Archive for the Falso Evangelho Category

Igreja evangélica realiza concurso para escolher melhor cerveja

Posted in Falso Evangelho with tags , , , , , , , , , , on 02/04/2012 by Roberto Aguiar

Nos Estados Unidos, um concurso realizado na cidade de Wilmington, na Carolina do Norte, tem chamado atenção de muitos cristãos. A competição visa escolher a melhor cerveja produzida artesanalmente por várias equipes de diferentes denominações. Dentre os já inscritos estão ,.

Um dos organizadores do evento e também criador de um curso intitulado “Que cerveja Jesus faria?”, Christopher McGarvey, argumenta que o concurso estimula os participantes a fazer cerveja no contexto em que era utilizada historicamente pela igreja.

McGarvey é ministro de louvor da igreja Ortodoxa de São Basílio, defende a ideia, “Ficou claro que desde o início que Deus deu a cevada par fazermos cerveja com ela!”. Ele também concluiu o seminário e atualmente dá aulas sobre a história da cerveja nos tempos bíblicos em uma cervejaria.

Richard Elliott, pastor da Igreja Episcopal de ST. Andrew, um dos participantes do curso sobre cerveja diz que, “Os grupos religiosos não precisam ver o álcool como algo 100% negativo.” E complementa, “Bem, você sabe, Jesus transformou água em vinho. Acreditamos que todos os dons de Deus são bons se usados no lugar e de maneira correta.”.

Várias denominações foram convidadas para o concurso, porém, muitas se recusaram a participar por pregarem que o cristão deve se abster do álcool.

Fonte: Gospel+

Quando era jovem, era costume nas igrejas fazerem concurso de perguntas sobre a bíblia. Sempre odiei aqueles concursos, por enxergar que era uma maneira tosca de produzir entretenimento “barato” aos santos.

Lendo essa matéria me deu saudades daqueles ridículos, mas, inocentes concursos…

Roberto Aguiar

Lanna Holder pastora evangélica lésbica abre novo templo no Sul do Brasil

Posted in Falso Evangelho, Inteirações with tags , , , , , , , , , , on 19/03/2012 by Roberto Aguiar

A igreja criada por Lanna Holder continua em expansão. A pastora, que era missionária da Assembléia de Deus, assumiu ser lésbica e fundou uma igreja em junho 2011, em São Paulo, a Comunidade Cidade de Refúgio, denominação voltada ao público homossexual. Mesmo com forte crítica por parte das comunidades evangélicas, Lanna Holder tem trabalhado para expandir sua igreja, e a próxima capital a ter um templo da comunidade da pastora é Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

O culto inaugural será realizado no dia 24 deste mês. A igreja, que funcionará provisoriamente em uma sala, está localizada na avenida Baltazar de Oliveira, na Zona Norte da capital gaucha.

Anderson Zambom, pastor da igreja, que também é homossexual, explicou que a idéia é possibilitar as pessoas louvarem a Deus sem que haja discriminação, e citou, “A maioria das religiões não aceita os gays. Nossa postura é diferente, já que Jesus Cristo veio à terra para todos.”. Zambom, assim como Lanna Holder, já foi da Assembléia de Deus e líder de jovens na igreja, saiu da denominação em 2003, segundo ele, por pressão de pastores e preconceito.

Ele foi um dos responsáveis pela abertura da igreja em Porto Alegre, após ter conhecido o trabalho de Lanna pela internet, entrou em contato com a denominação mostrando interesse em trazer a igreja para a capital gaúcha.

Fonte: Gospel+

Lanna Holder  e sua igreja podem atrair alguma censura hoje em dia , mas não será assim pra sempre. Num futuro próximo, 90% das igrejas evangélicas do mundo vão aceitar esse tipo de evangelho, além de reconhecer a “fé” desses gays e lésbicas como genuínas. Como assim? Antigamente quando a igreja de um modo geral via o mundo como adversário e não como aliado, era mais fácil se defender de qualquer investida maligna que viesse do sistema. Mas nos anos 50, um novo pensamento se introduziu na igreja, mudando sua postura em relação o mundo. Por serem sempre vistos pela sociedade como gente de mentalidade fraca e ignorante, os pensadores da igreja, para fugir desse estigma, passaram a relevar os pontos conflitantes do cristianismo ao mesmo tempo em que importavam novos modelos de pensamento, conceitos sociais e humanistas, com o objetivo de desenvolverem uma simbiose entre a bíblia e esses novos conceitos.

Agora, na igreja de um modo geral, é a ciência e o pensamento moderno e não apenas a bíblia que determina o que tem valor e o que não tem. Essa mudança de paradigma fez efeito, funcionou! Sem dúvida dispomos hoje de muito mais atenção e respeito da sociedade do que tínhamos há 50 ou 60 anos atrás. Em algumas áreas da sociedade não somos mais tidos como idiotas completos. Mas o que não atinamos é que, pensar e agir diferentemente da palavra de Deus tem um preço a ser pago. E esse preço esta sendo pago agora. A igreja gay é apenas um, dos muitos valores que estamos pagando e iremos pagar muito mais ainda no futuro. A igreja moderna terá que engolir a igreja gay, porque rejeita – lá seria declarar guerra a sociedade, a justiça comum, e a cultura que tão servilmente nos esforçamos para conquistar. Nosso envolvimento e compromisso com o sistema chegou a um nível tão grande, que simplesmente não estamos mais dispostos a jogar tudo que conquistamos no lixo, por um detalhe tão “pequeno”, e arriscar a voltarmos a ser tratados como religiosos hipócritas, julgadores de mentalidade estreita estacionados na idade média.

Esse processo de deglutir a igreja gay já está em andamento e alguns ícones importantes no mundo evangélico como Philip Yancey e Brennan Manning já defendem abertamente a fé da igreja gay. Outros como Ricardo Gondin, Caio Fábio e Rick Warren estão construindo seus ensaios. Trata-se de um efeito dominó.

E qual a base bíblica esses obreiros fraudulentos usarão para convencer o rebanho…? O amor! Sim, o amor cristão. Esses homens vão usar o amor da bíblia para convencer a maior parte da igreja que se Cristo estivesse aqui certamente os receberia. Embasados no conhecimento científico que diz que essas pessoas já nascem assim, e que, portanto, isso não é uma questão de escolha, mas uma questão biológica, a doutrina do amor ao próximo adicionada ao “não julgueis, será o cavalo de troia que abrirá o caminho para que a igreja gay seja reconhecida como genuinamente cristã.

Seria interessante observar que não acredito em nenhuma posição ou ação ativista de resistência ao movimento gay moderno como fazem os equivocados irmãos Silas Malafaia e Julio Severo. Toda e qualquer forma de ativismo evangélico já nasce furado porque traz o selo da desaprovação bíblica. O objetivo por traz desse tipo de coisa é sempre o mesmo, chamar atenção para si. O Jesus da bíblia jamais agiria assim. Nossa mensagem para com o mundo jamais pode ser de confronto, mas sim de compreensão e compaixão. Se nos oprimirem para fazermos o que nosso Deus condena, nos recusamos pacificamente e pagamos o preço, mas jamais nos voltaremos contra o mundo que fomos enviados a salvar.

Que só Deus nos influencie!

Roberto Aguiar

“Igreja emergente” dos EUA leva a Religião para Uma Mesa de Bar

Posted in Falso Evangelho on 10/01/2011 by Roberto Aguiar

No cartaz acima está escrito, “Bar Igreja, para qualquer um que tiver sede”

Velas acesas, leitura de passagens da Bíblia e uma cerveja. O encontro evangélico em um pub em Minnesota pode parecer incomum, mas é parte do que vem sendo chamado de “a Igreja emergente”. Os encontros são promovidos no pub Dunnigan’s North Shore, em Two Harbors, no estado americano de Minnesota pelo barman Chris Fletcher, que também é seminarista na universidade Bethel. Fletcher chama o encontro de “bar igreja”. “Eu escolhi esse [nome] porque achei a parte do ‘bar’ do nome seria um problema para algumas pessoas religiosas, e que a parte da ‘igreja’ seria problemática para as pessoas que estão no bar. Mas eu queria fazer isso para provocar essa tensão, porque era uma maneira de colocar esses dois mundos juntos no nome”, disse ele. “O primeiro milagre de Jesus foi transformar água em vinho e eu acho que seria muito mais confortável [fazer os encontros em um bar] do que em igrejas”, completou o seminarista. “Eu nasci e cresci em um ambiente tradicional da Igreja. Mas essa idéia bar realmente me atraiu. Jesus sempre diz ser uma luz para o mundo. Como você pode ser uma luz para o mundo se estão todos sentados em uma igreja juntos?”, disse Betsy Nelson, atendente do pub. “Isso é muito mais confortável”, disse Bill Carlstrom, um dos frequentadores da “Bar Igreja”.

As reuniões têm atraído poucas pessoas, mas os que se tornaram frequentadores assíduos dizem que essa forma de entrar em contato com a religião é muito mais interessante para quem nunca entrou em uma igreja. “Você tem que fazer as pessoas se sentirem confortáveis e informá-las que elas não estarão sendo julgadas pelo que são. Eventualmente, Ele [Deus] vai mudar as pessoas. Esse é o trabalho dele, não o nosso”, disse Nelson.

Fonte: Notícias UOL

Com informações da AP

http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2011/01/07/seminarista-promove-encontros-religiosos-em-pub-nos-eua.jhtm

Esse episódio é mais uma evidência da má interpretação das escrituras feita pelo movimento da igreja evangélica emergente. A tônica equivocada da igreja emergente que produz ações “evangelísticas tetraplégicas” como essa,  é fazer com que o indivíduo se sinta bem. Esse tipo de ação só é possível se o evangelho for desconfigurado, pois é impossível aliar o bem-estar físico pessoal com a mensagem de carregar a cruz, negar-se a si mesmo e morrer para o ego.

Em parte alguma das escrituras faz parte da estratégia missionária agradar o ouvinte satisfazendo seu desejo pessoal. Jesus participou de algumas reuniões com não crentes mas jamais tentou reproduzir esse ambiente para atrair os ouvintes.

As reuniões que Jesus frequentava eram reuniões feita em residências de pessoas comuns como hoje. Essas pessoas eram taxadas pelos fariseus de pecadoras apenas por não serem frequentadoras do templo. Não há nada nas escrituras que indiquem algo a mais do que isso. Em contra partida, a igreja emergente, tentando justificar seu desejo proibido, vende uma imagem de que as reuniões que Jesus frequentava eram dá pesada, do tipo das baladas, com som pesado, álcool e drogas “rolando” a solta, e aquela “pegação” geral. Dessa visão distorcida dos evangelhos saiu essa idéia da “Bar Igreja”.

Roberto Aguiar

A Pastora das Desgarradas

Posted in Falso Evangelho on 16/12/2010 by Roberto Aguiar

Como Priscila Mastrorosa atrai para a igreja bola de neve polêmicas musas do imaginário masculino.

“Jesus Cristo era um personagem vip. Tinha um temperamento tão agradável que na primeira vez que encontrou seus discípulos os convidou para ir à balada. Mesmo no meio de bêbados e mulheres marginalizadas, o filho de Deus mantinha seus princípios. Continuaria comportado ainda que se deparasse numa festa com a desregrada Maria Madalena, de copo na mão, dizendo: “E aí, Jesus, você vem sempre aqui? Shake your body! (mexa seu corpo!)”

Pastora Priscila Mastrorosa da igreja Bola de Neve

Essa leitura sui generis da passagem do Filho de Deus pela Terra pode parecer uma blasfêmia para a maioria das pessoas, mas tem sido a pedra fundamental do discurso de evangelização da pastora Priscila Mastrorosa, 36 anos, da igreja Bola de Neve. É com essa linha de pregação que ela arrebanhou os mais de 1.200 fiéis que frequentam seu templo localizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Não por acaso, ela fala a língua deles. A grande maioria dos presentes nos cultos é de jovens com jeito de surfista, cabelo rastafári, bermudões e tatuagens. Algumas vezes, a pregação de Priscila é interrompida por gargalhadas. “A mensagem de Deus não pode ser algo chato, maçante”, justifica. Nesse estilo, a líder religiosa cativou pessoas conhecidas, entre elas ex-símbolos sexuais como Regininha Poltergeist, Marinara Costa ou Georgiana Guinle. Com mais outras três subcelebridades convertidas, está produzindo “Boladas”, um programa de debates para a tevê. Também escreveu uma comédia teatral e planeja lançar até novelas. Tudo em nome de Jesus.

Do debate, que será uma espécie de “Saia Justa” (programa feminino do canal pago GNT) evangélico, já foram gravados pilotos discutindo temas como drogas e sexo. “Essas coisas (drogas) acontecem pela falta de Jesus”, conta Regina Oliveira, que na década de 80 povoava o imaginário masculino como a sexy Regininha Poltergeist, estrela nua de várias capas de revista. “Quanto ao sexo, é preciso ter cuidado, escolher a pessoa certa, ou então vai se relacionar com meio mundo e, no final, se sentir infeliz.” A pastora adianta que a pauta de discussões do programa seguirá assim, sem limitações. “Podemos tratar de qualquer assunto, desde que seja para passar valores de família, de vida”, explica Priscila. “Aqui não discriminamos ninguém, talvez isso tenha atraído essas mulheres para a igreja Bola de Neve.” A atriz Luciana Bessa (ex-“Malhação”), que com as atrizes Roberta Foster e Giselle Policarpo completa o grupo das seis “Boladas”, confirma essa impressão. “Não ouvi broncas, apenas orientação. Antes encarava o sexo como algo casual, hoje não.” Luciana é casada com um integrante da igreja.

A própria pastora já andou por caminhos tortuosos, digamos assim. Apesar de seus pais seguirem a religião batista, também protestante, ela se afastou dos cultos na adolescência. “Aos 15 anos fui para uma praia paulista, onde surfava e fumava maconha”, diz. Seguiu os passos de seu irmão, Rinaldo, que também gastou boa parte da adolescência surfando, usando drogas e só voltou a praticar a religião após contrair hepatite. “Meu irmão contou que teve uma experiência com Jesus. Eu dizia apenas: ‘Que bom para você’”, recorda. Três anos depois, por um motivo prosaico, foi a vez de Priscila se reconverter. Uma noite estava na praia, quando uma amiga perdeu a chave do carro. Então, ela prometeu a Deus que, se encontrassem a tal chave, se tornaria pastora. “Achei o chaveiro logo em seguida. Então resolvi cumprir a promessa.” Foi estudar teologia e pouco depois iniciou a parceria com o irmão, que havia criado a Bola de Neve. É casada há dez anos com o pastor Gilson, também integrante da igreja. O casal não tem filhos.

Apesar de embalar a pregação com cores modernas e joviais, no conteúdo a Bola de Neve não difere de outras denominações evangélicas. Defende o temor a Deus sem contestação, critica ícones das religiões afro-brasileiras e as práticas da Igreja Católica. A pastora refuta a bebida e o cigarro, define o homossexualismo como um comportamento que pode ser mudado caso a pessoa encontre Deus e desaconselha o sexo casual. “O que dizemos é que a relação sexual deve acontecer depois do casamento. Mas, se rolar, que seja com camisinha ou pílula anticoncepcional”, afirma. A informalidade, no entanto, dá outro tom a essas ideias tradicionais. Quando comenta sobre o comportamento daqueles que resistem à conversão, ela mais uma vez usa a linguagem dos jovens. “Quer continuar a ser um ‘manezão’? Não quer se transformar? Você é quem sabe…”, ameaça. Tanto Priscila quanto seu marido, o pastor Gilson, sabem que essa forma descontraída de falar combina com a linguagem da tevê e dos palcos. Por isso, “Boladas” deve ter um ritmo bem mais dinâmico do que os programas evangélicos tradicionais.

O próximo passo é montar em um teatro carioca uma comédia na qual Roberta Foster, que aparecia seminua como a Eva do programa “Zorra Total”, na Rede Globo, viverá o papel de… Eva. “Mas, dessa vez, será o verdadeiro personagem bíblico”, diz a pastora Priscila. Ainda está por vir um debate esportivo e um projeto de filme. Se depender do senso midiático de sua líder religiosa, a Bola de Neve fará jus ao nome e arrebanhará cada vez mais ovelhas.

Francisco Alves Filho

Reporter da revista “Isto É”

Fonte: http://www.istoe.com.br/reportagens/74677_A+PASTORA+DAS+DESGARRADAS

Bem, a primeira vista, se esforçando para manter a mente aberta a realidade, e se manter longe da religiosidade má e fictícia, pode até parecer interessante a abordagem da Priscila. Mas numa segunda olhada, levando em consideração toda a pregação de Cristo, que não podemos nos esquecer, fez a maioria dos seus seguidores desistirem de segui-lo, após ouvirem um sermão duríssimo e inédito até aquela ocasião. Concluímos que se trata de versão adulterada da palavra de Cristo. Aquele sermão fatídico do messias foi tão duro e indigesto que causou uma debandada geral nos seguidores do messias, chegando ao ponte de Jesus indagar se os 12 discípulos também queriam abandoná-lo. Diferentemente, o Jesus adocicado, quase afeminado que a igreja Bola de Neve prega, arrebanha milhares porque alem de não exigir quase nada, é meio “banana”, e ainda oferece de bônus o céu. Quem seria o idiota que recusaria uma proposta dessas?

O movimento da igreja emergente, da qual faz parte a igreja Bola de Neve, pode ser uma piada do ponto de vista teológico, no entanto, assim como a Universal lançou moda e alterou a forma de se fazer igreja no Brasil, igrejas emergentes como a Bola de Neve vão crescer em número. Acredito que esse movimento influenciará fortemente outras igrejas, cairá na moda e na graça da sociedade. A Razão disso é a estética da linguagem extremamente moderna, atualizada, aliada a propaganda enganosa dos baixos padrões cristãos. Essa química tem dado efeito. Quem viver, verá. Quem realmente ouve apenas a voz do bom pastor, jamais cairá nessa.

Roberto Aguiar

Evangelho Feito para o Consumo

Posted in Falso Evangelho on 07/11/2010 by Roberto Aguiar

A imagem mostra um crente cosumidor do evangelho pós-moderno que diz: ” Obrigado Senhor porque não sou como os fariseus religiosos!”, se referindo aos crentes que insistem em enxergar o evangelho tradicional.

O que significa cristianismo consumista? Geralmente é qualquer tentativa de edificar o Reino de Deus ou enaltecer o indivíduo cristão (ou atrair ao cristianismo o convertido em potencial) através de meios e métodos que apelem à carne, ou seja, ao enganoso e auto-serviente coração do homem. Isso começou no Jardim do Éden, quando Satanás manipulou Eva, a fim de desobedecer a Deus, achando que iria enriquecer a si mesma.

Esse tipo de cristianismo está mais especificamente relacionado ao que acontece hoje, como um esforço de ajudar as igrejas cristãs a crescerem em números e a se tornarem mais efetivas, através da aplicação de princípios comerciais, estratégias de mercado e conceitos de gerenciamento. Ele caracteriza o jogo que está ocorrendo nas igrejas, jogo esse que deveria parecer excêntrico, quando não perturbador, a qualquer pessoa que tenha uma compreensão, tanto do “consumismo” como do “cristianismo”. E por que? Porque estes dois termos são antagônicos!

O consumismo no sentido comercial é um conceito embasado na satisfação do cliente, sendo essa a chave para o sucesso de qualquer empresa comercial. O produto ou serviço deve ser adaptado aos desejos e conscientes necessidades do cliente, ou então não haverá lucro sustentável. O consumismo é importante, pois se não houver cliente também não haverá lucro e, portanto, nenhum negócio.

Deus é quem governa no cristianismo bíblico. Ele fez Sua revelação à humanidade no sentido de observar: “… tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude” (2 Pedro 1:3). Falando de modo mais simples, o cristianismo engloba tudo que é necessário para a humanidade saber e fazer, a fim de se reconciliar com Deus, agradando-O diariamente, para depois ir viver com Ele, por toda a eternidade. Não se trata de esforço e, na verdade, não se relaciona a negócio, nem aos conceitos a este associados.  Qualquer tentativa de entravar o cristianismo bíblico através de princípios comerciais é, no mínimo, acrescentar metodologias inúteis à Palavra de Deus. Pior ainda, esse tipo de tentativa rejeita a suficiência das Escrituras, favorecendo as obras da carne, extinguindo o Espírito Santo, sujeitando a pessoa aos enganos e, finalmente, à escravidão ao deus deste mundo. Em qualquer caso, isso  conduz à destruição espiritual da igreja, com eternas conseqüências.

O cristianismo consumista está no coração do movimento de crescimento da igreja (bem como nas seitas pseudocristãs). Muitas igrejas evangélicas têm-se entregue de todo o coração a uma tendência comercial objetivada, a princípio, no esforço de atrair os perdidos, os quais são vistos como clientes em potencial. Como os descrentes freqüentam a igreja, misturando-se aos novos e antigos membros, os conceitos de consumo se espalham, inevitavelmente, por toda a congregação. Esses conceitos, também, inevitavelmente, afetam a pregação, a música, os programas da EBD, etc., os quais, por sua vez, produzem uma superficialidade através de toda a congregação.

Quase sempre a aproximação comercial tem dado resultado no sentido de se acrescentarem números à igreja. Dezenas de milhares de pastores, através dos USA, e milhares deles, internacionalmente, têm sido influenciados pelos ministérios de alto lucro, dispondo-se a colocar em prática suas variadas metodologias de marketing, a fim de ganharem almas e efetuarem o crescimento de suas igrejas.

Será que essa é a maneira bíblica de ganhar almas e efetuar o crescimento da igreja?

