colégio e, até mesmo, no interior das salas de aula. O excesso de seletividade é evidente também graças aos altos valores das mensalidades praticados, o que faz com que apenas crianças de famílias com certas condições financeiras possam freqüentar esses locais. Assim, ao invés de educarem as crianças a conviverem na diferença, essas instituições privadas inculcam, desde cedo, naquelas pequenas mentes, idéias de seletividade e de segregação. Além disso, enquanto a porcentagem de negros dentre os alunos de escolas particulares está evidentemente muito abaixo da média nacional, a porcentagem de negros em serviços de vigilância e limpeza desses estabelecimentos é certamente bem mais elevada.

A intolerância ao outro se faz ainda mais evidente em formas urbanas que são explicitamente construídas para impedir a presença dos indesejáveis. Em diversos lugares da cidade de Campinas podem ser vistos objetos pontiagudos cuja função é a de evitar que pessoas “estranhas” se sentem e ali permaneçam. Tais arquiteturas são muito comuns em frente a estabelecimentos comerciais (figura 1), mas podem também ser encontradas em lugares mais inusitados, como nas escadarias da Catedral de Campinas (figura 2).

Até mesmo a prefeitura da cidade, que deveria ser a principal representante do interesse público, tem o seu exemplar de arquitetura anti-indesejáveis. Na reforma de um viaduto em um bairro nobre, pedras pontiagudas foram instaladas com o intuito de afugentar moradores de rua e pedintes (figura 3). Essas são, obviamente, políticas que combatem o pobre, como ser indesejável na paisagem, e não exatamente a pobreza.

Esse tipo de arquitetura voltada à expulsão dos indesejáveis não é, contudo, exclusividade de Campinas, mesmo que nessa cidade a sua concentração seja incrivelmente alta. As duas fotos a seguir, a primeira de uma calçada de Londres e a segunda da entrada da Faculdade de Direito da Sorbonne em Paris, mostram que essas formas arquitetônicas têm sido presentes em paisagens as mais diversas.

É lamentável constatar como alguns arquitetos direcionam sua imensa capacidade criativa em projetos como esses. Há, todavia, casos ainda mais engenhosos como o que ocorre na região da “Cracolândia” em São Paulo onde, para afastar usuários de craque, um equipamento gerador de “chuva artificial” foi instalado sob a marquise de um prédio. Outro exemplo inusitado pode ser encontrado em algumas cidades inglesas que instalaram aparelhos emissores de ruídos ultra-agudos imperceptíveis para os maiores de 25 anos de idade, mas extremamente incômodo para os jovens. Contudo, o mais curioso deles é certamente o da também inglesa Mansfield: luzes róseas, como aquelas utilizadas por dermatologistas, foram colocadas em algumas ruas da cidade com o objetivo de realçar as espinhas dos adolescentes arruaceiros e com isso desestimular a presença dos mesmos naqueles locais.

Há, assim, uma deliberada adaptação das cidades para que elas se tornem receptivas para alguns e repulsivas para os indesejáveis. Mais do que uma questão estética, porém, essas arquiteturas carregam uma profunda carga simbólica. Quando uma prefeitura chega ao ponto de construir formas urbanas para expulsar os pobres, ela revela que suas preocupações não são coletivas, mas direcionadas a servir aos interesses de uma pequena classe hegemônica.

Por fim, é importante que não nos esqueçamos da forma espacial que mais claramente revela o objetivo de negar e segregar os indesejáveis: a prisão. Independente do local onde tenham sido construídas, as prisões são sempre majoritariamente povoadas pelos outros, o que no caso brasileiro são, sobretudo, os pobres. Além disso, há muito, a preocupação da Justiça brasileira não é a de recuperar seus presidiários e trazer esses outros para perto dos iguais, mas sim mantê-los o maior tempo possível isolados e na eterna condição de outro. Assim como os espetos anti-indesejáveis, as prisões não resolvem os problemas estruturais e profundos da sociedade, mas se contentam em promover uma “limpeza da paisagem”, tirando da vista dos iguais a incômoda presença dos “diferentes”.

Pode se, então, concluir que a cidade de hoje, mais do que aquela do passado, nega ao outro a condição de cidadão, negação esta que tem na pobreza o seu principal argumento. E, como pôde ser visto, essa intransigência não se restringe aos atos, pois se concretiza em formas urbanas repulsivas e segregadoras. Com a existência dessas formas, as cidades passam a criar as condições para que a intolerância seja não só mantida como também reproduzida. Confirmando-se essa tendência, chegará certamente o momento em que as cidades de poucos “iguais” se tornarão insuportáveis para uma grande maioria de “outros”.

Lucas de Melo Melgaço.

Lucas é geógrafo e doutorando em geografia, em co-tutela de tese entre a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Paris 1 – Panthéon Sorbonne.

Fonte: Titulo original, “ A Cidade e a negação do Outro”,

http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=56&id=709

Dica de Leitura: “A IBM e o Holocausto”

Posted in Pobre Cultura Humana on 17/05/2010 by Roberto Aguiar

A International Business Machines (IBM) é uma empresa americana voltada para a área de informática. A empresa é uma das poucas da área de Tecnologia da Informação com uma história contínua que remonta ao século XIX . A IBM fabrica e vende Hardware e Software, oferece serviços de infra-estrutura, serviços de hospedagem e serviços de consultoria nas áreas que vão desde computadores de grande porte até a nanotecnologia. Foi apelidada de “Big Blue” por ter azul como sua cor corporativa oficial.

Com mais de 398.455 colaboradores em todo o mundo, a IBM é a maior e mais rentável empresa da área de TI no mundo. A IBM detém mais patentes do que qualquer outra empresa americana baseada em tecnologia e tem 15 laboratórios de pesquisa no mundo inteiro. A empresa tem cientistas, engenheiros, consultores e profissionais de vendas em mais de 150 países. Funcionários da IBM já ganharam cinco prêmios Nobel, quatro Prêmios de Turing (conhecido como o Nobel da computação), dentre vários outros prêmios.

A IBM investe em pesquisa e desenvolvimento mantendo-se na liderança do ranking de publicação de patentes há 16 anos consecutivos a IBM ganhou 4.914 patentes norte-americanas em 2009, estabelecendo um recorde histórico para a Big Blue, mantendo sua liderança contra competidores como a Samsung (3.611 patentes) e a Microsoft (2.906 patentes). A tecnologia IBM está presente nos principais supercomputadores do mundo e também em milhões de casas em alguns dos mais potentes e modernos vídeo games da atualidade, equipados com chips da IBM.

A IBM e o holocausto é um livro formidável e ao mesmo tempo terrível. É um estudo minucioso sobre a [tecnologia] do holocausto. Para escrevê-lo, Edwin Black pesquisou grande quantidade de documentos sobre o assunto. Contou com a colaboração de mais de 100 pessoas, sobreviventes do holocausto, filhos de sobreviventes, refugiados, pesquisadores, arquivistas, historiadores e muitos outros. No livro, Black mostra que a IBM alemã participou conscientemente e foi cúmplice do assassinato de milhões de judeus – e enriqueceu muito com isso. A aliança estratégica da IBM com a Alemanha Nazista — que se iniciou em 1933, nas primeiras semanas da ascensão de Hitler ao poder, e perdurou durante boa parte da Segunda Guerra Mundial. À medida que o Terceiro Reich executava seu plano de conquista e genocídio, a IBM ajudava a criar soluções tecnológicas capacitadoras, passo a passo, desde os programas de identificação e catalogação da década de 1930 até os processos seletivos da década de 1940.

Apenas depois da identificação dos judeus — tarefa gigantesca e complexa que Hitler queria que fosse realizada de imediato — foi possível segregá-los para rápido confisco de seus bens, isolamento em guetos, deportação, trabalho escravo e, finalmente, aniquilação. Os desafios do projeto, em termos de tabulação cruzada e de recursos organizacionais, eram tão monumentais que exigiam a utilização de computador. Evidentemente, na década de 1930, ainda não havia computador.

Mas já existia a tecnologia Hollerith de cartões perfurados da IBM. Com a ajuda dos sistemas Hollerith da IBM, adaptados às necessidades dos clientes e sob constante atualização, Hitler foi capaz de automatizar a perseguição aos judeus. Os historiadores sempre se espantaram com a velocidade e precisão com que os nazistas conseguiam identificar os judeus europeus. Até hoje, as peças do quebra-cabeça ainda não foram totalmente encaixadas. O fato é que a tecnologia da IBM organizou quase tudo na Alemanha e, em seguida, na Europa Nazista, abrangendo a identificação censitária dos judeus, os processos de registro, os programas de rastreamento de ancestrais, o gerenciamento de ferrovias e a organização do trabalho escravo em campos de concentração.

O Livro a IBM e o Holocausto conduz o leitor ao longo da complexa trama de conluio entre a empresa e o Terceiro Reich e destrincha a escamoteação estruturada de todo o processo, entremeada de acordos verbais, cartas sem data e intermediários em Genebra — tudo empreendido enquanto os jornais reverberavam relatos de perseguição e destruição. Igualmente arrebatador é o drama humano de uma das mentes mais brilhantes de nosso século, o fundador da IBM, o Sr. Thomas Watson, que cooperou com os nazistas por amor ao lucro.´

Veja o video abaixo:


“Somente pela assistência tecnológica da IBM Hitler foi capaz de atingir os números assombrosos do Holocausto. Edwin Black agora desvendou um dos últimos grandes mistérios do Holocausto: Como Hitler conseguiu os nomes? Edwin Black conferiu uma nova e extraordinária dimensão à história do Holocausto. Evidentemente, a destruição da vida de seis milhões de judeus e de uma quantidade incontável de não judeus não teria sido possível sem as máquinas Hollerith da IBM. Tampouco o Terceiro Reich teria aperfeiçoado a arregimentação dos judeus em toda a Europa, a deportação deles para os campos de concentração e as estatísticas que avaliavam a agonia das vítimas durante a Solução Final sem os equipamentos IBM, programados sob medida para os clientes. Essas revelações já são em si desconcertantes, mas Black desenvolve uma história monumental, que vai além desse terrível deslinde. Ele descobriu o enorme poder corruptor de uma empresa internacional. “O negócio da IBM nunca foi nazismo. Nunca foi anti-semitismo. Sempre foi dinheiro”, escreveu Black”.

