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Seduzidos pelo Corrupto Amor Próprio

Posted in Falso Evangelho on 02/10/2009 by Roberto Aguiar

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“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22.37-40).

O mundo à nossa volta está promovendo o amor-próprio e a auto-estima. A auto-estima é um aspecto popular da psicologia humanista, que é baseada na crença de que todos nós nascemos bons e que a sociedade é a culpada. Esse sistema coloca o homem como a medida de todas as coisas. A ênfase no ego é exatamente o que começou no Jardim do Éden e se intensifica através dos ensinos humanísticos do amor-próprio, da auto-estima, da auto-realização e auto-etc. Promovendo a auto-estima, a Força-Tarefa Pela Auto-Estima na Califórnia foi a grande responsável por introduzir a ideologia e psicologia humanista nos setores público e privado. (É interessante notar que, em meados de 1988, a Força-Tarefa prestou tributo ao rei da auto-estima, James Dobson um psicólogo e escritor evangélico, destacando-o em seu boletim informativo. Além disso, seu livro Hide and Seek aparece na lista de leitura deles).

225px-James_Dobson_1 James Dobson

A influência da Comissão Pela Auto-Estima na Califórnia se espalhou pelos EUA. John Vasconcellos promoveu uma iniciativa em âmbito nacional sobre a auto-estima, semelhante à que introduziu na Califórnia. Vasconcellos deixou muito claro que o movimento da auto-estima deveria operar, como tem feito, contra o ensino que ele considerava antiquado, ou seja, que o homem é um pecador. Segundo ele, havia uma dupla visão da humanidade no país: (1) o homem como sendo pecador, e (2) como intrinsecamente bom. Ele declarou que esta era a questão subjacente do movimento da auto-estima. Por não crerem em Jesus Cristo, os humanistas seculares têm o ego como o único centro de interesse do indivíduo. Assim podemos entender por que aqueles que não conhecem a Cristo desejam amar, estimar e satisfazer o ego, pois é a única coisa que têm. E qual é a desculpa da Igreja?

O que há sob toda a retórica referente ao ego é um ataque ao Evangelho de Jesus Cristo, embora não se trate de um ataque frontal com limites de batalha claramente delineados. Ao contrário, na verdade é uma obra engenhosamente subversiva, não de carne e sangue, mas de principados e potestades, de dominadores deste mundo tenebroso, das forças espirituais do mal nas regiões celestes, tal como Paulo explicou na parte final da carta aos Efésios. É triste sabermos que muitos cristãos não estão alertas contra o perigo. É incontável o número dos que estão sendo sutilmente enganados por um outro evangelho – o evangelho do ego.

Percebemos que muita confusão tem envolvido a Igreja professa pelo uso da terminologia popular a respeito do ego. Em um extremo, encontramos pessoas como Robert Schuller que, de acordo com seu livro Self-Esteem: The New Reformation, parece ter abraçado inteiramente a postura humanista secular. Ele abomina o termo pecador e acredita que a pessoa deve desenvolver a sua auto-estima antes que possa conhecer a Jesus. Ele descarta por completo o que realmente conduz o indivíduo para a cruz de Cristo. Por outro lado, há os que, inconscientes das implicações e da confusão que tais palavras acarretam, vêm lançando mão desta terminologia. Adotando e adaptando-se aos conceitos da psicologia humanista, cristãos professos dizem que temos auto-estima, amor-próprio, valor-próprio, etc., por causa daquilo que somos em Cristo, mas a ideologia subjacente vem atrás.

Com o progresso da influência e da popularização da psicologia, a ênfase em Deus foi deslocada para o ego por uma grande parte da igreja professa. De formas muito sutis, o ego vai tomando o primeiro lugar e, assim, a atitude de ser escravo de Cristo é substituída pela de se fazer o que agrada e que seja para sua própria conveniência. O amor aos outros só é praticado se for conveniente.

Com toda esta ênfase no ego, é natural que os cristãos perguntem se é correto amar a si mesmo. Como Jesus responderia? Embora não seja ardilosa como as dos escribas e fariseus, a questão requer uma resposta “sim” ou “não”. O “sim” leva facilmente a toda espécie de preocupação consigo mesmo. E o “não” conduz a um possível: “Bem, então devemos nos odiar?” Nem sempre Jesus respondia como esperavam seus ouvintes. Em vez disso, Ele usava a pergunta como oportunidade de lhes ensinar uma verdade. Sua ênfase sempre era o amor de Deus e o nosso amor a Ele e aos outros.

Lingüisticamente, em toda a Bíblia, o termo agapao é sempre dirigido aos outros, nunca a mim mesmo. O conceito de amor-próprio não é o tema do Grande Mandamento, mas apenas um qualificativo. Quando Jesus ordena amar a Deus “de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força” (Mc 12.30), Ele enfatiza a natureza abrangente desse amor agapao (amor-atitude, que vai além da capacidade do homem natural, sendo possível exclusivamente pela graça divina). Se Ele usasse as mesmas palavras para o amor ao próximo, estaria encorajando-nos à idolatria. Contudo, para o grau de intensidade de amor que devemos ao próximo, Ele usou as palavras “como a ti mesmo”.

Jesus não nos ordenou a amar a nós mesmos. Ele não disse que havia três mandamentos (amar a Deus, ao próximo e a nós mesmos). Ele apenas afirmou: “Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22.40). O amor-próprio já está implícito aqui – ele é um fato – não uma ordem. Nenhum ensino nas Escrituras diz que alguém já não ama a si mesmo. Paulo afirma: “Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja” (Ef 5.29). Os cristãos não são admoestados a amar ou a odiar a si mesmos. Amor-próprio, ódio-próprio (que é simplesmente uma outra forma de amor-próprio ou preocupação consigo mesmo), e auto-depreciação (possivelmente uma desculpa para culpar a Deus por não conceder ao ego maiores vantagens pessoais), são atitudes centradas no eu. Os que se queixam da falta de amor-próprio geralmente estão insatisfeitos com seus sentimentos, habilidades, circunstâncias, etc. Se realmente odiassem a si mesmos, eles estariam alegres por serem miseráveis. Todo ser humano ama a si mesmo.

Em toda a Escritura, e particularmente dentro do contexto de Mateus 22, a ordem é dirigir aos outros todo o amor que o indivíduo tem por si. Não nos é ordenado que amemos a nós mesmos. Já o fazemos naturalmente. O mandamento é que amemos os outros como já amamos a nós mesmos. A história do Bom Samaritano, que segue o mandamento de amar o próximo, não só ilustra quem é o próximo, mas qual é o significado da palavra amor. Nesse contexto, amor significa ir além das conveniências a fim de realizar aquilo que se julga ser melhor para o próximo. A idéia é que devemos procurar o bem dos outros do mesmo modo como procuramos o bem (ou aquilo que podemos até erradamente pensar que seja o melhor) para nós mesmos – exatamente com a mesma naturalidade com que tendemos a cuidar de nosso bem-estar.

Outra passagem paralela com a mesma idéia de amar os outros como já amamos a nós mesmos é Lucas 6.31-35, que começa com as palavras: “Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles.” Evidentemente Jesus supunha que Seus ouvintes quisessem ser tratados com justiça, amabilidade e misericórdia. Em outras palavras, queriam ser tratados com amor e não com indiferença ou animosidade. Para esclarecer esta forma de amor em contraste com a dos pecadores, Jesus prosseguiu: “Se amais os que vos amam, qual é a vossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam… Amai, porém, os vossos inimigos…”

O amor que Jesus enfatiza é o demonstrado por atos, do tipo altruísta e não o que espera recompensas. Dada a naturalidade com que as pessoas satisfazem suas próprias necessidades e desejos, Jesus desviou-lhes o foco da atenção para além delas mesmas.

Essa espécie de amor pelos outros procede primeiro do amor de Deus, e somente depois de respondermos sinceramente ao amor dEle (de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de todo o nosso entendimento). Não conseguiremos praticá-lo a não ser que O conheçamos através de Seu Filho. As Escrituras dizem: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1 Jo 4.19). Não podemos realmente amar (o amor-ação, agapao) a Deus sem primeiro conhecermos o Seu amor através da graça; e não podemos verdadeiramente amar o próximo como a nós mesmos, sem primeiramente amarmos a Deus. A posição bíblica correta para o cristão não é a de encorajar, justificar ou mesmo estabelecer o amor-próprio, e sim a de dedicar sua vida por amor a Deus e ao próximo como [já ama] a si mesmo.

Martin Bobgan e Deidre Bobgan

Martin Bobgan é bacharel e mestre pela Universidade de Minnesota e tem doutorado em Psicologia Educacional pela Universidade do Colorado.

Deidre Bobgan é bacharel pela Universidade de Minnesota e mestre pela Universidade da Califórnia. Eles têm falado sobre psicologia e fé cristã em numerosas conferências, igrejas, no rádio e na TV. O casal Bobgan escreveu 17 livros sobre o assunto e edita a PsychoHeresy Awareness Letter.

Fonte: adaptado de um artigo de PsychoHeresy Update, http://www.chamada.com

O Confuso Ato de Aceitar a Cristo

Posted in Vida Prática on 01/10/2009 by Roberto Aguiar

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Nosso relacionamento com Cristo é uma questão de vida ou morte. O homem que conhece a Bíblia sabe que Jesus Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores e que os homens são salvos apenas por Ele, sem qualquer influência por parte de quaisquer obras praticadas.

“O que devo fazer para ser salvo?”, devemos aprender a resposta correta. Falhar neste ponto não envolve apenas arriscar nossas almas, mas garantir a saída eterna da face de Deus.

Os cristãos “evangélicos” fornecem três respostas a esta pergunta ansiosa: “Creia no Senhor Jesus Cristo”, “Receba Cristo como seu Salvador pessoal” e “Aceite Cristo”. Duas delas são extraídas quase literalmente das Escrituras (At 16:31; Jo 1:12), enquanto a terceira é uma espécie de paráfrase, resumindo as ouras duas. Não se trata então de três, mas de uma só.

Por sermos espiritualmente preguiçosos, tendemos a gravitar na direção mais fácil a fim de esclarecer nossas questões religiosas, tanto para nós mesmos como para outros. Assim sendo, a fórmula “Aceite Cristo” tornou-se uma panacéia de aplicação universal e acredito que tem sido fatal para muitos.

Embora um penitente ocasional responsável possa encontrar nela toda a instrução que precisa para ter um contato vivo com Cristo, temo que muitos façam uso dela como um atalho para a Terra Prometida, apenas para descobrir que ela os levou em vez disso a “uma terra de escuridão, tão negra quanto as próprias trevas; e da sombra da morte, sem qualquer ordem, e onde a luz é como a treva”.

A dificuldade está em que a atitude “Aceite Cristo” está provavelmente errada. Ela mostra Cristo suplicando a nós, em lugar de nós a Ele. Ela faz com que Ele fique de pé, com o chapéu na mão, aguardando o nosso veredicto a respeito dEle, em vez de nos ajoelharmos com os corações contritos esperando que Ele nos julgue. Ela pode até permitir que aceitemos Cristo mediante um impulso mental ou emocional, sem qualquer dor, sem prejuízo de nosso ego e nenhuma inconveniência ao nosso estilo de vida normal.

Para esta maneira ineficaz de tratar de um assunto vital, podemos imaginar alguns paralelos; como se, por exemplo, Israel tivesse “aceito” no Egito o sangue da Páscoa, mas continuasse vivendo em cativeiro, ou o filho pródigo “aceitasse” o perdão do pai e continuasse entre os porcos no país distante. Não fica claro que se aceitar Cristo deve significar algo, é preciso que haja uma ação moral em harmonia com essa atitude?

Ao permitir que a expressão “Aceite Cristo” represente um esforço sincero para dizer em poucas palavras o que não poderia ser dito tão bem de outra forma, vejamos então o que queremos ou devemos indicar ao fazer uso dessa frase.

Aceitar Cristo é dar ensejo a uma ligeira ligação com a Pessoa de nosso Senhor Jesus, absolutamente única na experiência humana. Essa ligação é intelectual, voluntária e emocional. O crente acha-se intelectualmente convencido de que Jesus é tanto Senhor como Cristo; ele decidiu segui-lo a qualquer custo e seu coração logo está gozando da singular doçura de sua companhia.

Esta ligação é total, no sentido de que aceita alegremente Cristo por tudo que Ele é.

Não existe qualquer divisão covarde de posições, reconhecendo-o como Salvador hoje, e aguardando até amanhã para decidir se Ele será seu Senhor ou não.

O verdadeiro crente confessa Cristo como o seu Tudo em Todos sem reservas. Ele inclui tudo de si mesmo, sem que qualquer parte de seu ser fique insensível diante da transação revolucionária.

Além disso, sua ligação com Cristo é toda exclusiva. O Senhor torna-se para ele a atração única e exclusiva para sempre, e não apenas um entre vários interesses rivais. Ele segue a órbita de Cristo como a Terra a do Sol, mantido em servidão pelo magnetismo do seu afeto, extraindo dEle toda a sua vida, luz e calor. Nesta feliz condição são-lhe concedidos novos interesses, mas todos eles determinados pela sua relação com o Senhor.

O fato de aceitarmos Cristo desta maneira toda inclusive e toda exclusiva é um imperativo divino. A fé salta para Deus neste ponto mediante a Pessoa e a obra de Cristo, mas jamais separa a obra da Pessoa. Ele crê no Senhor Jesus Cristo, o Cristo abrangente, sem modificação ou reserva, e recebe e goza assim tudo o que Ele fez na sua obra de redenção, tudo o que está fazendo agora no céu a favor dos seus, e tudo o que opera neles e através deles.

Aceitar Cristo é conhecer o significado das palavras: “pois, segundo ele é, nós somos neste mundo” (1 João 4:17). Nós aceitamos os amigos dele como nossos, seus inimigos como inimigos nossos, sua cruz como a nossa cruz, sua vida como a nossa vida e seu futuro como o nosso.

Se é isto que queremos dizer quando aconselhamos alguém a aceitar Cristo, será melhor explicar isso a ele, pois é possível que se envolva em profundas dificuldades espirituais caso não explanarmos o assunto.

A. W. Tozer

Título original, “Aceitar a Jesus”.

No Alvorecer de Uma Nova Heresia: Ecoteologia

Posted in Falso Evangelho on 30/09/2009 by Roberto Aguiar

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“Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. [...] Mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e SERVIRAM A CRIATURA em lugar do Criador.” (Romanos 1:22-25).

A palavra Ecologia tem origem no grego “oikos”, que significa casa, e “logos”, estudo. Logo, por extensão seria o estudo da casa, ou de forma mais genérica, do lugar onde se vive. Foi o cientista alemão Ernst Haeckel, em 1869, quem primeiro usou este termo para designar a parte da Biologia que estuda as relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem.