Para alguns cristãos bíblicos a resposta óbvia é NÃO! Mas para um crescente número dos que afirmam manter a Bíblia como sua fonte de autoridade e a todo-suficiente verdade divina, esse “não” tem conduzido a um “possivelmente”… “talvez”, ou “tenhamos cuidado para não jogar fora a água do banho junto com o bebê.”  Ora, vamos examinar a água para ver se de fato existe ali dentro um bebê a ser resgatado.

Será que o consumismo tem respaldo nas Escrituras? Será que Deus organizou o Seu Evangelho, a fim de gratificar os desejos mundanos da humanidade? Será que existem algumas coisas na Bíblia que deveriam ser estrategicamente evitadas, a fim de não se perderem alguns crentes “em potencial”? Será que a Palavra de Deus reflete uma preocupação no sentido de que os crentes deveriam manter o seu “negócio” em qualquer lugar, quando não sentirem que as suas necessidades não estão sendo satisfeitas?  Será que a Bíblia nos manda tornar a verdade mais aceitável, alimentando com ela os perdidos de formas mais diluídas ou com entretenimentos? Será esse o evangelho que salva, após ter sido alterado para atrair os não cristãos? Se qualquer descrente, mesmo remotamente, achar que é assim, é provável que o pensamento mundano já tenha gravemente influenciado a sua compreensão da Bíblia.

Certamente, os pastores deveriam saber melhor. Contudo, em muitos casos em que o consumismo tem infectado as suas igrejas, eles têm agido no sentido de implementá-lo. Os pastores a quem me refiro aqui, e estou bem a par deste assunto, são os que se consideram bíblicos e desejam sinceramente ver almas sendo salvas, desejando também cumprir a sua vocação ao ministério, de modo a agradar a Deus. Como poderia tal pastor de ovelhas se engajar no cristianismo consumista?

O processo se desenvolve sempre de maneira sutil. Digamos que um pastor ame os membros de sua igreja e deseje vê-los felizes. Ele também deseja que eles cresçam espiritualmente e está buscando maneiras de acrescentar novas ovelhas ao seu rebanho. Quando surgem conflitos e as esperanças de crescimento não são atingidas, sempre são buscadas soluções para o problema em outras igrejas que, aparentemente, tenham tido sucesso em tais assuntos.  Os remédios recomendados quase sempre envolvem alguma forma de acomodação.

Por exemplo, um conflito muito comum, hoje em dia, dentro da igreja é a diferença de gostos na música, o qual geralmente é resolvido, quando os cultos são separados – um com hinos tradicionais e outro com cânticos contemporâneos. Como essa alteração parece satisfazer a maioria dos membros, muitos pastores são encorajados a acrescentar mais almas à sua igreja, combinando a atração pela música contemporânea dos buscadores sensíveis com mensagens (apelativas, mas não ameaçadoras), as quais são apresentadas em cultos convenientes e casuais, de sábado à noite. Programas inovadores são, então, formulados, a fim de irem ao encontro dos desejos dos que poderiam vir a se converter, motivando os raramente ativos na igreja, com ênfase especial sobre atividades de entretenimento, no sentido de atrair a juventude e conservá-la indo à igreja.

Alguns pastores têm-me dito que eles, relutantemente, observam as idéias do mundo, a fim de competirem com o mundo e poderem alcançar os perdidos, livrando-os do mundo. Eles estão cônscios da ironia dessa aproximação, porém argumentam ser essa a única maneira de evitar que se preguem para bancos vazios. A pregação, por sua vez, é sempre abreviada e suplementada por vídeos, peças e produções musicais.

Essa é uma trilha que, aparentemente inofensiva a princípio, no entanto conduz à estrada larga do cristianismo consumista. Embora simpatizemos com os pastores que se sentem compelidos (alguns até coagidos pela política da igreja) a resvalar por essa trilha bilateral, ela é pavimentada com comprometimentos bíblicos, os quais conduzem a um mortífero final espiritual.

Esse empreendimento de crescimento da igreja não é tão novo no cristianismo. É uma crônica de se fazerem as cosias à maneira do homem, desprezando o modo de Deus. No século 4, o Imperador Constantino agiu de igual modo em estratégias de sucesso no “crescimento a igreja”. Ele professou ter-se tornado cristão e induziu metade do Império Romano a agir de igual modo. Essa era de compromissos feitos pelo Imperador (que se autonomeou “Vigário de Cristo” e “Bispo dos Bispos”, a fim de conseguir novos convertidos, pode ser caracterizada por  Will Durant em sua “História do Cristianismo” (1). Outro historiador escreve: “Longe se ser uma fonte de melhoramento (sobre a perseguição que os cristãos sofriam antes), essa aliança [política] foi uma fonte de ‘maior perigo e tentação’ … Indiscriminadamente incluindo as igrejas [de pagãos]… simplesmente jogou bem longe os marcos claros e morais que separavam a ‘igreja’ do ‘mundo’” (2).

Um milênio mais tarde, Martinho “Lutero viu e sentiu uma Roma (religiosa) absolutamente entregue ao dinheiro, à luxúria e a outros males semelhantes” escreve Edwin Booth. “Ele ficou perplexo e incapaz de compreender isso” (3). Mesmo assim, ele e outros [reformadores] fizeram alguma coisa nesse sentido. A clara vocação da Reforma foi a “Solla Scriptura” e embora “somente a Escritura” não tenha sido inteiramente seguida, a Palavra de Deus e os seus caminhos foram restaurados como autoridade e regra de vida para os milhões, até então enganados pela devastadora acomodação à qual  se havia entregado a Igreja Católica Romana.

O cristianismo consumista jamais foi um caminho de mão única. Ele age como um “toma-lá-dá-cá”. Tetzel, o monge dominicano do século 16, foi um mestre manipulador na venda de indulgências. Por isso, o seu trabalho se tornou muito mais fácil ao “condescender” com as naturezas auto-servientes dos seus clientes católicos, [pois] tanto os ricos como os pobres se dispunham a pagar qualquer quantia, a fim de se livrarem das chamas do inferno e do purgatório.

O protestantismo teve a sua própria cota, tanto de artistas espirituais defraudadores como de ingênuos dispostos a serem defraudados. Se Tetzel foi um instrumento para a construção da Catedral de São Pedro em Roma, os evangelistas da “saúde e prosperidade” mais ainda o foram, no século 20 (continuando a crescer muito, na atualidade), tendo ajudado na construção da Trinity Broadcasting Network, dentro da mais ampla rede de TV religiosa do mundo. Distorcendo e aderindo à doutrina bíblica da fé em um poder, qualquer pessoa  pode usar esses falsos homens e mulheres para conseguir saúde e cura, os quais têm amealhado individualmente verdadeiras fortunas às expensas dos biblicamente fracos e iletrados, bem como daqueles “cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas” (Filipenses 3:19).

Durante os últimos 50 anos, os mais susceptíveis aos esquemas dos charlatães foram os cristãos professos, que tinham mais afinidade com as experiências espirituais místicas do que com a sã doutrina. Essas pessoas foram geralmente encontradas entre os pentecostais e os carismáticos. Muitos cristãos inteligentes e cônscios da doutrina se mostraram imunes aos avanços desse tipo de “fé sem efeito” pregada por Oral Roberts,  ou ainda às exposições blasfemas do poder do Espírito Santo de um Benny Hinn, dois líderes entre uma hoste de outros promotores de “sinais e maravilhas”.

Contudo, a ambição encontrou terreno fértil – ou melhor, um pântano mais profundo – entre os que tradicionalmente têm incrementado o discernimento bíblico. Embora as metodologias sedutoras sejam levemente diferentes, a base de um efetivo engodo espiritual é o mesmo: nenhum cristão, quer seja evangélico ou outro, pode estar garantido, “porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo” (1 João 2:16). Além disso, a única salvaguarda contra esse tipo de engodo, que é a leitura e obediência à Palavra de Deus, no poder do Espírito Santo, está sendo sistematicamente diluída na igreja evangélica moderna.

A história da igreja tem demonstrado  a necessidade do cristão se apegar à Palavra de Deus e quando isso é seguido, logo acontecem a santificação e a frutificação. Quando o cristianismo bíblico é adulterado (com a adição de métodos humanos) ou abandonado de vez, logo prevalecem as distorções humanas, conduzindo a igreja professa à anemia e à cegueira espiritual. “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Provérbio 14:12). Também há uma correlação entre a profundidade da confiança de uma igreja nas Escrituras e a sua aceitação de crenças e práticas heréticas. Quando a igreja tem apenas um conhecimento superficial em relação ao discernimento bíblico, a capacidade dos seus membros de discernir entre o legítimo e o falso ensino é praticamente nula.

O efeito letal do cristianismo consumista é o modo como ele faz  a apresentação do evangelho da salvação, que é a única esperança de reconciliação do homem com Deus. Este é sempre um sutil apelo de venda, apresentando todas as coisas maravilhosas que Deus tem à disposição do homem: “Ele ama a todos e quer que todos passem a eternidade junto dEle e todos têm para Ele uma significação de valor infinito”. Isso passa a ser o motivo do sacrifício de Cristo na cruz [em vez dos pecados do homem corrupto]. Essa miscelânea de distorções da verdade com auto-indulgência é seguida por uma breve “oração do pecador”, a qual é repetida  pelos que se deixaram persuadir a entregar uma tentadora oferta. Esse método tem-se tornado tão comum, que até mesmo alguns cristãos inteligentes dificilmente reconhecem qualquer problema, deixando de perceber quão mal orientados foram com relação ao fato de como uma pessoa é realmente salva.

Como assim? Comecemos com  alguém que é realmente salvo, e aja de modo errado. Toda pessoa nascida de novo pelo Espírito  Santo possui um novo coração, repleto do amor de Deus por Ele e pelo próximo, bem como pelos Seus ensinos. Ele ou ela é nova criatura, embora ainda não perfeita nessas coisas, embora residindo em seu coração o desejo de agradar mais a Deus do que a si mesma.

Um exemplo disso é encontrado em Lucas 7:36-50 envolvendo a mulher de reputação pecaminosa, a qual entrou em casa de Simão, o fariseu, à qual Jesus fora convidado para a ceia. Ela lavou os pés de Jesus com suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos, beijando-os repetidamente. Jesus declarou que ela amava muito por ter sido muito perdoada.

Essas passagens ensinam como é essencial a convicção de pecado, quando se vai a Cristo. O fariseu com justiça própria e auto-serviente pouca ou nenhuma convicção tinha do pecado e, portanto, não recebeu perdão (Lucas 18:9-14). Por sua vez, a mulher não pensou em si mesma, nem no desdém com que era observada pelos convidados à ceia. Sua gratidão por Jesus querer perdoá-la dos seus pecados compeliu-a a morrer para si mesma e viver para Ele.

Por sua vez, o evangelho, segundo o cristianismo consumista, sempre faz um apelo ao ego, enfatizando coisas (tanto verdadeiras como distorcidas) que vão ao encontro das necessidades sentidas pelos perdidos. Isso fica reduzido a um simples lampejo das doutrinas bíblicas que podem conduzir a uma convicção de pecado. Qual é o problema? Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, não os consumistas!

[Como já foi dito], o consumismo foi apresentado ao homem no Jardim do Éden. Satanás tinha um conceito de auto-serviço que desejava vender a um cliente em potencial, que não tinha necessidade alguma, uma pessoa que vivia num ambiente perfeito, tudo possuindo, material e espiritualmente. Sua estratégia (comparável à estratégia em uso no século 20) era criar um desejo, onde não havia necessidade alguma, convencendo Eva, não de que ela carecia de alguma coisa, mas de que o que ela possuía não era suficiente. Além disso, num esforço de ganhar a competição, Satanás iniciou sua jogada colocando dúvida em relação ao mandamento divino e à conseqüente penalidade pela desobediência.

Ao chamar Deus de mentiroso, sem dúvida o adversário abalou a confiança de Eva nEle: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?… Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” (Gênesis 3:1,4,5).

A fim de manchar o caráter do Senhor, a serpente usou o irresistível argumento de venda: “faça isso por você!”

Sendo o consumismo sempre voltado para o lucro, ele deve incluir um comprador bem como um vendedor com tendência ao lucro. Certamente Eva teve os seus desejos atiçados, pois sem isso não poderia ter acontecido venda alguma: “E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela” (Gênesis 3:6). Foi então que nasceu dentro de Eva, de Adão e de todos os seus descendentes, o grito da alma do consumismo: “Como isso vai me trazer proveito?”

O cristianismo consumista é uma mentalidade ou metodologia   que tenta enriquecer os cristãos, tanto material como espiritualmente, além de atrair novos convertidos à fé, embora por caminhos e métodos que não se enquadram na Palavra de Deus, nem na obra do Espírito Santo. Quer seja ele apresentado sutil ou visivelmente, compreensível e ou incompreensivelmente, envolve sempre um apelo à  decaída natureza humana. Além disso, o cristianismo consumista tem por objetivo agradar e glorificar o ego, em vez de agradar a Deus.   A história está repleta de exemplos de consumismo e egoísmo humano. Vamos analisar rapidamente a história do povo escolhido de Deus, os judeus (Deuteronômio 4:2) e de sua igreja (Tito 2:14), como exemplos da parte do povo que deveria tê-Lo conhecido melhor. Sarai, a esposa de Abraão, tentou resolver o seu caso de esterilidade ao sugerir a sua própria maneira para a vinda do filho que Deus havia prometido a Abrão (Gênesis 16:2-3). O filho Ismael, nascido da escrava Agar, tem sido a causa do sofrimento dos judeus, hoje em dia. Séculos mais tarde, logo após terem os israelitas experimentado o livramento divino dos egípcios, através de meios extraordinários,  eles fizeram um bezerro de ouro para ser adorado, a fim de gratificar as suas imediatas necessidades espirituais.  A resposta de Deus a Moisés foi que “o povo se tinha corrompido” (Êxodo 32:4-7). Josué foi enganado ao fazer paz com os gibeonitas, contrariando a ordem divina, e sua presunção de fazer o bem ao seu povo foi em realidade uma ostensiva desobediência: “Então os homens de Israel tomaram da provisão deles e não pediram conselho ao SENHOR” (Josué 9:14). Todos o Livro de Juízes caracteriza o povo de Deus, durante aquele período de tempo, como possuidor de uma mentalidade consumista, pois “cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos” (Juízes 17:6; 21:25).  Mais tarde, os olhos de Davi sobre Betsabá o levaram a satisfazer o seu desejo de luxúria, apesar do que isso iria representar em sua experiência com Deus.

Os evangelhos e as epístolas do Novo Testamento estão repletos de exemplos do cristianismo consumista. A objeção de Pedro ao que Jesus havia declarado que iria sofrer pela nossa salvação foi mais que um exemplo de simpatia carnal. Jesus logo entendeu que aquela era uma desobediência de natureza satânica (Mateus 16:21-23). Além disso, a resposta de Cristo a Pedro define tudo que se refere ao cristianismo consumista: “… Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens” (verso 23). Aos outros discípulos do Senhor foi dada a mentalidade de “como isso pode me trazer benefício”. Cegos pelo próprio interesse ao que Jesus lhes dissera a respeito dos seus iminentes sofrimento e morte, Tiago e João reagiram, buscando uma posição elevada em Seu Reino vindouro: “E eles lhe disseram: Concede-nos que na tua glória nos assentemos, um à tua direita, e outro à tua esquerda” (Marcos 10:37). O Apóstolo Paulo censurou Pedro, o qual, junto com Barnabé, deu as costas aos gentios, a fim de agradar aos da circuncisão: “E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão. E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gálatas 2:11-14). Paulo identificou suas próprias lutas, bem como as nossas, diante de Deus: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço (Romanos 7:18-19). Em seguida, ele declarou a solução para o crente, em Romanos 8:1: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.

O cristianismo consumista, quer manifestado nas igrejas primitivas, ou nas assembléias de hoje (desde as mega-igrejas até às reuniões de comunhão nas casas) está simplesmente fazendo as coisas à maneira humana e não à maneira divina. A história da igreja, desde o primeiro século, é uma triste crônica dos desvios dos verdadeiros e falsos cristãos da Palavra de Deus, fazendo  o que lhes parece direito aos seus próprios olhos, embora fazendo-o em o “Nome de Cristo e para a Sua glória”.  Embora com resultados espiritualmente devastadores, Deus tem sido fiel, misericordioso e longânimo com os Seus. À medida em que nos aproximamos da Segunda Vinda do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o cristianismo consumista vai transformar de tal maneira a igreja que esta se tornará chocante para os cristãos verdadeiros, a não ser, claro, que estes tenham sido paulatinamente endurecidos através de uma gradual aceitação de muitos dos apelos por “novos produtos e processos” [e propósitos], (ou seja, pelas formas de ensinos antibíblicos, práticas e adoração) que estão sendo “vendidos” hoje em dia.

Após o Arrebatamento da Noiva de Cristo para estar junto a Ele (1 Tessalonicenses 4:16-18), uma igreja professa aqui permanecerá, por ter sido convencida a aceitar o Anticristo [na chamada “operação do erro”). Essa igreja apóstata ainda não é vista claramente, porém sua preparação tem estado em andamento por 2 mil anos e ela crescerá com grande intensidade, até o Arrebatamento dos cristãos realmente nascidos de novo. O engano daquele tempo será maior do que a humanidade jamais terá experimentado, incluindo o engodo de Hitler, com absoluto controle sobre a civilizada, tão altamente  educada e tecnologicamente sofisticada Alemanha. Qual será a principal diferença? Esse engodo será mundial e mais espantosamente facilitado pelo próprio Deus: “Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade” (2 Tessalonicenses 2:7-12). Esse poderoso engodo afetando os perdidos é comprável ao endurecimento do coração de Faraó. Ele não induzia ao pecado, mas mesmo assim permitia as circunstâncias para o desenvolvimento ao qual o seu maligno coração não conseguia resistir.

Não há razão para se acreditar que somente “os que perecem” serão apanhados no último dia do engano. Conforme temos observado nas Escrituras, muitos heróis e heroínas da fé  optaram, em determinados tempos, para que os seus próprios desejos vencessem o único antídoto divino contra o engodo espiritual: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé”. ( 2 Timóteo 3:1-8).

Consideremos essas coisas à luz do que está acontecendo nas igrejas evangélicas de hoje. A psicologia humanista, com a sua ênfase no auto-amor e sua criação de outros tipos de egoísmos, tem-se tornado uma doutrina aceita e promovida entre os conselheiros pastorais e psicólogos “cristãos”. Os evangelistas da prosperidade têm-se tornado insaciáveis contra o mandamento mais importante do Senhor, [Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento - Mateus 22:37], o qual foi entregue aos milhões de cristãos professos. As igrejas que buscam membros simpatizantes estão laborando no sentido de preencher os seus bancos com pessoas amantes do  prazer, e ao mesmo tempo desencorajando (e em alguns casos até mesmo desprezando) os amantes de Deus. As “igrejas com propósito” (grifo da tradutora) têm fabricado formas de piedade, desprezando o poder das Escrituras e a liderança do Espírito Santo. A crescente adulteração das Escrituras Divinas, dando lugar a formas de subjetivas paráfrases e “traduções”, está criando uma resistência à verdade e uma anemia no discernimento espiritual. Afinal, com relação aos ingredientes da apostasia, lembremo-nos que os mágicos extasiaram aquela numerosa corte de Faraó com os seus milagres e práticas pagãs, mística presença e falsos sinais e maravilhas (Êxodo 7:11-12). Do mesmo modo, também, agora, estamos presenciando  o entretenimento, o experimentalismo e o contemplativo misticismo [católico medieval] seduzindo multidões de igrejas, as quais antes se dedicavam à pregação e ao ensino da sã doutrina.

Será que esse poderoso engodo não já penetrou na igreja evangélica? Se você acha que não, então vai ter dificuldade em encontrar outra explicação para a seguinte agenda e participação na Convenção Nacional de Pastores de 2005.

Esse evento patrocinado pela Youth Specialities (Especialidades em Juventude –  a organização evangélica mais influente na América para jovens pastores e líderes) e a Zondervan (publicadora de obras como “Uma Vida Com Propósito”, a Bíblia “The Message” (paralela à NVI) e produtora do DVD do filme “A Paixão de Cristo” de Mel Gibson, iniciou sua programação diária com a oração contemplativa (Vejam “Please Contemplate This”, TBC, maio 2000), exercícios de yoga e alongamento. Emergentes liturgias embasadas nas igrejas Católica Romana e Ortodoxa, ritos e sacramentos foram introduzidos, inclusive a oportunidade de se fazer “oração do labirinto”. Esta última é uma oração meditativa, andando-se em círculos, algo copiado num desenho da Catedral de Chartres. Esse ritual místico data da Idade Média, tendo se tornado um substituto às jornadas feitas perigosamente à Terra Santa, quando a mesma foi controlada pelos muçulmanos, a qual consistia em percorrer a “via sacra” de Jesus. À medida em que os católicos caminhavam pelo labirinto, meditando sobre os sofrimentos de Cristo, eles imaginar estar obtendo as mesmas indulgências (o perdão que abrevia as penas do purgatório para a expiação dos pecados) como se estivessem fazendo a peregrinação.

Os programas vespertinos da Convenção incluíam atos de comédia cristã. O “pintor de Jesus” (que pinta retratos de Jesus em menos de 20 minutos), a Igreja Tribal da Experiência com Tambores (Tribe Church Drumming Experience), a Discussão Sobre a Saúde Emocional Pessoal , um Pub emergente com música ao vivo [Pub é um tipo de bar, onde os londrinos costumam bater papo diante de uma bebida, depois do expediente - Mary Schultze], Cultos de Oração Contemplativa a Altas Horas (Late Night Contemplative Prayer Services), etc.