Abraham Peck, Diretor de pesquisa da American Jewish Historical Society.

“IBM e o Holocausto é um trabalho formidável e oportuno. Ignorados por mais de 50 anos, os registros sórdidos que revelam a colaboração da IBM com o regime nazista, em busca do monopólio de mercado, foram agora exumados por Edwin Black. Seu relato abrangente e minucioso mostra como as bênçãos da tecnologia de cartões perfurados se converteu em maldição para os direitos humanos, ao possibilitar a execução do Holocausto”.

Robert Wolfe Ex-chefe, especialista do National Ar de Nuremberg capturados do inimigo.

“Neste livro cuidadosamente pesquisado, embora assustador, Edwin Black relata como o zelo organizacional e tecnológico da IBM e de seu CEO, Thomas J. Watson, contribuiu passo a passo para a ascensão do nazismo e para o avanço do Holocausto. Cabe apenas indagar quão diferentes teriam sido os números sobre a chacina do Holocausto em toda a Europa, caso Hitler não tivesse desfrutado dos serviços estratégicos da IBM e de sua tecnologia de cartões perfurados. Este livro é uma advertência assustadora em relação ao futuro”.

William Seltzer, autor de “Population Statistics and the Holocaust”.

Autor: Filho de sobreviventes poloneses, o escritor Edwin Black, residente em Washington, é autor de premiada investigação sobre as finanças do Holocausto, “The Transfer Agreement”,  especialista em relações comerciais com o Terceiro

Editora: CAMPUS – BB

http://www.editoras.com/campus/20759.htm

Assunto: HISTÓRIA

Fonte: http://www.comciencia.br/resenhas/guerra/black.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/IBM

Prêmios IBM (em inglês)

História da IBM

Modelo 1401 – Equipamento de maior sucesso na história de processamento de dados

Revista Época, n. 588, 24 de agosto de 2009.

PeopleSoft and IBM Announce Most Significant Enterprise Applications Alliance in History of the Two Companies

http://www.ibm.com/

Um Negócio Chamado Ciência: Seus Equívocos e Mentiras

Posted in Pobre Cultura Humana on 02/05/2010 by Roberto Aguiar

Uma descoberta científica importante traz fama e fortuna. Sempre houve charlatães dispostos a produzir falsas pesquisas e descobertas forjadas. O mundo que aceita a ciência como verdade absoluta, muitas vezes se viu comprando gato por lebre. A Ciência é um método de investigação, supõe-se da verdade, através de aplicação de metodologia de pesquisa, com formulação de hipóteses, comprovação ou refutação das hipóteses e replicação dos resultados por outros pesquisadores independentes.

O que passa despercebido é que os “cientistas” são pessoas falíveis, com interesses pessoais e corporativos, com percepções inacuradas e sobretudo, má fé, como qualquer ser humano, em virtude disso, cometem equívocos. Além dos equívocos por análise inacurada de dados percebidos, o que leva a” falsas verdades”, muitas são convenientes para o reforço de “teses científicas” pregressas. Além do equívoco na condução das pesquisas, existe o método da mentira deslavada. Isso mesmo, cientistas mentem! Diante desse quadro, a aplicação da Fórmula da Inteligência por qualquer pessoa leiga permite avaliar os “resultados científicos” propostos por qualquer “cientista” e decidir se a tese é procedente ou não.

No tópico trapaça, a tarefa pode ser um pouco mais árdua, pois teremos que examinar dados. Se esses dados forem falsos, as conclusões serão falsas. A máxima, “A Ciência Não Mente” é mentira, porque quem faz a Ciência são homens comuns. Muitas pesquisas científicas com aval acadêmico demonstraram ser fraudes no decorrer da história. Alguns cientistas forjavam dados para comprovar suas teses, mesmo que isso não ocorresse na natureza real das coisas em investigação. O interesse do cientista sobrepujou o amor à verdade, uma característica do verdadeiro cientista. Quando lemos algum artigo científico, não podemos terceirizar nosso senso crítico, mas apurar mais ainda os sentidos.

Quais são as motivações por trás das fraudes? Obter verbas de pesquisa que incluem o sustento pessoal. Se não houver apresentação de resultados (mesmo falsos), o dinheiro não é liberado. Isso é o que [motiva o cientista]  a se destacar no meio científico, ganhar dinheiro e fama, [e quem sabe escrever seu nome na história mundial].

A história mostra que muitos cientistas agem em conluio com outros cientistas. Estimativas demonstram que 10 % das pesquisas acadêmicas publicadas são falsas. Parece que a regra atual é quantidade e não qualidade. Por isso, muitas pesquisas falsas passam no crivo da análise de outros cientistas. Recentemente houve vazamento de informações virtuais(pela ação de hackers), que comprovou adulteração de dados, aumento de riscos(superestimação) em relação a investigação do aquecimento global.

Por que é tão fácil trapacear na ciência? Porque se trata de quase uma ficção científica. A diferença entre a ciência e a ficção científica pode ser somente o grau de criatividade. Muitos cientistas são tão criativos, que inventam ficção científica “dentro dos moldes do método científico”, adulterando dados, forjando dados, para terem um resultado previamente desejado. Mágica simples! E quem vai duvidar desses doutos? Nós, simples mortais? Com que autoridade? Com que conhecimento? O problema é que a ciência foi invadida por interesses mundanos além dos interesses da busca da verdade. A trapaça está lá! Excluamos a trapaça ou estaremos pensando e agindo de maneira que exclui qualquer percepção inteligente. Além disso, existe a trapaça das palavras, da interpretação do que as “teses queriam dizer”, demandando “novas pesquisas”, ” mais verbas”. Um conluio global e epidêmico.

Conheça Algumas Mentiras da Ciência:

A Tribo Tasaday

Em 1971, Manuel Elizalde, ministro da Filipinas revelou ao mundo a descoberta de uma tribo com características pré-históricas. Segundo Elizalde a suposta tribo vivia em cavernas na  ilha de Mindanao. Os Tasaday viraram manchete na televisão e nos jornais de todo o mundo. A National Geographic publicou uma reportagem de capa sobre a descoberta e os Tasaday também foram temas de um best-seller. Quando a comunidade científica quis investigar melhor o caso, o ditador Ferninand Marcos declarou a ilha como reserva nacional, inacessível a estrangeiros. Em 1986, com a volta da democracia nas Filipinas, a verdade veio à tona: Os Tasaday eram pessoas absolutamente normais. Viviam em casas, falavam um dialeto moderno e usavam jeans e camisetas. Indagados a respeito da fraude, revelaram que haviam sido obrigados a abandonar suas casas e viver como homens da caverna.Em 1983 Elizalde fugira do país com milhões de dólares de uma fundação criada para proteger o povo Tasaday.

A Fraude do Dinossauro-Pássaro


Uma das maiores fraudes da história da ciência chegou ao seu capítulo final. A revista britânica “Nature” publicou a análise de tomografia computadorizada do Archaeoraptor, o fóssil forjado que enganou paleontólogos do mundo todo e expôs ao ridículo outra revista importante, a americana “National Geographic”. O estudo do paleontólogo Tim Rowe, da Universidade do Texas em Austin (EUA), publicado semana passada pela revista (www. nature.com), mostra que o fóssil é o mosaico de pedaços de uma ave e quatro dinossauros diferentes. O Archaeoraptor foi assunto de capa da “National Geographic” em novembro de 99. O caso era sensacional: um fóssil de dinossauro descoberto na China apresentava uma “combinação dramática” de características de pássaro e de dromeossauro, um dino carnívoro. Era, definitivamente, o elo perdido entre aves e répteis. Em outubro do ano passado, no entanto, a revista foi forçada a admitir que havia comprado gato por lebre. Descobriu-se que a tal “combinação dramática” não fora moldada pela evolução, e sim por contrabandistas de fósseis chineses. Para elevar o valor de mercado da peça, eles juntaram metade do corpo de um pássaro fóssil com a cauda e as patas traseiras de um dromeossauro. O fóssil foi retirado ilegalmente da China e vendido nos EUA ao artista plástico Stephen Czerkas, por US$ 80 mil. Czerkas chamou dois paleontólogos, o canadense Philip Currie e o chinês Xu Xing, para descrever o animal. A idéia de era coincidir a descrição científica do bicho com uma matéria sobre o animal na “National Geographic”. A fim de publicar a descrição na “Nature” ou na sua rival, a “Science”, Czerkas contratou Tim Rowe para fazer uma análise de tomografia computadorizada no fóssil. “Levou só algumas horas para perceber que o espécime estava quebrado em muitos pedaços e que nem todos haviam sido rearranjados corretamente”, disse Rowe à Folha. Mas Czerkas resolveu levar a publicação na “National Geographic” à frente, mesmo depois de o trabalho ter sido rejeitado pelas duas revistas científicas. E ameaçou Rowe de processo caso publicasse os dados da tomografia. A tramóia só veio abaixo um mês depois, quando Xing Xu encontrou, na China, um fóssil de dromeossauro cuja cauda era, sem dúvida, a do Archaeoraptor, e a “National Geographic” foi obrigada a desmentir a capa.