Em 1906 a anarquista Emma Goldman criou a revista Mother Earth (Mãe Terra), uma das primeiras revistas ecologistas.

A alegação de que cristianismo ensina cuidados com o meio ambiente tem sido contestada, tanto dentro como  fora da igreja. Desde 1967 Lynn White Jr(famoso professor de história medieval nas universidades de Princeton e Stanford) alega que a “tradição judaico-cristã” foi a causa da “nossa crise ecológica” . As raízes históricas da Nossa “Crise Ecológica”, tem sido reimpressos em vários livros didáticos e inúmeros outros tratados, e o que os estudantes estão aprendendo é que os cristãos são a fonte do problema.

O que pensa o movimento ecológico?

- A personificação da Terra é conhecida como teoria de Gaia. Gaia é a deusa da Terra na mitologia grega e romana – a “Mãe Terra!”

- Os esotéricos ensinam que “Gaia”, a deusa Terra, somos nós e nós somos ela. Acreditam que todos são um, pois todos surgiram supostamente de uma única célula (monogênese).

- discurso que se tornou símbolo de campanhas ecológicas, atribuído ao chefe índio Seattle em 1854, endereçado a um representante do governo dos Estados Unidos da América: “Tudo o que acontecer à Terra acontecerá aos filhos da Terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos”.

O movimento esotérico em prol do meio ambiente acredita que a humanidade é produto de forças evolucionais inerentes ao próprio universo. Baseados nessa teoria deveríamos nos re-sintonizar com a natureza

Em 1985, o primeiro encontro do “Fórum Global dos Líderes Espirituais e Parlamentares para a Sobrevivência Humana” reuniu líderes espirituais e políticos de cinco continentes e das cinco maiores religiões mundiais, para planejar a salvação ecológica e a paz mundial. Eles declararam conjuntamente: “Estamos entrando em uma era de cidadania global e de uma nova consciência, que transcendem todas as barreiras de raça e religião… garantindo o bem-estar e a paz.

O Fórum Global” em 1988 em Oxford, líderes religiosos e políticos de 52 países (acompanhados dessa vez por cientistas de destaque), reuniram-se para “unir todas as religiões com todas as orientações políticas”. Em uma “Declaração Final” conjunta, os participantes da conferência afirmaram: “Fomos levados a nos reunir por uma preocupação conjunta pela sobrevivência global, entendendo a unidade essencial da humanidade…”

O “Fórum Global” de 1990 reuniu mais de 1.000 participantes de 83 países. Realizado em Moscou, ele foi co-patrocinado pelo primeiro Parlamento Soviético livremente eleito, por todas as entidades religiosas soviéticas, pela Academia de Ciências da URSS e pela “Fundação pela Sobrevivência e o Progresso da Humanidade”. Em seu discurso no plenário, o então senador americano Al Gore (depois vice-presidente), um batista do Sul dos EUA, cujos escritos refletem sua crença na deusa-mãe Gaia, declarou que os problemas ecológicos somente poderão ser solucionados através de uma “nova espiritualidade” comum a todas as religiões (a “nova” espiritualidade ecumênica de Gore é paganismo revivido). A “Declaração de Moscou”, assinada pelos participantes, pedia a instituição de “um conselho global de líderes espirituais” e a “criação de uma oração inter-religiosa(ecumênica)… uma nova comunhão com a natureza…”

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Essa crescente espiritualidade pagã, com sua adoração à criação ao invés do Criador, é ideal para unir a Ciência com todas as religiões não-cristãs. Por exemplo, as conferências do “Instituto Isthmus”, com sede em Dallas, atraem cientistas de destaque e líderes religiosos para discutir “Ciência e Espiritualidade”. Normalmente realizadas no campus da Universidade do Texas, as conferências típicas incluem discussões sobre os aspectos “espirituais” da ecologia e Gaia. Sua noção de “espiritual” é claramente pagã/panteísta e não bíblica.

O ateu Carl Sagan(cientista americano) já falecido, adorador do cosmo, disse no “Fórum Global” de Moscou que a Terra deveria ser considerada “sagrada” para que houvesse um encorajamento a tratá-la com “cuidado e respeito”  não porque Deus a fez, mas porque ela (Gaia) nos fez. Sagan, que rejeitava o Deus bíblico, dizia que deveríamos “venerar o Sol e as estrelas”. Esse neopanteísmo científico é chamado de Ecoteologia. Outro dos seus defensores, o professor Victor Ferkiss, diz que a premissa básica é: “O Universo é Deus”.

Em 1991, a entidade “Evangélicos pela Ação Social” (cujo diretor executivo é Ron Sider) ajudou a organizar um encontro de cientistas e líderes religiosos para discutir a salvação do meio ambiente. Entre os participantes evangélicos entusiasmados em se juntar a um movimento pagão estavam o presidente da “Visão Mundial” e o presidente do “Seminário Teológico Asbury”. Em maio de 1992, líderes evangélicos voltaram a participar de uma coalizão de Ciência e religião promovida pelo “Apelo Conjunto da Religião e Ciência pelo Meio Ambiente”.

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Fundado em 1993 pelo vice-presidente Al Gore, a “Aliança Nacional Religiosa pelo Meio Ambiente”, que também tem sede na Catedral de São João, o Divino, distribuiu dezenas de milhares de pacotes contendo orações, idéias para sermões e lições de escola dominical de orientação ecológica a congregações católicas, protestantes, judaicas e evangélicas por todos os EUA. Seu diretor está convicto de que a crise ecológica vai transformar “o que significará ser religioso no século 21″. Além da “Visão Mundial”, outras organizações evangélicas envolvidas são a “Inter-Varsity” e a “Associação Nacional de Evangélicos dos EUA”.

Cristianismo Verde como Movimento existe, e já atraiu a atenção da liderança cristã que sempre está em busca de modismos para agitar uma igreja entediada, e seguem sempre, com algum atraso, as modas da cultura secular. É por isso que preservar o meio ambiente está na crista da onda gospel.

biblia verde

Bíblia Ecológica

“Ecologia e Cristianismo”

“Cristianismo Racional e Evolutivo”

“A Contribuição do Cristianismo para a Ecologia”

Dave Hunt é um dos mais respeitáveis apologistas cristãos da atualidade e um estudioso sobre ocultismo. No livro “Occult Invasion”, Hunt nos adverte: “Um dos caminhos mais aceitáveis e seguros que leva ao oculto nos dias atuais é o movimento de volta para a natureza em nome da preservação ecológica do nosso planeta. A Terra tem sofrido muitos danos nocivos em conseqüência do descuido e avareza da humanidade. Enquanto as nações industrializadas têm de levar sua cota de culpa, algumas das piores poluições e destruições têm ocorrido em terras comunistas como também em países em desenvolvimento no Terceiro Mundo. Além disso, poluição (tais como aquelas causadas por erupções vulcânicas) e destruições (tais como: pragas das plantas e insetos, incêndios de florestas causadas por raios ou pragas) são partes integrantes da própria natureza. No entanto, a ilusão popular de que qualquer coisa ‘natural’ tem de ser benéfica, tem ganho aceitação imutável. Parece que foi ignorado que nada é mais natural do que doença, sofrimento, morte e desastres naturais (furacões, terremotos, secas, enchentes, apenas para citar alguns). De fato, é contra estas destruições regularmente criadas pela natureza que a humanidade tem desesperadamente lutado para se proteger e fazendo isso tem chegado até o presente nível de civilização. Parece mais do que irônico que após os homens terem lutado por séculos contra as forças da natureza, algumas vezes mortais e freqüentemente antagônicas, haveria agora um movimento crescente e popular conclamando uma parceria com estas mesmas forças.”

Bruxa Starhawkby Intelectual exotérica Starhawk

Os apologistas cristãos Russ Wise e Tal Brooke, em um artigo intitulado Culto à Deusa, afirmam:  A Intelectual exotérica Starhawk, que auto-denomina-se como bruxa,  relatou no seu livro A Dança Espiral: “O modelo de Deusa, que está imanente na natureza, nutre respeito pela santidade de todas as coisas vivas. Sem dúvida, ela é Gaia, a Deusa da Terra. Em decorrência disto, a bruxaria reivindica ser a religião da ecologia. Reivindica que seu alvo é a harmonia com a natureza para que a vida não apenas sobreviva, mas seja bem sucedida.”

Sem dúvida, o movimento naturalista em defesa do meio ambiente, dos dias atuais, está fortemente influenciado por bruxas, esotéricos e muita gente que defende crenças neopagãs. Os nova erenses prometem reintroduzir o aspecto sagrado à Terra que dizem ter sido propositadamente destruído pelo mundo cristão. Os místicos acreditam que sararão a Terra de todos os problemas que lhe foram supostamente causados pelo Deus da Bíblia e os seus seguidores. Na verdade, a Terra só é sagrada quando vista sob o prisma das religiões pagãs orientais. No cristianismo, a Terra é criação de Deus e jamais foi dada a ela um espírito e tampouco o título de divindade.

“Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios”. II Cor 3:7

“Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão”. II Cor 3:10

“Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz”.  II Cor 3: 11-14

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“Em nossa casa, a Bíblia, o Alcorão(a bíblia dos mulçumanos)  e o Bhagavad(a bíblia dos hindianos), Gita(escritos sagrados indus) ficavam na prateleira juntamente com os livros da mitologia grega,  norueguesa e africana. Na páscoa ou no natal minha mãe me arrastava para a igreja, assim como para templos budistas, para a celebração do Ano Novo chinês, para santuários xintoístas(religião japonesa) ou para antigos locais de rituais havaianos.”

Barack Obama

A ciência que descrevia o universo como um aglomerado de coisas separadas, relacionadas mecanicamente entre si, faliu. A vanguarda pensante da ciência tem uma visão integradora das coisas, e isto não é de agora. A ciência teve um breve sonho mecanicista materialista durante a Revolução Industrial, mas já acorda de novo para a realidade. Leonardo da Vinci, Paracelso, Francis Bacon, Isaac Newton, Thomas Edison e inúmeros outros foram cientistas e místicos ao mesmo tempo. Já no século vinte, Albert Einstein mantinha sempre em sua escrivaninha um exemplar de “A Doutrina Secreta”, de Helena Blavatsky(criadora da teosofia, união de todas as crenças esotéricas).

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“Todas as religiões, artes e ciências são galhos da mesma árvore”

Einstein Albert

No seu famoso filme e livro de 2006 “Uma verdade Inconveniente”, o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore adota um ponto de vista em relação aos ciclos de vida do planeta terra  que foi  claramente descrito no final do século 19  pelo teosofista William Q. Judge.  (Crise Climática: “Uma Verdade Inconveniente”).

Adaptação, Roberto Aguiar

Fonte: Tony Pearce, “Light for The Last Days”, www.chamada.com.br

“Seduzidos pela Ecologia Esotérica”, João Flávio Martinez um dos fundadores do CACP

Dave Hunt, TBC 3/94 /revista Chamada da Meia-Noite, 6/1994

“The Christian and Environmental Issues”,  Calvin B. DeWitt e  Ronald Nash / Christian Research Institute

“Change We Can Believe In – Barack Obama’s Plan to Renew America’s Promise”, livro com o programa de governo e sete discursos de Obama, publicado por  Three Rivers Press, New York, 2008,  274 pp., ver pp. 265-266.

“A Visão Planetária de Barack Obama”, Carlos Cardoso Aveline

www.filosofiaesoterica.com

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ecologia

A Cultura Como Instrumento de Perversão das Crianças

Posted in Pobre Cultura Humana on 27/09/2009 by Roberto Aguiar

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Sexo e pornografia estão na lista dos 10 assuntos principais que as crianças pesquisam na internet.

“Um estudo conduzido entre fevereiro e julho 2009 pela empresa Symantec Corp. por meio de seu serviço OnlineFamily.Norton, que permite que os pais monitorem as atividades online de seus filhos, revelou o que as crianças estão fazendo na internet. A Symantec estudou 3,5 milhões de buscas feitas pelos usuários do serviço no mundo inteiro.
A empresa de segurança de informática liberou uma lista das 100 principais buscas conduzidas por crianças cujos computadores têm o software OnlineFamily.Norton e cujos pais criaram um perfil de usuário para elas.
A Symantec constatou que o termo de busca mais popular foi para o YouTube, o site do Google que permite compartilhar vídeos.
“Não é surpresa ver o YouTube no topo da lista”, disse Marian Merritt, advogada de segurança de internet da Symantec. “As crianças usam o YouTube como um lugar inicial de entretenimento bem como para propósitos de educação”.

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Merritt disse que o serviço ajuda os pais a ficar em contato com o que seus filhos estão fazendo online, e ajuda a afastar as crianças de conteúdos online proibidos por pais mostrando cachorros virtuais que avisam as crianças quando elas estão indo em direção a território marcado como proibido. O software ativamente informa à criança, durante o login, que seus pais estão monitorando suas atividades online.
“Dá para ver o que elas estão pesquisando; com quem elas estão tendo contato através dos programas de mensagens instantâneas e em quais redes sociais elas estão”, disse Merritt.
O software está disponível gratuitamente no site Symantec OnlineFamily.Norton.
O mecanismo de busca do Google foi o segundo termo de busca mais popular depois do serviço de rede social Facebook.
O que é mais preocupante é que as palavras “sexo” e “pornografia” estavam registradas como quarta e sexta palavras mais pesquisadas entre as 10 principais.
Um estudo publicado na edição de verão de 2002 da revista italiana de ciências sociais Medicina Mental e Adolescência, que é revisada por especialistas, apurou que o uso de materiais pornográficos leva a vários problemas comportamentais, psicológicos e sociais tais como agressividade, hostilidade e violência sexual, bem como um aumento em crimes sexuais, disfunção sexual e destruição de famílias.

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No ano passado a revista Macleans noticiou que crianças mesmo de 8 anos de idade estão vendo e se viciando em pornografia que é facilmente acessível na internet e que os sites de pornografia estão transformando as atitudes sexuais dos nossos jovens.

“A pornografia em todas as suas formas afeta a sexualidade em desenvolvimento”, escreve Pamela Paul em seu livro Pornified: How Pornography is Transforming Our Lives, Our Relationships and Our Families (Pornificados: Como a Pornografia está Transformando Nossas Vidas, Nossos Relacionamentos e Nossas Famílias). “Quanto mais cedo o jovem fica exposto e quanto mais explícito o material, mais intensos serão os seus efeitos”.
Monique Polak, a autora do artigo na Macleans, disse: “Esses efeitos podem incluir tudo desde uma percepção distorcida das normas sexuais até dificuldades de manter um relacionamento amoroso saudável; uma percepção irreal acerca das mulheres; e potencialmente, vício de pornografia, que pode interferir nas atividades escolares, amizades e relacionamentos familiares”.