A maior porcentagem de oradores era constituída de praticantes de formas místicas de oração e adoração (apresentadas como autênticas), sendo que o restante parecia defender, ou pelo menos encorajar, o desenvolvimento de novas metodologias e liturgias para a emergente cultura do século 21. Um dos tópicos tinha o título de “A New Theology for a New World” (Uma Nova Teologia para um Mundo Novo).

A conferência, que aconteceu em dois lugares  e atraiu milhares, apresentou muitos líderes eclesiásticos influentes, como Gordon MacDonald, Henry Cloud, Brennan Manning, Dallas Willard, Joseph Stowell, Howard Hendricks, Gary Thomas, Tony Compolo e Rick Warren. A Convenção 2005 promete ser mais do que a costumeira, com cristãos contemplativos e experimentais, líderes de igrejas emergentes, tais como Richard Foster, Calvin Miller, Philip Yancy, Rugh Haley Barton, Doug Pagitt e Dan Kimbal.

A maior parte do cristianismo, segundo as Escrituras, avançará até se tornar uma igreja apóstata, à medida em que vai se aproximando a Volta de Cristo. Jesus disse aos seus discípulos: “É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem!” (Lucas 17:1). Em seguida, Ele fez esta pergunta: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lucas 18:8).

A resposta óbvia é Não!!!

Como é possível que isso aconteça? O essencial amor à verdade está sendo extinto, conforme 1 João 2:16: “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo”. A igreja professa, constituída de falsos  e verdadeiros crentes, está se voltando gradualmente para a mundana filosofia hedonista, para a sua pseudociência, para a sua auto-orientada psicologia, para os seus métodos de negócios dirigidos ao consumismo, para o seu ecumenismo religioso e para a sua espiritualidade pagã. Ironicamente alguns têm se voltado para essas coisas com sinceridade, achando ser um meio de enriquecer e difundir o cristianismo. Contudo, o resultado é o cristianismo consumista em algumas e em todas as suas formas de auto-serviço, no qual “cada um faz o que parece bem aos seus olhos” (Juízes 17:6; 21:25).

Quanto aos sinais que poderão afetar adversamente a Sua Vinda, Jesus admoestou os Seus discípulos, dizendo: “Acautelai-vos, que ninguém vos engane” (Mateus 24:4). Se já não estamos pertencendo à geração que está encarando o “grande engano”, em preparação para esse dia, será que haverá outra pior? Oremos para que o Seu Corpo de  crentes cresça no amor pelo Seu Caminho, Sua Palavra e Sua Verdade!

T. A. McMahon

Fonte: Título original, “O Cristianismo Consumista”,

Chamada Bereana, março de 2005/ http://www.thebereancall.org/

Mary Schultze/ http://www.maryschultze.com

Sendo Cristão Sem Ser de Cristo

Posted in Falso Evangelho on 26/09/2010 by Roberto Aguiar

A Bíblia não esconde o fato de que além do cristianismo verdadeiro, legítimo, renascido da “água e do espírito”, há também um cristianismo aparente, formado por “cristãos” que não estão ligados a Jesus, não estão enraizados nEle, não vivem nEle e nem por Ele. Mesmo que tudo pareça legítimo, eles não passam de uma imitação. É desses “cristãos” que Paulo fala ao escrever a Timóteo, em sua segunda carta: “…tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes” (2 Tm 3.5). A Edição Revista e Corrigida diz: “…tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te”. Na Nova Versão Internacional lemos: “…tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também”.

Sendo cristão sem ser cristão

De acordo com pesquisas nos EUA, quase metade dos americanos se dizem cristãos renascidos. Mas uma análise mais aprofundada revelou que muitos confundem o novo nascimento com uma sensação positiva a respeito de Deus e de Jesus.

Um levantamento estatístico entre os cristãos praticantes nos EUA apresenta resultados desanimadores, o que também é representativo em relação à Europa:

  • 20% nunca oram
  • 25% nunca lêem a Bíblia
  • 30% nunca vão à igreja
  • 40% não apóiam a “obra do Senhor” por meio de ofertas
  • 50% nunca vão à Escola Bíblica Dominical (de todas as faixas etárias)
  • 60% nunca vão a um culto vespertino
  • 70% nunca dão dinheiro para missões
  • 80% nunca freqüentam uma reunião de oração
  • 90% nunca realizam culto em família [1]

Se a situação já é assim na América marcada pela influência do puritanismo, quanto mais na superficial Europa.

O próprio Senhor Jesus advertiu a respeito da confissão nominal, que carece de conteúdo verdadeiro, ou seja, que não está de acordo com o que vai no coração: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade” (Mt 7.21-23). Com isso, o Senhor esclarece quatro pontos básicos: há duas coisas que não são de forma alguma suficientes para que alguém seja salvo, e outras duas são imprescindíveis para que alguém seja redimido.

Duas coisas insuficientes para a salvação

Nem a simples confissão “Senhor, Senhor” (1) nem as obras em nome de Jesus (2) são suficientes para alcançar a salvação eterna. Em muitas igrejas, denominações e entidades cristãs as orações são meramente formais, os atos de caridade são feitos em nome de Jesus sem que aqueles que os realizam pertençam a Ele ou sejam filhos de Deus. Quantos indivíduos “cristãos” realizam atos cristãos sem pertencerem a Cristo! É assustador que no fim Jesus até mesmo condena as suas ações como sendo iníquas: “Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.

Duas coisas imprescindíveis para a salvação

Precisamos fazer a vontade de Deus (1) e precisamos ser conhecidos por Deus (2).

1. Fazer a vontade do Pai celeste não é realizar muitas boas ações, pequenas e grandes, mas ter fé em Jesus Cristo, entregar conscientemente a vida a Ele e obedecer-Lhe na prática.

O judaísmo da época de Jesus tinha “boas ações” para apresentar: muitos eram fanáticos em seguir a lei, lidavam com a Palavra de Deus, expulsavam maus espíritos e faziam milagres. Mas uma coisa eles não queriam: crer em Jesus Cristo e, assim, aceitar a misericórdia que recebemos por meio dEle. Pensavam que chegariam ao céu sem Ele, que Deus reconheceria as suas obras e lhes permitiria entrar. Porém, foi justamente nesse ponto que Jesus tratou de contrariar seus planos. Eles tinham de aprender e aceitar que a vontade de Deus era que reconhecessem sua própria falência espiritual e cressem em Jesus.

Nós enfrentamos o mesmo problema hoje. “Cristãos” nascidos em um ambiente cristão pensam que conseguirão ir para o céu por meio de obras cristãs. Ao lhes dizermos que nada disso serve, que no fim das contas as suas ações são iniqüidades inaceitáveis aos olhos de Deus e que eles continuam perdidos, a grande maioria reage de forma irritada, por pensar que não precisam de Jesus pessoalmente. Quando Jesus foi questionado: “Que faremos para realizar as obras de Deus?”, Ele respondeu: “A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado” (Jo 6.28-29).

2. Precisamos ser conhecidos por Deus. Haverá pessoas das quais Jesus dirá naquele dia:“Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.

Não é suficiente crer em Jesus de forma superficial, reconhecê-lO, acreditar em Sua existência ou aceitá-lO até certo ponto. Não – é preciso que haja um encontro pessoal com Ele.

Posso dizer: “Conheço o presidente do Brasil”. De onde o conheço? De suas aparições na mídia. Mas será que ele me conhece? Claro que não! No entanto, se eu fosse convidado a visitá-lo, teria a oportunidade de ser conhecido por ele.

O Senhor Jesus convida cada ser humano, de forma pessoal, a entregar-se a Ele: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Quem aceita esse convite, quem se achega a Ele com todos os seus pecados, quem O aceita em seu coração e em sua vida e crê em Seu nome (Jo 1.12), esse é conhecido por Ele. Quem fez isso reconheceu o Pai e o Filho de Deus e entrará no céu: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3).

“Tens nome de que vives…

…e estás morto” (Ap 3.1). Há muitos que se chamam de “cristãos”, mas o são apenas nominalmente. O Senhor Jesus falou de pessoas que imaginariam servir a Deus matando justamente Seus verdadeiros filhos: “Eles vos expulsarão das sinagogas; mas vem a hora em que todo o que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus. Isto farão porque não conhecem o Pai, nem a mim” (Jo 16.2-3).

Em muitas igrejas, denominações e entidades cristãs as orações viraram rotinas, sem que aqueles que oram pertençam a Jesus.

Eles reivindicam autoridade teológica, pensam servir a Deus, mas não conhecem nem o Pai nem Jesus Cristo. Isso aconteceu, por exemplo, na época das Cruzadas e da Inquisição. Hoje também existe uma teologia que reivindica toda autoridade para si e rejeita os que se baseiam na Palavra de Deus. Basta lembrar das muitas seitas e do islamismo, que afirmam que Deus não tem um Filho.

Já no século VII antes de Cristo, na época do profeta Jeremias, havia dignitários religiosos meramente nominais. Ouvimos o lamento de Jeremias: “Os sacerdotes não disseram: Onde está o Senhor? E os que tratavam da lei não me conheceram, os pastores prevaricaram contra mim, os profetas profetizaram por Baal e andaram atrás de coisas de nenhum proveito” (Jr 2.8).

Mesmo um cristão pode apostatar da fé. Quem com sua boca confessa ser cristão, mas não pratica o cristianismo no dia-a-dia, precisa aceitar que outros lhe perguntem se não está enganando a si mesmo.

Não é exatamente isso que vemos hoje? Muitos teólogos abandonaram a fé bíblica e correm atrás de convicções que não servem para nada. Eles se abriram para religiões e correntes espirituais que não têm absolutamente nada a ver com Jesus Cristo. Isso também já aconteceu na época em que o povo de Israel peregrinou pelo deserto. Depois de ter louvado a grandeza e a soberania de Deus (Dt 32.3-4), Moisés emendou uma declaração sobre os infiéis: “Procederam corruptamente contra ele, já não são seus filhos, e sim suas manchas; é geração perversa e deformada” (v.5). Portanto, realmente é possível que aqueles que não são Seus filhos se tornem infiéis a Ele.

É dito a respeito dos filhos de Eli: “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não se importavam com o Senhor… Era, pois, mui grande o pecado destes moços perante o Senhor, porquanto eles desprezavam a oferta do Senhor” (1 Sm 2.12,17). Não reconheceram ao Senhor porque desprezaram o sacrifício. Enquanto uma pessoa (por mais cristã que se considere) desprezar o sacrifício de Jesus pelo pecado, não reconhecerá o Senhor.

Todos os israelitas saíram do Egito, mas da maior parte deles Deus não se agradou, motivo pelo qual tiveram de morrer no deserto (veja 1 Co 10.1-12).

Como exemplo especial de alguém que era crente nominal e que realizava obras, mas que ainda assim estava espiritualmente morto, lembro de Balaão (veja Nm 22-24):

  • Ele era um homem a quem Deus se revelava, com quem Deus falava (Nm 22.9).
  • No começo ele foi obediente (Nm 22.12-14).
  • Ele afirmava conhecer o Senhor e O chamou de “meu Senhor” e “meu Deus” (Nm 22.18).
  • Ele adorava o Senhor (Nm 22.31).
  • Ele reconhecia a sua culpa (Nm 22.34).
  • Ele estava disposto a servir (Nm 22.38).
  • Deus colocou Suas próprias palavras na boca de Balaão (Nm 23.5).
  • Balaão abençoou Israel três vezes (Nm 23 e 24).
  • Ele testemunhou da sinceridade e da fidelidade de Deus (Nm 23.19).
  • Ele falou três vezes do Messias como Rei de Israel (Nm 23.21; Nm 24.7,17-19).
  • O Espírito Santo veio sobre ele (Nm 24.2).
  • Ele testemunhava ser um profeta de Deus (Nm 24.3-4).
  • Balaão confirmou a bênção e a maldição de Deus sobre os amigos e inimigos de Abraão (Nm 24.9, Gn 12.3).
  • Ele colocou o mandamento de Deus acima de bens materiais (Nm 24.13).
  • Ele falou profeticamente a respeito do futuro dos povos, sobre a chegada do Messias e chegou a mencionar o Império Mundial Romano [Quitim] (Nm 24.14-24).

Apesar de tudo isso, a Bíblia chama Balaão de falso profeta, vidente e sedutor (veja Nm 31.16; Js 13.22; Ne 13.1-3; 2 Pe 2.15-16; Jd 11; Ap 2.14-16). Por quê? Porque Balaão fazia concessões e aceitava comprometimentos, e levou o povo de Deus a se misturar com outros povos. Havia uma discrepância entre suas palavras e ações. “Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Estas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas. Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do SENHOR se acendeu contra Israel” (Nm 25.1-3). Balaão havia levado Israel a essa prostituição (Nm 31.16; Ne 13.1-3). Pedro chama Balaão de alguém que“amou o prêmio da injustiça”. Na Epístola de Judas ele é chamado até mesmo de enganador (“erro de Balaão”) e no Apocalipse ele é apresentado como alguém que “armou ciladas”.

A Bíblia diz a respeito das pessoas nos últimos tempos que “os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2 Tm 3.13). Quem tende a prostituir-se espiritualmente ou a comprometer sua fé e suporta, permite e pratica essas coisas sem que sua consciência o acuse, tem motivo para crer que, apesar das aparências, não é um cristão verdadeiro. Com isso não estou me referindo à luta contra o pecado, que qualquer filho de Deus enfrenta. Não, aqui não se trata de “derrotas” na fé e na obediência, mas de lidarmos com o pecado de forma consciente e indiferente, de deliberadamente escolhermos a prática pecaminosa.

Não somos salvos por nossas próprias obras, mas somente pela fé em Jesus Cristo, pela conversão a Ele. Só aqueles que O aceitam, ao Filho de Deus, em seu coração e em sua vida, com fé infantil, poderão realizar obras que testemunhem a veracidade de sua fé. Essa fé precisa estar “enraizada” na Palavra de Deus. Em Sua parábola sobre o semeador, Jesus diz que há pessoas que aceitam a Palavra de Deus com alegria, mas não criam raízes para ela e mais tarde a abandonam (Mt 13.20-21). A raiz liga a planta à terra, da qual ela vive, lhe dá firmeza, extrai alimento e o conduz à planta. A raiz é um símbolo do Espírito Santo, por meio do qual estamos enraizados em Deus. O Espírito Santo nos traz a vida em Deus, à medida que extrai alimento das Escrituras.

Podemos aceitar a Palavra de Deus de forma superficial, podemos simpatizar com o Senhor, podemos acompanhar os cristãos durante algum tempo, mas depois nos afastar novamente, porque nunca nascemos realmente de novo e por isso nunca tivemos “raízes”.

Jesus disse aos Seus discípulos, àqueles que O seguiam: “Contudo, há descrentes entre vós. Pois Jesus sabia, desde o princípio, quais eram os que não criam e quem o havia de trair” (Jo 6.64). De acordo com Hebreus 6.4-6, há pessoas que foram “iluminadas”, que “provaram o dom celestial”, e que até “se tornaram participantes do Espírito Santo” e ainda assim caíram. Por quê?

  • Porque foram iluminadas, mas elas mesmas nunca se tornaram luz. A luz pode se refletir em mim, e então estou iluminado; mas é preciso mais para que eu mesmo seja luz.
  • Porque provaram, mas não comeram (aceitaram). Posso sentir o cheiro do pão, provar o seu sabor (assim como o enólogo, que toma um pouco de vinho na boca para testar seu aroma, mas depois o cospe fora). Mas é preciso que aconteça mais: precisamos comer o pão, ingeri-lo. Não basta “provar” Jesus, ou seja, experimentá-lO – precisamos aceitá-lO em nós (Jo 6.53-56,63; Jo 1.12).
  • Porque participaram do efeito do Espírito Santo, mas nunca O receberam pessoalmente. Ao ler a Palavra de Deus, ao freqüentar um culto, posso participar do efeito do Espírito Santo. Mas isso não é suficiente. Não – é preciso que haja uma renovação espiritual real.

É possível que pessoas assim imitem o cristianismo durante algum tempo, acompanhem e participem de uma igreja local. Mas um dia elas “cairão” e negarão a Jesus. Então muitos se perguntam espantados: “Como isso é possível?”

Quando o Senhor Jesus falou de comer Sua carne e beber Seu sangue para ganhar a vida eterna (Jo 6.53-59), muitos de Seus discípulos disseram: “Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” (v. 60) e se afastaram dEle (v. 66), apesar dEle ter lhe explicado de antemão o que isso significava: “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida” (v. 63).

Tornar-se cristão apesar de ser “cristão”

Enganam-se a si mesmos os que pensam que todos são cristãos! Muitas vezes, quando questionei pessoas que davam a entender isso, a resposta era: “Meus pais são cristãos”, ou: “Minha família é cristã!” Um conhecido evangelista costumava responder a essas afirmativas: “Se alguém nasce em uma garagem, isso não significa que seja um automóvel! E quando alguém nasce em uma família cristã, ainda falta muito para que se torne cristão!” (extraído de um livro de Wilhelm Busch).

Jesus disse a Pedro: “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22.32). Por um lado, o Senhor confirmou a fé de Pedro. Por outro lado, porém, Ele falou da necessidade de sua conversão futura. Pedro poderia ter retrucado: “Senhor, sou judeu, um filho de Abraão. Cumpro os mandamentos, fui circuncidado ao oitavo dia, guardo o sábado, oro três vezes ao dia, celebro a Páscoa e faço os sacrifícios. E  já Te sigo há três anos…” Mesmo assim, ele ainda precisava converter-se. Da mesma forma Paulo, o grande defensor da lei, precisou se converter, assim como todos os outros apóstolos e discípulos.

Toda pessoa precisa se converter se quiser ser salva – inclusive os “cristãos”, sejam eles membros da igreja católica romana, protestantes, evangélicos ou de uma família cristã. Não são poucos os que nascem no cristianismo, da mesma forma como os judeus nascem no judaísmo. Mas, não é esse nascimento que dá a salvação, alcançada somente através de um “novo nascimento”: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3). Precisamos nos converter mesmo que tenhamos sido batizados quando pequenos, freqüentado aulas de catecismo ou participado de cultos. Se não nascermos de novo, continuaremos perdidos.

Mais tarde, quando o apóstolo Pedro se converteu e experimentou o novo nascimento, ele escreveu em sua primeira carta: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros” (1 Pe 1.3-4).

Quem carrega em si o testemunho do Espírito Santo a respeito de seu novo nascimento (Rm 8.16) deve alegrar-se com essa certeza e agradecer a Jesus Cristo por ela. Mas quem não possui esse testemunho inconfundível do Espírito Santo e ainda assim pensa ser cristão, está sujeito a um grande engano. Mas hoje esses “cristãos”, e qualquer pessoa que queira ser salva, pode alcançar a certeza da salvação, se converter-se de forma muito séria a Jesus Cristo. Então, por que esperar mais?

Norbert Lieth

Fonte: Título original, “O Grande Engano”, Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 2006.

Não Acredite em Todo Evangelho que lhe Pregarem

Posted in Falso Evangelho on 09/09/2010 by Roberto Aguiar

Satanás não é um inovador, mas um imitador. Deus tem seu Filho unigênito – o Senhor Jesus? Tal qual Satanás tem “o filho da perdição” (II Tessalonicenses 2:3). Há uma Santa Trindade? Há de igual modo uma trindade do mal (Apocalipse 20:10). Lemos sobre os “filhos de Deus”? Do mesmo modo lemos também sobre “os filhos do maligno” (Mateus 13:38). Deus opera nestes que foram citados de modo a determinar e fazer a Sua vontade? Então somos informados que Satanás é “o espírito que agora opera nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2). Há o “mistério da piedade” (I Timóteo 3:16)? Há também o “mistério da injustiça” (II Tessalonicenses 2:7). Aprendemos que Deus através de Seus anjos “assinala” os Seus servos nas suas testas (Apocalipse 7:3)? Assim também aprendemos que Satanás através de seus agentes assinala nas testas os seus devotos (Apocalipse 13:16). É-nos dito que “o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus” (I Coríntios 2:10)? Então Satanás também provê suas “coisas profundas” (grego de Apocalipse 2:24). Cristo faz milagres? De igual modo Satanás também pode fazê-los (II Tessalonicenses 2:9). Cristo está sentando sobre um trono? Também Satanás o está (Apocalipse 2:13). Cristo tem uma Igreja? Então Satanás tem a sua “sinagoga” (Apocalipse 2:9). Cristo é a Luz do mundo? Então o próprio Satanás “se transfigura em anjo de luz” (II Coríntios 11:14). Cristo designou “apóstolos”? Então Satanás tem seus apóstolos também (II Coríntios 11:13). E isto nos leva a considerar o “Evangelho de Satanás”.

Satanás é o maior dos falsificadores. O Diabo está agora ocupado em trabalhar no mesmo campo no qual o Senhor semeou a boa semente. Ele está buscando evitar o crescimento do trigo através de outra planta, o joio, o qual é muito próximo do trigo em aparência. Em uma frase: por meio da falsificação ele está buscando neutralizar a Obra de Cristo. Por essa razão, como Cristo tem um Evangelho, Satanás tem um evangelho também; sendo este uma astuta falsificação do primeiro. O evangelho de Satanás se parece tão proximamente com aquele que ele imita, que multidões de não salvos são enganadas por ele.

É a este evangelho de Satanás que o apóstolo se referia quando disse aos Gálatas: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo” (Gálatas 1:6-7). Este falso evangelho estava sendo proclamado já nos dias do apóstolo, e a mais terrível maldição foi proclamada sobre aqueles que o pregam. O apóstolo continua: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”.