As Descobertas de Shinichi Fujimura


Shinichi Fujimura foi um dos maiores arqueólogos do Japão. Em 1981, ele fez sua primeira descoberta: artefatos com milhares de anos. O fato alavancou a carreira de Fujimura e nos anos seguintes ele continuou fazendo descobertas incríveis. Em 2000 ele anunciou a descoberta de artefatos, junto com o que parecia ser uma habitação primitiva. A suposta idade da descoberta era de 600.000 anos. Era o indício de civilização mais antigo, já descoberto. A repercussão internacional foi enorme. Em novembro daquele ano, o jornal Mainichi Shimbun publicou três fotos na primeira página que mostravam Fujimura enterrando os artefatos, que mais tarde ele “descobriria”. Numa entrevista coletiva, o falso arqueólogo, admitiu a farsa e confessou envergonhado: “Fui tentado pelo diabo”.

Herança Lamarckiana


Durante a década de 1920 um cientista austríaco chamado Paul Kammerer desenvolveu um experimento para provar que a herança lamarckiana (a noção de que os seres vivos podem adquirir características e passá-las aos seus descendentes) era possível. Foram os experimentos realizados com o sapo parteiro. A maioria dos sapos se acasala na água, mas o sapo parteiro – Alytes Obstetricans – chamado assim porque o macho carrega os ovos da fêmea fertilizados por semanas – se acasala em terra firme. Kammerer resolveu forçá-los a acasalar na água, aumentando a temperatura do aquário, para observar o que ocorreria. Depois de muito esforço, relatou o notável resultado: os sapos desenvolveram protuberâncias nupciais. Essas pequenas protuberâncias escuras nas patas permitem que os machos se segurem melhor às fêmeas durante o acasalamento aquático. O mais importante contudo é que ele também relatou que os sapos descendentes passaram a já nascer com as protuberâncias. Foi então que em 1926 veio a bomba: quando Gladwyn Noble do Museu Americano de História Natural verificou o espécime conservado de Kammerer, não encontrou nenhuma protuberância nupcial. Viu ao invés muita tinta nanquim dando a coloração à pata. Publicando a revelação na revista Nature, Kammerer era acusado de cometer o pior ato que um cientista poderia cometer, a fraude. Na época, Kammerer havia sido convidado para a Universidade de Moscou e estava preparando sua viagem. Ao saber da revelação de Noble, escreveu uma carta de defesa à Academia de Ciências Soviética onde admitia a fraude, mas não confessava tê-la feito. Escreveu que desconfiava de quem era o responsável, sem dizer seu nome. Tragicamente, pouco depois cometeu suicídio, em parte também por outras razões, incluindo um desentendimento amoroso.

O Homem de Piltdown


O homem de Piltdown, descoberto em 1912, foi “a mais notória fraude científica do século”, diz o The Times, de Londres. A fraude foi exposta em 1953, após testes científicos terem provado que, longe de ser um elo perdido de alguma suposta cadeia evolucionária humana, o crânio era de um homem moderno e a mandíbula de um orangotango. Quem foi o autor dessa farsa esperta? Durante anos, suspeitou-se de Charles Dawson, o advogado e geólogo amador que encontrou os restos cranianos. Outros suspeitos: Sir Arthur Keith, evolucionista fervoroso e ex-presidente do Colégio Real de Cirurgiões; o escritor britânico Sir Arthur Conan Doyle; e o sacerdote francês Pierre Teilhard de Chardin. Contudo, faltavam provas conclusivas, de modo que Dawson foi por fim considerado o responsável. Em 1997, descobriu-se o verdadeiro culpado: Martin A. C. Hinton, ex-curador de zoologia do Museu de História Natural de Londres, falecido em 1961. Foi encontrada no museu uma grande mala de lona que havia pertencido a ele. Dentro havia dentes de elefante, pedaços de um hipopótamo fossilizado, e outros ossos, que foram analisados com cuidado. Todos eles haviam sido envelhecidos com ferro e manganês, nas mesmas proporções que os ossos de Piltdown. Mas o fator decisivo foi a descoberta de cromo nos dentes, também usado no processo de envelhecimento.

A Equivocada Agronomia do “Gênio” Soviético


Trofim Denisovich Lysenko (1898-1976) foi o grande mestre da biologia soviética durante o governo de Josef Stálin. Seu grande legado foi ter destruído as colheitas soviéticas durante pelo menos uma década, com teorias que só eram comprovadas por seus próprios estudos — em sua imensa maioria, baseados em dados fraudados. Sua missão em vida foi desacreditar os resultados obtidos por Gregor Mendel (1822-1884), o monge tcheco que estabeleceu as clássicas leis da hereditariedade genéticas. Com paciência monástica, Mendel passou anos promovendo o cruzamento entre ervilhas, até concluir de que maneira certas características eram passadas de geração a geração — um precursor do moderno conceito de gene. E ele de fato estava certo. Mas não para Lysenko. Com cada vez mais influência sobre o governo, o biólogo soviético dizia que Mendel estava errado, e ele certo. Por conta disso, não só as práticas agrárias da União Soviéticas foram baseadas em seu trabalho, como, em 1948, foram proibidas quaisquer opiniões dissonantes sobre o tema. Somente em 1964, depois de muitas colheitas perdidas com baboseiras, a União Soviética discretamente desencanou das idéias de Lysenko e voltou a bancar a ciência de Mendel e seus seguidores.

O Sol Gira ao Redor da Terra!

Claudio Ptolomeu

Ou, pelo menos, foi o que disse Claudio Ptomoleu (83-161), o maior astrônomo do mundo antigo. Como muitos de seus ilustres predecessores (Aristóteles é o maior deles), ele falou muita bobagem com autoridade de quem é o dono da verdade. Em sua obra-prima, o livro “Almagesto”, Ptolomeu elaborou a concepção astronômica mais completa do universo até então. Como era moda naquela época, o modelo era geocêntrico — ou seja, considerava que a Terra ficava no centro do universo, com o Sol, os outros planetas e as estrelas girando ao seu redor. Para que esse esquema se encaixasse nas observações, Ptolomeu criou artefatos matemáticos os mais diversos, como dizer que a Terra não ficava exatamente no centro das órbitas circulares dos corpos celestes ou que esses astros giravam descrevendo pequenos círculos enquanto seguiam em sua órbita maior. O problema é que nem assim as coisas funcionavam — os planetas teimavam em aparecer em posições ligeiramente diferentes das que Ptolomeu previa com seu modelo. E aí, em vez de consertar a teoria, o velho astrônomo preferiu seguir o caminho mais fácil: consertou as observações. Adulterando os dados presentes em seu livro, conseguiu esconder as imperfeições de seu modelo até o século 16, quando o polonês Nicolau Copérnico (1473-1543) aventou a idéia de que talvez — apenas talvez — aquilo tudo estivesse errado e o Sol na verdade ficasse no centro do Sistema Solar, com a Terra como mais um planeta girando ao seu redor.

Seus Problemas Energéticos Acabaram!

Em 1989, cientistas da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, declararam terem obtido a solução para todos os problemas energéticos que a humanidade enfrenta. Liderados por Martin Fleischmann e Stanley Pons, eles supostamente teriam conseguido produzir energia do mesmo jeito que o Sol faz, mas em temperatura ambiente. Desde então, a chamada “fusão a frio” (que envolve grudar átomos e, com isso, transformar parte da matéria em energia) tem sido o sonho de muitos cientistas. Só que nenhum deles conseguiu reproduzir os resultados miraculosos da turma de Utah — que hoje são tratados, na melhor das hipóteses, como um equívoco grosseiro, e, na pior, uma fraude cara-de-pau. Ainda assim, resta uma esperança aos cientistas: a fusão em altas temperaturas ainda pode se tornar uma realidade. Hoje, é até possível realizar fusão em laboratório, mas gasta-se mais energia no processo do que se obtém como resultado. Mas um consórcio internacional composto pelos países mais ricos do mundo neste momento está tocando um projeto de muitos bilhões de dólares para desenvolver um reator de fusão experimental. Se der certo, ele ensinará o caminho para que o homem produza energia como as estrelas, de forma limpa e barata. Mas por enquanto esse é apenas um objetivo. Já a muito mais barata e simples fusão a frio provavelmente nunca passará de um passe de mágica.

Clones Humanos

Outro título poderia ser “ascensão e queda de um herói terceiro-mundista”. Woo-suk Hwang atingiu níveis inacreditáveis de popularidade em sua terra natal, a Coréia do Sul, quando anunciou que seu grupo de pesquisa havia produzido com sucesso os primeiros embriões humanos clonados, em 2004. De quebra, no estudo seguinte, disse ter conseguido também extrair dos embriões as cobiçadas células-tronco embrionárias, promissoras para diversos estudos médicos. Apesar da controvérsia ligada ao assunto da clonagem humana, Hwang foi catapultado à fama mundial. O governo sul-coreano passou a desviar rios caudalosos de dinheiro para seu laboratório, que do nada passou a ser um dos mais assediados para colaborações internacionais. A Coréia do Sul havia chegado primeiro que muitos países de primeiro calibre em ciência, como Inglaterra e Estados Unidos. Ou, pelo menos, era o que parecia. Só que a alegria durou pouco. Ao final de 2005, uma série de escândalos detonou ao redor do cientista. Primeiro, ele foi acusado de coagir as mulheres de sua equipe científica a doar óvulos — procedimento arriscado e agressivo, a que elas nem sempre aquiesceram. Mas a maior bomba foi detonada quando foi revelado, ao final de 2005, que os estudos de Hwang com clones humanos haviam sido todos fraudados. O episódio marcou não só a derrocada do pesquisador, mas sobretudo a fragilidade dos métodos usados pelo establishment científico para lidar com fraudes. Antes de revelada a farsa, os estudos de Hwang haviam sido aclamados pelo principal periódico científico americano, a “Science”, como espetaculares revoluções científicas. Depois, fizeram a revista repensar seus métodos e demonstraram que, mesmo no século 21, a ciência ainda está longe de encontrar uma receita para evitar engodos. O que é ruim para os cientistas, mas muito bom para os fãs de 1º de abril.