Em sua mensagem no Dia Mundial das Comunicações em 2004, o Papa João Paulo 2 alertou que os meios de comunicação em todas as suas formas, quer impressos, em filmes, na TV ou na internet, “têm a capacidade de provocar graves danos às famílias”.

O papa recordou aos comunicadores dos meios de comunicação e aos consumidores que “toda comunicação tem uma dimensão moral. Ele declarou que os meios de comunicação têm o “poder de reforçar ou anular valores tradicionais como religião, cultura e família”. Os meios de comunicação têm “a capacidade de provocar graves danos às famílias apresentando uma perspectiva imprópria ou até mesmo deformada acerca da vida, da família, da religião e da moralidade”, disse ele. “O que está em jogo é muito, pois todo ataque contra o valor fundamental da família é um ataque contra tudo o que é realmente bom na raça humana”.

A lista das 10 principais buscas feitas por crianças rastreado pelo OnlineFamily.Norton incluem:
1. YouTube

2. Google

3. Facebook

4. Sexo

5. MySpace

6. Pornografia

7. Yahoo

8. Michael Jackson

9. Fred (Um personagem fictício popular cujo canal do YouTube virou sucesso entre as crianças)

10. eBay

Thaddeus M. Baklinski

Fonte:    www.celuladasesponjas.blogspot.com, Título original, “Sexo e Pornografia na Internet”.

A Exploração das Escrituras

Posted in Falso Evangelho on 26/09/2009 by Roberto Aguiar

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Num tempo não muito distante nós crentes éramos reconhecidos, entre outras coisas, como pessoas que tinham um respeito profundo pela bíblia. Segundo a visão da sociedade em geral, nossa relação com o Livro Sagrado era tão estreita que nos julgaram merecedores de um apelido que, mesmo sendo pejorativo, no fundo retratava nosso apego e respeito ao livro da vida. Foi ai que nos chamaram de, “os bíblias”.  Mas o tempo mudou, assim como a igreja de uma forma geral e nossa relação com a Palavra foi sofrendo efeitos de erosão. O respeito antes inquestionável foi ruindo até chegar a um relacionamento de promiscuidade do qual nos encontramos hoje manifesto pela forma banal que nos relacionamos com ela.  A bíblia desde muito tempo vem sendo o livro mais lido da humanidade, porém nesses tempos onde nada escapa à ótica mercantil, os crentes não dispensaram nem a palavra de Deus, tratando de explorá-la como um produto qualquer, demonstrando que há muito tempo perderam o “temor do Senhor”, que gera a vergonha, o escrúpulo. E o cinismo, antes desconhecido pela maioria de nós agora estampa a fachada do nosso povo. Podemos ver essa desconsideração moral e ética dos crentes e da sociedade para com Deus, pelas edições da bíblia disponibilizadas e suas chamadas publicitárias que vão de estapafúrdias a ridículas, e certamente seriam cômicas, se não fossem trágicas.

A Bíblia em Mangá

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“Um forasteiro misterioso, calado que chega para libertar a cidade do domínio do pecado tal qual como um pistoleiro em faroeste ou um samurai em terras japonesas, melhor ainda Jesus Cristo em Jerusalém”.

“O Velho Testamento mostra as passagens essenciais e intrigantes do Primeiro Livro, demonstrando com um realismo espantoso a linha do tempo e como cada pequeno acontecimento influenciou o futuro de toda a humanidade. O livro cativa públicos de todas as idades e chama atenção para as passagens as quais se refere, facilitando a interação entre o mangá e a obra original. A dinâmica da narrativa única dos mangás, que se assemelha à usada nos cinemas é o elo de ligação entre as histórias bíblicas e os leitores, que se intimidam ante o denso volume de informações encontrado no Livro Sagrado. A obra foi um sucesso de vendas no Reino Unido, seu país de origem, alcançando a notória marca das 50 mil cópias e liderando as listas do gênero mangá. A partir daí foi lançada também nos Estados Unidos, onde as vendas foram igualmente satisfatórias”.

A Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira

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“A Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira foi projetada para levá-lo a uma nova posição de poder e vitória em todas as áreas da sua vida[???], embora o foco esteja em duas áreas: a batalha espiritual e a vitória financeira. Nela, você encontrará 280 artigos de Batalha Espiritual e 118 artigos de Vitória Financeira[?]; palavras-chave, com os correspondentes termos originais em hebraico e/ou em grego, para uma compreensão mais profunda do texto bíblico[Duvido]; tabelas com informações e referências adicionais sobre os textos bíblicos destacados; símbolos de Vitória Financeira e de Batalha Espiritual, acompanhando o texto bíblico assinalado e o comentário correspondente; Índices de Referências sobre Vitória Financeira e sobre Batalha Espiritual, com tópicos que remetem aos artigos com revelações[?] e estratégias poderosas de vitória financeira e de batalha espiritual”.

Bíblia da Liderança

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“Com notas e artigos do renomado especialista em liderança[ Isso existe entre crentes?], John C. Maxwell, esta obra é um verdadeiro guia para quem quer superar os desafios do século XXI e exercer um papel de liderança.Tendo como fundamento a Palavra de Deus, analisa exemplos de liderança na Bíblia e apresenta as qualidades, tão valorizadas e enfatizadas, de um líder nos dias de hoje”.

Jesus disse para procurar-mós os últimos lugares e que o empregado de todos seria o melhor líder. Vendo os títulos dos livros de Maxwell,  “21 Minutos de Poder na Vida de um Líder”  e “A Arte de Influenciar Pessoas”, podemos ter uma idéia de como ele compreendeu isso.

Bíblia de Estudo do Líder Pentecostal

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“É uma Bíblia com notas relativas a liderança e focadas para ministros pentecostais. [E existe tal coisa?]Quem assina as notas e estudos ao longo da bíblia é o bispo Dr. Manoel Ferreira, presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus – Ministério Madureira (Conamad), deputado federal, membro da Diretoria da Sociedade Bíblica do Brasil e que foi indicado ao prêmio Nobel da Paz de 2009. O autor destaca que a exemplo de Peter Drucker e John Maxwell, consagrados consultores que fizeram da Bíblia fonte de inspiração para seu desenvolvimento profissional, um líder não deve prescindir do estudo das Sagradas Escrituras para se aperfeiçoar”.

Peter Drucker jamais se deixou influenciar pela bíblia.

Bíblia Max Lucado

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“Agora para que você entenda todos os mistérios do amor e da graça, Max lucado ensina não apenas a entender melhor , mas a enxergar a vontade de Deus através de uma bíblia devocional perfeita para quem deseja está mais perto do coração do Pai e encontrar consolo e encorajamento para continuar a caminhada”.

Propaganda enganosa…

A Bíblia do Adolescente

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“…Ela vem com histórias diversas e seções que falam da linguagem do pré-adolescente e do adolescente. Fácil de entender, essa Bíblia de Estudo o ajudará, de uma forma bem descontraída e engraçada[???], a aprender as verdades sobre Deus”.



Bíblia Renovare [Mística]

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[Entre todas]”…É a bíblia mais acessível ao leitor em sua prática diária”.

A Bíblia do Estudante

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“Diferencial: Propicia um estudo detalhado da Palavra de Deus e aprofundamento da vivência diária com Cristo”.

A Bíblia do Pregador

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“Atendendo a solicitações de muitos desses leitores, as duas editoras, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) e a Editora Esperança (EEE), se uniram para oferecer uma ferramenta de trabalho ainda mais rica e prática para o preparo de pregações. O resultado é uma obra que reúne perto de dois mil esboços que foram revisados e adaptados de acordo com as novas normas ortográficas da língua portuguesa”.

Com tanto esboço, quem precisa do Espírito para inspirar?

A Bíblia da Mulher que Ora

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Do coração da Stormie para o seu coração[???]

“Após influenciar milhões de mulheres em todo o mundo, Stormie Omartian apresenta A Bíblia da mulher que ora para ajudar suas leitoras a aprofundar seu relacionamento com Deus ao intensificar a vida de oração. Stormie Omartian oferece tudo[???] o que você precisa para crescer na oração e experimentar dia a dia o poder transformador das Escrituras”.

Bíblia do Esmiliguido

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“Alia ao tradicional formato da Bíblia recursos atraentes ao público infanto-juvenil.  Ao conteúdo integral das Escrituras foram incluídas 56 lâminas coloridas contendo ilustrações do Smilingüido e sua turma, seleção de passagens bíblicas e sugestão de leitura complementar do livro Dia-a-dia com Smilingüido e sua turma”.


A Bíblia da Família

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“Esta é uma obra que oferece recursos para fortalecer e aprofundar os laços familiares[???]. Reúne 482 artigos que levam a assinatura de Jaime e Judith Kemp. Com um reconhecido ministério de apoio à família e mais de 50 obras publicadas sobre o assunto, o casal aborda temas variados como adolescência, casamento, melhor idade e namoro”.


Bíblia Diante do Trono

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‘Celebramos este tempo tão importante para nós trazendo ao Corpo de Cristo esse Livro amado e preciozíssimo. A Bíblia Sagrada,companheira que nos guiou e fortaleceu durante esta jornada, chega até você para juntos agradecermos e dedicarmos, novamente, nossos corações a Deus e à sua vontade .’ Ana Paula Valadão Bessa

Agradecemos ganhando dinheiro?

A Bíblia Pop

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“O evangelho de marcos vem acompanhado de celebridades do bem como Bono, Angelina Jolie, Nelson Mandela, Gandhi, John Lennon e outros. As celebridades têm sido mensageiros ou embaixadores da boa vontade e da justiça social nos tempos modernos, justificou o editor. Antes de chegar às livrarias o “evangelho pop” foi vendido em butiques, lojas e galerias de arte. O Antigo Testamento chegará ao mercado dos Estados Unidos em 2009″.


A bíblia do executivo, seja lá o que isso signifique…

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A bíblia “Verde” feita toda com papel reciclado…

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A bíblia em forma de adereço…

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A lista é muito grande,   não haveria espaço suficiente para mostrar tudo o que se tem feito em “Nome de Deus”….

Roberto Aguiar


A Humilhante Mas Gloriosa Dependência de Deus

Posted in Vida Prática on 20/09/2009 by Roberto Aguiar

EXTREMA NECESSIDADE

Eles, pois, colhiam o maná cada manhã” (Êxodo 16:21)

Esforça-te em preservar o propósito da tua total dependência do agrado e da vontade do Senhor, para que as tuas mais ricas alegrias permaneçam. Jamais tente viver do velho maná, nem procure encontrar auxílio no Egito[Mundo]. Tudo precisa vir de Jesus ou você estará arruinado para sempre. Unções antigas não bastarão para transmitir graça ao teu espírito; tua cabeça necessita do azeite fresco derramado sobre ela ou não terá glória. Hoje você pode estar no topo do monte de Deus, mas Ele, que te colocou lá, deve te manter lá, ou você descerá muito mais rápido do que imagina. Tua montanha só permanece firme quando Ele a assenta em seu lugar; se Ele esconder Sua face, logo você ficará abalado. Se o Salvador assim o quisesse, não haveria janela para você enxergasse  a luz do paraíso, a qual Ele não pode apagar nem por um instante. Josué ordenou ao sol que parasse, mas Jesus pode encerrá-lo em total escuridão. Ele pode retirar a alegria do teu coração, a luz dos teus olhos, e a força da tua vida; as tuas consolações repousam em Suas mãos, e, pela Sua vontade, podem ser afastadas de ti. Esta dependência contínua é determinada pelo Senhor para a sentirmos e reconhecermos, pois Ele só nos concede orar pelo “pão de cada dia”, e promete apenas que “a nossa força será como os nossos dias”. Não é melhor para nós que seja assim, podendo sempre retornar ao Seu trono e ser lembrado constantemente de Seu amor? Oh! Como é rica a graça que nos sustém incessantemente e que não se retém por causa da nossa ingratidão! A chuva de ouro jamais cessará e a nuvem de bênçãos permanecerá para sempre sobre a nossa habitação. Ó, Senhor Jesus, nos curvaremos aos Teus pés, conscientes da nossa total incapacidade para fazer qualquer coisa sem Ti, e, em cada favor que tivermos o privilégio de receber, adoraremos Teu bendito nome e reconheceremos Teu inextinguível amor.

Charles Haddon Spurgeon

Título original, “Dependência Total do Senhor”.

Triste Fenômeno: Crentes Lideram Diversidade de Cultos

Posted in Falso Evangelho on 19/09/2009 by Roberto Aguiar

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“No Brasil, a tradição da fé católica perdurou e, até o século XIX, era a única reconhecida oficialmente. Naquela época, quem não era católico não podia trabalhar para o Estado. Entretanto, os outros cultos eram permitidos, desde que não fossem praticados dentro de edificações cujas arquiteturas lembrassem uma igreja.

Atualmente, com o crescimento dos evangélicos no país, surgem templos para as mais diferentes tribos urbanas, que vão dos adeptos do heavy metal aos lutadores de jiu jitsu e surfistas. São igrejas voltadas para públicos que se diferenciam pelo visual, como tatuagens e o uso de piercings. Uma aparência que, muitas vezes, incomoda o conservadorismo presente no catolicismo e nas tradicionais denominações evangélicas.

De acordo com a antropóloga e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Léa Freitas Perez, o surgimento dessas novas igrejas é uma expressão religiosa de um fenômeno cultural contemporâneo. É o chamado pluralismo da religião. “A religião, como qualquer outro elemento da cultura, precisa se adaptar ao tempo. Isso é importante para o fortalecimento da crença. As igrejas tradicionais perdem fiéis porque não se adaptam às mudanças do tempo”, explica.

O fato de compartilharem da mesma fé e gostarem de rock’n roll, usarem roupas pretas e terem cabelos grandes foi um dos motivos que levou um grupo de jovens a criarem sua própria igreja: a Caverna de Adulão, que, desde 1992, funciona em Belo Horizonte. “A caverna surgiu da necessidade de se compartilhar a mensagem do evangelho com uma geração de jovens que era rejeitada nas igrejas oficiais por questões culturais”, explica o pastor Geraldo Luiz da Silva.

É entre os evangélicos que surgem as propostas de igrejas flexíveis. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, uma prancha de surfe virou púlpito para uma igreja descolada: a Bola de Neve, criada inicialmente para os surfistas. Em Fortaleza, há cerca de um ano, a Igreja Evangélica Congregacional desenvolve um projeto com alunos de jiu jitsu. No local, os jovens “Lutadores de Cristo” oram, sobem no tatame para lutar e assistem à pregação do pastor.