O evangelho de Satanás não é um sistema de princípios revolucionários, nem ainda é um programa de anarquia. Ele não promove a luta e a guerra, mas objetiva a paz e a unidade. Ele não busca colocar a mãe contra sua filha, nem o pai contra seu filho, mas busca nutrir o espírito de fraternidade, por meio do qual a raça humana deve ser considerada como uma grande “irmandade”. Ele não procura deprimir o homem natural, mas aperfeiçoá-lo e erguê-lo. Ele advoga a educação e a cultura e apela para “o melhor que está em nosso interior” – Ele objetiva fazer deste mundo uma habitação tão confortável e apropriada, que a ausência de Cristo não seria sentida, e Deus não seria necessário. Ele se esforça para deixar o homem tão ocupado com este mundo, que não tem tempo ou disposição para pensar no mundo que está por vir. Ele propaga os princípios do auto-sacrifício, da caridade, e da boa-vontade, e nos ensina a viver para o bem dos outros, e a sermos gentis para com todos. Ele tem um forte apelo para a mente carnal, e é popular com as massas, porque deixa de lado o fato gravíssimo de que, por natureza, o homem é uma criatura caída, apartada da vida com Deus, e morta em ofensas e pecados, e que sua única esperança reside em nascer novamente.

Contradizendo o Evangelho de Cristo, o evangelho de Satanás ensina a salvação pelas obras. Ele inculca a justificação diante de Deus em termos de méritos humanos. Sua frase sacramental é “Seja bom e faça o bem”; mas ele deixa de reconhecer que lá na carne não reside nenhuma boa coisa. Ele anuncia a salvação pelo caráter, o que inverte a ordem da Palavra de Deus – o caráter como fruto da salvação. São muitas as suas várias ramificações e organizações: Temperança, Movimentos de Restauração, Ligas Socialistas Cristãs, Sociedades de Cultura Ética, Congresso da Paz1 estão todos empenhados (talvez inconscientemente) em proclamar o evangelho de Satanás – a salvação pelas obras. O cartão da seguridade social substitui Cristo; pureza social substitui regeneração individual, e, política e filosofia substituem doutrina e santidade. A melhoria do velho homem é considerada mais prática que a criação de um novo homem em Cristo Jesus; enquanto a paz universal é buscada sem que haja a intervenção e o retorno do Príncipe da Paz.

Os apóstolos de Satanás não são donos de bares ou traficantes de mulheres, mas são em sua maioria ministros do evangelho legalmente ordenados. Milhares dos que ocupam nossos modernos púlpitos não estão mais engajados em apresentar os fundamentos da Fé Cristã, mas têm se desviado da Verdade e têm dado ouvidos às fábulas. Ao invés de magnificar a enormidade do pecado e estabelecer suas eternas conseqüências, o minimizam ao declarar que o pecado é meramente ignorância ou ausência do bem. Ao invés de alertar seus ouvintes para “escaparem da ira futura”, fazem de Deus um mentiroso ao declarar que Ele é por demais amoroso e misericordioso para enviar quaisquer de Suas próprias criaturas ao tormento eterno. Ao invés de declarar que “sem derramamento de sangue não há remissão”, eles meramente apresentam Cristo como o grande Exemplo e exortam seus ouvintes a “seguir os Seus passos”. Deles é preciso que seja dito: “Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus” (Romanos 10:3). A mensagem deles pode soar muito plausível e seu objetivo parecer muito louvável, mas, ainda sobre eles nós lemos: – “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras” (II Coríntios 11:13-15).

Somando-se ao fato de que hoje centenas de igrejas estão sem um líder que fielmente declare todo o conselho de Deus e apresente Seu meio de salvação, também temos que encarar o fato de que a maioria das pessoas nestas igrejas está muito distante de conseguir descobrir a verdade por si mesma. O culto doméstico, onde uma porção da Palavra de Deus era costumeiramente lida diariamente, é agora, mesmo nos lares de Cristãos professos, basicamente uma coisa do passado. A Bíblia não é exposta no púlpito e não é lida no banco da igreja. As demandas desta era agitada são tão numerosas, que multidões têm pouco tempo, e ainda menos disposição, para fazer uma preparação para o encontro com Deus. Por essa razão, a maioria, aqueles que são negligentes o bastante para não pesquisarem por si mesmos, são deixados à mercê dos homens a quem pagam para pesquisar por eles; muitos dos quais traem a verdade deles, por estudar e expor problemas sociais e econômicos ao invés dos Oráculos de Deus.

Em Provérbios 14:12 lemos: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte”. Este “caminho” que termina em “morte” é a Ilusão do Diabo – o evangelho de Satanás – um caminho de salvação através da realização humana. É um caminho que “parece direito”, o qual, é preciso que se diga, é apresentado de um modo tão plausível que ganha a simpatia do homem natural; é pregado de forma tão habilidosa e atrativa, que se torna recomendável à inteligência dos seus ouvintes. Por incorporar a si mesmo terminologia religiosa, algumas vezes apela para a Bíblia como seu suporte (sempre que isto se ajusta aos seus propósitos), mantém diante dos homens ideais elevados, e é proclamado por pessoas que têm graduação em nossas instituições teológicas, e incontáveis multidões são atraídas e enganadas por ele.

O sucesso de um falsificador de moedas depende em grande medida de quão proximamente a falsificação lembra o artigo genuíno. A heresia não é uma total negação da verdade, mas sim, uma deturpação dela. Por isto é que uma meia verdade é sempre mais perigosa que uma completa mentira. É por isso que quando o Pai da Mentira assume o púlpito, não é seu costume claramente negar as verdades fundamentais do Cristianismo, antes ele tacitamente as reconhece, e então procede de modo a lhes dar uma interpretação errônea e uma falsa aplicação. Por exemplo, ele não seria tão tolo de orgulhosamente anunciar sua descrença em um Deus pessoal; ele dá a Sua existência como certa, e então apresenta uma falsa descrição da Sua natureza. Ele anuncia que Deus é o Pai espiritual de todos os homens, que as Escrituras claramente nos dizem que nós somos: “filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” (Gálatas 3:26), e que “a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (João 1:12). E mais adiante, ele declara que Deus é por demais misericordioso para em algum momento enviar qualquer membro da raça humana no Inferno, mesmo havendo o próprio Deus dito que: “aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” (Apocalipse 20:15). Novamente, Satanás não seria tão tolo, a ponto de ignorar a figura central da história humana – o Senhor Jesus Cristo; ao contrário, seu evangelho O reconhece como sendo o melhor homem que já viveu. A atenção é então levada para os Seus feitos de compaixão e para as Suas obras de misericórdia, para a beleza de Seu caráter e a sublimidade de Seu ensino. Sua vida é elogiada, mas Sua morte vicária é ignorada, a importantíssima obra reconciliadora da cruz não é mencionada, enquanto Sua triunfante e corpórea ressurreição dos mortos é considerada como uma crendice de uma época de muita superstição. É um evangelho sem sangue, e apresenta um Cristo sem cruz, que é recebido não como Deus manifesto em carne, mas meramente como o Homem Ideal.

Em II Coríntios 4:3 temos uma passagem que derrama muita luz sobre o nosso presente tema. Lá nos é dito que: “se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século [Satanás] cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. Ele cega as mentes dos não crentes ao esconder a luz do Evangelho de Cristo, e faz isto substituindo-o pelo seu próprio evangelho. Apropriadamente ele é chamado de “o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo” (Apocalipse 12:9). Em meramente apelar para “o melhor que está no homem”, e ao simplesmente exortá-lo a “seguir uma vida de retidão” ele está criando uma plataforma genérica sobre a qual pessoas com qualquer matiz de opinião podem se unir e proclamar uma mensagem comum.

Novamente citando Provérbios 14:12 – “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte”. Tem sido dito com considerável grau de verdade que o caminho para o Inferno está pavimentado com boas intenções. Haverá muitos no Lago de Fogo que recomendaram suas vidas com boas intenções, decisões honestas e ideais elevados – aqueles que foram justos em seus procedimentos, corretos em suas transações e caridosos em todos os seus caminhos; homens que se orgulharam da sua integridade, mas que buscaram justificar a si mesmos diante de Deus por sua própria justiça; homens que foram morais, misericordiosos e generosos, mas que nunca viram a si mesmos como culpados, perdidos, pecadores merecedores do inferno, necessitados de um Salvador. Este é o caminho que “parece direito”. Este é o caminho que recomenda a si mesmo à mente carnal e se faz atraente às multidões de iludidos dos dias atuais. A Ilusão do Diabo é que nós podemos ser salvos por nossas próprias obras, e justificados por nossos próprios feitos; enquanto que, Deus nos diz em Sua Palavra: “pela graça sois salvos, por meio da fé… Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. E também: “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou…”

Há alguns anos atrás, conheci um homem que era um pregador leigo e um entusiasmado “obreiro Cristão”. Por mais de sete anos este amigo esteve engajado na pregação pública e em atividades religiosas, mas com base em certas expressões e frases que usava, eu duvidava que este amigo fosse um homem renascido. Quando começamos a questioná-lo, descobrimos que ele foi muito mal instruído nas Escrituras e tinha somente uma vaga concepção da Obra de Cristo pelos pecadores. Por um tempo procuramos apresentar-lhe o caminho da salvação, de uma maneira simples e impessoal, e a encorajar nosso amigo a estudar a Palavra por Ele mesmo, na esperança de que se ele estivesse ainda sem a salvação, Deus se agradaria em revelar o Salvador de que necessitava.

Uma noite, para nossa alegria, aquele que tinha pregado o Evangelho (?) por tantos anos, confessou que havia encontrado a Cristo na noite anterior. Ele admitiu (para usar suas próprias palavras) que estava apresentando um “Cristo ideal”, mas não o Cristo da Cruz. Acredito que haja milhares como este pregador, os quais, talvez, tenham crescido na Escola Dominical, foram instruídos sobre o nascimento, a vida, e os ensinos de Jesus Cristo, crêem na historicidade de Sua pessoa, intermitentemente se esforçam para praticar Seus preceitos, e pensam que isto é tudo o que é necessário para a sua salvação.

Frequentemente, estas pessoas quando atingem a maturidade vão para o mundo, e se deparam com o ataque dos ateístas e infiéis, e lhes é dito que uma pessoa tal qual Jesus de Nazaré nunca viveu. Mas, as impressões dos dias da mocidade não são facilmente apagadas, e eles permanecem firmes em sua declaração de que “crêem em Jesus Cristo”. Apesar disso, quando sua fé é examinada, muito frequentemente descobre-se que ainda que creiam em muitas coisas sobre Jesus Cristo, eles de fato não crêem Nele. Crêem com seu intelecto que tal pessoa viveu (e, porque crêem desta forma imaginam, então, que estão salvos), mas nunca baixaram as armas em sua luta contra Ele, rendendo-se a Ele, nem verdadeiramente creram com seu coração Nele.

A simples aceitação de uma doutrina ortodoxa sobre a pessoa de Cristo, sem o coração ter sido ganho por Ele, e a vida ter sido devotada a Ele, é outra etapa deste caminho “que ao homem parece direito”, mas que cujo fim “são os caminhos da morte”, ou, em outras palavras, é outro aspecto do evangelho de Satanás.

E agora, onde você está? Você está no caminho “que parece direito”, mas que termina em morte; ou, está no Caminho Estreito que conduz à vida? Você realmente abandonou o Caminho Espaçoso que conduz à perdição? Tem o amor de Cristo criado, em seu coração, aversão e horror a tudo o que Lhe desagrada? Você está desejoso de que Ele possa “reinar sobre” você? (Lucas 19:14) Você está confiando inteiramente na justiça e no sangue de Cristo para a sua aceitação junto a Deus?

Aqueles que estão confiando em uma forma exterior de religiosidade, tal qual o batismo ou a “crisma” (confirmação), aqueles que são religiosos porque isto é considerado como uma marca de respeitabilidade; aqueles que freqüentam alguma Igreja ou Congregação porque está na moda fazer isto; e, aqueles que se unem a algumas Denominações porque supõem que este seja um passo que os capacitará a se tornarem Cristãos, estão no caminho que “termina em morte” – morte espiritual e eterna. Mesmo sendo puros os nossos motivos, mesmo sendo nobres as nossas intenções, mesmo sendo bem intencionados os nossos propósitos, mesmo sendo sinceros os nossos esforços, Deus não nos reconhecerá como Seus filhos, até que aceitemos o Seu Filho.

Uma forma ainda mais ilusória do Evangelho de Satanás está levando os pregadores a apresentar o sacrifício reconciliador de Cristo, e então dizer à sua audiência que tudo o que Deus requer deles é que “creiam” no Seu Filho. Por meio disto milhares de almas impenitentes são iludidas, e passam a pensar que foram salvas. Mas Cristo disse: “se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis” (Lucas 13:3). “Arrepender-se” é odiar o pecado, entristecer-se por causa dele, e desviar-se dele. É o resultado do Espírito tornando o coração contrito diante de Deus. Nada, exceto um coração quebrantado pode crer de modo salvífico no Senhor Jesus Cristo.

Mais uma vez, milhares estão sendo enganados, ao serem levados a supor que “aceitaram a Cristo” como seu “Salvador pessoal”, sem primeiro O terem recebido como seu SENHOR. O Filho de Deus não veio aqui para salvar Seu povo nos seus pecados, mas “dos seus pecados” (Mateus 1:21). Para ser salvo dos pecados, é preciso deixar de ignorar e de tentar despistar a autoridade de Deus, é abandonar o curso de vida de acordo com a própria vontade e a satisfação pessoal, é “deixar o nosso caminho” (Isaías 55:7). É nos render à autoridade de Deus, nos entregar ao Seu domínio, e ceder a nós mesmos para que sejamos controlados por Ele. Aquele que nunca tomou o jugo de Cristo sobre si, que não busca verdadeira e diligentemente agradá-Lo em todos os detalhes da vida, e ainda supõe que está “confiado na Obra Consumada de Cristo” está iludido pelo Diabo.

No sétimo capítulo de Mateus há duas passagens que nos mostram os resultados aproximados do Evangelho de Cristo e da falsificação de Satanás. Primeiro, nos versos 13-14: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”. Depois, nos versos 22-23: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos [pregamos] nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”. Sim, meu caro leitor, é possível trabalhar em nome de Cristo, ou mesmo pregar em seu nome, e também o mundo nos conhecer, e a Igreja nos conhecer, e ainda assim sermos desconhecidos ao Senhor! Quão necessário é então descobrir onde nós estamos; examinar a nós mesmos e ver se nós estamos na fé; medir a nós mesmos pela Palavra de Deus e ver se estamos sendo enganados por nosso astuto Inimigo, descobrir se estamos construindo nossa casa sobre a areia, ou se ela está erigida sobre a Rocha que é Jesus Cristo.

A.W. Pink

Fonte: http://www.luz.eti.br – Título original, “ Outro Evangelho”; Editora Fiel, uma parte da série, “Fé Para Hoje”. Tradução, Walter Andrade Campelo.

Evangelismo ou Lavagem Cerebral ?

Posted in Falso Evangelho on 21/08/2010 by Roberto Aguiar

A imagem adverte sobre o perigo contido nas pregações      modernas

A primeira vez que vi a “lavagem cerebral” evangelística foi na Inglaterra, em 1945. Eu havia recebido a tarefa de ajudar uma jovem que “viera à frente” na noite anterior, mas que acordara no dia seguinte reconhecendo haver caído em uma armadilha que a levara a tomar uma decisão apressada. Sua angústia e confusão perturbaram-me profundamente. Alguém poderia argumentar que a conversão da jovem foi genuína e que sua reação subseqüente foi inspirada por Satanás. Lembro-me de que naquela ocasião adotei esta opinião. Agora, porém, estou mais inclinado a pensar que sua conversão foi psicológica e não espiritual. Deixe-me definir meus termos.

Em certo sentido, toda conversão é psicológica. Toda conversão inclui uma decisão e uma mudança de perspectiva. Ora, decisão e mudança de perspectiva são fenômenos psicológicos. Mas, enquanto as alterações emocionais de uma conversão espiritual resultam da ação de Deus, em uma conversão puramente psicológica tais alterações resultam de uma técnica empregada ou de uma pressão emocional. Não representam um milagre da graça. Esta distinção começou a resplandecer em minha mente quando ouvi falar sobre as técnicas de “doutrinamento” usadas pelos comunistas chineses, logo depois da revolução na China. Eles organizavam grandes concentrações com testemunhos pessoais, coros, oradores “dinâmicos”, apelos e obreiros pessoais — tudo comunista. Imitação fraudulenta do diabo? Não exatamente. Pelo contrário, era a maneira chinesa de empregar, aberta e deliberadamente, as técnicas que alguns evangelistas (talvez de modo inconsciente) usam para obter convertidos.

Nossas mentes estão sujeitas a determinadas leis e, em grau limitado, estão abertas a manipulações. Se, em uma multidão numerosa, me fizerem rir e, depois, chorar; e, em seguida, rir e chorar novamente; e se, em adição a isso, repetirem certas frases com insistência e, alternadamente, me falarem e me consolarem, a minha mente, se eu não estiver vigilante, se tornará cada vez mais flexível nas mãos daqueles que assim agem para comigo. Poderei chegar a um ponto em que farão comigo o que desejarem. Meu juízo perde a sua sensibilidade, minha consciência se inflama, minhas emoções fazem tudo parecer diferente. Se, em tal condição, eu tomar a decisão que desejarem que eu tome, não importando qual seja esta “decisão”, provavelmente experimentarei alívio, alegria e paz. Este é um fenômeno psicológico bem conhecido. As suas técnicas também são bastante conhecidas. Ainda que eu permaneça alerta, talvez seja difícil resistir, pelo menos temporariamente.

A conversão espiritual autêntica é muito mais profunda. Possui uma dimensão imaterial, não-psicológica. É acompanhada por uma alegria e uma paz mais do que temporária. A conversão autêntica dá lugar à mansidão, à fome e sede de justiça, à humildade de espírito e a todos os frutos da justiça. Se você é um pregador do evangelho, compete-lhe saber o que está fazendo. Tenha cuidado para não utilizar suas habilidades como pregador na realização de psicoterapia coletiva. Lembre-se de que está colaborando com o Espírito Santo. Você deve ter cautela em almejar grandes números de conversões, para que não tente realizar a obra que compete ao Espírito Santo. Seu trabalho, como pregador, consiste em explicar a Palavra de Deus, mostrando como ela se aplica. A obra do Espírito Santo consiste em fazer a Palavra arraigar-se na consciência do homem, a fim de que este permaneça sob o efeito da convicção. Portanto, não brinque com a consciência do pecador, relatando-lhe histórias espantosas. Permita que o Espírito Santo realize a convicção e desperte o temor. As histórias servem para esclarecer pontos obscuros da mensagem, não para produzir calafrios na congregação.

Isto significa que todas as técnicas de evangelismo estão erradas? Não, não penso assim. É impossível fazer qualquer coisa sem alguma técnica. Precisamos de técnicas para comunicar a verdade com clareza. Prefiro dizer que as técnicas se tornam imorais quando, consciente ou inconscientemente, nós as utilizamos para manusear a vontade, as emoções ou a consciência de outrem; quando adquirem maior importância, em nossos pensamentos, do que o Espírito de Deus; quando os resultados se tornam mais importantes do que as pessoas.

Emoções falsas
Não sou contra as emoções na pregação, e sim contra o emocionalismo. Não me declaro contrário à persuasão fervorosa, e sim contra os truques utilizados para levar um homem a mudar de opinião. Paulo pleiteava com homens e mulheres, chorando enquanto os exortava. Uma atitude magnífica! Porquanto o evangelho de Jesus Cristo não consiste de uma inexpressiva proposição intelectual, e o destino de um homem impenitente não é uma questão de simples interesse acadêmico. Por conseguinte, que haja lágrimas e não os que “arrancam lágrimas”; que haja persuasão e não as técnicas persuasivas. Em áreas não- espirituais, quando tratamos sobre algo que nos preocupa, lemos livros e manuais para aprender técnicas persuasivas, a fim de levarmos os indivíduos a tomarem decisões. Porém, na pregação, prefiro mais um pregador que chora e uma congregação de olhos enxutos do que o contrário. O pregador tem algo a respeito do qual pode chorar. Ele enxerga, ou deveria enxergar, como as pessoas realmente são, e sua tarefa consiste em transmitir o que vê. E neste processo talvez não seja capaz de controlar suas emoções. O perigo das manipulações psicológicas não se limita às grandes concentrações de pessoas. As técnicas de evangelismo pessoal podem ser igualmente perigosas.

Vocês já se encontraram com pessoas que lhes perguntaram: “Oh! Será que passei pela experiência?” Ao questioná-las, vocês descobriram que elas haviam “aceitado o Senhor”, quando algum evangelista pessoal excessivamente zeloso apenas as pressionou demais. É verdade que alguns desses “convertidos” podem ser pessoas regeneradas que estão se afastando do Senhor. Mas estou igualmente certo de que a maioria destes casos resulta da “lavagem cerebral” evangelística aplicada por certos “obreiros pessoais”. Parte de nossa dificuldade se origina de nosso desespero em busca de resultados. Os pastores que trabalham de “tempo integral” têm de provar que estão labutando de tal modo que merecem seu salário. São obrigados a obter resultados e se desesperam por desejarem ser bons agentes de vendas do seu produto. Os que estudam para o ministério evangélico tentam provar seu desempenho cristão (como alguns guerreiros índios provam sua masculinidade) arrancando alguns escalpos. Ora, os resultados nos deixam perplexos. Não estou dizendo que não devemos ficar preocupados, quando as pessoas ao nosso redor não se deixam levar à salvação. De fato, neste caso deveríamos ficar extremamente preocupados. Entretanto, os resultados precisam ser genuínos, a fim de que tenham qualquer valor. É a regeneração que torna o pecador apto para o céu, e não a manipulação de uma conversão psicológica. O que posso dizer sobre os motivos que tenho em mente, quando busco resultados? Eles se originam de um sincero interesse pelo meu próximo? Originam-se do amor de Cristo que me constrange? Anseio pela glória de Deus? Ou simplesmente estou procurando comprovar algo?