Memória Líquida


Em um artigo na revista Nature em 1988,o francês Jacques Benveniste propôs que a água tem memória,ou seja, guarda traços de elementos que por ela tenham passado. Os defensores da homeopatia festejaram, pois isso explicaria a eficácia do tratamento. Pena que nem a água lembra mais das idéias de Benveniste.

Supervisão


Nos primeiros anos de século 20, o mundo celebrava a descoberta do raio X. Isso parece ter inspirado o físico francês René Blondlot. Na mesma época ele afirmou ter descoberto o raio N, na época outros cientista disseram ter produzidos em seus laboratórios raios N. A pergunta é: como pode ter visto algo que não existe?

Mentira de Peso


O físico Victor Ninov e sua equipe publicaram, em 1999, a descoberta dos elementos químicos 118- o mais pesado que poderia existir. No ano seguinte, a equipe não conseguiu reproduzir a experiência. Investigações provaram que Ninov havia forjado os resultados.

Gene de Gênio


Na década de 70, o psicólogo inglês Cyril Burt propôs que o quociente de inteligência seria determinado geneticamente. Para chegar a esse resultado, inventou personagens e falsificou dados.

Supercondutividade


O alemão Jan Hendril Schon foi demitido dos laboratórios Bell por alterar dados em experiências sobre luz e supercondutividade entre 1998 e 2001. Conceituado ele publicou suas farsas em revistas como Science e Nature.

Psicanálise

O afamado Sigmund Freud pai da psicologia e que imortalizou o “divã”, tentava explicar seu vício  por cocaína com o subterfúgio de pesquisa científica. Inventava pacientes e relatórios para dar credibilidade as suas teses mirabolantes.

Esse material é apenas uma pequena parte da imensa coleção de mentiras cientificas. Depois de tudo isso, tire suas conclusões e pense duas vezes antes de acreditar segamente no que a ciência diz, porque a ciência,  é apenas mais um negócio como qualquer outro.

Roberto Aguiar

Fonte: Adaptação dos textos, “Ciência Equívocos e Mentiras” de Marcos Ferreirahttp://academiainteligencia.blogspot.coml; “Quando Os Cientistas Mentem” – http://kid-bentinho.blogspot.com/2010/04/quando-os-cientistas-mentem.html; “As Cinco Maiores Mentiras Da História Da Ciência” de Salvador Nogueira – Portal G1; “As Dez Maiores Fraudes da História” Revista Galileu março 3/08 via blog.andarilho.net; “Cientistas Desvendam Fraude do Dinossauro-Pássaro” de Claudio Angelo – Folha de S.Paulo.

Holanda Vive Polêmica em Torno da Criação de Partido Pró-Pedofilia

Posted in Inteirações, Pobre Cultura Humana on 22/04/2010 by Roberto Aguiar

Neste país, um partido não pode preconizar relações sexuais entre adultos e crianças, mas pode muito bem defender a redução da idade da maioria sexual ou a legalização da pornografia pedófila

A decisão de um grupo holandês de criar uma nova agremiação política da qual um dos objetivos é a legalização da pedofilia, vem causando uma espécie de mal-estar na Holanda. O NVD (Amor do próximo – ou caridade, uma vez que a palavra holandesa “naastenliefde” possui um duplo significado -, liberdade e diversidade) tem por meta reduzir a idade da maioria sexual para 12 anos, para permitir que crianças desta idade possam atuar em filmes de caráter sexual, e legalizar a detenção de material pornográfico em que essas crianças estejam envolvidas.

Segundo o NVD, uma instância oficial seria encarregada de verificar que os jovens atores agiram por livre e espontânea vontade e não sofreram constrangimentos. Um dos co-fundadores deste novo partido, Ad Van den Berg, 62, foi o presidente da associação Marthijn, que defende o princípio das relações sexuais entre adultos e crianças.

“Escândalo”

Nos dias que se seguiram a esta iniciativa, insultos e ameaças de morte foram dirigidos a Ad Van den Berg e aos seus comparsas. 80% dos holandeses consultados numa pesquisas estimaram que as autoridades deveriam agir contra esta agremiação, enquanto 72% responderam que ela não poderia ser tolerada. Mais de seis entre cada dez entrevistados acham que a mera discussão da questão da pedofilia deve ser tornada repreensível.

Entretanto, os juristas sublinham a dificuldade à qual o governo está confrontado neste caso: “Todo mundo pode fundar um partido, uma vez que o único critério é a obrigação de observar e respeitar as regras existentes”, sublinha Tijn Kortmann, um especialista do direito constitucional na universidade de Nilmegen.

Segundo ele, um partido não pode argumentar a favor das relações sexuais entre adultos e crianças, mas pode muito bem defender a redução da idade da maioria sexual ou a legalização da pornografia pedófila. “Determinar se isso é desejável ou não é uma outra questão, mas a liberdade é muito ampla”, diz.

Diversos deputados decidiram interpelar os ministros do interior e da justiça sobre este caso. Cees Van der Staaij, do partido cristão SGP, referiu-se a um “verdadeiro escândalo” e pediu para que sanções possíveis sejam examinadas. O eleito independente Geert Wilders exigiu a proibição de uma agremiação que defende “idéias tão nocivas”.

Ad Van den Berg estima que a atual legislação holandesa, que fixa a idade da maioria sexual a 16 anos, não está fundamentada em critérios científicos, e sim “na pura emoção”. Em entrevista ao diário “Trouw”, ele explicou que uma reforma da lei permitiria prevenir os abusos sexuais. Segundo ele, “a caça aos pedófilos” incentiva os mais fracos dentre eles a agirem de forma criminosa, enquanto ela nada resolve para as crianças.

Jean-Pierre Stroobants enviado especial a Haia, Holanda

Tradução: Jean-Yves de Neufville

Fonte: Noticias Uol

O Lado Obscuro de Jonh Lennon

Posted in Pobre Cultura Humana on 16/04/2010 by Roberto Aguiar

Por semanas, em 1964, um jovem chamado Joseph Niezgoda aguarda com expectativa o dia 7 de fevereiro. Seria seu aniversário de 8 anos. O que ele não sabia era que no dia 7 de fevereiro seria também o dia que sua vida iria mudar, o dia em que os “The Beatles” desembarcariam nos Estados Unidos. Duas noites depois, Niezgoda sentou-se com sua família para ver Tv, e a televisão estava sintonizada no programa, “The Ed Sullivan Show”, e como os americanos mais jovens, ele foi hipnotizado daquele dia em diante. Depois de assistir o show dos Beatles o jovem se tornou um verdadeiro fã e começou a colecionar revistas, pôsteres, livros e álbuns.

Então, em 8 de dezembro de 1980, Lennon foi baleado e morto em New York City. Logo após o choque inicial, Niezgoda começou a notar como muitas das coisas estranhas e místicas sobre os Beatles pareciam completar-se na morte de John. Sem sequer perceber, ele começou a descobrir algumas pistas perturbadoras. Depois de ouvir, ler e estudar os Beatle pela maior parte de sua vida, debruçando-se sobre as muitas questões desconcertantes em torno dos astros pop, deparou-se com pistas incontáveis, camufladas, então todas as imagens começaram a se encaixar. Enquanto o mundo se concentrou sobre o louco assassino de Lennon, Niezgoda sentiu algo completamente diferente: Ele percebeu que John Lennon pode ter vendido sua alma ao diabo, e que o assassinato poderia ter sido um desfecho de sua escolha pessoal pelo mal.

[Nota: Não há nenhum indício que Niezgoda tenha alguma tendência religiosa]

Nos próximos 20 anos, Niezgoda leu inúmeros livros que detalhavam a vida de Lennon e mais pistas iam surgindo. Ele ouviu todas as canções de Lennon, e dezenas de letras que outrora pareciam inocentes e despretensiosas, mas que de repente, soaram com um novo significado sinistro. Ele examinou fotografias observado detalhes que anteriormente lhe pareciam imperceptíveis, mas que agora pareciam tão reveladores e tão claros. Enquanto que no inicio da vida de fã ele tropeçava em evidências, agora Niezgoda estava sendo conduzido a descobrir o que estava por trás do mistério do incrível sucesso dos Beatles e do chocante assassinato de John Lennon. Niezgoda nunca gostou do que viu, afinal de contas era sobre o seu ídolo que tudo se desenrolava, mas ele se tornou obcecado com a descoberta de mais e mais informações que apoiaram a sua suspeita. Assim em 1987 Niezgoda começou a organizar essas pistas  no papel. O Resultado dessa pesquisa é o livro, “The Lennon Prophecy” (A Profecia de Lennon).

O Livro

A subida meteórica dos Beatles, sem precedentes na cultura popular e sem rival durante quase quatro décadas depois que a banda se dividiu, é explicada pelo menos em parte por um pacto que John Lennon fez com o diabo, diz um livro recente.

No livro “The Lennon Prophecy”, o escritor Joseph Niezgoda revela que o próprio Lennon, obcecado com o ocultismo, poderes mágicos, a numerologia e em ser maior do que Elvis Presley, confidenciou a seu amigo Tony Sheridan que ele fez tal acordo. O livro também defende a idéia de que os “sinais sobre morte” há muito ligados a Paul McCartney eram realmente mensagens subliminares dando pistas sobre o destino fatal de Lennon.