“Essa foi a maneira que encontramos para alcançar os jovens que nunca entraram em uma igreja. Aqui pregamos a paz, e uma das nossas regras de conduta é não se envolver em brigas nas ruas”, diz o coordenador do projeto, lutador e seminarista Elder Pinto.

A diversidade de igrejas mostra que a religiosidade é nômade. “As igrejas que mais têm sucesso são aquelas receptivas, festivas, que não exigem uma exclusividade dos fiéis”, diz a antropóloga Léa Perez”.

Fonte: O Tempo, título original, “Tribos da Fé: Roqueiros, surfistas e lutadores são o novo fenômeno evangélico”,19/08/2009

A igreja evangélica está se transformando numa babel de vozes egoisticamente desconexas entre si, transmutando-se numa “coisa” completamente diferente da original, causando perplexidade tanto aos de dentro, quanto os de fora.

Roberto Aguiar

Livro “A Cabana”: Doces Mentiras Decoradas com Pitadas de Verdade

Posted in Livros que Subtraem on 17/09/2009 by Roberto Aguiar

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Recentemente, as vendas do livro A Cabana aproximaram-se de [sete] milhões de cópias. Já se fala em transformar o livro em filme. Mas, enquanto o romance quebra os recordes de vendas, ele também rompe a compreensão tradicional de Deus e da teologia cristã. E é aí que está o tropeço. Será que um trabalho de ficção cristã precisa ser doutrinariamente correto?

Quem é o autor? William P. Young [Paul], um homem que conheço há mais de uma década. Cerca de quatro anos atrás, Paul abraçou o “Universalismo Cristão” e vem defendendo essa visão em várias ocasiões. Embora freqüentemente rejeite o “universalismo geral”, a idéia de que muitos caminhos levam a Deus, ele tem afirmado sua esperança de que todos serão reconciliados com Deus, seja deste lado da morte, ou após a morte. O Universalismo Cristão (também conhecido como a Reconciliação Universal) afirma que o amor é o atributo supremo de Deus, que supera todos os outros. Seu amor vai além da sepultura para salvar todos aqueles que recusaram a Cristo durante o tempo em que viveram. Conforme essa idéia, mesmo os anjos caídos, e o próprio Diabo, um dia se arrependerão, serão libertos do inferno e entrarão no céu. Não pode ser deixado no universo nenhum ser a quem o amor de Deus não venha a conquistar; daí as palavras: reconciliação universal.

Muitos têm apontado erros teológicos que acharam no livro. Eles encontram falhas na visão de Young sobre a revelação e sobre a Bíblia, sua apresentação de Deus, do Espírito Santo, da morte de Jesus e do significado da reconciliação, além da subversão de instituições que Deus ordenou, tais como o governo e a igreja local. Mas a linha comum que amarra todos esses erros é o Universalismo Cristão. Um estudo sobre a história da Reconciliação Universal, que remonta ao século III, mostra que todos esses desvios doutrinários, inclusive a oposição à igreja local, são características do Universalismo. Nos tempos modernos, ele tem enfraquecido a fé evangélica na Europa e na América. Juntou-se ao Unitarianismo para formarem a Igreja Unitariana-Universalista.

Ao comparar os credos do Universalismo com uma leitura cuidadosa de A Cabana, descobre-se quão profundamente ele está entranhado nesse livro. Eis aqui algumas evidências resumidas:

1) O credo universalista de 1899 afirmava que “existe um Deus cuja natureza é o amor”. Young diz que Deus “não pode agir independentemente do amor” (p. 102),[1] e que Deus tem sempre o propósito de expressar Seu amor em tudo o que faz (p. 191).

2) Não existe punição eterna para o pecado. O credo de 1899 novamente afirma que Deus “finalmente restaurará toda a família humana à santidade e à alegria”. Semelhantemente, Young nega que “Papai” (nome dado pelo personagem a Deus, o Pai) “derrama ira e lança as pessoas” no inferno. Deus não pune por causa do pecado; é a alegria dEle “curar o pecado” (p. 120). Papai “redime” o julgamento final (p. 127). Deus não “condenará a maioria a uma eternidade de tormento, distante de Sua presença e separada de Seu amor” (p. 162).

3) Há uma representação incompleta da enormidade do pecado e do mal. Satanás, como o grande enganador e instigador da tentação ao pecado, deixa de ser mencionado na discussão de Young sobre a queda (pp. 134-37).

4) Existe uma subjugação da justiça de Deus a seu amor – um princípio central ao Universalismo. O credo de 1878 afirma que o atributo da justiça de Deus “nasce do amor e é limitado pelo amor”. Young afirma que Deus escolheu “o caminho da cruz onde a misericórdia triunfa sobre a justiça por causa do amor”, e que esta maneira é melhor do que se Deus tivesse que exercer justiça (pp. 164-65). 5) Existe um erro grave na maneira como Young retrata a Trindade. Ele afirma que toda a Trindade encarnou como o Filho de Deus, e que a Trindade toda foi crucificada (p. 99). Ambos, Jesus e Papai (Deus) levam as marcas da crucificação em suas mãos (contrariamente a Isaías 53.4-10). O erro de Young leva ao modalismo, ou seja, que Deus é único e às vezes assume as diferentes modalidades de Pai, Filho e Espírito Santo, uma heresia condenada pela igreja primitiva. Young também faz de Deus uma deusa; além disso, ele quebra o Segundo Mandamento ao dar a Deus, o Pai, a imagem de uma pessoa.

6) A reconciliação é efetiva para todos sem necessidade de exercerem a fé. Papai afirma que ele está reconciliado com o mundo todo, não apenas com aqueles que crêem (p. 192). Os credos do Universalismo, tanto o de 1878 quanto o de 1899, nunca mencionaram a fé.

7) Não existe um julgamento futuro. Deus nunca imporá Sua vontade sobre as pessoas, mesmo em Sua capacidade de julgar, pois isso seria contrário ao amor (p. 145). Deus se submete aos humanos e os humanos se submetem a Deus em um “círculo de relacionamentos”.

8) Todos são igualmente filhos de Deus e igualmente amados por ele (pp. 155-56). Numa futura revolução de “amor e bondade”, todas as pessoas, por causa do amor, confessarão a Jesus como Senhor (p. 248).

9) A instituição da Igreja é rejeitada como sendo diabólica. Jesus afirma que Ele “nunca criou e nunca criará” instituições (p. 178). As igrejas evangélicas são um obstáculo ao universalismo.

10) Finalmente, a Bíblia não é levada em consideração nesse romance. É um livro sobre culpa e não sobre esperança, encorajamento e revelação.

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William P. Young, autor de A Cabana

Logo no início desta resenha, fiz uma pergunta: “Será que um trabalho de ficção precisa ser doutrinariamente correto?” Neste caso a resposta é sim, pois Young é deliberadamente teológico. A ficção deve servir à teologia, e não vice-versa.

Fonte: Título original, “Fique Longe desta cabana”, extraído de uma resenha de James B. De Young, Western Theological Seminary – The Berean Callhttp://www.chamada.com

F. B. Meyer: Um Testemunho Que faz Falta

Posted in Irmãos Sinceros on 15/09/2009 by Roberto Aguiar

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Spurgeon dizia dele: “Meyer prega como um homem que viu Deus face a face”.

F. B. Meyer nasceu em Londres em Abril de 1847, no seio de uma família cristã de origem alemã abastada e devota. Uma das avós exerceu uma especial influência sobre ele. Estudou no Brighton College e graduou-se na Universidade de Londres em 1869. Estudou teologia no Regent’s Park College, Oxford. Meyer começou a pastorear Igrejas em 1870. O seu primeiro pastorado foi na Capela Baptista de Pembroke em Liverpool.

Sendo pastor na Capela Baptista de Priory Street, foi ouvir pregar D. L. Moody, o evangelista norte-americano. A sua primeira impressão foi confirmada por um dos seus professores de Escola Dominical, que veio a ele e lhe disse: “Irmão Meyer, a ilustração que esse pregador deu outro dia causou um impacto tão grande nas minhas alunas que houve muito choro, confissão e testemunho. Estamos seguros de que o Espírito Santo nos tomou; e tivemos uma experiência na nossa classe que não acreditará!”.

F. B. Meyer foi tão afetado pelo testemunho desse professor e daquelas alunas que quis comprová-lo por si mesmo, e logo chegou a comprovar a sua realidade. Desde esse momento, Meyer aproximou-se de Moody, e selaram uma amizade que durou por toda a vida. Meyer dedicou-se totalmente ao ministério pastoral em Leicester, com uma forte ênfase no evangelismo, provavelmente devido à influência de sua recente amizade com D. L. Moody.

O momento decisivo veio em 26 de Novembro de 1884, quando C. T. Studd e Stanley Smith visitaram a prospera igreja da qual Meyer era pastor (Melbourne Hall, Leicester). Um grande alvoroço levantou-se quando Studd e Smith, que eram desportistas conhecidos em toda a Inglaterra, juntamente com outros cinco estudantes universitários de Cambridge – conhecidos como os “Sete de Cambridge “- se ofereceram para ir como missionários para a China.

Meyer convidou as duas famosas personalidades a falar no Melbourne Hall pouco antes de deixarem a Grã-Bretanha. O que Meyer não suspeitava era o efeito que esta decisão causaria nele próprio.

Ele observou em Studd e Smith uma “fonte constante de repouso, força e alegria” que ele não tinha e que estava decidido a possuir. Era essencial para Meyer que a espiritualidade fosse prática, e isto foi exatamente o que ele viu naqueles dois jovens. Meyer foi a Studd e Smith para buscar conselho às 7:00 da manhã, um dia depois de reunir-se em Melbourne Hall, e eles insistiram que ele rendesse tudo a Cristo. Meyer então, “pela primeira vez” – assim ele afirmou – tomou a vontade de Deus como o objetivo da sua vida inteira. Esta declaração, “render-se a Deus”, expressava um elemento crucial da espiritualidade do movimento da vida mais profunda.

Quando a experiência de rendição de Meyer se tornou pública, os organizadores da Convenção de Keswick reconheceram-no capaz de tomar um lugar na tribuna de Keswick. Pediram-lhe que fosse um dos oradores durante a semana da Convenção de 1887. Entre os anos de 1887 a 1928, ele dirigiu vinte e seis convenções Keswick e falou em numerosos mini-Keswicks na Grã-Bretanha e em outras partes do mundo.

O ensino da santidade de Meyer, que durante as seguintes quatro décadas ele entregou aos seus ouvintes pelo mundo, seguiu as linhas traçadas pelos fundadores de Keswick, a qual Meyer deu uma contribuição distintiva.  Foi reconhecido rapidamente nos círculos de Keswick que Meyer tinha um poder excepcional para levar as pessoas à experiência da rendição. Ele constantemente voltava ao seu tema básico: os passos para a “vida abençoada”. Meyer supervisionava o seu impacto nas Convenções, observando em 1895 que gostava de permanecer na porta depois de falar, e havia pessoas que vinham a ele dizendo, com respeito à bênção ministrada: “Não, senhor, eu não posso dizer que a sinto, mas recebi-a”. A compreensão de Meyer sobre este assunto foi disseminada amplamente através dos seus muitos escritos.

Em 1903, Meyer insistiu com os ouvintes de Keswick da tarde da terça-feira a pôr a sua atenção nas coisas que estavam erradas nas suas vidas. Se eles estavam a precisar de fazer uma restituição financeira, deviam imediatamente escrever um cheque, com os interesses respectivos. Igualmente, ele insistiu que qualquer que precisasse escrever cartas de desculpa, devia fazê-lo de forma imediata. Ao fazer isto, “o fogo de Deus” viria.

Na quarta-feira pela tarde, Meyer informou que as pessoas haviam respondido. Relações matrimoniais, por exemplo, foram postas em ordem. No entanto Meyer estava preocupado, porque alguns mostraram complacência, e insistiu com eles que examinassem os seus motivos.

Em 1883 foi publicada na Inglaterra “The Bitter Cry of Outcast London” (O Amargo Lamento da Proscrita Londres), que detalhava a pobreza, miséria e degradação sexual de Londres. Como conseqüência, o mundo cristão levantou-se com diversas iniciativas de ajuda aos necessitados.  F. B. Meyer fez dela a sua causa, e dedicou-se às pregações juntamente com os ambiciosos programas sociais, que incluíam a reabilitação de ex-sentenciados, prostitutas e alcoólicos. Uma das contribuições que Meyer tentou fazer foi criar fontes de trabalho. Uma delas foi ‘F. B. Meyer – Firewood Merchant’ (F. B. Meyer, Comerciante de Lenha) e o outro era um negócio de limpeza de janelas, para dar dignidade aos ex-presos através do trabalho.  Infelizmente, os resultados não foram sempre animadores. Na sua fábrica de lenha ele recebia os ex-sentenciados, e oferecia-lhes bons salários, um lugar para viver e, quando era possível, estímulo espiritual. Em troca, ele esperava que eles tivessem um bom rendimento. Mas eles não fizeram assim, e ele perdeu dinheiro. Finalmente, teve que despedi-los, e comprou uma serra circular impulsionada por um artefato de gás. Numa hora, o trabalho rendeu mais do que os esforços combinados de todos os homens no período de um dia inteiro.

Um dia, Meyer teve uma pequena conversa com a sua serra: “Como podes trabalhar tanto?”, perguntou. “És mais afiada do que as serras que os meus homens estavam a usar? Não? A sua folha é mais brilhante? Não? O que é então? Melhor óleo ou lubrificação contra a madeira?”. A resposta da serra, se pudesse falar, teria sido: “Eu penso que há uma energia mais forte por detrás de mim. Algo está a trabalhar através de mim com uma nova força. Não sou eu, é o poder por detrás de mim”. A partir desta experiência, Meyer observou que muitos cristãos estavam a trabalhar no poder da carne, no poder do seu intelecto, da sua energia, do seu zelo entusiasta, mas com efeito pobre. Eles precisam deixar que o poder de Deus através do Espírito Santo aja.

Meyer também empreendeu um ataque maciço contra os prostíbulos. Dizia: “Não há outro pecado que pode promover mais rapidamente a queda de uma nação do que a falta de castidade. Se a história ensinar algo, ensina que essa indulgência sensual é a via mais segura para a ruína nacional. A sociedade, ao não condenar este pecado, condena-se a si própria”. Através dos esforços de uma equipe especializada da igreja, 700 a 800 locais foram fechados entre 1895 e 1907 e foram feitos esforços para oferecer emprego alternativo e alojamento para as ex-prostitutas.