Super valorização emocional

Motivos falsos
Outro problema que está por trás de nossa paixão por resultados é que pertencemos à cultura do agente de vendas. O verdadeiro representante de nossa época não é o cientista, nem o herói do espaço, e sim o vendedor. Este é o homem que realmente mantém as rodas girando. Ora, o sucesso de um vendedor é medido pelo número de coisas que ele pode vender. Se estiver vendendo, então, ele é sucesso. Muitos vendedores são assaltados por dúvidas secretas quanto à qualidade do produto que vendem. Têm de reprimir essas dúvidas, usando as técnicas nas quais foram treinados. Na realidade, as grandes companhias têm as suas próprias técnicas que visam manter em alto nível a moral dos vendedores. O vendedor deve vestir-se bem e dirigir um automóvel. Isto cria uma aura de sucesso; e isto gera mais sucesso. O vendedor deve estar interessado nos seus clientes, e seu interesse deve ser “genuíno”. (Todavia, qualquer interesse pode ser genuíno quando o motivo final é uma venda, a comissão e o sucesso?) O vendedor tem de mostrar não apenas a virtude de seus produtos, mas também que o seu produto é exatamente aquilo do que seu cliente necessita.

Vivendo em um mundo de vendedores que batem de porta em porta, em um mundo de seus parentes mais sofisticados: os comerciais de rádio e televisão, a propaganda de revistas e os milhares de truques publicitários, é natural muitos imaginarem que o evangelho é apenas mais alguma coisa a ser vendida. Por isso, muitos ensinam abertamente que o evangelismo é uma questão de boa técnica de vendas. As comparações são óbvias. Na realidade, possuímos algo do que o mundo inteiro necessita. Temos a responsabilidade de levar o conhecimento desse Algo (ou Alguém) a toda criatura. O fator tempo é importante. Homens e mulheres deveriam estar fazendo decisões favoráveis por nosso Produto (desculpem esta palavra tão repugnante). No entanto, há certos perigos nesta comparação. Dona Maria pode (devido às técnicas do vendedor) comprar vassouras, para mais tarde perceber que isso não era o que ela queria. Até certo ponto, embora muito sutilmente, ela foi vítima de “lavagem cerebral”. Isso poderá deixá-la perturbada, mas não será uma grande tragédia. Muito mais trágica é uma decisão de seguir a Cristo que representa apenas a anuência do decidido à “técnica de vendas” do evangelista.

Esperança Falsa
Em primeiro lugar, se o Espírito Santo não tiver agido em seu coração, esse indivíduo não terá nascido de novo. Sua “fé” não será a fé que conduz à salvação. Terá uma esperança falsa. Se, por outro lado, ele reagir contra a sua “conversão”, sua resistência ao evangelho aumentará muito no futuro. Em todo o mundo, existem grandes multidões que estão duplamente vigilantes contra o evangelho, por haverem passado por uma experiência espúria de conversão. Acrescente-se a isto o fato de que a filosofia de vendedor está repleta de precipícios morais. É contrária à própria natureza do testemunho do evangelho. Vestir-se bem? Para quê? Para impressionar? Por amor ao testemunho? Será que o testemunho consiste de um terno impecável e roupas bem passadas? Ou estaremos confundindo testemunho com reputação e “imagem pública”? E, o que é pior, você é um daqueles que está procurando exibir uma aparência vitoriosa, “para atrair pessoas a Cristo”? Isto, naturalmente, é o equivalente espiritual das roupas bem passadas. Você sorri (ou pelo menos espera-se que o faça), visto que o crente é um homem cheio de alegria. Você tenta ser semelhante a Cristo, embora não tenha uma idéia clara do que significa ser semelhante a Ele.
Faz parte da técnica. Você deve atrair pessoas a Cristo. E, se isto significa que deve suprimir uma parte do seu verdadeiro “eu”, desempenhando um grande papel em público, isto faz parte do testemunho. Mas o seu verdadeiro “eu” surge repentinamente no dormitório, onde não há ninguém, exceto Deus, para vê-lo. E, quanto a Ele, isso não tem importância. Ele não é um cliente; Ele já se encontra do lado certo. Nunca lhe passou pela mente que a essência do testemunho (parte importantíssima da evangelização) é apenas honestidade franca? Você é sal, quer sinta isso, quer não. A Bíblia não ensina que o crente deve agir como sal, somente declara que ele é sal. Você é luz. Deus realizou algo em sua vida. Não tente brilhar. Permita que resplandeça a luz que Deus colocou ali.

Existência Honesta
Ora, para que a luz do crente brilhe, nada é mais importante do que a honestidade. Temos de ser honestos perante os incrédulos. De fato, essa honestidade, por si mesma, constitui noventa por cento do testemunho. O testemunho não consiste em levantar uma fachada cristã com o propósito de convencer possíveis clientes. Testemunhar é ser honesto, é ser veraz quanto ao que Deus nos fez, tanto em nosso falar como em nossa conduta diária. Tal honestidade exigirá que você fale a respeito de Cristo aos incrédulos com quem estiver conversando. O fato de que, no passado, você teve de criar oportunidades para falar sobre assuntos espirituais comprova que, no subconsciente, você estava evitando as oportunidades que lhe eram constantemente apresentadas.

Todos nós ocultamos a nossa verdadeira personalidade por trás de uma fachada. Para preservarmos a imagem que criamos é necessário que falemos e nos comportemos de determinada maneira. Nossa conversa é designada a criar certa impressão nas pessoas com quem falamos, a fim de que edifiquemos ou preservemos a nossa própria imagem, que desejamos vender. Ora, para muitos de nós, o “testemunho” significa adicionar determinadas características cristãs a essa imagem. O verdadeiro testemunho, por outro lado, consiste em abandonar a fachada por trás da qual nos escondemos, e não em modificar tal fachada. Viver por trás de uma fachada é o mesmo que ocultar a lâmpada debaixo de um balde. A falsidade é opaca em relação à luz divina.

Ora, se você é honesto, ao menos parcialmente (a honestidade total é rara e difícil), na conversa que tiver com o incrédulo, descobrirá que é extremamente difícil não falar sobre coisas pertencentes ao cristianismo bíblico. Você diz que é difícil testemunhar? Eu lhe asseguro, porém, que com um pouco de honestidade é quase impossível não testemunhar.

Ignorância honesta
Ora, a honestidade também exige que admitamos não saber tudo. Um bom vendedor jamais fica sem resposta. Mas você não foi chamado para ser um vendedor, e sim uma testemunha. E isto significa que você deve ser franco a respeito do que sabe e do que tem experimentado. Você está esperando até que tenha todas as respostas, antes de começar a testemunhar? Não o faça. De todos os modos, busque meios de responder às questões, mas não adie seu testemunho até que obtenha todas as respostas. Esteja preparado para dizer que não sabe isto ou aquilo. Ninguém ficará surpreendido. Deus não depende dos poderes de argumentação dos crentes. Há algum tempo, estudantes do Instituto Bíblico Moody tiveram uma reunião na Universidade de Chicago. Durante o período de debate, foram apresentadas algumas perguntas difíceis. Os estudantes do Instituto Moody tiveram o bom-senso de admitir que não podiam responder certas inquirições. A honestidade deles fazia parte integral do seu testemunho. E isto cumpriu o seu propósito. Um membro do corpo docente da Universidade de Chicago expressou publicamente seu interesse por ouvir mais. Afirmou que, pela primeira vez, havia encontrado crentes que admitiam não saber tudo. Ele afirmou que isto, ao invés de diminuir sua confiança neles, na realidade, despertou-a.

Avaliação Honesta

A honestidade também exige que reconheçamos nossos fracassos. Fracassar é algo ruim, mas enganar a respeito do fracasso é muito pior. O fim nunca justifica os meios. Não quero dizer com isto que a honestidade consiste em extravasar os nossos piores instintos. Afirmo, porém, que admitir a própria indignação é melhor do que fingir não estarmos indignados. Também afirmo que admitir o fracasso, em nossa vida cristã, ao invés de ser prejudicial ao nosso testemunho, pode até constituir uma parte dele. Nossa própria honestidade é um testemunho. É mister grande graça e coragem espiritual para admitir o fracasso. Somente o homem que não se preocupa consigo mesmo, nem com sua imagem pública, tendo em vista exclusivamente o seu Senhor, será capaz disso. O pecado e o fracasso não expõem Cristo ao opróbrio? É verdade. No entanto, o opróbrio não é removido quando encobrimos o pecado. É evidente que ninguém pode cuidar deste problema, enquanto não for suficientemente honesto consigo mesmo e, quando necessário, com seus semelhantes no que diz respeito a este assunto. Não espere até ser perfeito para testemunhar de Cristo. O testemunho envolve a franqueza em todas as ocasiões, inclusive agora. Jamais encubra uma fraqueza sua com a finalidade de testemunhar. O que o mundo espera ver não é um crente perfeito, e sim o milagre da graça de Deus agindo em um crente fraco e imperfeito.

Muitos crentes de nossos dias têm a trágica e errônea idéia de que desempenham um papel extremamente importante na conversão de um pecador. Devemos exortar o pecador, não porque nossa exortação seja capaz de salvá-lo, e sim porque não podemos agir de outra maneira. Fazendo isto, seremos autênticos em relação ao que o Espírito Santo está fazendo em nós. O Espírito Santo é Aquele que verdadeiramente tem a incumbência de cuidar de uma alma recém-nascida. Desempenhar o papel dEle é perigoso, imoral e blasfemo. Acredito que, no evangelismo moderno, tanto público como pessoal, estamos trocando nosso direito de primogenitura por um prato de lentilhas. Julgamos estar seguindo o Espírito Santo, quando, na realidade, estamos seguindo apenas uma psicologia barata. Não estamos apresentando uma Pessoa, e sim promovendo um símbolo. Fomos chamados à glória e à honra de sermos testemunhas do Senhor da História e do Redentor da humanidade, porém temos apenas produzido confusão por meio de todas as nossas técnicas que visam “obter decisões”.

É tempo de abandonarmos nossos enganos blasfemos, permitindo que nossa luz brilhe diante dos homens, a fim de que glorifiquem nosso Pai, que está no céu.

JOHN WHITE
Fonte: Título Original, “Conversões Abortivas: Culpa Nossa ou de Satanás?” http://www.editorafiel.com.br/ via blog “Cristão Peregrino” e “Libertos do Opressor”

Sera Que a Igreja Emergente Afundará a Sua?

Posted in Falso Evangelho on 12/08/2010 by Roberto Aguiar

Uma coisa pouco agradável aconteceu quando estávamos a caminho do século XXI. No final do século XX, certos líderes saíram afirmando que precisávamos de “uma maneira nova de fazer igreja”. A religião dos tempos antigos não era boa o suficiente. Então vieram os novos truques, substituindo o Evangelho sólido. Vimos o surgimento do movimento da igreja que é “sensível aos que buscam” e que não ofende a ninguém. A “esquerda religiosa” tornou-se mais proeminente, promovendo seu evangelho social. E depois veio a Igreja Emergente.

Se você perguntar a dez cristãos o que é a Igreja Emergente, provavelmente nove deles ficarão sem ter o que dizer. Não obstante, ela está devorando denominações e igrejas inteiras que antes eram sólidas.

Então, o que é realmente esse fenômeno? Primeiro, ele é místico. Baseia-se em práticas dos antigos “padres do deserto”,* tais como oração contemplativa e meditar caminhando por um labirinto. Inclui também a yoga – tudo para chegar mais perto de Deus. Algumas de suas práticas deixam a pessoa em um estado alterado de consciência. Os emergentes não estão realmente interessados em doutrina; em vez disso, eles querem coisas que se possa sentir, tocar, e cheirar, tais como incenso e ícones.

Esse movimento reinventa o Cristianismo

Ele tira seus olhos da cruz e faz com que você enfoque a experiência. A Escritura já não é autoridade. Não há absolutos, nem na Bíblia. Os emergentes afirmam que, para levarmos o mundo e a igreja para a frente, devemos voltar atrás na história da igreja e abraçar até mesmo as crenças católicas. A doutrina deles está realmente mais perto do budismo, do hinduísmo e da Nova Era do que do cristianismo tradicional.

O inferno, o pecado e o arrependimento são deixados de lado para que ninguém se ofenda. Além disso, eles afirmam que não há absolutos suficientes para podermos falar sobre inferno, pecado e céu.

Os emergentes dizem que estão tentando proporcionar “significado a esta geração”. O que isso significa? No final do século XX, surgiu um anseio para atingir a geração pós-moderna. Conheça o termo pós-moderno! Ele é usado para descrever a geração de menos de 30 anos. E, conforme os emergentes, para alcançar essas pessoas, as tradições antigas tinham que ser abolidas.

Para os pós-modernos, a mensagem sólida do Evangelho é dogmática demais e arrogante. Os emergentes diriam que um evangelho mais moderado tinha que ser inventado para ser aceito pelas massas dentro dessa geração mais jovem.

Infelizmente, os recursos que eles escolheram para fazer isso estão mais de acordo com a adivinhação do que com qualquer outra coisa.

E, o que dizer sobre a escatologia deles? E sobre Israel? Como o enfoque deles é o evangelho social, eles estariam mais de acordo com a teologia do “Reino Agora”, de “tornar o mundo perfeito”. Eles não entendem literalmente nenhuma parte da escatologia bíblica (doutrina das coisas futuras, profecia) – consideram-na alegórica. Israel seria comparável a uma “república de bananas”. A ênfase está no Reino de Deus agora e não nas admoestações das Escrituras sobre o retorno iminente de Cristo em um julgamento que está por vir.

Agora chegamos a um problema muito importante

Essas pessoas são chamadas de evangélicas. De fato, a revista Time disse que o líder emergente Brian McLaren era um dos 25 evangélicos mais influentes no mundo. Um dos livros de McLaren tem o título de Everything Must Change (Tudo Tem Que Mudar). Aí está, a partir do próprio líder: a igreja deve mudar para a cultura dos tempos modernos. As maneiras antigas devem ser descartadas e novas maneiras estão aí; mas elas não são sensatas nem confiáveis.

Outro líder destacado é Rob Bell. Seus vídeos têm sido vistos em todo tipo de igreja evangélica. Em torno deles os grupos de estudos bíblicos das igrejas se juntam, examinando-os e adotando-o como um cristão fantástico do século XXI com novas idéias. O problema é que uma de suas  chocantes afirmações foi: “Essa não é apenas aquela mesma mensagem com novos métodos. Estamos redescobrindo o cristianismo como uma religião oriental”.

Para os pós-modernos, a mensagem sólida do Evangelho é dogmática demais e arrogante. Os emergentes diriam que um evangelho mais moderado tinha que ser inventado para ser aceito pelas massas dentro dessa geração mais jovem. Na foto, o líder emergente Rob Bell

Outros líderes proeminentes da Igreja Emergente incluem: Doug Pagitt, Dan Kimbal, Tony Jones, Dallas Willard e Robert Webber. Há outros, mas a lista é longa.

Em poucas palavras, a ação social supera as questões eternas; os sentimentos subjetivos são preferidos à verdade absoluta; a experiência se sobrepõe à razão.

Agora você tem alguns dos pontos básicos à sua frente. Espalhe a notícia de que um movimento relativamente novo está seduzindo milhões e que ele não é sadio, não é bíblico, e é alarmante. Essa Igreja Emergente pode fazer a sua igreja afundar!

Fonte: Jan Markell, Israel My Gloryhttp://www.chamada.com.br)

Jan Markell é fundadora/presidente de Olive Tree Ministries em Minneapolis, MN, EUA.

Como a Espiritualidade Feminista Está Transformando Negativamente a Igreja

Posted in Falso Evangelho on 30/05/2010 by Roberto Aguiar

“O Deus feminino vai se transformar. Nós, mulheres… transformaremos tanto o mundo que não haverá mais lugar para o Deus masculino.” [Naomi Goldenberg, em Changing of the Gods: Feminism and the End of Traditional Religions (A Troca dos Deuses: o Feminismo e o Fim das Religiões Tradicionais). A doutora Naomi é Professora Titular do Departamento de Estudos Clássicos e Estudos Religiosos da universidade de Ottawa no Canadá.

“A religião e a cultura estão sempre mudando, sempre se transformando… Somos as transformadoras e criadoras das nossas próprias tradições religiosas e culturais.” [Seminário "Mulheres, Religião e Cultura", Conferência da ONU Sobre a Mulher, em Pequim].

A luta de Peggy parecia interminável. Ela queria estar perto de Deus, mas raramente sentia sua presença. Ela queria que seu filho adolescente amasse a Deus, mas os pôsteres ocultistas no quarto dele tornaram-se lembretes diários das orações não respondidas. Ela se filiou a um ministério cristão, mas mesmo assim não conseguiu alcançar uma relação satisfatória com Deus. Após certo tempo, deixou o ministério para voltar à faculdade.

Peggy me procurou alguns anos mais tarde e me disse que começava a se encontrar. Sua busca a levou para além das vozes familiares que haviam dado “respostas convenientes” às suas questões espirituais. O Deus bíblico não parecia mais relevante ou benevolente. Uma professora da faculdade havia sido especialmente importante em sua jornada rumo ao autodescobrimento. Essa professora e conselheira chamava a si mesma de bruxa — alguém que acredita no poder de fórmulas e rituais mágicos para invocar o poder das forças espirituais.

Alguns anos se passaram. Quando me procurou novamente, ela havia se separado do marido e se mudado.

- Precisava me encontrar. Minha jornada espiritual abriu meus olhos para todo um novo paradigma”, explicou.

- Um novo paradigma?”

- Sim. Uma nova forma de ver Deus e a mim mesma — e tudo o mais. É como nascer de novo.”

- Quem é Jesus Cristo para você agora?”, perguntei.

- Ele é um símbolo de redenção. Não rejeitei a Bíblia, mas estou apenas tentando fazer minha experiência espiritual do meu jeito. Tenho de ouvir minha própria voz e não deixar que outra pessoa faça as escolhas por mim. Enquanto isso, estou disposta a viver em confusão e mistério, e sinto que estou nas mãos de Deus, independente de Deus ser ele, ou ela.”

A jornada dela soa familiar? Como milhões de outras pessoas, Peggy anseia por uma espiritualidade prática, um senso de identidade, uma comunidade de seguidores que pensem de forma semelhante, e um Deus que ela possa sentir. Ela se recorda de versos bíblicos significativos, mas eles perderam a autoridade como diretrizes.

Ela se indaga por que Deus não é mais tolerante e de mente aberta. Afinal de contas, ele é o Deus de amor, não é? Talvez uma divindade feminina fosse mais misericordiosa, compreensiva e relevante para as mulheres. Talvez seja tempo de ir além das antigas restrições da verdade bíblica, rumo ao reino ilimitado dos sonhos, das visões e do autodescobrimento.

Multidões já foram. As antigas e esparsas jornadas em experiências da Nova Era tornaram-se uma larga avenida cultural rumo a uma espiritualidade autoproduzida. Muitas mulheres que participam de igrejas fluíram para esses caminhos místicos, e adaptaram suas antigas crenças às visões mais “inclusivas” de hoje. Afinal, disseram-lhes, a paz em um mundo pluralista exige uma visão mais aberta de todas as religiões e culturas.

Aquelas que concordam estão encontrando inúmeros caminhos para a “sabedoria” e a capacitação individual por meio de livros, revistas e novas formas de grupos femininos. Elas se reúnem em igrejas tradicionais, na YWCA (Associação Cristã de Moças), em retiros, em salas de estar… em qualquer lugar. Aqui, novas palavras e idéias estranhas — como “engramas”, re-imaginação, Círculos de Sofia, consciência global e “massa crítica” — oferecem fórmulas modernas para a transformação espiritual. Terapeutas, mentoras e diretoras espirituais prometem “locais seguros” em que as interessadas poderão descobrir sua própria verdade, aprender novos rituais, opinar sobre as experiências umas das outras e libertar-se das antigas regras e limitações.

Esse movimento está transformando nossas igrejas bem como nossa cultura. Ele atinge toda família que lê jornais, assiste televisão e envia seus filhos às escolas públicas. Ele está transformando as escolas cristãs e levando rapidamente nossa cultura para além do cristianismo e do humanismo, rumo a novos valores e crenças globais. Ninguém está imune às suas pressões sutis e aos seus estímulos silenciosos. O fato de ele se associar às outras mudanças sociais e movimentos globais apenas acelera a transformação. Entretanto, a maioria dos cristãos — como o sapo colocado na bacia com água fria levada ao fogo brando — ainda não percebeu o que está acontecendo.

As máscaras da deusa

A busca espiritual requer novas divindades ou uma redefinição das antigas divindades. A transformação inicia consigo mesma, dizem algumas, e as mulheres não podem se reinventar até que rompam as antigas amarras. Portanto, a busca por uma religião “mais relevante” requer novas visões de Deus e de sua verdade: imagens que troquem a santidade pela tolerância, o celestial pelo terreno e o Deus que está acima de nós por um deus que seja cada um de nós.