Escrito por um músico que foi fã dos Beatles a vida inteira, o livro especula que o pacto foi feito logo antes de a banda experimentar seus primeiros grandes sucessos e terminou 20 anos mais tarde com o assassinato de Lennon em Nova Iorque. O assassino, Mark David Chapman, que posteriormente afirmou que demônios foram expulsos dele enquanto ele estava cumprindo sentença na Prisão Estadual de Attica pelo assassinato.

Mark David Chapman o assassino de Lenon

“Chapman, que era um fã inveterado de lenon, disse que quando o último demônio saiu do seu corpo ele entendeu o motivo por que ele vivia possesso”. “Foi para exibir o grande poder de Satanás no mundo usando o assassinato de John Lennon como um veículo publicitário. Sempre cri intuitivamente… que o verdadeiro autor dessa história é Satanás e que eu sou apenas o mensageiro”.

É claro que muitos rejeitarão a noção de que há um espírito real chamado Satanás. Outros zombarão da noção de que as pessoas possam fazer pactos com ele e que esses pactos possam trazer resultados no mundo real.

Por isso, Niezgoda dedica um capítulo ao que pode surpreender a muitos leitores como exemplos de pactos satânicos razoavelmente bem documentados durante a História – inclusive o caso de Johann Faust, que, no período da Renascença, conquistou fama e fortuna talvez iguais às de Lennon e dos Beatles quatro séculos depois. Ele também teve uma morte prematura misteriosa e estranhamente inexplicável 20 anos depois.

O fato curioso é que Faust se gabava de realizar mais milagres do que Jesus Cristo,  e Lennon criou controvérsia ao se gabar de que sua banda era mais famosa do que Jesus Cristo.

“Se John tivesse entrado num pacto de 20 anos com Satanás para adquirir riqueza e fama mundial, esse contrato terminou em 8 de dezembro de 1980, com sua morte violenta”, disse Niezgoda. “Contando 20 anos passados, ocorreu algo incomum na história dos Beatles em dezembro de 1960?”

De fato, ocorreu, recorda Niezgoda. Em 27 de dezembro de 1960, os Beatles fizeram um show no salão de bailes da prefeitura de Litherland, Inglaterra.

“Dizem que depois da apresentação nessa única noite, os Beatles nunca mais foram os mesmos”, recorda Niezgoda. “Cada um dos Beatles se lembra dessa noite como o momento mais decisivo de suas carreiras”.

John Lennon

Logo depois dessa apresentação inesquecível, os Beatles começaram a tocar no Clube Caverna de Liverpool, onde se tornaram um fenômeno local. Então foram para Hamburgo, onde as audiências alemãs ficavam fora de si.

Essa apresentação também marcou o começo da conduta declaradamente anticristã de Lennon. No livro “The Love You Make”, de Peter Brown, ele reconta como Lennon vestia uma coleira de cachorro feita de papel, depois recortava-a, transformando-a numa cruz de papel, e começou a “pregar” à audiência de Hamburgo – desenhando um retrato debochado de Jesus pendurado na cruz usando um par de pantufas.

Mais tarde, também na Alemanha, na Sexta-Feira Santa, Lennon direcionou para um grupo de freiras um retrato de Jesus em tamanho real na cruz pendurado na sacada de seu apartamento.

“Enquanto as freiras fitavam pasmas essa exibição sacrílega, John começava a jogar nelas camisinhas cheias de água”, escreveu o biógrafo Albert Goldman.

Pete Best, o baterista original do grupo, também testemunhou tal conduta e escreveu sobre isso em seu próprio livro descrevendo como Lennon urinou em outro grupo de freiras da sacada de seu prédio enquanto proclamava: “Gotas de chuva celestial!”

Esses eram apenas alguns dos modos como Lennon confrontava e antagonizava quem adorasse a Cristo – sem nenhuma razão aparente, a não ser para seu próprio divertimento.

O livro dedica um capítulo inteiro às tragédias, desapontamentos e tristezas de Lennon. Sua mãe, Julia, e seu pai, Freddie, brigavam para ficar com a custódia do menino John. Aos 5 anos, ele foi forçado a decidir se queria ficar com o pai ou com a mãe. De início, ele escolheu seu pai. Mas quando sua mãe lhe perguntou se ele tinha certeza, ele correu para ela.

“John nunca se esqueceu do horror desse incidente”, escreve Niezgoda. “Deixou uma cicatriz permanente e grandes sentimentos de insegurança, e só depois de passados 20 anos é que ele viu seu pai de novo”.

Viver com Julia Lennon não era fácil. Ele era muitas vezes deixado em casa sozinho e tinha dificuldade para dormir. Mais tarde Lennon lembrou que ela “não estava se prostituindo por dinheiro, mas para ter vestidos caros”.

Aos 6 anos, Lennon começou a fugir de casa para ficar com sua tia Mimi. Ele aprendeu qual bonde pegar pela qualidade das poltronas de couro preto, explicou ele.

“Até hoje, adoro couro preto”, diria ele mais tarde. “Acho-o confortante”.

Às vezes, ele era apanhado por adultos preocupados com seu bem-estar e levado a uma delegacia de polícia local.

“Nunca consegui achar as palavras certas para explicar minha situação”, diria ele.

Os problemas de Lennon prosseguiram no período escolar – ele tinha pouco interesse em aprender na sala de aula, mostrava desprezo pelos professores, faltava às aulas, fumava e falava palavrões, colava nas provas, roubava doces das outras crianças e furtava cigarros para fazer dinheiro.

Ele foi expulso de um coral de igreja por substituir as letras dos hinos por palavras obscenas.

Outro biógrafo escreveu: “John regularmente zombava das lideranças da igreja, satirizava os hinos e fazia desenhos blasfemos de Cristo na cruz de um jeito que só [pessoas anticristãs] conseguem fazer”.

Talvez para compensar sua dura infância, Lennon ficou obcecado de se tornar rico e famoso.

Pete Best recordou como Lennon diria que ia chegar ao topo – de um jeito ou de outro.

“Se tivermos de ser determinados e enganadores, então isso é o que teremos de fazer para chegar ali”, Best citou Lennon, que disse: “Não importa o que seja necessário para chegar ao topo. Poderia causar alguma dor de cabeça, mas uma vez ali em cima, será um tipo diferente de maçada. Sim, ele dizia, ‘eu’ e não ‘nós’. Esse era o real John Lennon, brilhante, divertido, mas cruel”.

Niezgoda cita o “delírio” sem precedentes e sem igual que cercava os Beatles como um dos sinais mais intrigantes sugerindo algo sobrenatural na carreira deles.

“John, Paul, George e Ringo eram escritores e músicos de muito talento – como ficou bem evidenciado pelas carreiras solo deles”, Niezgoda disse para WND. “Mas o que é que estava no começo que os distinguiu de outros músicos da época deles? O que foi que os elevou em poucos anos da total obscuridade para se tornarem o maior espetáculo da terra? Quando eles viajaram para a Austrália em 1964, que tipo de força terrena fez com que 400.000 fãs se ajuntassem fora do hotel deles para meramente olhar de relance os quatro rapazes de Liverpool? Como dá para explicar de forma lógica que eles tenham conseguido, por 20 vezes, o lugar número 1 nas paradas de sucesso num curto período de seis anos?

“Nada antes ou depois chegou perto de se igualar ao rápido e popular delírio emocional universal que cercava os Beatles. Não dá para eu ficar enumerando interminavelmente as realizações sobrenaturais deles… Tentar explicar a fonte da fama e fortuna dos Beatles é como tentar definir os poderes da magia”.

No pico da popularidade deles, os fãs dos Beatles ficaram obcecados com o que pareciam ser sinais na música deles acerca de uma morte dentro da banda. Na época, o foco era sobre uma especulação de que McCartney havia morrido num acidente de carro e havia sido substituído por um sósia.

Nem mesmo uma entrevista coletiva à imprensa de Paul conseguiu persuadir os fãs dos sinais de que ele era, de fato, o real Paul. Tudo pareceu bobagem depois que a longa e reconhecida carreira solo de McCartney decolou.

“A suspeita, porém, não era sem mérito”, explica Niezgoda. “As pistas estavam ali, e numerosas demais para se ignorar. Elas só precisavam ser vistas mediante lentes diferentes para criar não um quadro de uma conspiração passada, mas uma tragédia futura. Quando examinadas como possível profecia, os sinais parecem ser bem claramente não sobre Paul, mas sobre John Lennon”.

Niezgoda está convencido de que os Beatles tinham assistência sobrenatural – não só com sua subida ao topo, mas com esses “sinais” que pareciam tão convincentes de que algo não estava certo dentro dos Beatles. Ele não está feliz com sua conclusão. Aliás, como fã a vida inteira dos Beatles, ele parece estar num conflito profundo.

“Sempre tive de lidar com o constante conflito do meu amor pela música genuína deles e o mal que percebo que os cerca”. “A única diferença é que tenho procurado definir ou fazer sentido dela com a ajuda deste livro”.

Aleister Crowley e os Beatles

Aleister Crowley foi um mago inglês, que ficou famoso no ínicio do século XX, quando escreveu os “Livros de Thelema” guiado por uma entidade sobrenatural no Egíto. Por praticar vários rituais com sacrificios de animais entre outras barbáries… ele é considerado um dos maiores satânistas que já existiu, tendo talvez (não é confirmado) influenciado a “Church of Satan” (A Igreja de Satanás) nos anos 50, idealizada por Antony LaVey. Ele é o “Mr. Crowley” na música do cantor Ozzy Osbourne.