Em Janeiro de 1905, Meyer visitou o País de Gales para ouvir Evan Roberts. O poder que viu nas reuniões conduzidas por Roberts fez Meyer sentir-se como “um miúdo na escola do Espírito Santo”, e voltou para Londres decidido a estender a mensagem do avivamento. Em Abril de 1905, ele falou durante oito dias a grandes concentrações em Los Angeles, enfatizando o que ele tinha experimentado de Evan Roberts e do avivamento Galês.

Em 1891, Meyer fez a sua primeira viagem à América do Norte, convidado por Moody para falar na conferência anual que este convocou em Northfield, Massachussets.  T. L. Cuyler informou no “New York Evangelist” sobre as multidões espiritualmente famintas que quiseram ouvir Meyer três vezes ao dia. Cuyler atribuiu a eficácia de Meyer ao fato de ele ser efetivamente um piedoso profundo e completamente prático. O sonho de Meyer provavelmente era que Northfield fosse uma Keswick americana. O seu formoso ambiente estava, comentou Meyer, em “estreita harmonia com o caráter devocional das reuniões”. Quando Meyer chegou a América em 1896, Northfield estava, nas palavras de Moody, “à espera de ser levada para a terra prometida”.  De Northfield, Meyer, com apoio de Moody, pôde penetrar mais adiante no ambiente evangélico americano. Com a idade de 80 anos, ele empreendeu a sua décima segunda campanha de pregação nos Estados Unidos, viajando mais de 25.000 quilômetros e dirigindo mais de 300 reuniões.

Durante os anos de 1890, a mensagem de Keswick chegou a ser não só familiar aos cristãos na Grã-Bretanha e América do Norte, como também em muitas partes do mundo. Muitos missionários foram além-mar como resultado da influência de Keswick. Meyer estava orgulhoso do que ele chamava de “energia irresistível” que derivava da espiritualidade de Keswick e que produziu o que ele viu como um movimento missionário notável. O próprio Meyer foi reconhecido como o que mais fez para estender a mensagem de Keswick por todo o mundo.

O ministério de Keswick de Meyer levou-o numa jornada de 40.000 quilômetros ao Oriente e Médio-Oriente em 1909. Aonde quer que fosse, tentou ser pertinente com a realidade local, relacionando os grupos que foram dos armênios na Igreja Gregoriana em Constantinopla aos residentes de Penang, China, que vieram para ouvi-lo no salão do povo.

Embora Meyer tenha sido enfático em viver a vida de santidade prática, ele não era de nenhuma maneira indiferente à teologia. Ele falava da sua dívida com os pensadores da tradição Reformada, como o teólogo americano Jonathan Edwards. Mas a Cristandade, para Meyer, era finalmente (como ele disse em 1894) “não um credo, mas uma vida; não uma teologia ou um ritual, mas a possessão do espírito do homem pelo Espírito Eterno do Cristo Vivo”. Ele estava consciente, disse em 1901, que a Cristandade tinha sido “vergonhosamente maltratada” pelos evangélicos e outras classes de cristãos que tinham pensado que a Cristandade era totalmente uma questão de doutrina objetiva. Ele argumentava que era “grandemente e igualmente” subjetiva. Como um guia espiritual, e também evangelista prático e ativista social, Meyer sustentou que a consideração mais urgente para a igreja não era a ortodoxia do credo, mas a fé vivente.

Para Meyer, a piedade não significava só uma vida de contemplação, mas uma correspondente ação dirigida para o exterior. O próprio Deus, como Meyer O via, era um Deus de ação. Meyer era atraído para uma teologia que imaginava Deus como “um Peregrino” com o Seu povo.  As reflexões de Meyer sobre a teologia em relação à espiritualidade continuaram até o fim da sua vida. Numa série de artigos no “The Christian” ( O Cristão), em 1929, Meyer valeu-se de grupos como os Valdenses do século XII, com o seu ministério radical na Itália, para ilustrar o seu ideal de verdadeira espiritualidade. Ele creu ter encontrado uma expressão similarmente autêntica de fé, em uma forma contemporânea, na posição de Keswick. Durante a sua vida longa e frutífera, pregou mais de 16.000 sermões. Foi autor de mais de 40 livros, incluindo biografias de personagens bíblicos (estudo dos seus caracteres), comentários devocionais, volumes de sermões e trabalhos explicativos. Também foi autor de vários folhetos e editou várias revistas.

Em espanhol, os editoriais CLIE e Vida publicaram vários dos seus livros. Entre eles: “A vida e a luz dos homens”, “Cidadãos do céu”, “Cristo em Isaías”, e a série “Grandes Personagens da Bíblia”.  Os seus escritos são simples e atraentes, e estão ligados à experiências da sua própria vida. Numa das suas muitas viagens de navio, Meyer estava de pé na cobertura de um navio que se aproximava de terra. Enquanto a tripulação guiava a embarcação, ele interrogava-se como é que eles podiam navegar com segurança para o cais. Era uma noite tormentosa, e a visibilidade era baixa. Meyer olhou através da janela e perguntou: “Capitão, como sabe guiar este navio neste estreito porto?”.   “Isto é uma arte”, respondeu o capitão. “Você vê essas três luzes vermelhas na margem? Quando todas elas estiverem em linha reta, eu posso entrar perfeitamente”.

Depois, Meyer escreveu: “Quando nós queremos conhecer a vontade de Deus, há três coisas que sempre precisam estar em linha: o impulso interior, a Palavra de Deus, e a disposição das circunstâncias. Nunca atua até que estas três coisas estejam em concordância”.  Diz um escritor: “A redação dos seus sermões era simples e direta; ele polia os seus escritos como um artista pule uma pedra perfeita. Havia sempre uma imaginação resplandecente nas suas palavras; o seu discurso era pastoral, encantador como um vale inglês banhado pela luz do sol… Nos seus dias, grandes guerras foram combatidas. Os que foram ouvi-lo esqueceram-se das batalhas”.

F. B. Meyer passou para a presença do Senhor em 28 de Março de 1929.

Demolindo a Fé Através da Cultura

Posted in Pobre Cultura Humana on 14/09/2009 by Roberto Aguiar

PELE DA CULTURA

“Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência”. 1 Timóteo 6.20

Ciência:  Conhecimento, saber, cultura.

“Por simples bom senso, não acredito em Deus. Em nenhum.”

Charles Chaplin, um dos atores mais famosos da história do cinema. Por sua inigualável contribuição ao desenvolvimento da sétima arte, Chaplin é o mais homenageado cineasta de todos os tempos, sendo ainda em vida condecorado pelos governos britânico (Cavaleiro do Império Britânico) e francês (Légion d ‘Honneur), pela Universidade de Oxford (Doutor Honoris Causa) e pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos (Oscar especial pelo conjunto da obra, em 1972).

“Não gosto de Deus, porque não o conheço”.

Montesquieu, político, escritor francês e um dos mais importantes  filósofos da história. Ficou famoso pela sua Teoria da Separação dos Poderes, atualmente consagrada em muitas das modernas constituições internacionais.

“Eu estou-me sempre a enganar, como Deus”.

Pablo Picasso, reconhecidamente um dos mestres da Arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo.

“O homem que criou a idéia de Deus foi um gênio”.

Eurípedes, foi o último dos três grandes autores trágicos da Atenas clássica (os outros dois foram Ésquilo e Sófocles). Ele foi o autor do maior número de peças trágicas da Grécia que chegaram até nós, considerado o “filósofo do teatro”.

“Deus não tem nenhuma religião.”

Mahatma Gandhi, um dos idealizadores e fundadores do moderno estado indiano e um influente defensor do princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução. Inspirou gerações de ativistas democráticos e anti-racismo, incluindo Martin Luther King e Nelson Mandela.

“A crença em Deus subsiste devido ao desejo de um pai protetor e imortalidade, ou como um ópio contra a miséria e sofrimento da existência humana.”

Sigmund Freud, foi o pai da psicanálise.

O homem inventa outro mundo para poder caluniar e sujar este; de fato só capta o nada e faz desse nada um Deus, uma verdade, chamado a julgar e condenar esta existência”.

“Uma visita ao manicômio mostra que a fé não prova nada.”

“Fé’ significa não querer saber o que é a verdade.”

Friedrich Nietzsche, foi um influente filósofo alemão, uma das personalidades que mais influenciaram a história moderna. Considerado leitura “obrigatória” para que é ou pretende ser culto.

“Deus é demasiado perfeito para poder pensar noutra coisa senão em si próprio”.

Aristóteles, filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande, é considerado um dos maiores pensadores de todos os tempos e criador do pensamento lógico.

“Haja ou não deuses, deles somos servos”

“O perfeito não se manifesta. O santo chora, e é humano. Deus está calado. Por isso podemos amar o santo, mas não podemos amar a Deus”.

Fernando Pessoa, poeta e escritor português considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e o seu valor é comparado ao de Camões.  Juntamente com Pablo Neruda, o mais representativo poeta do século XX.

“Deus é um contra-senso… e como o conhecemos ele não pode existir… porque se for onipresente, onisciente e onipotente há um erro lógico… ele não é onipotente… Deus não pode tudo, porque não pode corrigir nada que já fez, porque isso seria admitir que errou e logo não é onisciente”.

Descartes, filósofo, físico e matemático francês. Notabilizou-se, sobretudo por seu trabalho revolucionário na filosofia e na ciência, mas também obteve reconhecimento matemático por sugerir a fusão da álgebra com a geometria – fato que gerou a geometria analítica e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu nome. Uma das figuras-chave na Revolução Científica. Chamado de “o fundador da filosofia moderna” e o “pai da matemática moderna”, é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental. Inspirou contemporâneos e várias gerações de pensadores posteriores; boa parte da filosofia escrita a partir de então foi uma reação às suas obras ou a autores influenciados por ele. Muitos especialistas afirmam que a partir de Descartes inaugurou-se o racionalismo.

“Se Deus não existisse, seria preciso inventá-lo”.

“Deus é um comediante a atuar para uma platéia assustada de mais para rir”.

Voltaire, escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês conhecido pela sua perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis, inclusive liberdade religiosa e livre comércio. Escritor prolífico,  produziu obras em quase todas as formas literárias, assinando peças de teatro, poemas, romances, ensaios, obras científicas e históricas e mais de 2 mil livros e panfletos.  Voltaire foi um dentre muitas figuras do Iluminismo (juntamente com John Locke e Thomas Hobbes) cujas obras e idéias influenciaram pensadores importantes tanto da Revolução Francesa quanto da Americana.

“O maior pecado contra a mente humana é acreditar em coisas sem evidências. A ciência é somente o supra-sumo do bom-senso – isto é, rigidamente precisa em sua observação e inimiga da lógica falaciosa.”

Thomas H. Huxley, biólogo inglês que ficou conhecido por ser o principal defensor público da teoria da Evolução de Charles Darwin e um dos principais cientistas ingleses do século XIX. Talentoso popularizador da ciência, ele cunhou o termo “agnosticismo” para descrever seu posicionamento sobre a crença religiosa. Ele também é creditado por inventar o conceito de biogênese, uma teoria que diz que todas as células provêm de outras células. Contribuiu para a embriologia, taxonomia e morfologia. Também ajudou a desbancar o Lamarckismo e sua teoria do mecanismo da evolução. Durante 31 anos, ocupou a cadeira de História Natural na School of Mines, onde se ocupou de pesquisas em paleontologia. Patriarca de uma família de acadêmicos britânicos, incluindo seus netos Aldous Huxley (o escritor), Sir Julian Huxley (o primeiro diretor da UNESCO e fundador do World Wildlife Fund), e Sir Andrew Huxley (o fisiologista e ganhador do Prêmio Nobel). Foi laureado com a medalha Wollaston concedida pela Sociedade Geológica de Londres, em 1876.

“Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar.”

Carl Sagan, doutor pela Universidade de Chicago. Dedicou-se à pesquisa e à divulgação da astronomia, como também ao estudo da chamada exobiologia. Considerado por muitos o maior divulgador da ciência que o mundo já conheceu.

“Deus deseja prevenir o mal, mas não é capaz? Então não é onipotente. É capaz, mas não deseja? Então é malevolente. É capaz e deseja? Então por que o mal existe? Não é capaz e nem deseja? Então por que lhe chamamos Deus?”

Epicuro, filósofo grego do período helenístico. Seu pensamento foi muito difundido e numerosos centros epicuristas se desenvolveram na Jônia, no Egito e, a partir do século I, em Roma, onde Lucrécio foi seu maior divulgador.

“ Sobre Deus: Se 5 bilhões de pessoas acreditam numa coisa estúpida, essa coisa continua sendo estúpida.”

Anatole France, escritor francês de grande sucesso. Eleito para a Academia Francesa de Letras, participou na fundação da Liga dos Direitos do Homem. Condecorando com o Prêmio Nobel de Literatura.

“Declaro, pesando muito bem nas palavras, que a religião cristã, tal como está estabelecida nas igrejas, foi e é o principal inimigo do progresso moral do mundo”.

Bertrand Russell, foi um dos mais influentes matemáticos, filósofos e lógicos que viveram no século XX. Um importante político liberal, activista e um popularizador da Filosofia. Milhões de pessoas respeitaram Russell como uma espécie de profeta da vida racional e da criatividade. Recebeu o Prêmio Nobel da Literatura em reconhecimento dos seus variados e significativos escritos, nos quais ele lutou por ideais humanitários e pela liberdade do pensamento.

“O homem é uma curiosidade maravilhosa… pensa que é o animal de estimação do criador…e mais do que isso, acredita que o criador o ama, que está apaixonado por ele, que acorda à noite para o admirar, o proteger e defendê-lo dos perigos. Para isso faz orações que é suposto Deus entender. Não acham tudo isso um pitoresco pensamento?”.

Mark Twain, foi um escritor, humorista e romancista norte-americano. Em seu auge, Twain foi a celebridade mais conhecida de sua época. Considerado por alguns como primeiro grande escritor verdadeiramente americano, de qual  todos os demais são seus herdeiros.

“Para os peixinhos do aquário, quem troca a água é Deus.”

Mário Quintana, foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Considerado um dos maiores escritores brasileiros, traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal.

“Lida apropriadamente, a Bíblia é a força mais potente para o ateísmo jamais concebida”.