As imagens mais sedutoras são femininas. Elas podem parecer como os anjos dos cartões postais, fadas-madrinha, deusas gregas terrenas, sacerdotisas radiantes da Nova Era, ou mesmo uma Maria mítica, mas todas prometem amor incondicional, paz, poder e transcendência pessoal. Elas vão de imagens benignas que parecem cristãs às divindades míticas do paganismo popular:

Anjos

Terry usa um broche de anjo em sua jaqueta. Ela acredita que os estimados anjos de hoje em dia ofereçam todo tipo de ajuda, direção e encorajamento pessoal. Embora Deus lhe pareça distante e impessoal, ela conta com seu anjo particular para ajudá-la e amá-la. Ela me mostrou um jogo de cartas de anjos em uma prateleira em sua loja de presentes. “Que esse anjo da guarda possa… lhe dar esperança e vigor para enfrentar cada novo amanhecer”, sugeria um cartão de amizade, que vinha com um broche de um anjinho dourado. Com esse tipo de ajuda, Terry não sente necessidade de Jesus.

Sofia

“Sofia, Deus Criador, que teu leite e mel manem… Inunda-nos com teu amor…” entoaram mais de 2000 mulheres reunidas na Conferência da Reimaginação de 1993, em Minnesota. “Celebramos a vida sensual que nos dás… Celebramos nossa corporeidade… as sensações de prazer, nossa unidade com a terra e com a água”, prosseguiu uma das líderes. Representando as grandes denominações, as mulheres vieram da Igreja Presbiteriana dos EUA (cerca de 400 mulheres), da Igreja Metodista Unida (cerca de 400), da Igreja Luterana Evangélica da América (313), da Igreja Unida de Cristo (144), e das igrejas batista, episcopal e Igreja dos Irmãos (cerca de 150). Cerca de 230 eram católicas romanas. Para a maioria dessas adoradoras, Sofia simboliza a sabedoria interna e “a imagem feminina do Divino”. Alegre, permissiva e sensual, ela “tornou-se a mais nova febre entre as mulheres das igrejas progressistas.”

Mãe Terra

Para preparar as meninas escoteiras para uma cerimônia regional de “iniciação na vida adulta”, a líder utiliza imagens orientadas para alterar suas consciências e ajudá-las a visualizar uma “bela mulher” — uma expressão personalizada da Mãe Terra — que será seu espírito-guia por toda a vida. Cada menina pode livremente imaginar a manifestação espiritual que quiser ou acolher o espírito que aparecer, seja ele qual for.

Uma deusa

Sharon cresceu em um lar cristão. Desapontada com a fria resposta de sua igreja às suas preocupações com o meio ambiente, ela se voltou para a feitiçaria. Como seu conciliábulo aceita qualquer expressão panteísta, Sharon simplesmente transferiu aquilo que gostava em Deus para a sua imagem autoproduzida da deusa. Ela descreve seu substituto feminino de Deus como um ser amável e não julgador que preenche toda a criação com sua vida sagrada. Ocasionalmente, essa deusa aparece para Sharon e a reveste com uma luz brilhante e uma presença agradável.

Essas e incontáveis outras mulheres compartilham duas visões radicais: o cristianismo tradicional, com suas restrições bíblicas, está ultrapassado, e novos panoramas ilimitados de emoções e dons espirituais estão em alta. Vale tudo — exceto a verdade e os padrões absolutos de Deus. O amplo guarda-chuva da espiritualidade feminista abrange todas as religiões pagãs do mundo, mas a versão mais sedutora são as atuais distorções populares do cristianismo. A maioria das seguidoras simplesmente recolhe e mistura as “melhores partes” de diversas tradições — suas visões do amor universal de Deus, a filosofia panteísta que está por trás da medicina holística, a meditação budista, a ioga hindu, as “buscas espirituais” dos índios americanos — e então as trazem de volta às igrejas “abertas” e “tolerantes” de hoje.

Portais para a deusa

Lori foi criada por pais cristãos dedicados, porém quando sua professora no colegial a incentivou a explorar diversas tradições espirituais — até mesmo a criar sua própria religião — ela alegremente aceitou o desafio. Fascinada com a combinação neopagã da autora Lynn Andrews do xamanismo dos índios americanos com a espiritualidade da deusa, Lori encomendou de um catálogo uma tenda indígena, armou-a em seu quintal e a utilizou para realizar rituais à luz de velas inspirados pela Wicca (magia branca). Como a maioria dos pagãos contemporâneos, ela aprendeu a misturar diversas tradições em uma expressão pessoal que se ajusta à sua própria busca por poder e “sabedoria interior”.

Beth, uma estudante de Pedagogia e Filosofia, seguiu o mesmo caminho, mas escolheu uma combinação ligeiramente diferente. Durante um almoço na lanchonete da faculdade outro dia, ela me contou que duas estimadas professoras de um colégio supostamente cristão a levaram à feitiçaria e ao lesbianismo.

Eu não fiquei surpresa. Naquela época já sabia que um número exorbitante de mulheres pagãs escolheram a sala de aula como plataforma para ampliar sua fé e transformar nossa cultura. Como o restante de nós, elas desejam construir um mundo melhor — que reflita suas crenças e valores.

Enquanto Beth falava, observei o pingente que ela estava usando. O pentagrama dourado e a voluptuosa miniatura da deusa em uma corrente ao redor do pescoço diziam muito sobre seus valores. Assim também os brincos: dois enormes triângulos rosa apontando para baixo, um antigo símbolo da deusa, bem como um moderno símbolo do lesbianismo.

“- E esse seu pingente? As pessoas sabem o que o pentáculo e os triângulos simbolizam? Elas criticam você por usar uma miniatura da deusa?”

Ela riu. “- Não, não. Aqui, todos são tolerantes com os estilos de vida dos outros; ninguém ousaria dizer alguma coisa.”

Refleti sobre essa afirmação. O que significa ser tolerante — ou intolerante — hoje em dia? Se a intolerância for a postura autocentrada, que despreza as pessoas com valores “diferentes”, ela é errada. Jesus Cristo sempre demonstrou amor e compaixão em relação às mulheres excluídas e maltratadas de seu tempo. No entanto, ele nunca concordou com estilos de vida destrutivos ou com ações que ameaçassem os demais. O que aconteceria com uma cultura que tolerasse tudo? Como essa tolerância afetaria a igreja? Como podemos preparar nossos filhos e netos para resistirem a todas as novas alternativas ao nosso amado Senhor?

Os Caminhos Imutáveis de Deus.

Esta e outras questões cruciais são discutidas no livro A Twist of Faith, de Berit Kjos. Cada capítulo estuda uma frase da oração que Jesus ensinou aos discípulos, e depois mostra como essa mensagem está sendo virada do avesso pela espiritualidade feminista. Seguindo esse modelo, exploramos os principais mitos que estão impulsionando o atual ressurgimento pagão, e as verdades mais essenciais que nos trazem de volta à intimidade com Deus.

Para as mulheres que buscam novas direções, rostos femininos para Deus e uma imagem melhor de si mesmas, o caminho da espiritualidade feminista pode parecer brilhante e promissor. Entretanto, como Peggy, muitas se encontram nas profundezas da confusão e da solidão espiritual assim que a euforia inicial acaba. Algumas ficam presas numa espiral espiritual descendente e da qual não conseguem escapar. Quando já é tarde demais, elas se encontram imersas na opressão e na confusão, em vez de obterem amor e paz.

Uma irmandade global de militantes feministas iradas está ascendendo ao poder

A Conferência Mundial das Nações Unidas Sobre a Mulher, em Pequim, na China, deu uma amostra de sua influência. Ela deu às líderes ordens de marcha destinadas a revolucionar nossos lares, escolas, igrejas, serviços sociais, a sociedade civil e a cultura. Se o movimento feminista receber aquilo que exige, ninguém escapará de sua influência global. Os cristãos norte-americanos enfrentarão o tipo de ódio que trouxe as massas perseguidas às nossas fronteiras, mas não haverá lugar para se esconder além de Cristo.

Conforme observamos essas transformações à luz da sua palavra, Deus nos ajuda a compreender essa crise e a nos prepararmos para o conflito vindouro. Quando confiamos nele e contamos com suas promessas, ele não apenas nos mantém espiritualmente ilesos em um mundo cada vez mais hostil, mas também nos mostra um contentamento e uma vitória apenas possíveis para aqueles que ousam enfrentar a realidade, recusam a contemporização e concentram suas mentes em seguir o sumo pastor das ovelhas.

Muitos caminhos diferentes e distantes do cristianismo estão levando inúmeras pessoas para o reino do Cristo da Nova Era. O feminismo radical é apenas um dos principais caminhos, voltado especificamente para as mulheres da sociedade ocidental. Somente Deus sabe quantas mulheres foram atraídas por essa mentalidade feminista da deusa Mãe Terra, da Nova Era. No entanto, todas as mulheres que foram atraídas por essa filosofia e essa cosmovisão sedutoras precisam compreender que estão caminhando diretamente para os braços do Anticristo!

As igrejas cristãs liberais caíram profundamente nessa mentalidade, especialmente igrejas de denominações protestantes tradicionais. Todas as mulheres que caíram nessa armadilha precisam se dar conta da situação em que se encontram, parar, arrepender-se de seus pecados, e retornar ao Salvador. Como Deus prometeu:

“Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele.” [Jeremias 6:16].

Fonte: Cutting Edge

Aeróbica Gospel e o Evangelho do “Faz de Conta”

Posted in Falso Evangelho on 22/05/2010 by Roberto Aguiar

“Americanos adotam a aeróbica gospel para perder peso e “louvar” a Deus”

WASHINGTON — Os músculos abdominais queimam à medida que elas se exercitam, mas a dor é melhor suportada enquanto rezam para Deus em um salão de uma igreja perto de Washington, ao som de uma melodia gospel.

“Estamos terminando, dêem graças a Deus”, grita a instrutotra da aeróbica gospel Melanie Kelly, tentando superar o som da música que embala o ritmo do grupo de mulheres afro-americanas.

Segundo ela, a aeróbica gospel faz uma fusão da espiritualidade com o esporte, da adoração pela boa forma ao louvor ao Senhor.

“A aeróbica gospel faz com que nos reunamos e nos exercitemos para apresentar nossos corpos como templos para Deus”, explicou Dawn Harvey, pastora da Igreja e fundadora da Embrace your Greatness, movimento que visa a dar mais poder às mulheres.

“Nossos corpos abrigam o Espírito Santo, por isso queremos cuidar de nossos templos para poder ter vidas longas, prósperas e saudáveis”, acrescentou, citando a primeira carta de São Paulo aos Coríntios.

Kelly dá aulas semanais de aeróbica nesta igreja na periferia de Washington desde abril, quando diz que resolveu fazer isso por causa de uma visão celestial.

“Um dia estava em casa dançando e me exercitando e Deus me mostrou a visão da aeróbita gospel”, contou Kelly, que trabalha como analista de sistemas.

“Livrem-se do demônio! Vamos, força, meu Deus é um Deus formidável!”, anima a instrutora ao grupo que faz flexões.

“O corpo sente, dói… mas, quando nos esforçamos, superamos isso”, explica Mary Grice, funcionária dos correios.

“É ginástica aeróbica, mas fazer isso pelo Senhor torna mais fácil e nos dá um impulso extra”, acrescenta Kindra Owens.

Patrina conta que perdeu 8,5 kg desde que se uniu à aula em maio de 2009.

“Era sócia de uma academia antes, mas nunca ia. Lá eles só tocam Britney Spears e coisas do gênero, e eu não quero escutar a Britney Spears”, explicou.

“Aqui nós recebemos apoio. Sabemos que as pessoas estão orando por você e estão do teu lado”.

Para as participantes, ao contrário das academias normais que são “um mercado da carne, onde homens e mulheres escassamente vestidos se comem com os olhos”, nas aulas de aeróbica gospel a única coisa que lhes interessa é o instrutor maior, ou seja, Deus.

“Ele está nos olhando agora. Está sempre conosco”, diz Harvey trocando a música para alterar o exercício que vai moldar os glúteos de suas alunas, com ajuda divina.

Fonte: Plantão Gospel

Igreja Presbiteriana dos E.U.A. Aprova Ordenação de Pastores Homossexuais

Posted in Falso Evangelho on 02/04/2010 by Roberto Aguiar

“Em 20 de fevereiro de 2010 um presbitério em Wisconsin, nos E.U.A, aprovou a ordenação de Scott Anderson, que tinha sido desclassificado [expulso do pastorado] há 20 anos. Anderson pastoreou a Igreja Presbiteriana Betânia de Sacramento, Califórnia, de 1983 até 1990, quando foi forçado a renunciar por causa de sua homossexualidade, uma vez que da Constituição da Igreja Presbiteriana E.U.A. exige dos pastores que “Vivam na fidelidade dentro do convênio do casamento entre um homem e uma mulher, ou na castidade do celibato.

Scott Anderson pastor homossexual americano

Em 2006, a Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana dos E.U.A. “reinterpretou” isto para permitir a ordenação de homossexuais, desde que [previamente] aprovada por um organismo regional que estuda e autoriza ordenações. É óbvio que a bíblia não significa nada para essas pessoas, não tanto quanto as palavras de suas próprias constituições. A nova ordenação de Anderson foi aprovada pela liderança da igreja apóstata por uma margem de 81 votos a favor e 25 votos contra”.

Fonte: solascriptura-tt.org:

(Friday Church News Notes, March 5, 2010,www.wayoflife.org fbns@wayoflife.org, 866-295-4143)

Já disse antes e reafirmo agora. Num futuro bem próximo toda igreja, legalmente constituída, irá seguir a mesma linha de raciocínio da igreja presbiteriana americana, por um motivo simples: Agradar e se atualizar com o mundo. A igreja atual busca equivocadamente aprovação da sociedade, e só se obtém respeito através da concordância, do alinhamento das idéias; foi o que os presbiterianos americanos entenderam. O movimento gay mundial exige que a sociedade organizada os aceite como pessoas comuns e está alcançando isso em todos os países chamados livres. Ficar fora significa perder a oportunidade de ser levado a sério pela tribo global.

Na igreja, o interlocutor desse novo evangelho é a “Igreja Emergente” através de gurus como Brian Mclaren, Philip Yancey, Rob Bell, Mark Driscoll, Rick Warren entre outros. No Brasil nomes como Caio Fabio e Ricardo Gondim começam a se destacar como desbravadores dessa igreja apóstata. Obviamente, se tratando de homens com inteligência de articulação, eles sabem que o grosso da igreja evangélica, seja aqui ou nos Estados Unidos, ainda não está preparada para uma afirmação declarada dessa magnitude. Nesse ínterim eles se ocupam apenas do alicerce, mas num momento oportuno, quando a igreja estiver “madura” para essa “nova reforma” de que eles tanto falam, a obra estará completa dando a oportunidade desses homens revelarem tudo sobre o “novo” evangelho que abraçaram e implantar de vez  a falsa reforma.

Roberto Aguiar

Alguns Lideres Emergentes da Falsa Reforma da Igreja

Brian Mclarem

Caio Fabio

Philip Yancey

Ricardo Gondim

Rick Warren

Rob Bell

Propaganda Enganosa na Igreja

Posted in Falso Evangelho on 31/03/2010 by Roberto Aguiar

Ilustração Rodrigo Gomes

Somos especialistas em fazer propaganda enfatizando exatamente aquilo que não somos. Isto é quase sempre uma regra. No desespero de atingirmos um grupo grande de pessoas, atropelar a ética se torna algo comum. É preciso perceber que a ética para a elaboração de mídias de produtos não pode ser utilizada para a disseminação do evangelho.

Isto se dá por que o evangelho não deve ser associado a um produto. A publicidade de um produto quase sempre busca encontrar um apelo emocional para que pessoas o comprem. Mas emocionalismo não é o sentimento correto daquele que conhece verdadeiramente o evangelho; pois é algo volúvel e que não durará muito tempo. Quem se entrega a apelos emocionais e compra algo, quase sempre irá trocar sua aquisição por uma “melhor” num futuro próximo.

Outro grande problema que enfrentamos ao falar em evangelismo, é tentarmos aplicar conceitos de marketing à igrejas. Conceitualmente, igrejas costumam ser exatamente o contrário do que sua divulgação afirma. Esta dualidade entre a mídia e a realidade, provoca decepções tremendas. E também não deixa de ser uma mentira. Já vi muitas pessoas que ficaram impressionadas por práticas de rua, ou até mesmo por eventos ditos de “evangelismo”, que abusavam de expressões artísticas. Mas ao chegar no culto de domingo, tais pessoas se sentiam enganadas. Parecia que todo aquele ambiente “legal” foi apenas uma isca para se apresentar mais “do mesmo de sempre”.

E talvez o tipo mais comum de decepção provocada pela propaganda é quando uma pessoa se filia a uma igreja na perspectiva de viver com pessoas melhores que ela mesma. Isto é algo que quase sempre acaba mal. Afinal, a igreja é a comunidade dos arrependidos; daqueles que buscam a vida em santidade, mas… o quanto somos melhores que os de fora? Na ânsia de estar andando com pessoas “sem problemas”, muitos acabam formando grupos organizados pelo pior tipo de afinidade: suas dificuldades. E estes tem tudo o que é necessário para promover grandes tragédias. Mas se nosso marketing abordasse a verdade, pessoas saberiam que em nosso meio, trabalhamos como um hospital: muitos doentes, buscando constante recuperação.

Conheço uma igreja que possui um banner com a foto de algumas pessoas escolhidas a dedo em sua fachada. Porém, com o tempo, algumas pessoas abandonaram a fé. Inclusive, duas pessoas se revelaram homossexuais e se afastaram completamente da comunidade. Este banner por muitos é considerado como uma propaganda que deu errado e que, com certa urgência, necessita ser substituído. Inclusive há quem defenda o uso de bancos de imagens (com imagens pessoas desconhecidas) na confecção de uma nova fachada. Mas… há algo mais autêntico do que o velho banner? O velho representa a verdade. Diz que no nosso meio há pessoas com problemas. Que alguns talvez não chegarão até o fim, apesar de suas juras de amor a Cristo. E também revela que temos problemas como qualquer outra pessoa.

Esta é a publicidade da verdade; que não mente para se alcançar resultados. E com certeza, um evangelismo baseado em mentiras, não pode ser usado para representar aquele que é o caminho, A VERDADE e a vida.

Ariovaldo

Fonte: Título original, “Propaganda versus Evangelismo”, www.lovesa.com.br

Justiça Social Não é Amor Cristão

Posted in Falso Evangelho on 27/03/2010 by Roberto Aguiar

Você vai encontrar a palavra “justiça” nas Escrituras, como também vai encontrar a palavra “evangelho”, mas você não vai encontrar a palavra “social” na frente de uma delas porque a “justiça social “,  exposto no que se chama ” evangelho social “, é o trabalho astuto dos homens, não a vontade  de Deus expresso em sua Palavra. Jesus Cristo não sofreu e morreu na cruz para que pudéssemos reparar, remodelar e reabilitar um mundo perverso para Ele governar, mas sim para nos redimir para um “reino que não é deste mundo”.

Se alguém não falar e apontar isso, a questão será sempre confusa, polêmica e conflituosa, e a Igreja continuará a ser seduzida para fora de seu curso natural por pessoas com ambições político sociais. As escrituras contem as palavras “justiça”, “justiça” e “julgamento”, que os evangélicos modernistas citam para tentar validar a tal “justiça social” como um conceito cristão, e uma missão da Igreja. O curioso nisso tudo é que a maioria desses termos aparecem predominantemente no Velho Testamento, o que não deixa de ser irônico porque a maioria dos crentes de vanguarda preferem desqualificar ou diminuir a importância do Velho Testamento chamado-o de símbolo de “legalismo”, porque inconvenientemente os confronta com os seus absolutos e filosofias, teologias e estilos de vida. Francamente, é a justiça de Deus e dos julgamentos feitos por Ele em todo o Antigo Testamento, que mais confundem e ofendem os crentes modernos resultando numa desprezível “graça” que pregam e praticam como “Cristianismo”.

Mas, o termo “justiça social” coloca os agentes da mudança evangélica no banco do motorista da casa de Deus que lhes permite, através de posicionamentos cuidadosamente colocados, infinitas oportunidades para habilitar, justificar e mesmo promover, através do mantra humanista da “tolerância”, da diversidade, a tão badalada “unidade”. Essa unidade significa união com varias formas de comportamento anti-bíblico, como teorias humanas, religiões e causas para promover a promiscuidade espiritual, tais como a homossexualidade, o sincretismo religioso, o direito ao aborto, à eutanásia, o darwinismo, ilusões baseadas na fé, aquecimento global, que se encaixam perfeitamente com o plano das Nações Unidas para um governo mundial, uma economia mundial e uma religião unica no mundo.

No Novo Testamento os textos mais citados pelos crentes “politicamente corretos” para apoio à “justiça social” não são sobre a justiça para todos, mas sobre amor. Mesmo assim, eles usam as palavras “justiça” e “amor”, como se fossem sinônimos, e ao fazê-lo, mesclam questões sociais, políticas e de cunho moral social. Eles tentam mixar questões religiosas e os programas de governo, enquanto levam a atenção da Igreja para longe da verdadeira espiritualidade transportando-a para temas mundanos.

Tenho entendido que abraçando a “justiça social”, muitas vezes, desloca-se a ênfase do arrependimento e fé em Jesus Cristo para empreendimentos mais terrenos como o meio-ambiente, capacitação, emprego, direitos, igualdade e auto-estima, uma construção de programas promovidos pelas elites globais para beneficiar ou punir grupos selecionados como desnecessários para o seu desenvolvimento “sustentável” – uma agenda mais em sintonia com um “organizador da comunidade” do que com um seguidor de Cristo.

A palavra Justiça nos fala sobre a correção de um erro, defendendo os inocentes e punindo os culpados. É um trabalho louvável humanamente falando, mas isso não é amor cristão.