Aleister Crowley

A música do grupo Iron Maiden “Revelations” refere-se á afirmação do próprio Crowley de que ele era a “reencarnação do Anti-Cristo”. Em outras palavras, o “próprio Diabo”. Crowley é considerado o mais proeminente mago cerimonial do século XX.

Crowley é o segundo no alto da esquerda para direita

Os Beatles fazem uma homenagem a Aleister Crowley ao colocá-lo na capa de seu disco mais famoso, o “Sgt. Pepper’s”, ao lado de grandes personalidades da história como Einstein, Carl Jung, Fred Astaire, Karl Marx entre outros. Os Beatles declararam que os personagens que apareceram na capa do álbum eram seus “heróis. John Lennon declarou em uma entrevista à revista Playboy que “a filosofia dos Beatles era toda baseada no famoso ensino “faze o que tu quiseres” de Crowley. (Lennon, citado por David Sheff, as entrevistas da Playboy com John Lennon e Yoko Ono, p. 61). Esse disco é frequentemente citado como o melhor e mais influente álbum da história do rock e da música mundial.

Os Beatles e uma entidade chamada Mahavatar Babaji

Imagem de Mahavatar Babaji

Umas das personalidades que também é homenageada pelos Beatles nesse disco é uma entidade. A entidade chama-se Mahavatar Babaji e foi “revelada” ao mundo pela primeira vez em 1946, na Autobiografia de um Iogue, por Paramahansa Yogananda um guru hindu. Segundo relatado nesse livro e em obras de outros autores que supostamente estiveram com Bábaji entre 1861 e 1935, ele é um mestre espiritual e avatar. Sua idade e o local de nascimento são desconhecidos. Mahavatar Bábaji transcendeu os limites temporais do corpo há séculos (talvez milênios), mantendo-se no anonimato, acessível apenas a um seleto grupo de discípulos, e vive nas recônditas montanhas dos Himalaias, entre o Nepal e a Índia.

Pensamentos de John Lennon

“O Cristianismo irá acabar. Irá diminuir e sumir. Eu não preciso de argumentos para provar isso. Eu estou certo e será confirmado que estou certo”.

“Nós somos mais populares que Jesus hoje em dia”.

“O cristianismo não significa nada para mim”.

“toda a ideia dos Beatles” era o famoso ensino ‘faze o que tu quiseres’ de Crowley”

“Nós temos Hitler dentro de nós, mas também temos paz e amor”.

“Antes de Elvis não existia nada. Nós sempre quisemos ser maiores que o Elvis porque ele era o maior.

“Eu sou um egomaníaco, mas quem não é?”

Imagem esquisita de pedaços de ossos de verdade junto com corpos de crianças de brinquedo na capa desse disco.

Bem, parece que esse não é o John Lennon altruísta, pacato, humilde, desapegado a coisas materiais, embaixador da paz e autor da musica que se tornou quase um hino pela paz,” Imagine”, que a mídia conseguiu vender ao mundo. Segundo as próprias palavras de John, nota-se que ele tinha pouco em comum com a imagem que propagava. John na verdade era uma pessoa ambiciosíssima, esnobe, que não sabia conviver com opiniões discordantes, exibicionista, de personalidade conturbada e que paralelamente cobrava um mundo perfeito. Lennon zombava de Jesus ao passo que defendia uma filosofia esdrúxula de um bruxo apelidado pela imprensa de seu país como “A Besta” e que se auto-intitulava como a reencarnação do anticristo. Lennon ainda dispunha de fé para colocá-la numa entidade hindu, sobre a qual ele sabia quase nada. O que mais uma vez fica evidente é que, no mundo, acreditar em Jesus é coisa pra gente de mente pequena. Mas acreditar em seja lá o que for, contanto que seja novo e diferente é sinal de perspicácia e pensamento evoluído.

Roberto Aguiar

Fonte: Adaptação de:

http://thelennonprophecy.com/

http://thelennonprophecy.blogspot.com/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sgt._Pepper’s_Lonely_Hearts_Club_Band

http://www.illuminati-news.com/art-and-mc/rockmusic-and-crowley.htm

“John Lennon fez pacto com Satanás”, traduzido por Julio Severo via WND / www.padom.com

A Falsa Ética das Nações

Posted in Pobre Cultura Humana on 05/04/2010 by Roberto Aguiar

De acordo com um relatório do think-tank Stockholm International Peace Research Institute(Instituto Internacional de Investigação para a Paz), apenas cinco países foram responsáveis por 80% das exportações mundiais de armas entre 2003 e 2007[essa estatística se mantém]. Estados Unidos, França, Inglaterra, Rússia, sendo a China o maior comprador de armas do mundo. As armas são vendidas a qualquer um, desde que se tenha dinheiro para pagar. Na lista de compradores há também terroristas, traficantes e toda a bandidagem do planeta. Essa informação não seria nada incomum se esses mesmos países não fizessem parte dos 5 membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, órgão da ONU responsável por mediar todos os conflitos e crises do mundo no intuito de estabelecer e manter a PAZ entre as nações.

Moral da história: O conselho global responsável em manter a paz no mundo é o mesmo que capacita as nações para se aniquilarem umas as outras. Olhando desse ponto de vista, ladrões e traficantes até nos parecem pequeninos nessa esfera criminal a nível global.

Fonte: http://www.sipri.org/

http://opiniaoenoticia.com.br/internacional/os-maiores-exportadores-de-armas-do-mundo/

Dica: O Filme baseado em fatos reais que aborda o assunto, “Senhor das Armas”, com o ator Nicolas Cage.

As Dez Maiores Fraudes Literárias da História

Posted in Pobre Cultura Humana on 28/03/2010 by Roberto Aguiar

Margaret Seltzer. Quanto durou a Farsa: Menos de 1 mês

Lançado em 2008, Love and Consequences (“Amor e Consequências”), autobiografia de Margaret B. Jones, fez sucesso com a história da moça que, após crescer num bairro violento e se envolver com traficantes, se regenera e vence a vida. Tudo muito lindo, se não fosse a maior cascata.

A obra, na verdade, foi escrita por Margaret Seltzer, criada praticamente pelos pais. Quem dedurou a farça foi a própria irmã da Autora, ao ver sua foto numa matéria do New York Times (dor de cotovelo). A editora, claro, recolheu o livro.

Timothy Barrus. Quanto durou a Farsa: cerca de 7 anos

Filho de uma índia navajo com um homem branco, o americado Nasdijj conquistou milhares de fãs com três livros autobiográficos sobre sua infância dramática, quando passou fome, foi violentado pelo pai e forçado a trabalhar, além de contrair aids.

Mais triste da história toda, contudo, foi saber que o tal Nasdijj não existe! Era tudo criação de Timothy Barrus, um fracassado escritor de livros pornôs. A lorota veio à tona após uma investigação do jornal L A Weekly.

William Ireland. Quanto durou a Farsa: cerca de 2 anos

Filho de um comerciante de livros raros, William Ireland já havia enganado diversos especialistas quando, aos 19 anos, apresentou manuscritos como sendo da autoria de ninguém menos que Shakespeare – as raridades teriam sido encontradas por um amigo.

Ele então escreveu uma peça, Vortigem and Rowena, dizendo ser uma obra perdida de Shakespeare. Mas, desta vez, não colou. Antes da encenação do texto, em 1796, um estudioso publicou um ensaio provando a falsidade dos documentos e da peça – que, claro, foi um fracasso total.

Pierre Louys. Quanto durou a Farsa: cerca de 30 anos

Em 1894, Pierre Louys publicou um livro Les Chansons de Bilitis (“As Canções de Bílitis”), em que traduzio 146 poemas até então desconhecidos da poetisa grega Bilitis. À época, diversos helenistas avalizaram a obra de Bilitis. Um baita tesouro literário né?

Seria mesmo – isso se o tal Bilitis existisse! Os poemas,de conteúdo lésbico-erótico, foram escritos pelo próprio Louys, que só admitiu a fraude pouco antes da morte.

James Macpherson. Quanto durou a Farsa: 35 anos

Em 1760 o escocês James Macpherson quis provar que os celtas também tinham seu grande poeta antigo, como o grego Homero. Sua arma era um livro em que traduziu poemas de Ossian, poeta irlandês do século 3. A obra causou tal estardalhaço que Macpherson chegou a ser elogiado por dois ícones da intelectualidade alemã. Goethe e Hegel..

O novo Homero, porém, não durou muito. Em 1775, um estudioso provou que tudo não passava de pura fraude.

Kaavya Viswanathan. Quanto durou a Farsa: Menos de 1 mês

A jovem Kaavya virou estrela, em 2006, com a obra How Opal Mehta Got Kissed, Gol Wild and Got a Life (“Como Opal Mehta foi Beijada, e se tornou Rebelde e Independente”), em que narra as desventuras de uma garota para ingressar na Universidade de Harvard. O livro lhe rendeu um contrato editorial de 500 mil dólares e um acordo cinematográfico.

Pois tudo foi por água abaixo quando descobriram que Kaavya tinha plagiado dezenas de trechos de outros autores. O livro foi recolhido e os contratos cancelados.

James Frey. Quanto durou a Farsa: cerca de 2 anos e meio

Na autobiografia A Million Little Pieces (“Um milhão de Pedacinhos”), de 2003, James Frey botou muita gente para chorar com o relato dramático de sua vida até se livrar das drogas. Incensado pela apresentadora Oprah Winfrey, o livro vendou mais de 2 milhões de exemplares.