Isaac Asimov, escritor e bioquímico americano, autor de obras de ficção científica e divulgação científica. No total, escreveu ou editou mais de 500 volumes e umas 90.000 cartas ou postais, e têm obras em cada categoria importante do sistema de classificação bibliográfica de Dewey, exceto em filosofia. Asimov foi reconhecido como mestre do gênero da ficção científica e, junto com Robert A. Heinlein e Arthur C. Clarke, foi considerado em vida como um dos “Três Grandes” escritores da ficção científica. Foi presidente da American Humanist Association (Associação Humanista Americana). Em 1981, um asteróide recebeu seu nome em sua homenagem, o 5020 Asimov, assim como o robô humanóide “ASIMO” da Honda.

“ A ciência é a coisa mais preciosa que temos”.

“A palavra Deus, para mim, é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana; a Bíblia, uma coleção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis.”

Albert Einstein, físico conhecido por desenvolver a teoria da relatividade. Ganhou o Prêmio Nobel da Física pela correta explicação do efeito fotoelétrico. O seu trabalho teórico possibilitou o desenvolvimento da energia atômica. Tornou-se famoso mundialmente. Nos seus últimos anos, a sua fama excedeu a de qualquer outro cientista na cultura popular: “Einstein” tornou-se um sinônimo de gênio. Foi por exemplo eleito pela revista Time como a “Pessoa do Século” e a sua face é uma das mais conhecidas em todo o mundo. Em sua honra, foi atribuído o seu nome a uma unidade usada na fotoquímica, o einstein, bem como a um elemento químico, o einstéinio.

Não, eu não acredito em Deus e, depois de viver, pretendo ter um longo e feliz descanso debaixo da terra.

Katharine Hepburn, Uma lenda das telas do cinema. A mulher que ganhou o maior número de Oscars na história da academia, quatro, todos como melhor atriz, e possui o segundo maior número de indicações para o prêmio nas categorias para melhor atriz, 12.

O Universo não apresenta qualquer evidência de uma mente dirigente (…) Todos os bons intelectos têm repetido, desde o tempo de Bacon, que não pode haver qualquer conhecimento real senão aquele baseado em fatos observáveis.

Auguste Comte, filósofo francês, fundador da Sociologia e do Positivismo.

“Eu nunca vi uma mínima prova científica das idéias religiosas de céu e inferno, vida após a morte ou Deus”

Thomas Edison, inventor americano. Entre as suas contribuições mais universais para o desenvolvimento tecnológico e científico encontra-se a invenção da lâmpada elétrica, o gramofone(o primeiro aparelho de som), o cinescópio ou cinetoscópio, o ditafone e o microfone de grânulos de carvão para o telefone. Edison é um dos precursores da revolução tecnológica do século XX. Teve papel determinante na indústria do cinema. Muitos o consideram o maior inventor de todos os tempos. O seu QI seria estimado em cerca de 240. A ele são atribuídas mais de 1300 invenções.

“Não faço para ganhar os céus, porque acho que acabamos quando morremos. A vida é uma só, mas temos uma imaginação tão deslumbrante que podemos imaginar o que quisermos”.

Paulo Autran, é considerado um dos maiores atores brasileiros.

A vida acaba aqui,é lógico!

Oscar Niemeyer, arquiteto brasileiro, considerado um dos nomes mais influentes na Arquitetura Moderna internacional. Foi pioneiro na exploração das possibilidades construtivas e plásticas do concreto armado. Ele tem sido exaltado como grande artista e um dos mais importantes arquitetos de sua geração[

“A vida acaba aqui e pronto”.

Drauzio Varella, médico oncologista e escritor brasileiro, conhecido por popularizar a medicina em seu país, através de programas de rádio e TV. Foi também um dos fundadores da Universidade Paulista e da Rede Objetivo. Premiado escritor, tanto de ficção para adultos quanto para crianças com o livro Estação Carandiru, que conta sobre seu trabalho com os presidiários do Carandiru, virou best-seller e recebeu o Prêmio Jabuti na categoria “não-ficção”. Em 2003, a obra ganhou as telas do cinema num filme do diretor Hector Babenco. Seu outro livro, “Nas ruas do Brás”, foi agraciado na Feira Internacional do Livro de Bolonha, na Itália e também na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em 2001, na categoria “revelação de autor de literatura infantil”. Já Florestas do Rio Negro foi indicado ao Prêmio Jabuti em 2002.

“Eu não acho que fomos feitos pra coisa alguma, nós somos apenas produtos da evolução. Você pode até dizer nossa, sua vida deve ser horrível já que não acredita que há um propósito, mas eu não ligo”.

James Watson, biólogo americano, um dos autores do “modelo de dupla hélice” para a estrutura da molécula de DNA. O trabalho publicado valeu-lhe o Prêmio Nobel de Fisiologia/Medicina.

Mais Ateus famosos

Albert Camus, escritor francês, autor de O estrangeiro, Prêmio Nobel de Literatura em 1957.

Alfred Hitchcock, cineasta britânico, considerado o mestre do suspense.

Álvares de Azevedo, poeta brasileiro do Ultra-Romantismo.

Antero de Quental, poeta português do século XIX.

Antonio Banderas, ator espanhol.

Arnaldo Jabor, cineasta brasileiro, diretor de Eu sei que vou te amar.

Augusto dos Anjos, poeta brasileiro do Pré-Modernismo.

Bertolt Brecht

Bill Gates, fundador da Microsoft.

Caetano Veloso, compositor e cantor brasileiro.

Charles Darwin, criador da teoria da evolução.

Charles M. Schulz,criador do Snoopy (the peanuts)

Che Guevara, revolucionário argentino.

Chico Buarque, compositor e cantor brasileiro.

Christopher Reeve, ator de Super-Man.

Daniel Radcliffe, ator que interpreta Harry Potter.

Dario Fo, escritor e dramaturgo italiano, Prêmio Nobel de Literatura em 1997.

David Hume, filósofo e historiador escocês, uma das figuras mais importantes do  iluminismo.

Dias Gomes, dramaturgo brasileiro, autor de O pagador de promessas.

Émile Zola, consagrado escritor francês.

Ernest Hemingway, escritor, autor de O velho e o mar, Prêmio Nobel de Literatura em 1954.

Federico Fellini, cineasta italiano considerado um mestre do cinema.

Ferreira Gullar, poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro.

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente brasileiro.

Fidel Castro, revolucionário ex-presidente de Cuba.

Bacon, filósofo e ensaísta inglês, considerado como o fundador da ciência moderna.

Graciliano Ramos,romancista brasileiro.

Betinho,  sociólogo e ativista dos direitos humanos brasileiro.

Jean-Paul Sartre, filósofo, escritor e crítico, conhecido representante do existencialismo.

João Cabral de Melo Neto, famoso poeta brasileiro.

John Lennon, músico, considerado um dos maiores ícones do século XX.

Jorge Amado, romancista brasileiro.

José Saramago, romancista português, Prêmio Nobel de Literatura em 1998.

Juca Kfouri, importante membro do jornalismo esportivo do Brasil.

Júlio Ribeiro, famoso escritor naturalista brasileiro, autor de A carne.

Karl Popper, considerado como o filósofo mais influente do século XX

Leonardo  da Vinci

Linus Benedict Torvalds, criador do sistema operacional para computador chamado Linux.

Linus Pauling, bioquímico, precursor das pesquisas que levariam à descoberta do DNA, Prêmio Nobel de Química em 1954.

Machado de Assis, escritor brasileiro, autor de Dom Casmurro e Quincas Borba.

Mário de Sá Carneiro, poeta português do Modernismo.

Mário Lago, um advogado, poeta, radialista, letrista e ator brasileiro.

Ravel, músico conhecido por suas melodias instrumentais e orquestrais, entre elas, o Bolero.

Mikhail Gorbachev , ex-presidente da União Soviética.

Monteiro Lobato, escritor brasileiro de literatura infantil, autor de O sítio do pica-pau amarelo.

Olga Benário, revolucionária esposa de Carlos Prestes.

Oswald  de Andrade, escritor, ensaísta e dramaturgo brasileiro.

Pablo Neruda, poeta chileno, Prêmio Nobel de Literatura em 1971.

Paulo Francis, jornalista da globo, crítico de teatro e escritor brasileiro.

Raquel de Queiroz, escritora brasileira.

Raul Pompéia, romancista brasileiro, autor de O Ateneu.

Renato Russo, músico.

Ricardo Boechat, jornalista brasileiro.

Strauss, considerado gênio da música clássica.

Rubem Alves, escritor brasileiro.

Rubem Fonseca, romancista e contista brasileiro.

Samuel Beckett, dramaturgo irlandês, Prêmio Nobel de Literatura em 1969.

Simone de Beauvoir , escritora, filósofa existencialista e feminista francesa.

Sócrates, filósofo grego.

Steve Jobs, proprietário da empresa de informática Apple, criador do ipod.

Steven Weinberg, Prêmio Nobel de Física.

Umberto Eco, escritor de romances, entre os quais “O nome da rosa” e “O pêndulo de Foucault”.

Nota: Essa é apenas uma pequena parte da imensa lista de ateus famosos. Fora ficaram,

Agnósticos: os que afirmam a impossibilidade de conhecer a Deus e a origem última do Universo.

Espíritas: (budistas, hindus, animistas, esotéricos e kardecistas) que não acreditam em Deus como pessoa, mas somente como energia.

Pseudo Cristãos: Professam um Cristo estranho ao evangelho.

O que todas essas pessoas de diferentes épocas e lugares têm em comum?

Resposta: O amor, a paixão, a devoção à Cultura.

O efeito que a cultura causa na vida das pessoas está exposto no pensamento de uma “nata” de pensadores e formadores de opinião postados acima, todas personalidades de sucesso aos quais o mundo se curva. Essas pobres almas foram vacinadas contra Deus pelo diabo e a vacina usada foi a cultura; única fé professada por esses servos do conhecimento. Nós cristãos precisamos analisar por completo o conteúdo da palavra de Deus, e não apenas uma fração dela porque não existe seguidor de Cristo que absorva a cultura do homem e permaneça fiel á Cristo. As raras ovelhas que Deus dotou para que dominassem a cultura Adâmica, o fizeram no sentido de a usarem contra o próprio saber do homem mostrando sua falácia. Alguns dentre esses raros exemplos estão Paulo, Tozer, o matemático Pascal e Salomão.  Este último não resistiu aos seus assédios terminando por ser vencido por ela. Quem quiser brincar de seguir a Cristo paquerando o mundo através da cultura, descobrirá o gosto amargo da derrota.

“E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente”. Gen 6:5

Roberto Aguiar

Manipulando os Cristãos Através das Dinâmicas de Grupo

Posted in Livros que Somam, Psicoheresia on 11/09/2009 by Roberto Aguiar

Ao longo dos anos, temos visto o surgimento de movimentos de grupos evangélicos que usam vários meios de manipulação para atrair, persuadir, intimidar e prender. Os cristãos precisam saber da existência dessas técnicas de relacionamento interpessoal que podem ser armadilhas para atraí-los para falsas doutrinas. Neste livrete são examinados vários movimentos de grupo e discutidas as formas de se defender contra seus enganos.

Autor: Martin e Deidre Bobgan

Editora: Actual

Martin Bobgan é bacharel e mestre pela Universidade de Minnesota e tem doutorado em Psicologia Educacional pela Universidade do Colorado. Deidre Bobgan é bacharel pela Universidade de Minnesota e mestre pela Universidade da Califórnia. Eles têm falado sobre psicologia e fé cristã em numerosas conferências, igrejas, no rádio e na TV. O casal Bobgan escreveu 17 livros sobre o assunto e edita a PsychoHeresy Awareness Letter.

Onde encontrar: http://www.chamada.com.br/livraria/detalhes/?cod=MCADG

Pregar Jesus Cristo em Intensidade Cada Vez Maior !

Posted in Vida Prática on 09/09/2009 by Roberto Aguiar

Paulo diz: “…nele vivemos, e nos movemos, e existimos” (Atos 17:28). Os verdadeiros homens de Deus vivem dentro deste círculo muito pequeno: suas vidas, cada um de seus movimentos, sua própria existência estão englobadas unicamente nos interesses de Cristo.

Durante anos em meu ministério soube que o Espírito Santo estava levando-me para um ministério unicamente de Cristo! O quanto meu coração ansiava para que eu pregasse nada além dEle! Mas eu achava o círculo muito estreito, pois meu coração estava dividido, e não dispunha de um fluxo de revelação para sustentar uma pregação assim.

Para pregar nada além de Cristo, é preciso haver fluxo contínuo de revelação do Espírito Santo! Caso contrário, você vai acabar repetindo uma revelação já envelhecida. Se o Espírito Santo conhece a mente de Deus, se Ele busca as coisas profundas e ocultas do Pai, e se é para Ele ser em mim uma fonte de águas vivas– então essa fonte de águas vivas é uma revelação contínua e sem fim de Cristo. Ela aguarda todo servo do Senhor que deseje esperar no Senhor — em quietude, crendo pela fé, confiando na manifestação da mente de Deus através do Espírito Santo. Há tão pouca verdade sendo renovada, tão pouca palavra preciosa do Senhor de maneira clara e progressiva. A igreja está abarrotada de pretensos profetas que saem dizendo: “Deus me disse” ou “Estou recebendo uma palavra de Deus para você”. A maior parte disso é tagarelice.

O que mais se precisa atualmente é Sua palavra infalível — uma revelação real e viva. Samuel tinha este tipo de palavra da parte de Deus, e todo Israel sabia disso. Em meio à todas as vozes da terra, a Sua voz chegava até o povo, e nem uma palavra se perdia. Hoje há multidões tentando peneirar vozes, para ouvir a palavra nítida de Deus. Os santos estão ficando esgotados de tanta chuva de vozes, vozes, vozes. Só acham um pouquinho de sementes de trigo, em montanhas de palha.

O povo de Deus em todo o mundo está pronto para se mover no Senhor. Estão famintos, sedentos, cansados da superficialidade e das tolices no púlpito. Eles escrevem pedindo oração para seus pastores, dizendo: “Ele não tem uma palavra vinda de Deus! Ele é pueril! Superficial! Ficam brincando! Não tem o fogo! Nada que digam agora nos toca! O que fazemos?”

O Senhor está convocando Sua noiva; há um remanescente em oração, santo, em prantos – levantando-se em Laodicéia. A pergunta é: haverá homens de Deus em número suficiente em nossos púlpitos com a necessária, ungida e renovada revelação, para os sustentar? As ovelhas vão crescer mais rápido que os pastores? Vai haver sustentação para todos estes que estão se aprofundando no Senhor? Haverá homens de Deus com sabedoria divina para os edificar e lhes colocar responsabilidades?