O amor é generoso e sacrificialmente ajudador, servindo e provendo a alguém em necessidade. O Bom Samaritano, não parou pára exercer a “justiça social”, quando ele encontrou o homem ferido e saqueado por ladrões ao longo da estrada na parábola de Jesus como registrado em Lucas 10:30-37. Ele demonstrou compaixão para com a vítima de um crime, não porque ela era social, étnica ou financeiramente mais desfavorecida, mas porque ela era simplesmente um “vizinho”(mesmo sendo inimigo) em necessidade.

Além disso, o Bom Samaritano não foi atrás dos ladrões para recuperar os pertences do homem, vingar o seu abuso, tê-los presos e iniciar a proteção do viajante e um programa de recuperação de poses na sinagoga local, porque não era isso que Jesus estava ensinando aos seus seguidores na parábola, nem isso fazia parte da missão de Sua vinda.

Se você roubar dinheiro de alguém, é a justiça que trabalhará para que o produto do roubo seja devolvido ao seu legítimo proprietário e para que você seja punido. Isso não tem nada haver com amor. Amor tem empatia por aqueles que necessitam e compartilha com eles, cuida deles, conforta-os, incentiva-os, ora por eles, e provê uma manifestação divina do amor de Deus, manifestando compaixão e generosidade. Desta forma, podemos abençoar a outros como Deus nos abençoou em nosso tempo de necessidade. Amor cristão é um símbolo do evangelho e do Deus da graça para a pobreza espiritual e desespero de uma alma perdida espiritualmente.

Esta é a idade da graça, meus amigos, não a idade da justiça. Se alguém queria e precisava de “justiça social” durante o ministério terrestre de Jesus, eram os samaritanos, como revelado pelo encontro de Jesus com a mulher no poço, que lhe disse: “… os judeus não se comunicavam com os samaritanos.” Mas , Jesus não lhe ofereceu justiça social, longe disso, Ele ofereceu “água viva” que nada tem a ver com estatuto social, direitos ou condição econômica ou étnica.

Mas, se você sintetizar as duas palavras “justiça” e “caridade” em forma dialética hegeliana, como os “emergentes” tem feito com astúcia na Igreja, você acaba forjando um evangelho híbrido, que não demonstra o amor, a graça, misericórdia e generosidade de Deus, mas um governo aprovado, politicamente religioso, proclamando o chamado humanista a “coletividade” que glorifica a fraternidade do homem através de “boas obras” para o benefício e avanço de um reino terreno, em vez de glorificar a Deus através de seu trabalho na cruz de Cristo para um reino celestial.

Os cristãos precisam ser muito cuidadosos em perseguir a “justiça social”. Jesus levou a nossa justiça na cruz do Calvário para que possamos receber e refletir a graça de Deus e do perdão.

Paul Proctor

Fonte: http://www.newswithviews.com/PaulProctor/proctor204.htm

Não somos embaixadores de Deus junto ao mundo, somos profetas, nossa mensagem não é uma proposta mas um ultimato.

“E, naqueles dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia, e dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”. Mateus 3:1,2

Eu sei que isso soará muito rude e ultrapassado aos cristãos que continuamente saciam sua sede nas fontes de conhecimento do mundo, no entanto é muito mais coerente até junto ao próprio mundo, para quem essa “serie mais avançada” de cristãos não passam de uma piada, porque não querem ser nem peixe nem carne.

Roberto Aguiar

Curso de Empresário da Fé: Qualificação Profissional para Desestabilizar a Verdadeira Fé

Posted in Falso Evangelho on 19/02/2010 by Roberto Aguiar

“A seara exige obreiros empreendedores, criativos, capazes de trabalhar em grupo e de liderar com visão global”.

“Desmerece a obra de Deus aquele que se nega a entregar o dízimo. Deus não é mendigo e não precisa de resto”.

“A igreja é uma empresa, e uma empresa difícil de ser conduzida porque o seu estoque são almas”.

“O ser humano é interesseiro e quer que a igreja manifeste a presença de um Deus vivo com retorno imediato”.

“O povo não pode ouvir os obreiros falar sobre as doenças deles. Como crerão se o próprio mensageiro não recebe a benção na prática?”

A cartilha dos grandes empresários diz que, para se dar bem nos negócios, é fundamental estar atento às mudanças na sociedade, empregar com eficiência a propaganda, estudar o público-alvo, cuidar bem dos funcionários e vigiar a concorrência. Pois essas regras também valem para os que desejam abrir a própria igreja evangélica, segundo um curso oferecido pelo “Seminário Brasileiro de Teologia” (SBTe).

Uma frase presente na apostila do “Curso de Formação de Pastor” dá o tom do seu conteúdo: “A igreja é uma empresa, e uma empresa difícil de ser conduzida, porque o seu estoque são almas”.

Partindo da premissa de que os meios de comunicação transformaram a sociedade, o curso convoca os pastores a uma adaptação aos novos tempos: “As igrejas que não seguirem a cultura dos povos tendem a ficar vazias”.

A advogada e aluna do curso Laudicéia Koschitz, 39, concorda. Não acha errado, por exemplo, que as evangélicas se embelezem. “A mulher é uma obra maravilhosa de Deus e precisa se arrumar.”

Hoje, diz o curso, o pastor deve ser “empreendedor, criativo, capaz de trabalhar em grupo e de liderar com visão global”.

As igrejas pentecostais já parecem ter entendido. Em 2002, segundo pesquisa do Eseb (Estudo Eleitoral Brasileiro), seus seguidores já eram 11,1% do total da população, número quatro vezes maior que em 1980. Para aproveitar esse crescimento vertiginoso, o curso lista atitudes que devem ser tomadas pelo pastor empreendedor (leia quadro ao lado). Antes de abrir uma igreja, por exemplo, ele deve estudar a região e o público-alvo. Se o local for pobre, ajudam a atrair gente a distribuição de lanches e o sorteio de cestas básicas.

Na Assembléia de Deus do Jardim do Apurá (zona sul de São Paulo), o fiel que fica até o fim do culto recebe um cachorro-quente.

É importante ainda que o pastor seja “um ator, um dramaturgo” para “acomodar o povo, chamar a sua atenção e fechar a sua boca”. Para ser eficiente, ele é aconselhado a se alimentar bem e a se exercitar com musculação e corrida. Quando tiver de ministrar por tempo muito longo, deve evitar o sexo nos quatro dias anteriores.

Marcelo de Souza, 36, é um aluno que concorda com a importância do preparo físico. Se não jogasse futebol sempre que possível, talvez não conseguisse andar sem parar enquanto prega e nem ficar na ponta dos pés nos momentos mais dramáticos. Outro fator determinante para o sucesso é pregar conforme a vontade do público. Em geral, diz o curso, pessoas mais pobres tendem a gostar de “ver coisas sobrenaturais” (como sessões de exorcismo), de dançar, cantar e ouvir o pastor falar em línguas estranhas (glossolalia). Também se deve empregar o maior número possível de fiéis na igreja. “Os que participam e se sentem valorizados não migram para outra igreja, pagam o dízimo todo mês e trazem a família e amigos para vê-los.”

“O curso se vale dos melhores textos da área de administração e ensina recursos que uma empresa moderna utiliza para se manter competitiva num mercado globalizado”, diz o coordenador do MBA de Marketing da Fia (Fundação Instituto de Administração), Dilson Gabriel dos Santos.

Para o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (Universidade de São Paulo) Antônio Sauaia, o curso ensina uma técnica utilizada por empresas de produtos de consumo, que atraem o consumidor por meio de vendedores que vivem no mesmo bairro dele.

Administração eclesiástica

A apostila é dividida em cinco módulos. Os quatro primeiros, com 75 páginas, tratam da legislação sobre a prática religiosa (como obter subvenções do poder público, por exemplo), das diferenças entre as principais correntes evangélicas, da importância do emprego de técnicas de oratória na pregação e de como convencer os fiéis a pagar o dízimo. O quinto e maior, com 63% do total de páginas, é intitulado “Administração Eclesiástica”. Nele, são indicados “projetos para multiplicar a quantidade de membros, templos e de caixa da igreja a cada 90 dias”.

O curso pode ser encomendado pela internet (www.cursodepastor.com.br) ou por telefone, custa R$ 450 e deve ser feito por correspondência em prazo estipulado de 90 dias.

Ao seu final, o aspirante a pastor deve enviar por correio à instituição, que tem sede em Ituiutaba (MG), as respostas a um questionário que fica nas últimas páginas da apostila. Se aprovado, ganha um diploma e uma carteirinha que, segundo o SBTe, “pode ser aproveitada em qualquer das diferentes denominações de igrejas evangélicas”.

O guru dos pastores

O pastor Omar Silva da Costa, 49, é o criador deste e de outros 17 cursos por correspondência também oferecidos pela internet. Os mais caros, chamados de “Bacharelado em Teologia Eclesiástica”, “Mestrado em Bíblia” e “Doutorado em Divindade”, custam, respectivamente, R$ 750, R$ 1.050 e R$ 1.350. Todos também têm duração de 90 dias e dão direito a carteirinha e diploma “para enriquecer o currículo”.

“Decidi oferecer os cursos assim, por correspondência, porque muita gente não tem condições de pagar escolas caras e passar quatro ou cinco anos estudando até se tornar pastor. Além disso, não há escolas de teologia em todas as cidades brasileiras.” Segundo Costa, o curso de formação de pastor, oferecido desde fevereiro de 2009, já foi vendido a mais de 500 pessoas –se o número estiver correto, as vendas já renderam R$ 225 mil, pelo menos. A procura tem sido tão boa que, no curso, ele prevê: “Em pouco tempo vai haver nas faculdades cursos de administração de igreja, como já há de administração hospitalar”.

Fonte: Título original” Curso Ensina Pastor a Ser Empresário da Fé”, reportagem de Marlene Bergamo/Jornal Folha de São Paulo

Sacrilégio Gospel: Brinquedo Jesus

Posted in Falso Evangelho on 12/02/2010 by Roberto Aguiar

Leia o texto do anuncio:

“Brinquedo Jesus Que Fala Importado, Para Crianças Evangélicas

Preço: R$ 99,00

“FINALMENTE UM BONECO QUE ENSINA VIRTUDE, EDIFICA, UNE A FAMÍLIA E LEVA A CRIANÇA A OLHAR PARA JESUS E CONHECÊ-LO VERDADEIRAMENTE !!!!

CARACTERÍSTICAS:

Boneco em PVC com chip de voz em português ativado por botão.
Altura aproximada de 30cm

O QUE O BONECO FALA:

Jesus conta a passagem em que faz o milagre da multiplicação e recita os seguintes versículos:

João 3:16
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único Filho para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Marcos 12:30
“Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças”.

Marcos 12:31
“Ame ao próximo como a ti mesmo”.

COLEÇÃO HERÓIS DA FÉ
Tales of Glory® Heróis da Fé é uma coleção de brinquedos divertidos que estimula o conhecimento bíblico, falando versículos e contando estas preciosas historias às crianças. São diversos personagens, totalmente articulados, que vão fazer a alegria da garotada. Colecione!

SOMOS UMA ONG E ATUAMOS COM CRIANÇAS E JOVENS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA, TODOS OS RECURSOS OBTIDOS DA VENDA DE NOSSOS PRODUTOS SÃO REVERTIDOS PARA NOSSO ATENDIMENTO , CONHEÇA MELHOR NOSSO TRABALHO NA PÁGINA INICIAL DO ML EM MERCADO SOLIDÁRIO, CONHEÇA NOSSOS OUTROS PRODUTOS

INDIQUE PARA SEUS AMIGOS !!!

AGRADECEMOS SUA VISITA

DEUS LHE ABENÇOE !!!”

Fonte: Mercado livre

Seria cômico se não fosse trágico!

Roberto Aguiar

Neo-Evangelico ?

Posted in Falso Evangelho on 06/02/2010 by Roberto Aguiar

A definição seguinte procede de muitos anos de trato e de estudo dos Neo-Evangelicos. Quando cheguei à Ásia do Sul, em 1979, para iniciar o nosso trabalho missionário, era muito ignorante sobre a natureza do Neo-Evangelicalismo. Mal sabia do problema que iria enfrentar. Em minha ignorância e inexperiência, eu tinha a impressão de que o Neo-Evangelicalismo era, basicamente, um fenômeno dos Estados Unidos e que os crentes das outras partes do mundo, mesmo tendo aderido às organizações típicas dos Neo-Evangélicos, não estariam necessariamente infectadas com este tipo de comprometimento. Como eu estava enganado!

Durante o nosso primeiro ano no Nepal, fui convidado pela organização nacional Campus Crusade for Christ para pregar numa reunião evangelística, e o fiz. (A obra do Evangelho era ilegal, nesse tempo). Usando o Livro de Romanos como esboço, preguei o Evangelho, começando pelo pecado do homem e pela santidade e julgamento de Deus, terminando com o amor e a graça de Deus, através de Jesus Cristo. Comecei onde o apóstolo Paulo começou e terminei onde ele terminou. Após o culto, o líder principal me levou à parte e disse que minha pregação havia sido “negativa demais”. Era o que se esperava, suponho, tendo em vista que as Quatro Leis Espirituais da Campus Crusade for Christ começam com a nota positiva de que “Deus ama você e tem um plano maravilhoso para a sua vida”. Esta foi a primeira vez, embora eu já tivesse tido contatos diretos com os que haviam conscientemente rejeitado as partes negativas do Cristianismo bíblico e sempre se esforçavam para colocar uma pitada positiva em tudo, e fiquei chocado com a sua ostensiva desconsideração pela Escritura. Discutimos o fato de que os apóstolos lidaram com os homens de maneira negativa, tratando primeiro do pecado do homem e da santidade de Deus, antes de falar do Seu amor e de Sua misericórdia; mas eles continuaram impassíveis em sua filosofia de que isto era “negativo demais”, para ser pregado hoje em dia. Nada que eu pude mostrar-lhes na Palavra de Deus parece ter tido impacto algum sobre eles.

Após alguns meses, fui convidado pelos líderes da Nepal Christian Fellowship (cujo líder, naquele tempo, era um dos líderes da Campus Crusade for Christ, no Nepal), para falar em alguns estudo bíblicos nos lares. Escolhi o tópico da salvação bíblica, o qual se tornou um item controverso, sabendo que os jesuítas exerciam uma grande influência naquela área, e que alguns crentes não católicos tinham uma estreita comunhão com eles, descrevi a apostasia do Catolicismo Romano e expliquei o que a Bíblia diz sobre a separação do erro.

A resposta foi rápida e severa! Quando fechei minha Bíblia, uma missionária que estava trabalhando com uma organização ecumênica, e que ensinava numa escola de moças, levantou-se e proclamou em alta voz: ”O senhor não vai me dizer que eu não posso ter comunhão com meus amigos católicos! Eu assisto a missa com eles e eles frequentam a igreja comigo; não vejo coisa alguma de errado com isto!” Embora eu estivesse escalado para dar uma série de estudos bíblicos, aquele primeiro foi o último, pois minha anfitriã decidiu que o meu ensino era controverso demais.

Depois disso, fui convidado pela mesma Fellowship para falar a um grupo de pastores nepalenses. Disseram-me que eles não tinham qualquer erudição bíblica e precisavam de toda ajuda que eu pudesse dar. Eles vieram à capital, de várias partes do Nepal para estas reuniões e resolvi usar o Livro de Tito como esboço, tratando de vários assuntos da vida eclesiástica. Parecia ser um lugar ideal para começar. Tito foi deixado pelo apóstolo Paulo, em Creta, “para que pusesse em boa ordem as coisas que ainda restavam, e de cidade em cidade ele estabelecesse presbíteros, como Paulo já o havia mandado” (Tito 1:5). Era exatamente isto que estava sendo necessário no Nepal. Havia ali uma porção de igrejas pequenas competindo, as quais não possuíam uma organização e instruções apropriadas. Comecei por onde o apóstolo Paulo havia começado, no capítulo 1 de Tito, com o modelo de Deus para os líderes da igreja e de como lidar com os hereges (versos 6-16), porém minha pregação “negativa” comprovou, mais uma vez, ser um tópico controverso!

Um dos homens que assistiam às reuniões, do Nepal Oriental, era considerado o pastor chefe entre uma porção de igrejas espalhadas pela região. Ele foi um dos mais entusiastas em me dizer que o meu ensino era maravilhoso. Depois de cada sessão, ele se aproximava de mim, apertava efusivamente minha mãe e me dizia como essas reuniões lhe serviam de ajuda pessoal. Fiquei encorajado. Meu ministério estava sendo apreciado! Meus dons estavam sendo reconhecidos! Eu estava conseguindo! Haveria algumas mudanças piedosas para a glória de Cristo.

Como eu estava enganado! Logo descobri que aquele homem, exatamente aquele homem, estava vivendo em completa desobediência em relação ao que estávamos observando na Palavra de Deus. Ele tinha três esposas. Não duas, mas três! Estava vivendo com a mais nova dentro do complexo da igreja principal, numa cidade perto da fronteira com a Índia, enquanto as duas esposas mais velhas estavam vivendo com os filhos, em duas outras fazendas que ele possuía. Ele as visitava, de tempos em tempos.

Quando o confrontei sobre o assunto de sua poligamia e o admoestei que não era qualificado para ser um pastor, ele ficou aborrecido. Na sessão seguinte, ele se levantou e se dirigiu a um grupo de homens, descrevendo uma visão, na qual Deus lhe ordenava a “pregar às minhas ovelhas”. Expliquei que ele podia pregar e servir ao Senhor de várias maneiras, mas não estava qualificado para ser um pastor e que Deus não iria contradizer as Escrituras através de uma visão. Ele se recusou a escutar o líder da Campus Crusade e os outros homens o encorajaram a não abandonar o pastorado! Estes ficaram ao lado dele, na maior parte daquela noite, conversando com ele e encorajando-o e não obedecer ao claro ensino da Palavra de Deus.

Não mais fui convidado a falar nas reuniões evangélicas no Nepal. Fiquei ali durante um ano ou coisa assim, e minha carreira como um popular preletor ecumênico chegou ao fim.

Louvo o Senhor pela Sua misericórdia e bondade com um jovem missionário ignorante.

Aprendi que se desejarmos permanecer estritamente na Palavra de Deus, vamos nos tornar [de uma certa forma] “negativos demais”, para a população Neo-Evangelica e que logo haverá uma separação de caminhos.

Um Repúdio aos Aspectos Negativos do Cristianismo Bíblico

Desde aquele tempo, tenho estudado amplamente os Neo-Evangelicos. Aprendi que o que predomina entre eles, numa grande parte do Cristianismo de hoje, além do Catolicismo, do Modernismo e das seitas, e tenho desejado compreendê-los mais ainda.

Descobri que os Neo-Evangelicos repúdiam aos aspectos negativos do Cristianismo bíblico.

É isto que confunde tantas pessoas. Elas ouvem Charles Colson, Charles Swindoll, Billy Graham, Luiz Palau ou Jack Van Impe[Ricardo Gondim, Armando Bispo, R.R. Soares...] e proclamam: “Tudo que eles disseram foi bom. Nada que escutei foi não bíblico”. É o que sempre acontece. O problema maior dos Neo-Evangelicos não é tanto que eles preguem heresias, mas que omitem [parte da] a verdade.

Os Neo-Evangelicos jamais vão pregar abertamente contra o pecado. Não vão pregar sobre a separação [pregada por Cristo e seus apóstolos]. Não vão denunciar os falsos mestres. Eles tem repudiado este tipo de negativismo, embora este seja claramente uma parte do conselho de Deus. Considerem alguns exemplos disto. Começaremos pelas declarações de Billy Graham, um dos pais do Novo Evangelicalismo:

“Sou muito mais tolerante com outros tipos de cristãos do que era antes. Meu contato com os católicos, luteranos e outros líderes – pessoas muito distanciadas de minha tradição Batista do Sul – felizmente me ajudou a seguir a direção certa” (Billy Graham:“I Can’t Play God Any More”, McCall’s Magazine, Janeiro, 1978).

O lider evangélico Billy Graham e o Papa João Paulo II

Observem a palavra ”tolerante”. Esta é a nota chave do Neo-Evangelico. Meus amigos, é absolutamente impossível ser tolerante, no sentido em que Billy Graham está falando, e ser fiel à Palavra de Deus. Deus não é tolerante com o pecado e o erro. Como podem os Seus pregadores achar que podem ser tolerantes com essas coisas e estarem agradando-O? Isto é confusão!
Em 1966, foram feitas a Billy Graham as seguintes perguntas, por um repórter da muito liberal Igreja Unida do Canadá:

P – “Em seu livro, o senhor fala dos falsos profetas. O senhor diz que ‘um esforço em tempo integral de muitos intelectuais é o de evadir-se do plano de Deus’ e fez uma citação de Paul Tillich. O senhor considera Paul Tillich um falso profeta?”

R - “Fiz uma prática de não fazer julgamento a outro clérigo”.
P - “O senhor acha que igrejas como a Igreja Unida do Canadá e as grandes igrejas liberais dos Estados Unidos, as quais são ativas no Movimento Ecumênico… são apóstatas?”

R - Eu jamais poderia, de modo algum, fazer este tipo de julgamento sobre igrejas individuais e clérigos, dentro da Igreja Unida do Canadá… Nossa Associação Evangelística não se preocupa em fazer julgamento… favorável ou contrário … sobre qualquer denominação em particular” (“Billy Graham Answers 26 Provocative Questions”, United Church Observer, 01/07/1966).

A partir desta entrevista, observamos outra característica do Neo-Evangelico. Ele vai admoestar sobre o falso ensino num sentido geral e vago, porém vai se recusar a identificar claramente os falsos ensinos. Os ouvintes dos Neo-Evangélicos não são, portanto, protegidos do erro. Não lhes é dito claramente quem o ensina. Além disso, o Neo-Evangélico vai ter comunhão com os falsos mestres que ele cita, indiscriminadamente, dando, assim sinais de que estes são genuínos irmãos em Cristo.