O bolo de Frey azedou em 2006, quando repórteres apontaram várias cascatas na obra, como as clínicas por que Frey afirmava ter passado. Para aumentar o mico de Frey, a apresentadora ainda o chamou de novo na TV para admitir a farsa diante de milhões de espectadores.

Monique de Wael. Quanto durou a Farsa: cerca de 11 anos

Na Segunda Guerra, a garotinha judia Misha viveu uma história impressionante. Após fugir dos nazistas, qie mataram seus pais, perambulou por meses pelas florestas, sendo alimentada e protegida por lobos! Não à toa, quando o relato Misha: A memoir of the Holocaut Years (“Mischa: Uma Memória dos Anos do Holocausto”) foi lançado, em 1997, virou um sucesso mundial.

Mas o conto de fadas teve um final infeliz em 2008, quando Misha – que, na verdade, se chama Monique de Wael – foi desmascarada por uma prima, que revelou que, além de não ser judia, a garota fora criada pelos tios após a morte dos pais.

Herman Rosenblat. Quanto durou a Farsa: 13 anos

Em 2009, Herman Rosenblat publicaria Angel at the Fence (“Um Anjo na Cerca”), “a mais linda história de amor da história”, segundo a apresentadora Oprah Winfrey. Preso no campo de concentração de Buchenwald quando criança, ele sobreviveu por causa da ajuda de uma garota, que lhe atirava maçãs sobre a cerca e com que se casaria anos mais tarde.

A coisa embananou quando jornalistas e historiadores apontaram várias inverdades na obra – devido ao layout de Buchenwald, por exemplo, seria impossível alguém jogar algo pela cerca. Resultado? Cencelada a publicação da obra.

Laura Albert. Quanto durou a Farsa: cerca de 5 anos

Num esquema mirabolante que, por si só, já renderia um livro, a americana Laura Albert conseguiu tornar-se um dos maiores best sellers dos EUA ao publicar dois livros sob nome falso de J.T. LeRoy, um ex-garoto de programa e transformista, portador de HIV. A moça era tão cara de pau que, para encarar o tal LeRoy em aparições em público, chamava sua cunhada, Savanaah, de traços andróginos.

A lorota começou a ruir quando, numa loja, a agente literária de LeRoy viu, estupefata, uma estilista amiga do “autor” chamá-lo de Savannah. Por fim, após investigar a conta na qual era depositado o pagamento ao “autor”, a imprensa descobriu que LeRoy era, na verdade, Laura Albert.

Fonte: Blog “Quero Rir”, via Revista Mundo Estranho – Março 2010

Ilustrações Théo Bing

Dica de Leitura: “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”

Posted in Pobre Cultura Humana on 19/03/2010 by Roberto Aguiar

Quando estiver em Minas Gerais, aproveite para conhecer a obra sacra de Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho. Vale lembrar que esse homem, portador de deficiências terríveis, que o faziam andar de joelhos e esculpir escondido, para esconder suas chagas, praticamente um monstro, superou tudo isso e criou uma obra marcante. Ah, vale lembrar também que ele nunca existiu. É um produto de ficção de um historiador picareta.

Os maiores assassinos de índios brasileiros eram os próprios índios; e eram, sobretudo, genocidas, promovendo faxinas étnicas tribais. Além disso, tribos beligerantes aliaram-se aos europeus para matar os inimigos. Quem? Ora, outras tribos, outros índios. E os silvícolas nunca tiveram a menor noção de ecologia ou preservação florestal, coisa que aprenderam com os portugueses, de quem pegaram algumas doenças e pra quem passaram tantas outras. A aliança de algumas tribos e portugueses serve para ilustrar a premissa. Imaginem naus repletas de homens fracos e doentes. Na praia, milhares de guerreiros. Embora tudo esteja fundamentado em estudos e documentos, a lógica nos ajuda a compreender a obviedade da aliança – e também a história de guerras constantes entre as tribos. Para um tupi, o português era tão estrangeiro quanto um caiapó.

O pseudo libertador Zumbi dos Palmares era escravista

O grade “Zumbi dos Palmares”, capturava escravos de fazendas vizinhas para que trabalhassem à força no hiper sul real modelo socialista “Quilombo dos Palmares”. Na África, inclusive, a mão de obra escrava era usada de forma comum, negros explorando negros – chegando ao ponto de portugueses usarem escravos como moeda para comprar ouro africano. E príncipes da África vinham ao Brasil, para estudar, e recebiam mordomias, como dezenas de escravos.

Falando ainda em escravidão, José de Alencar, grande escritor, era favorável a ela, tendo enviado três cartas públicas ao Imperador D. Pedro II defendendo tal prática. Machado de Assis, por sua vez, trabalhou durante um ano na Censura Oficial do Império e, por óbvio, vetava obras empregando critérios pessoais quanto ao que seria (ou não) algo “moral”. Jorge Amado não censurava obras, ao contrário, apoiava: em especial Stálin e Hitler. Gilberto Freyre também apoiava, mas não os dois facínoras, e sim a Klu Klux Klan – isso em sua dissertação de mestrado, na Universidade de Columbia, em 1922.

O grade escritor jorge Amado que era fã de Hitler e Stalin

Os guerrilheiros comunistas brasileiros não lutavam por liberdade. De dezoito estatutos e documentos escritos por organizações de luta armada brasileiras nos anos 1960 e 1970, catorze descrevem o objetivo de criar um sistema de partido único e erguer uma ditadura similar aos regimes comunistas que existiam na China e em Cuba. A “Ação Popular”, por exemplo, defendia com todas as letras “substituir a ditadura da burguesia pela ditadura do proletariado” lembra o livro. Ou seja, no golpe de 1964, não havia mocinhos em nenhum dos dois lados – nem do lado dos torturadores psicopatas nem do lado dos que queriam “transformar” o Brasil em uma Cuba – possivelmente ainda mais avacalhada, se é que isso é possível.

Gilberto Freyre ícone intelectual brasileiro apoiava a Klu Klux Klan

Ah, sim, o golpe maior na auto-estima brasileira: Santos Dumont não inventou o avião nem o relógio de pulso. De fato, os irmãos Wright inventaram mesmo os aeroplanos e, bom, os relógios já existiam havia tempos – p.ex. Rainha Elizabeth I, militares europeus do século XIX etc.

A história, dizem, é uma coisa que não aconteceu, contada por alguém que não estava lá. Aqui no Brasil virou uma coisa pior: um instrumento de doutrinação, torcendo os fatos para dar “lições de humanismo”. Leandro Narloch, que ainda por cima escreve bem pacas, nos lembra de que a história serve para entender de onde viemos e o que nos tornou o que somos. O resto é enrolação.

Quem “revisou” a história, portanto, foram as determinações governamentais, em busca de heróis e façanhas, sobretudo escondendo passagens não exatamente louváveis. Nos verbetes sobre Machado de Assis, é claro, não vão dizer que trabalhou para a censura. Nenhum fã de Jorge Amado gosta de lembrar de sua paixão jovem pelas idéias de Hitler e Stalin. E há milhares de defensores de Zumbi que sequer supõem da existência de escravos no Quilombo dos Palmares. Mas vale repetir: qual o lado revisor e qual o lado obscurantista nessa história toda (ou nessas histórias todas)?

O “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”, do jornalista Leandro Narloch, não deprecia nem destrói a história brasileira. O processo é similar a uma “humanização”, transformando tudo em algo real, crível, verossímil. É óbvio que tudo e todos têm defeitos, não apenas virtudes estupendas. E muitas vezes há fatos interessantíssimos, e deliciosos, justamente nas “mancadas” dessas figuras que sempre fomos forçados a admirar, louvar e enaltecer.

E esqueçam esse papo de “fulano é o maior escritor de nossa geração” ou demais bobagens de puxação de saco, geralmente empregadas para elogiar pangarés oriundos da blogosfera. É tudo bajulação para libretos chatérrimos. Esse aí é ótimo, e o escritor (explícita ou implicitamente) não fala de si próprio a cada dois parágrafos.

Ah! Como poderia esquecer? É CLARO QUE ELE DESCE O PORRETE NOS COMUNISTAS! E não adianta desqualificar, porque a pesquisa é vasta, cada capítulo tem mais referências, estudo e nota de fim que teses mandrakeadas da nossa não menos mandrakeada academia.

E o humor da obra não é culpa de Leandro Narloch, mas sim das trapalhadas de gente como Prestes, Jorge Amado, Getúlio Vargas, Zumbi, Lampião, Santos Dumont, Brizola…

Acreditem: nós somos a piada!

Revisão: Hellen Guareschi

Livro: “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”

Autor: do jornalista Leandro Narloch

Editora: Leya   www.leya.com/

Fonte: renzomora.wordpress.com e www.interney.net

Dica de leitura: O Livro Negro do Comunismo

Posted in Pobre Cultura Humana on 26/02/2010 by Roberto Aguiar

Em 1917 o golpe de estado bolchevique significou bem mais do que a queda do czarismo e a subida ao poder de um grupo de políticos idealistas. A revolução liderada por Lenin tornou-se o ícone que representaria o começo de uma nova era para a humanidade, anunciando uma sociedade mais justa e um homem mais consciente de sua relação com seu semelhante. Novembro de 1989: a queda do Muro de Berlim e a conseqüente abertura dos arquivos dos países comunistas apareceram para o mundo como a derrocada final do sonho comunista.  O   LIVRO NEGRO DO COMUNISMO traz a público o saldo estarrecedor de mais de sete décadas de história de regimes comunistas: massacres em larga escala, deportações de populações inteiras para regiões sem a mínima condição de sobrevivência, expurgos assassinos liquidando o menor esboço de oposição, fome e miséria provocadas que dizimaram indistintamente milhões de pessoas, enfim, a aniquilação de homens, mulheres, crianças, soldados, camponeses, religiosos, presos políticos e todos aqueles que, pelas mais diversas razões, se encontraram no caminho de implantação do que, paradoxalmente, nascera como promessa de redenção e esperança.  Os autores, historiadores que permanecem ou estiveram ligados à esquerda, não hesitam em usar a palavra genocídio, pois foram cerca de 100 milhões de mortos! Esse número assustador ultrapassa amplamente, por exemplo, o número de vítimas do nazismo e até mesmo o das duas guerras mundiais somadas. Genocídio, holocausto, portanto, confirmado pelos vários relatos de sobreviventes e, principalmente, pelas revelações dos arquivos hoje acessíveis.  O terror – o Terror Vermelho – foi o principal instrumento utilizado por comunistas tanto para a tomada do poder quanto para a sua manutenção, e também por grupos de oposição que jamais chegaram ao governo. Os fatos demonstram: o terrorismo de oposição e o terrorismo de Estado, com freqüência praticados contra o seu próprio povo, são as grandes características do comunismo no século XX.