Somente Cristo é a luz. Se você não está comprometido em pregá-Lo, então você não está expulsando as trevas! O mundo todo jaz nas trevas, e somente a luz dissipa essas trevas. Quer dizer, NADA ALÉM DE CRISTO! Alguns de vocês estão postos em lugar escuro.

Pedro diz: “E temos ainda mais firme a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que ilumina em lugar escuro” (2 Pedro 1:19).

Paulo diz: “Pois Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, é quem brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo” (2 Coríntios 4:6).

João diz: “…o seu reino (de Satanás) se fez tenebroso. Os homens mordiam as suas línguas de dor” (Apocalipse 16:10).

As suas boas obras não vão dissipar as trevas! Sua pregação sobre problemas sociais não vai acabar com elas! Os antigos escritos do pregador Spurgeon não as acabarão! Você contar histórias também não vai adiantar! Todas suas experiências pessoais não vão conseguir! Digo mais: você amarrar os poderes das trevas não vai resolver — não até que a luz de Cristo resplandeça em toda sua glória! Todas trevas fogem, desaparecem – à luz da glória de Deus refletida na face de Jesus Cristo! Aconselharia todos os ministros cristãos a deixar de lado suas notas, parar de estudar outras pregações, e estudar somente Cristo – no lugar secreto. Servimos o mesmo Deus. Somos ensinados pelo mesmíssimo Espírito Santo, exatamente como todos os homens que conheceram Cristo em plenitude. É uma questão de fome e desesperança!

Fui um evangelista “de sucesso” com um grupo de pessoas para ajuda e retaguarda. Milhares vinham me ouvir pregar. Mas eu estava continuamente ficando vazio! Estava muito ocupado para receber minha própria revelação. Eu chorei! Fiquei só, sofrendo! No meio do desespero, um santo de Deus me deu uma cópia do livro “Christian in Complete Armour” de Gurnall. O livro acabou comigo! Eu disse: “Não conheço a Deus o tanto que esse homem conhece!” Foi o suficiente! Parei tudo! Fui atrás de obras dos Puritanos: Sibbles, Brown, John Owens, Watson. Li Baxter, Bunyon, Lutero, Zwínglio. E então li os escritores posteriores: Wesley, John Fletcher, Darby, Stoney, Mackintosh, T. Austin-Sparks – e outros e outros! Apenas me deixaram com mais fome de achar o meu próprio lugar nEle. Li até que Deus disse: “Pare! Coma o livro!” Santo de Deus: COMA O LIVRO! Receba o seu próprio toque da parte de Deus! Ingresse no fluxo da revelação divina! Pregue Cristo no próximo ano em extensão maior do que neste ano. Mantenha-se em renovação! Pregue unicamente Cristo; vá de glória em glória! Pregação sobre sucesso? Pregação sobre motivação? Pregação para auto-imagem? Política? Acabe com isso; isso é apenas escória divulgada por homens sem revelação!

Pastor David Wilkerson

Inventor do “desafio Jovem”; casas de recuperação para viciados, gays e prostitutas.

O Ativismo Vazio de Julio Severo

Posted in Política e Fé with tags , , , , , , , on 07/09/2009 by Roberto Aguiar

julios


 

 

“O genuíno ativismo cristão deve combater toda agenda maligna”

Julio severo

 

Ativismo

“Usualmente, ativismo pode ser entendido como militância ou ação continuada com vistas a uma mudança social ou política, privilegiando a ação direta, através de meios pacíficos ou violentos, que incluem tanto a defesa, propagação e manifestação pública de idéias até a afronta aberta à Lei, chegando inclusive à prática de terrorismo. Dentro do enquadramento legal e eleitoral das democracias representativas, toma habitualmente a forma de atividade político-social – remessa de cartas, organização ou participação em reuniões, emissão de textos, entrevistas à imprensa e a dirigentes políticos em prol da postura de preferência; promover ou simplesmente seguir certos comportamentos que estão delineados ou que se estima que contribuam para a causa — tal como o boicote de certos produtos de consumo (ou a recomendação de outros), nas compras individuais ou de grupo; ou ainda a realização de manifestações públicas organizadas, tais como marchas, recrutamento de simpatizantes, coletas de assinaturas em apoio a manifestos favoráveis à causa ou contra algo que prejudique a causa. O ativismo pode também assumir a forma de protesto passivo, de greve, de desobediência civil ou de franca militância ativa, como é o caso da invasão de terrenos ou propriedades, motins e, em caso extremo, o terrorismo e a guerra civil”.

A verdade é que estamos vivemos um período profetizado na palavra de Deus como “o princípio das dores”, período mais conturbado na história da humanidade segundo as palavras de Jesus. A confusão generalizada se estabeleceu na vida da humanidade a ponto de empalidecer até os moradores do próprio mundo, aqueles que ainda não fazem parte do rebanho do Senhor. Mas o que nos deixa mais incomodados é que essa turbulência ultrapassou as fronteiras da igreja, se instalando entre os santos do século XXI. Os fundamentos que nortearam a igreja de Jesus por 2 séculos estão ruindo, tornando muito mais difícil ao adorador moderno se manter dentro dos limites verdadeiros da fé genuína conforme expressa nas escrituras. O mundo que outrora era inimigo dos crentes, agora foi absorvido pela “nova” igreja que emerge nesses tempos finais, e seus princípios, anteriormente rejeitados, agora servem para nortear a fé de milhões.

Assim acontece com Júlio Severo. Num olhar de relance, parece que sua “causa” é a causa de Cristo, mas num segundo momento, quando nos demoramos um pouco mais, encontramos lá no fundo detrás de uma série artefatos supostamente espirituais, a velha carne de Adão, que apesar de seus mais altos clamores, advoga apenas em causa própria. Não existe, nem nunca existiu algo parecido com “ativismo cristão” na palavra de Deus; a única regra comportamental autorizada para aqueles que insistem em se autodenominar cristãos. Partindo dessa premissa, todo ativismo cristão é falso ou não é cristão no sentido intrínseco da palavra. E por que é falso? Porque na palavra de Deus, religião e estado não se misturam. Essa verdade ficou exposta na famosa resposta de Jesus a um questionamento sobre se seria justo ou não pagar impostos,

“E, chegando eles, disseram-lhe: Mestre sabemos que és homem de verdade, e de ninguém se te dá, porque não olhas à aparência dos homens, antes com verdade ensinas o caminho de Deus; é lícito dar o tributo a César, ou não? Daremos, ou não daremos? E eles lha trouxeram. E disse-lhes: De quem é esta imagem e inscrição? E eles lhe disseram: De César. E Jesus, respondendo, disse-lhes: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E maravilharam-se dele”. Mar 12:14,16,17.

Nessa passagem está implícita a obediência ao estado incondicional, não importando que o imposto seja justo ou não. Em todos os tempos os homens de Deus tanto da bíblia, como fora dela, foram exímios cumpridores da lei submissos a toda autoridade legalmente constituída ou não, jamais sendo suas vozes ouvidas em um tom de contestação. Os exemplos são muitos. Davi por exemplo, mesmo sendo preferido por Deus em lugar de Saul, jamais cogitou usurpar o trono, se entregando nas mãos de Deus esperando que Este criasse o espaço necessário para sua coroação.  Moisés foi outro exemplo de submissão a injustiça do estado. Mesmo sabendo que a vontade de Deus era contrária ao do faraó, não insuflou o seu povo a insurreição, mas confiou que Deus faria o necessário para colocar as coisas em ordem se assim desejasse.

Esses equivocados seguidores de si mesmos, que desejam arregimentar o povo eleito para exigir do estado seus possíveis direitos, costumam usar distorcidamente passagens que mostram os profetas se contrapondo aos soberanos como fundamento de suas causas, a exemplo de João Batista. Esse tipo de raciocínio demonstra como é rasa a lógica desses revolucionários tupiniquins, que posam de “ativistas de Deus” como se isso fosse um dom outorgado pelo altíssimo. Quando na bíblia os profetas enfrentavam o estado Israelita, o faziam na lógica de que se tratava de um estado religioso, criado por Deus, chamado para ser a voz de Deus na terra.

O estado de Israel tinha uma proposta tão diferente das demais nações que De acordo com o texto bíblico, com o envelhecimento do último juiz Samuel, as tribos israelitas uniram-se para pedir um rei que pudesse guiá-los como havia nas outras nações. Apesar da oposição por parte de Samuel à proposta (já que Deus deveria ser o “Único Rei” de Israel),

“E disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações. Porém esta palavra pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos julgue. E Samuel orou ao SENHOR. E disse o SENHOR a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles.” I Sam 8:5,6,7

Analisando o contexto de João Batista, se vê claramente que seu exemplo também não serve como fundamento para interferência dos crentes no estado. Perceba que todas as críticas do profeta se limitam a Herodes, o representante espiritual do estado de Israel, que estava obrigado a ser um exemplo de obediência a Deus na terra. Agora procure uma única fala de João Batista contra Roma ou César? Será que a ausência de sua voz contra César seria conseqüência do governo justo de César? Claro que não, João sabia que o interesse de sua vida limitava-se a vontade de Deus, e Essa não incluía a reforma política e ética da sociedade que o cercava.

Com Jesus, o exemplo máximo, encontramos a mesma coerência encontrada em seus antecessores. Para com os religiosos que fingiam servir ao Todo Poderoso, criticas duríssimas que chegam até nos causar constrangimento. Neste caso também, encontramos Jesus incitando aos seus seguidores a agirem em conjunto contra os falsos ensinamentos dos líderes religiosos.

“Ajuntando-se, entretanto muitos milhares de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros, começou a dizer aos seus discípulos: Acautelai-vos primeiramente do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.” Luc 12:1

Mas quando é levando pelas circunstâncias a um confronto com o estado, Jesus silencia.

jugamento de jesus

“E Pilatos o interrogou outra vez, dizendo: Nada respondes? Vê quantas coisas testificam contra ti. Mas Jesus nada mais respondeu, de maneira que Pilatos se maravilhava”. Marc 15:4,5

As únicas ordenanças que encontramos na bíblia que claramente nos liberam para enfrentar-mós o estado são nas ocasiões em que o estado nos impeça de obedecer pessoalmente ao nosso Deus. Temos esse exemplo em Daniel e seus amigos. Mesmo correndo risco de vida, somos exortados a enfrentar o mundo inteiro se preciso for, mas jamais aceitar interferência na nossa conduta pessoal de fé. O sangue de nossos irmãos mártires de ontem e de hoje são testemunhas da forma correta de como se comporta a fé verdadeira nessas situações. Nesses casos, os que se recusam a pagar o preço de se ir contra o estado por Cristo, terminam por naufragar na fé por negá-la.

Alguns profetas se dirigiram a nações que não pertenciam a Deus, como no caso de Jonas em Nínive. Este exemplo também não serve de alicerce aos ativistas de plantão, pois a mensagem de Jonas era totalmente de cunho religioso, palavra de arrependimento e conversão, inexistindo qualquer traço sobre legislação política.

A mensagem de Cristo para a humanidade é um “chamado para fora” do mundo para se agrupar numa (Eclésia = igreja), que deve manter um comportamento (santo= separado) do sistema mundano. Somos apenas autorizados a imitar o comportamento de Cristo conforme expresso nas escrituras. Qualquer variação no modelo a ser seguido se constitui um estorvo, agindo como “laço” para quem o aceita. Querer obrigar o mundo, insubmisso a Deus por vontade própria, a seguir os conceitos de Deus que Ele exige apenas de pessoas regeneradas, é ser ignorante quanto à mensagem do Cristo e uma agressão ao livre arbítrio ofertado por Deus aos homens. Não é a toa que esse tipo de comportamento atrai a zombaria e o escárnio dos intelectuais do mundo, neste caso, cobertos pela razão.

Para mim, é estranho saber que um indivíduo que se diz seguidor de Cristo, se interesse em ensinar um governante a legislar, e em contra partida, não tem nenhuma mensagem de salvação a alma desses legisladores. Tudo bem entendo que se não recebemos tal mensagem não podemos entregá-la. Mas então de quem esse “porta voz” da política celestial recebeu essa incumbência? De Deus é que não foi! Por que Deus jamais manifestou esse tipo de mensagem.  Eu vou dizer de onde saiu esse tipo de mensagem, essa mensagem saiu dos porões do ego humano que precisa desesperadamente aparecer, precisa de atenção para poder conseguir “um lugar ao sol”, precisa de uma “bandeira” para se motivar.

No caso de Júlio Severo o engodo é ainda maior, porque além de instigar os irmãos a irem na direção contrária, transformou isso em meio de vida, às custas de uma porção de tolos irmãos que o sustentam pesando estes estarem financiando o evangelho de Cristo. Se passando por apóstolo perseguido, Júlio Severo saiu do país financiado por esse falido “movimento ativista evangélico”, é o que se lê em sua entrevista a revista Cristianismo Hoje.

“Precisei sair do país depois que procuradores, numa atitude abusiva, intimaram um amigo meu a revelar minha localização”.

Que diferença da coragem dos irmãos mártires! Não foi intimado pessoalmente por ninguém, entretanto já raciocinou com as pernas.

Cristianismo Hoje: O senhor diz que saiu com sua mulher e dois filhos. Qual tem sido sua atividade aí e de onde vem seu sustento?

Júlio Severo: Minha atividade aqui é exatamente a mesma atividade que Deus me deu no Brasil: alertar, informar, conscientizar, através do meu blog. Não vou abandonar minhas responsabilidades para com o Brasil. Meu sustento atual está vindo da colaboração voluntária dos leitores e admiradores do meu blog.

O que o evangelho diz?

Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também.2Te 3:10

Cristianismo Hoje: Onde o senhor está atualmente? Há quanto tempo o senhor está neste local? Por que a opção por este local?

Júlio Severo: O lugar em que estou foi escolha de um evangélico que escutou um apelo em favor de mim. Esse apelo foi feito pelo filósofo brasileiro Olavo de Carvalho, através de seu programa de rádio na internet. Depois de ouvir o apelo, ele se mobilizou para ajudar.

Cristianismo Hoje: Quando o senhor pretende voltar ao Brasil? Sua volta depende de quê?

Júlio Severo: O Brasil está descaradamente caminhando para uma ditadura cultural e legal pró-homossexualismo e pró outras perversões, inclusive o sacrifício de crianças com amparo estatal. Que chances tenho eu de prosseguir meu trabalho sem sofrer muitas outras ameaças?

“Antes que fechassem o cerco, tomei a iniciativa de proteger minha família e meu trabalho, pois posso continuar alertando o Brasil a partir de qualquer localidade do mundo. Saí também para aliviar as pressões injustas do MPF sobre um amigo”.