Em 1986, o mestre evangélico muito popular, Warren Wiersbe, deu-me o seguinte conselho em uma carta:

“Muito francamente, meu irmão, eu gostaria que alguns irmãos retirassem as luvas de boxe e apanhassem uma toalha. Talvez, se as pessoas começassem a lavar os pés umas das outras, houvesse mais amor e unidade” (Warren Wiersbe, Carta a David Cloud, em 23/05/1986).

Eu havia escrito a Warren Wiersbe indagando por que ele havia se associado à Christianity Today (ele era um editor chefe, nesse tempo) e a outras organizações do Neo-Evangelicas, as quais se negavam a falar claramente contra tais coisas como o Catolicismo Romano e o Modernismo. Ele respondeu com o comentário acima. Sem dúvida, precisamos retirar nossas luvas de boxe, quando estamos lutando apenas por um assunto do nosso interesse pessoal, o qual não faça parte da Palavra de Deus; ou quando estamos nos esforçando apenas por um amor carnal à disputa, ou quando somos apenas um causador carnal de problemas. Mas o conselho de Wiersbe foi dado no contexto de contender pela fé e se já existiu um tempo em que precisamos colocar as luvas para batalhar diligentemente pela fé uma vez entregue aos santos, este tempo é o de hoje.

A declaração seguinte foi feita na Conferência de 1986, em Amsterdã, para os evangelistas itinerantes:

É um erro espiritual… evitar o liberal. Amo estar com os liberais, especialmente quando eles estão querendo ser ensinados, muito mais do que os enrustidos fundamentalistas, que têm todas as respostas… Os evangélicos deveriam construir pontes” (Stephen Olford, citado por Dennis Costella, na “Fundação Amsterdam’s 86, usando o Evangelismo Para Promover o Ecumenismo”, Julho/Agosto, 1986).

A declaração seguinte foi feita por David Hubbard, presidente do Seminário Fuller:

“No Fuller, somos caracterizados pela convicção de que somos uma instituição de ’tanto como’ [N.Tradutora: “tanto aceitemos isto como seu opositor”], em vez de ‘ou/ou’ [N.Tradutora: “ou aceitemos isto ou seu opositor, mas não ambos”],    Procuramos ser tanto evangélicos como ecumênicos…”(Hubbard, “Christianity Today”, 03/02/1989, p. 71).

Que linguagem dobre! Um Cristianismo “tanto como” não é tão bíblico como deveria ser; mas, mesmo assim, o Neo-Evangélico se esforça em se gloriar nele.

O muito popular Charles Swindoll fez a seguinte declaração:

“Não sou carismático[pentecostal]. Contudo, acho que não é minha vocação fazer grandes lançamentos de artilharia teológica contra meus irmãos e irmãs carismáticos… Mais do que nunca, precisamos de ministérios de despertamento da graça, os quais libertam, em vez de aprisionar: Vida além da letra da Escritura… Ausência de dogmática imposição bíblica.” (Charles Swindoll, The Grace Awakening, pp. 188, 233).

A “dogmática imposição bíblica”, que Swindoll tanto despreza, é uma descrição perfeita de como os apóstolos apresentavam a Palavra de Deus. Considerem a mensagem de Pedro na 2 Pedro 2. Seria impossível uma linguagem mais áspera ou mais clara do que esta, para descrever os falsos mestres. Um ministério de “despertamento da graça”, segundo a definição de Swindoll, é um que seja mais tolerante com o erro e enfatize o positivo em cada situação. Esta não foi uma característica do ministério do apóstolo Paulo. Somente nas epístolas pastorais, ele identificou os falsos mestres e comprometidos por dez vezes (1 Timóteo 1:20; 2Timóteo 1:15; 2:17; 3:8; 4:10,14).

Os apóstolos não eram Neo-Evangélicos. Com referência aos falsos mestres, eles davam as seguintes instruções: (1) notá-los e deles se desviarem (Romanos 16:17-18); (2) Desviar-se deles (2 Coríntios 6:14-18); (3) Evitar os falatórios profanos (2 Timóteo 2:16-18); (4) Não recebê-lo em casa, nem tampouco saudá-los (2 João 10-11).

Outro exemplo do coração dos Neo-Evangelicos é o ministério de Luis Palau:
“A forma de adoração de Luis Palau apresenta uma mensagem cristã que apela, do mesmo modo, aos protestantes e católicos… [Palau] evita cuidadosamente quaisquer diferenças e controvérsias entre católicos e protestantes”. (The Arizona Republic, 31/10/1992).

Existe uma boa descrição dos Neo-Evangelicos. Eles apresentam uma ampla mensagem cristã, evitando assuntos controversos. É interessante que esta descrição seja dada pela imprensa secular.

Considerem a seguinte descrição do ministério de Peter Wagner: “Wagner não faz afirmações negativas sobre pessoa alguma. Ele tem feito uma carreira buscando o que é bom nas igrejas em crescimento e afirmando isto, sem fazer muitas perguntas críticas.” (Tim Stafford, “Testing the Wine from John Wimber’s Vineyard”, Christianity Today, 08/08/1986, p. 18).

Wagner é um perito popular no Movimento pentecostal da igreja, nos círculos evangélicos. Esta descrição do seu ministério ilustra o que ele quer dizer sobre o Neo-Evangelico. Seu objetivo é ser positivo e até mesmo ignorar ou desprezar o erro.

Desse modo, podemos ver que a principal característica do Neo-Evangelico é o seu repúdio aos aspectos negativos do Cristianismo. Se o pregador que você escuta evita falar de coisas como inferno, julgamento, separação; se ele nunca identifica a apostasia, falando do erro em termos gerais; se ele cautelosamente evita controvérsias; se ele fala mais de auto-estima do que de autonegação, sem dúvida você está escutando um pregador do Neo-Evangelico.

Um Modo de Neutralismo

Outra maneira de identificar o Neo-Evangelico é o seu modo de neutralismo. O Neo-Evangelicalismo é uma filosofia, mas também um modo. Em seu livro discernido sobre o assunto, John Ashbrook observa que o Neo-Evangelicalismo “deveria ser mais apropriadamente rotulado de Novo Neutralismo. Ele procura o campo neutro, não sendo peixe nem galinha, nem direita nem esquerda, nem a favor nem contra… fica em cima do muro” (p. 2).

“O Neo- Evangelho não admite que se veja nem se fale nada em relação ao que esteja errado na espiritualidade, e isso supostamente em nome da “unidade”.

Esse Neo-Evangelho pode ser identificado pelos seguintes termos: macio, cauteloso, hesitante, tolerante, pragmático, acomodado, flexível, não controverso, não ofensivo, não passional e não dogmático.

Sempre que você escutar igrejas e pregadores caracterizados com estes termos, terá encontrado o Neo-Evangelho.

Contrastando o modo de neutralidade do Neo-Evangelho, o Cristianismo bíblico se caracteriza por termos como: forte, audacioso, destemido, dogmático, claro, intolerante, não acomodado (ao pecado e ao erro), inflexível (em relação à verdade), controverso, ofensivo (aos que desobedecem a Deus) e passional.

Enquanto ruge a batalha entre a verdade e o erro, nas últimas horas da era da igreja, o Neo-Evangelico tenta instalar-se na linha do meio.

Cuidado com o Neo-Evangelho. Trata-se de um grande erro, e adotá-lo é entrar numa trilha descendente, a qual conduz a uma crescente cegueira. [espiritual].

Cuidado com Billy Graham. Em seus antigos tempos de ministério, ele pregava contra o Romanismo, o Comunismo e o Modernismo, mas hoje ele não vê problema algum com qualquer destes. Hoje, ele chama o papa de Roma de grande evangelista e amigo dos santos.

Cuidado com Jack Van Impe. Há três décadas, ele pregava em círculos cristãos sérios; contudo, hoje ele sustenta que o papa é um grande defensor da fé.

Cuidado com James Robinson. Há poucos anos apenas, ele levantava ousadamente sua voz contra a apostasia; mas hoje, ele diz que o papa [falecido] era um homem salvo e um grande exemplo de moralidade.

Alguns Neo-Evangélicos Brasileiros:

O pessoal do “Diante do Trono” e sua Lagoinha, “Sara a Nossa Terra”, a turma do “caminho” de Caio Fábio,  Ricardo Gondim e suas igrejas Betesda, Igreja Peniel de Fortaleza, R. R. Soares, Igreja Bola de Neve, Igreja Videira de Fortaleza, I Igreja Batista de Fortaleza, Igreja Renascer, Igreja da Paz, as Vineyard, JOCUM, a igreja IBC do pastor Armando Bispo de Fortaleza, Igreja Canaã de Fortaleza, igreja Logos de Fortaleza, igreja Paz e Vida, só  para citar uma pequenina parcela.

David Cloud

Título original: “No Coração do Neo-Evangelicalismo” traduzido por Mary Schultze e uma pequenina adaptação de Roberto Aguiar

Apenas 2 em Cada 5 Presbiterianos Norte Americanos Afirma que Só Jesus Salva

Posted in Falso Evangelho on 29/01/2010 by Roberto Aguiar

Vários grupos de Cristãos outrora fiéis, pelo menos na pregação das verdades basilares do Evangelho da Graça de Deus, estão atualmente a renegar a fé, afundando-se na apostasia.

No último Relatório do “Perfil demográfico e religioso dos Presbiterianos” publicado pela Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, revela que apenas dois em cada cinco membros (39%) pensam que “só Jesus Cristo pode salvar.” No caso dos pastores a taxa baixa é mesmo inferior (33%). No meio da apostasia generalizada vê-se que a fé tem maior índice entre as pessoas com idade avançada, mas mesmo assim não de forma substancial (45%).

Fonte:

www.iqc.pt

solascriptura-tt.org

EVANGELHO EM LIQUIDAÇÃO

Posted in Falso Evangelho on 09/01/2010 by Roberto Aguiar


“Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus.” II Co. 2. 17

Embora o Evangelho seja caracterizado por sua autenticidade, integralidade, pureza, confiabilidade, impopularidade, dentre outros fatores que, uma vez modificados, dão origem a qualquer outra coisa que, ou se transforma em uma espécie de caricatura dele ou em outra heresia qualquer que recebe o seu nome, do mesmo modo como se tem oferecido mercadorias baratas e em liquidação, assim também, sem que se meça as conseqüências, vai-se multiplicando a oferta de uma religião fácil, revestida de falsas promessas, barganhadas com uma vida sem compromissos e de “favores” oferecidos a Deus como se deles precisasse.

Uma realidade tão antiga que pode ser encontrada entre os escritos paulinos nos primórdios da era cristã, quando já surgiam os que, de olho na novidade que o Evangelho representava, no interesse que ele despertava, nas mudanças que proporcionava, nos milagres que ocorriam, falsificavam a Verdade, como se falsifica uma mercadoria qualquer e lançavam-se a oferecê-la de modo irresponsável, abominável, repugnante, ostentando o status de emissários de Cristo quando, na realidade, prestavam um desserviço ao cristianismo, promovendo confusão e criando novos problemas para serem combatidos pelos apóstolos, como se constata no texto destacado acima.

Você já deve ter percebido o ponto a que pretendo chegar. Refiro-me à situação de liquidação barata a que o Evangelho está exposto.

Muitos obreiros falsos e poucos verdadeiros, poucas igrejas e muitas sinagogas de satanás, um pequeno número de evangélicos e outro crescente de aventureiros inovadores, muita fala e pouca prática, muito ensino e pouco conteúdo, muita procura por uma religião de vida fácil e pouco interesse pelo cristianismo altruísta, caracterizado por aquela abnegação ensinada por Jesus Cristo.

Visão pessimista ou análise realista quanto aos fatos que presenciamos hoje?

Tal leitura se faz a partir da distância constatada entre o Evangelho escrito e aquele vivido, desprovido do impacto primitivo, do repúdio ao pecado, daquele “buscar em primeiro lugar o Reino de Deus”, do conhecimento aprofundado das Escrituras, do amor a Deus e à Sua vontade, da confiança em Seu governo e soberania, da disposição para dar a própria vida por amor a Cristo, da cooperação no serviço divino, da compaixão direcionada para o pobre e necessitado, do interesse em amar, perdoar, fortalecer ao fraco, encorajar o desanimado, servir de todo coração, de todo entendimento e de todas as forças.

Um Evangelho que esteja em liquidação não é Evangelho e todos os que o abraçam não são evangélicos. São desesperados em melhorar a vida pelo meio mais fácil, os quais, equivocadamente, “levam para casa” um pacote de mudanças instantâneas que não demandam qualquer esforço, compromisso com o tempo, a santidade, a verdade, o temor e o amor a Deus.

Que o Senhor nos revista de sabedoria para discernirmos sobre o tipo de Evangelho que temos pregado e vivido, que temos abraçado dia após dia.

Rev. Marcos Martins Dias

Seduzidos pelo Corrupto Amor Próprio

Posted in Falso Evangelho on 02/10/2009 by Roberto Aguiar

narciso

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22.37-40).

O mundo à nossa volta está promovendo o amor-próprio e a auto-estima. A auto-estima é um aspecto popular da psicologia humanista, que é baseada na crença de que todos nós nascemos bons e que a sociedade é a culpada. Esse sistema coloca o homem como a medida de todas as coisas. A ênfase no ego é exatamente o que começou no Jardim do Éden e se intensifica através dos ensinos humanísticos do amor-próprio, da auto-estima, da auto-realização e auto-etc. Promovendo a auto-estima, a Força-Tarefa Pela Auto-Estima na Califórnia foi a grande responsável por introduzir a ideologia e psicologia humanista nos setores público e privado. (É interessante notar que, em meados de 1988, a Força-Tarefa prestou tributo ao rei da auto-estima, James Dobson um psicólogo e escritor evangélico, destacando-o em seu boletim informativo. Além disso, seu livro Hide and Seek aparece na lista de leitura deles).

225px-James_Dobson_1 James Dobson

A influência da Comissão Pela Auto-Estima na Califórnia se espalhou pelos EUA. John Vasconcellos promoveu uma iniciativa em âmbito nacional sobre a auto-estima, semelhante à que introduziu na Califórnia. Vasconcellos deixou muito claro que o movimento da auto-estima deveria operar, como tem feito, contra o ensino que ele considerava antiquado, ou seja, que o homem é um pecador. Segundo ele, havia uma dupla visão da humanidade no país: (1) o homem como sendo pecador, e (2) como intrinsecamente bom. Ele declarou que esta era a questão subjacente do movimento da auto-estima. Por não crerem em Jesus Cristo, os humanistas seculares têm o ego como o único centro de interesse do indivíduo. Assim podemos entender por que aqueles que não conhecem a Cristo desejam amar, estimar e satisfazer o ego, pois é a única coisa que têm. E qual é a desculpa da Igreja?

O que há sob toda a retórica referente ao ego é um ataque ao Evangelho de Jesus Cristo, embora não se trate de um ataque frontal com limites de batalha claramente delineados. Ao contrário, na verdade é uma obra engenhosamente subversiva, não de carne e sangue, mas de principados e potestades, de dominadores deste mundo tenebroso, das forças espirituais do mal nas regiões celestes, tal como Paulo explicou na parte final da carta aos Efésios. É triste sabermos que muitos cristãos não estão alertas contra o perigo. É incontável o número dos que estão sendo sutilmente enganados por um outro evangelho – o evangelho do ego.

Percebemos que muita confusão tem envolvido a Igreja professa pelo uso da terminologia popular a respeito do ego. Em um extremo, encontramos pessoas como Robert Schuller que, de acordo com seu livro Self-Esteem: The New Reformation, parece ter abraçado inteiramente a postura humanista secular. Ele abomina o termo pecador e acredita que a pessoa deve desenvolver a sua auto-estima antes que possa conhecer a Jesus. Ele descarta por completo o que realmente conduz o indivíduo para a cruz de Cristo. Por outro lado, há os que, inconscientes das implicações e da confusão que tais palavras acarretam, vêm lançando mão desta terminologia. Adotando e adaptando-se aos conceitos da psicologia humanista, cristãos professos dizem que temos auto-estima, amor-próprio, valor-próprio, etc., por causa daquilo que somos em Cristo, mas a ideologia subjacente vem atrás.

Com o progresso da influência e da popularização da psicologia, a ênfase em Deus foi deslocada para o ego por uma grande parte da igreja professa. De formas muito sutis, o ego vai tomando o primeiro lugar e, assim, a atitude de ser escravo de Cristo é substituída pela de se fazer o que agrada e que seja para sua própria conveniência. O amor aos outros só é praticado se for conveniente.

Com toda esta ênfase no ego, é natural que os cristãos perguntem se é correto amar a si mesmo. Como Jesus responderia? Embora não seja ardilosa como as dos escribas e fariseus, a questão requer uma resposta “sim” ou “não”. O “sim” leva facilmente a toda espécie de preocupação consigo mesmo. E o “não” conduz a um possível: “Bem, então devemos nos odiar?” Nem sempre Jesus respondia como esperavam seus ouvintes. Em vez disso, Ele usava a pergunta como oportunidade de lhes ensinar uma verdade. Sua ênfase sempre era o amor de Deus e o nosso amor a Ele e aos outros.

Lingüisticamente, em toda a Bíblia, o termo agapao é sempre dirigido aos outros, nunca a mim mesmo. O conceito de amor-próprio não é o tema do Grande Mandamento, mas apenas um qualificativo. Quando Jesus ordena amar a Deus “de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força” (Mc 12.30), Ele enfatiza a natureza abrangente desse amor agapao (amor-atitude, que vai além da capacidade do homem natural, sendo possível exclusivamente pela graça divina). Se Ele usasse as mesmas palavras para o amor ao próximo, estaria encorajando-nos à idolatria. Contudo, para o grau de intensidade de amor que devemos ao próximo, Ele usou as palavras “como a ti mesmo”.

Jesus não nos ordenou a amar a nós mesmos. Ele não disse que havia três mandamentos (amar a Deus, ao próximo e a nós mesmos). Ele apenas afirmou: “Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22.40). O amor-próprio já está implícito aqui – ele é um fato – não uma ordem. Nenhum ensino nas Escrituras diz que alguém já não ama a si mesmo. Paulo afirma: “Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja” (Ef 5.29). Os cristãos não são admoestados a amar ou a odiar a si mesmos. Amor-próprio, ódio-próprio (que é simplesmente uma outra forma de amor-próprio ou preocupação consigo mesmo), e auto-depreciação (possivelmente uma desculpa para culpar a Deus por não conceder ao ego maiores vantagens pessoais), são atitudes centradas no eu. Os que se queixam da falta de amor-próprio geralmente estão insatisfeitos com seus sentimentos, habilidades, circunstâncias, etc. Se realmente odiassem a si mesmos, eles estariam alegres por serem miseráveis. Todo ser humano ama a si mesmo.

Em toda a Escritura, e particularmente dentro do contexto de Mateus 22, a ordem é dirigir aos outros todo o amor que o indivíduo tem por si. Não nos é ordenado que amemos a nós mesmos. Já o fazemos naturalmente. O mandamento é que amemos os outros como já amamos a nós mesmos. A história do Bom Samaritano, que segue o mandamento de amar o próximo, não só ilustra quem é o próximo, mas qual é o significado da palavra amor. Nesse contexto, amor significa ir além das conveniências a fim de realizar aquilo que se julga ser melhor para o próximo. A idéia é que devemos procurar o bem dos outros do mesmo modo como procuramos o bem (ou aquilo que podemos até erradamente pensar que seja o melhor) para nós mesmos – exatamente com a mesma naturalidade com que tendemos a cuidar de nosso bem-estar.

Outra passagem paralela com a mesma idéia de amar os outros como já amamos a nós mesmos é Lucas 6.31-35, que começa com as palavras: “Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles.” Evidentemente Jesus supunha que Seus ouvintes quisessem ser tratados com justiça, amabilidade e misericórdia. Em outras palavras, queriam ser tratados com amor e não com indiferença ou animosidade. Para esclarecer esta forma de amor em contraste com a dos pecadores, Jesus prosseguiu: “Se amais os que vos amam, qual é a vossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam… Amai, porém, os vossos inimigos…”

O amor que Jesus enfatiza é o demonstrado por atos, do tipo altruísta e não o que espera recompensas. Dada a naturalidade com que as pessoas satisfazem suas próprias necessidades e desejos, Jesus desviou-lhes o foco da atenção para além delas mesmas.

Essa espécie de amor pelos outros procede primeiro do amor de Deus, e somente depois de respondermos sinceramente ao amor dEle (de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de todo o nosso entendimento). Não conseguiremos praticá-lo a não ser que O conheçamos através de Seu Filho. As Escrituras dizem: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1 Jo 4.19). Não podemos realmente amar (o amor-ação, agapao) a Deus sem primeiro conhecermos o Seu amor através da graça; e não podemos verdadeiramente amar o próximo como a nós mesmos, sem primeiramente amarmos a Deus. A posição bíblica correta para o cristão não é a de encorajar, justificar ou mesmo estabelecer o amor-próprio, e sim a de dedicar sua vida por amor a Deus e ao próximo como [já ama] a si mesmo.

Martin Bobgan e Deidre Bobgan

Martin Bobgan é bacharel e mestre pela Universidade de Minnesota e tem doutorado em Psicologia Educacional pela Universidade do Colorado.

Deidre Bobgan é bacharel pela Universidade de Minnesota e mestre pela Universidade da Califórnia. Eles têm falado sobre psicologia e fé cristã em numerosas conferências, igrejas, no rádio e na TV. O casal Bobgan escreveu 17 livros sobre o assunto e edita a PsychoHeresy Awareness Letter.

Fonte: adaptado de um artigo de PsychoHeresy Update, http://www.chamada.com

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