Obstinados, pragmáticos, carismáticos, os líderes comunistas, que guiariam o mundo a seu destino inelutável, têm revelada a sua face sombria: Lenin, Stalin, Mao Zedong, Pol Pot, Ho Chi Minh, Fidel Castro e muitos outros tornam-se os responsáveis diretos pelas atrocidades cometidas em nome do ideal comunista. Sob seus olhares zelosos, os “obstáculos” – qualquer homem, cidade ou povo – foram sendo exterminados com violência e brutalidade.  O   LIVRO NEGRO DO COMUNISMO não quer justificar nem encontrar causas para tais atrocidades. Tampouco pretende ser mais um capítulo na polêmica entre esquerda e direita, discutindo fundamentos ou teorias marxistas. Trata-se, sobretudo, de dar nome e voz às vítimas e a seus algozes. Vítimas ocultas por demasiado tempo sob a máquina de propaganda dos PCs espalhados pelo mundo. Algozes muitas vezes festejados e recebidos com toda a pompa pelas democracias ocidentais. Todos que de algum modo tomaram parte na aventura comunista neste século estão, doravante, obrigados a rever as suas certezas e convicções.  Encontra-se, assim, uma das principais virtudes deste livro: à luz dos fatos aqui revelados, o Terror Vermelho deve estar presente na consciência dos que ainda crêem num futuro para o comunismo.  Como um ideal de emancipação e de fraternidade universal pode ter-se transformado, na manhã seguinte ao Outubro de 1917, numa doutrina de onipotência do Estado, praticando a disseminação sistemática de grupos inteiros, sociais ou nacionais, recorrendo às deportações em massa e, com demasiada freqüência, aos massacres gigantescos? O véu da denegação pode enfim ser completamente destruído. A rejeição do comunismo pela maioria dos povos em questão, a abertura de inúmeros arquivos que ainda ontem eram secretos, a multiplicação de testemunhos e contatos  trazem o foco para o que amanhã será uma evidência: os países comunistas tiveram maior êxito no cultivo de arquipélagos de campos de concentração do que nos do trigo; eles produziram mais cadáveres do que bens de consumo.  Uma equipe de historiadores e de universitários assumiu o empreendimento em cada um dos continentes e dos países envolvidos de fazer um balanço o mais completo possível dos crimes cometidos sob a bandeira do comunismo: os locais, as datas, os fatos, os carrascos, as vítimas contadas às dezenas de milhões na URSS e na China, e aos milhões em pequenos países como a Coreia do Norte e o Camboja.

Autores:

Stéphane Courtois é  pesquisador-chefe do CNRS, o Centro Nacional de Pesquisa Científica francês, dirige a revista Communisme e é co-autor do livro “Histoire du parti communiste français”.

Nicolas Werth é professor agrégé de história, pesquisador do CNRS, especialista em URSS, é principalmente o autor de uma “Histoire de L’Union Soviétique”.

Jean-Louis Panné é o autor da biografia “Boris Souvorine”. Pesquisador do CNRS, diretor da revista La Nouvelle Alternative.

Karel Bartosek é o autor de “Aveux des Archives”. “Praga-Paris-Praga”.

jean-Louis Margolin professor agrégé de história, é maître de conférences da Universidade de Provence.

Andrzej Paczkowski é professor do Instituto de Estudos Políticos de Varsóvia, membro do Conselho dos Arquivos do Ministério do Interior.

O livro conta ainda com a colaboração de Remi Kauffer, Pierre Rigoulot, Pascal Fontaine, Yves Santamaria e Sylvain Boulouque.

Editora:  BERTRAND BRASIL http://www.record.com.br/grupoeditorial_editora.asp?id_editora=2

O Ocultismo do Grande Poeta Fernando Pessoa

Posted in Pobre Cultura Humana on 20/02/2010 by Roberto Aguiar

“Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos”. Mateus 11:25

“Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos”. Romanos 1:22

“Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?”. I Coríntios 1:19,20

Fernando António Nogueira Pessoa (1888 — 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, é considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e o seu valor é comparado ao de Camões. Sua obra é considerada um “legado da língua portuguesa ao mundo”. Entretanto apesar de toda essa genialidade literária, Pessoa era adepto do esoterismo pesado inclusive fazendo parte de uma seita esdrúxula.

Fica cada vez mais evidente que o mundo, com toda a sua sabedoria, está disposto a dar sentido a qualquer lunático que apareça divagando sua alucinações, menos a Cristo. A linguagem do salvador não consegue atrair o suficiente. Quando vejo crentes procurarem nos sábios do mundo uma baliza para se orientarem, uma referência para as suas vidas apesar dos supra aprovados autores bíblicos, eu só posso lamentar e esperar grandes problemas se abaterem sobre as  vidas desses mesmos crentes. Vejamos a reportagem sobre esse revelador lançamento editorial.

Roberto Aguiar

“A ciência oculta não é saber certas coisas; é sabê-las ocultamente, i.e. o modo oculto de as fazer.”

Fernando Pessoa

“O significado real da iniciação é que este mundo visível em que vivemos é um símbolo e uma sombra, que esta vida que conhecemos através dos sentidos é uma morte e um sono, ou, por outras palavras, que o que vemos é uma ilusão. A iniciação é o dissipar – um dissipar gradual e parcial – dessa ilusão.”

Fernando Pessoa

“Fernando Pessoa é o grande astrólogo português. Um génio literário mas também um génio da espiritualidade esotérica!” quem o diz é José Manuel Anes, químico de formação, doutorado em antropologia e autor de “Fernando Pessoa e os Mundos esotéricos”. Para este especialista em correntes espirituais esotéricas “Fernando Pessoa teve a capacidade de criar heterónimos” e elaborou “um horóscopo de acordo com a sua personalidade literária e com a sua biografia”. “José Manuel Anes oferece-nos um estudo detalhado e rigoroso, com toda a credibilidade científica que já lhe é conhecida, aliada à sua hábil – e rara! – neutralidade na exposição destas matérias. (…)

Através da leitura deste estudo, sentimos reforçada a ideia de que a apetência por parte de Pessoa para as questões esotéricas – hermetismo, alquimia, cabala, misticismo, magia, gnosticismo, mediunismo, astrologia, maçonaria, templarismo, rosa-crucianismo, teosofia, etc. – não se desenvolve de todo como um mero pré-texto para a sua criação literária, i.e., uma mera apropriação de temas esotéricos para ilustrarem tematicamente a sua obra poética, mas muito pelo contrário, o recurso ao esoterismo parece ser o verdadeiro modo de ser, a verdadeira vivência da sua vida e da sua obra poética.”

Paula Cristina Costa, In Prefácio

Podemos ainda referir a inclusão no livro de um documento que atesta a adesão de Pessoa a uma Ordem crowleyana, denominada “Argenteum Astrum”. A afiliação de Fernando Pessoa a uma qualquer Ordem de carácter Esotérico e/ou Tradicional foi sempre amplamente discutida, sem nunca ter sido apresentado nenhum documento que confirmasse ou negasse tal facto. Contudo, recentes descobertas efetuadas pelos sobrinhos do Poeta, vieram pôr termo a esta dúvida…”

O Lunático Aleister Crowle lider da seita de Fernando Pessoa

[Aleister Crowley  que se auto-intitulava, “A Besta 666”, foi um influente ocultista inglês, responsável pela fundação da doutrina Thelema. Ele é conhecido hoje em dia por seus escritos sobre magia, especialmente o Livro da Lei, o texto sagrado e central da Thelema. Crowley também era um hedonista, bissexual, usuário de drogas. Em muita de suas façanhas ele "iria contra os valores morais e religiosos do seu tempo", defendendo o libertarianismo baseado em sua regra de "Faz o que tu queres". Por causa disso, ele ganhou larga notoriedade em sua vida, e foi declarado pela imprensa do tempo como "O homem mais perverso do mundo].

Título: Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos

Autor: José Manuel Anes licenciado em Química, tendo sido durante 19 anos Criminalista do Laboratório de Polícia

Científica da Polícia Judiciária de Portugal. Foi, também, durante 18 anos, docente Convidado da Faculdade de Ciências Socais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, lecionando cadeiras de Métodos Quantitativos e, nos últimos anos, de Antropologia da Religião. É membro da ESSWE (European Society for the Study of Western Esotericism) e é autor de uma Tese de Doutoramento desse tema.

Editora: Ésquilo http://www.esquilo.com/fernando_pessoa.html

Fonte: http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt

http://www.casadobruxo.com.br/raul/trip.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Aleister_Crowley

http://artedeler.blogspot.com/2005/01/fernando-pessoa-e-os-mundos-esotricos.html

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