“No meu exílio estou freqüentando uma humilde igreja evangélica, com um pastor e membros muito humildes. Estou aproveitando meu exílio, como Martinho Lutero no Castelo de Wartburgo, para escrever o que Deus tem posto no meu coração”.

“Minha luta é contra a agenda gay, a agenda do aborto e a agenda socialista”.

“Minha luta é ajudar o Brasil a evitar o destino de Sodoma e Gomorra”.

Isso tudo é tão absurdamente ridículo e alheio a palavra de Deus que eu fico impressionado o quanto nos distanciamos dos padrões bíblicos. Como um embuste em forma de mensagem cristã tão clara pode ser aceito por tantas pessoas que professam seguir a Cristo, apesar de existirem 66 livros compilando o pensamento de Deus. Tantos obreiros genuínos da verdadeira e única causa de Cristo; “O Pai”, estão passando necessidade espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Tantos mártires genuínos estão nesse momento sofrendo prejuízos reais por seguir a Cristo, precisando de apoio, sofrendo a falta de tudo, e por tolice e relaxamento em conhecer o Senhor, os crentes desviam o sustento para as vedetes gospel que vivem de vitrine, que usam a fé como meio de ganho pessoal.

O que escrevo aqui, já escrevi no blog do Júlio Severo, em comentário a um ataque que ele tece sobre uma dirigente da Jocum. Desafie-o a provar biblicamente que sua “agenda” era biblicamente fundamentada. Para minha surpresa, descobri que Júlio faz uma severa filtragem aos comentários publicados em seu blog, liberando apenas uma porção de elogios e somente umas poucas considerações contrárias menos contundentes.

Acorda crente, só Cristo e Suas Palavras devem nos influenciar! Chega de seguir uns aos outros!

Roberto Aguiar

Fonte: Entrevista, “Cristianismo Hoje”, http://cristianismohoje.com.br/ch/combustao/


Fé: Quando a Razão Não Pode Ajudar

Posted in Vida Prática on 03/09/2009 by Roberto Aguiar

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Quando Deus diz à humanidade: “Creia”, Ele pede algo que está totalmente além da razão. A fé é inteiramente ilógica. A sua própria definição tem a ver com algo irracional. Pense nisso: a carta de Hebreus diz que a fé é a substância de algo que se espera, a prova que se não vê. Somos informados, em resumo, de que “inexiste uma substância tangível. Inexiste prova absolutamente alguma”. Mesmo assim somos orientados a crer. Dá para você pensar numa exigência mais irracional do que essa? Ela diz simplesmente: “Aceite isso sem provas. Confie no invisível”. Está totalmente além da lógica.

Estou focalizando esse assunto por uma razão importante. Nesse momento, por todo o mundo, multidões de crentes estão se dobrando ao desencorajamento. O povo de Deus está passando por provações, lutas, sofrimento, e todo tipo de caos. O fato é que todos continuaremos a enfrentar desencorajamentos nessa vida. Contudo, creio que se compreendermos a natureza da fé – a sua natureza ilógica e irracional, encontraremos a ajuda que precisamos para prosseguir.

Veja a fé que foi exigida de Noé. Ele viveu numa geração que havia se desgovernado inteiramente. Não dá nem para começar a se imaginar a malignidade dos tempos em que esse homem viveu: violência e assassinatos crescentes. Finalmente, disse: “Chega! O homem está destruindo a si próprio. Isso tem de parar”.

Ele disse a Noé: “Destruirei toda a carne. Mas preservarei a você e sua família. Então, quero que construa uma arca, Noé. E quero que você junte nela todas as espécies animais, em casais. Enquanto você estiver fazendo isso, darei aos habitantes da terra 120 anos de misericórdia. Aí então enviarei uma chuva que não parará por 40 dias e noites. Haverá um grande dilúvio, que eliminará todo ser vivente”.

Imagine o assombro de Noé ao tentar entender isso. Deus iria enviar um cataclisma, que destruiria toda a terra. Ainda assim, tudo que foi dito para Noé em relação a tal assunto foram estas breves palavras dos céus. Ele simplesmente deveria aceitar isso pela fé, sem receber mais nenhuma orientação por 120 anos.

Pense no quê a fé estava exigindo de Noé. Ele recebeu a tarefa gigantesca de construir uma enorme arca. E enquanto isso, teria de viver num mundo violento e perigoso. Ele estava cercado de gigantes, criminosos, céticos, todos observando cada passo dele. Tenho certeza de que zombaram de Noé enquanto ele enfadonhamente trabalhava na arca ao longo dos anos. E, endurecidos pela violência, provavelmente ameaçaram matá-lo. Porém a fé exigia que Noé conservasse seu coração “temente a Deus” (v. Hebreus 11:7). Ele tinha de continuar crendo, enquanto o mundo todo ao redor dele dançava, farreava e mergulhava na sensualidade.

Basicamente, Deus havia dito a ele: “Você deve crer na Minha Palavra, Noé. Estou pedindo que Me obedeça, sem desculpas. Se em algum momento começar a duvidar, ou tiver vontade de desistir, você terá de confiar no que lhe disse. Não lhe darei nenhuma prova, apenas a Minha promessa. Você deve agir baseado unicamente nisso”.

Um quadro totalmente ilógico. Certamente às vezes Noé se frustrava, tanto externa como interiormente. Quantos dias ficou desencorajado? De quanto em quanto tempo se perguntou “Isso é uma besteira. Como posso saber que era a voz de Deus?”. Mas Noé fez como Deus mandou. Continuou confiando na palavra que recebeu, por mais de um século. E por sua obediência, dizem as escrituras, Noé “se tornou herdeiro da justiça que vem da fé” (v. Hebreus 11:7).

Veja Abraão. Deus disse a esse homem: “Levante-se, saia, e deixe a sua terra”. Certamente ele ficou imaginando: “Mas para onde, Senhor?”. Deus respondeu simplesmente: “Não vou dizer. Apenas vá”.

Isso não era lógico. Era uma exigência totalmente não razoável para qualquer ser pensante. Vou ilustrar perguntando à qualquer esposa cristã: o que aconteceria se o seu marido chegasse em casa um dia, e dissesse: “Arrume as malas, amor – nós vamos mudar”. É claro, você iria querer saber por que, ou para onde, ou como. Mas a única resposta que ele lhe dá é: “Não sei. Eu só sei que Deus mandou fazer isso”. Inexiste correspondência racional a esse tipo de exigência. Ela simplesmente diria que não é lógica.

Contudo essa foi exatamente a direção ilógica que Abraão seguiu. “Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia” (Hebreus 11:8). Abraão fez as malas da família e saiu, sem saber onde acabaria a viagem. A única coisa que sabia era a breve palavra que Deus havia lhe dado: ” Vá, Abraão, e Eu estarei contigo. Nenhum mal chegará a ti”. A fé exigia que Abraão agisse baseado em nada além desta promessa.

Em uma noite estrelada, Deus diz a Abraão: “Olhe para o céu. Está vendo as inúmeras estrelas? Conte-as se puder. Essa será a quantidade de descendentes que você terá” (v. Gênesis 15:5). Abraão deve ter abanado a cabeça diante disso. Ele era velho então, bem como sua esposa, Sara. Há muito havia passado o tempo da possibilidade de terem um filho. Contudo aqui ele recebe a promessa de que se tornaria o pai de muitas nações. E a única evidência que possuía para prosseguir era uma palavra dos céus: ” Eu sou o Senhor” (Gênesis 15:7).

Mas Abraão obedeceu. E a Bíblia diz o mesmo em relação a ele que diz de Noé: “Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça” (15:6). De novo, vemos uma cena ilógica. Mesmo assim a fé de um homem é transformada em justiça.

Veja os filhos de Israel. Pense nas situações de provação às quais foram levados por Deus. Ele os livrou das garras do faraó no Egito só para se verem encurralados no mar Vermelho. Os israelitas ficaram cercados pelas montanhas por dois lados, com o exército do faraó rapidamente caindo sobre eles por trás. Era uma situação desesperadora, sem nenhuma saída humana. O coração do povo deve ter se agitado ao ouvir o ribombar dos carros do faraó, e vendo o pó levantado pelos cavalos.

Mesmo conhecendo o desdobramento desta cena, a minha carne quer argumentar com Deus: “Não parece justo, Senhor. Que tremendo trauma para as famílias e seus filhos. Eles ficaram presos lá, sem barcos ou jangadas, se perguntando o que fazer. Deus, uma noite o Senhor matou todos os primogênitos do Egito. Por que não matou todos esses soldados no deserto? É irracional, com todas aquelas crianças chorando, e os homens e mulheres tremendo de medo. Eles tinham Lhe obedecido – mesmo assim o Senhor permitiu que isso lhes sobreviesse. Por que levá-los a passar por isso?”.

Não há como escapar deste fato: Deus os levou à essa situação. E a cena inteira é totalmente ilógica, completamente irracional. Deus simplesmente esperava que eles cressem na palavra que já havia lhes dado: “Vou pegá-los em meus braços e carregá-los através do deserto. Nenhum inimigo prosperará contra vocês, pois estarei consigo. Vocês simplesmente se aquietem e vejam a salvação do Senhor”.

Eu lhe pergunto: quantos de nós hoje não ficaríamos lá com medo e chorando, como os israelitas fizeram? Se formos honestos, sabemos que é exatamente assim que reagimos agora, na maioria de nossas crises. A situação dos nossos corações não é similar a deles?

Simplificando, a fé é muito exigente. Ela exige que uma vez tendo ouvido a Palavra de Deus, a obedeçamos, sem nenhuma outra evidência ou prova para nos dirigir. Não importa o quão grandes os nossos obstáculos possam ser, o quanto as nossas circunstâncias sejam impossíveis. Devemos crer em Sua Palavra e agir baseados nela, sem nenhuma outra prova para ir em frente. Deus diz: “A única coisa que você necessita é da Minha promessa”.

David Wilkerson

Parte do sermão, “A Irracionalidade da Fé”.

Pobre Cultura Humana

Posted in Pobre Cultura Humana on 01/09/2009 by Roberto Aguiar

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“Cultura (do latim cultura, cultivar o solo, cuidar) é um conceito desenvolvido inicialmente pelo antropólogo Edward Burnett Tylor[Considerado o pai do conceito moderno de cultura] para designar todo o complexo de conhecimentos e práticas de vida reconhecidas como melhores, superiores, ou seja, erudição. Este sentido normalmente se associa ao que é também descrito como “alta cultura. Dentro do contexto da filosofia, a cultura é um conjunto de respostas para melhor satisfazer as necessidades e os desejos humanos. Cultura é informação, isto é, um conjunto de conhecimentos teóricos e práticos que se aprende e transmite aos contemporâneos e aos vindouros. A cultura é o resultado dos modos como os diversos grupos humanos foram resolvendo os seus problemas ao longo da história”.

A partir de hoje inicio uma nova seção do blog denominada “Pobre Cultura Humana”. A palavra de Deus tem muito a dizer sobre o produto do conhecimento humano. Deus por diversas vezes nos adverte que a totalidade, o resultado, a soma do conhecimento de Adão sempre esteve em Sua franca oposição. Não me refiro aqui as ciências exatas como a matemática, a química, a física e a biologia, mas as conclusões que esse coquetel de conhecimento produz que termina por impor, ditar, produzir fôrmas que modelam o comportamento social. O amor a cultura como religião existe, e possui seus fanáticos e gurus. A essa forma de religião intelectualizada as pessoas entregam suas vidas, fazendo votos eternos de fidelidade transformando conhecimento em credos, e teorias e divagações de simples homens, às vezes débeis, em dogmas de vida, sendo fieis as idéias até o túmulo. Nesse universo cultural, Deus não tem vez. Sua voz é ridicularizada, sua palavra desmentida, seus seguidores tidos como idiotas delirantes, desprezados por uma gente que sente ter certeza absoluta no que diz. Infelizmente existem alguns que insistem em nos convencer que são seguidores de Cristo, que ouvem a voz do bom pastor, que estão trilhando o caminho estreito. Mas a sua tietagem, a maneira como bajulam e invejam os “sábios” do mundo, o comportamento imitador desavergonhado de fã, por homens que só tem por Cristo o mais absoluto desprezo, desmascaram esses pseudo-irmãos modernos de hoje em dia. Que Deus nos ajude através da palavra de Deus advertir aos irmãos sinceros e a quem possa interessar, o perigo espiritual que se esconde por traz da tão paparicada “cultura”. Vamos analisar aqui a estupidez dos chamados ”sábios” do mundo. A irracionalidade das doutrinas sociais e as falsas verdades.

Que só Deus nos influencie!

Roberto Aguiar

Igreja Evangélica Gay: Um Caminho Sem Volta

Posted in Falso Evangelho on 30/08/2009 by Roberto Aguiar

igreja gay betel

Neste mês de agosto, a Comunidade Betel do Rio de Janeiro, igreja onde sou pastor, completou três anos de atividades públicas. Nesses três anos, conquistamos e fomos conquistados por muitos amigos muito especiais, dentre esses, Sérgio Viúla, que esteve entre nós no último domingo para falar sobre processo de libertação LGBT( Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), “sair do armário” como dizemos popularmente.

Sérgio tem uma rica experiência de vida e no que diz respeito à religião e homossexualidade, ele é um mestre! Estudou Teologia, foi pastor batista, missionário e professor de seminário. Nesta fase, casou, é pai de dois filhos e fundou o Movimento pela Sexualidade Sadia (MOSES) junto com João Santolin. Trabalhando no MOSES, aos poucos foi percebendo o quão falacioso é a tentativa de ser o que não é e, então, rompeu com tudo. Separou da esposa, saiu da igreja, deixou de ser pastor e assumiu sua homossexualidade. Concedeu uma bombástica entrevista à revista Época, revelando-se e também revelando a falácia do MOSES. Tornou-se ateu. Hoje é professor de inglês, estudante de Filosofia na UERJ, é dono do blog “Fora do Armário” e vive feliz ao lado do seu amor, Emanuel.

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Sérgio Viúla ex-pastor

Para muitos cristãos fundamentalistas, Sérgio é um desertor; para mim, Sérgio é um profeta. Na entrevista que segue, Sérgio compartilha conosco sua experiência de vida e visão de mundo.

Sérgio, como aconteceu sua adesão à fé cristã e qual foi o ápice dessa trajetória?
Eu me converti na Igreja Missionária Evangélica Maranata durante um culto realizado no auditório da A.B.I. (Associação Brasileira de Imprensa). Depois de muito insistirem, dois amigos meus finalmente conseguiram me convencer a ir ao culto. Fui duas vezes, e na segunda vez entreguei-me publicamente a Cristo. Tinha apenas 16 anos de idade, mas levei tão a serio a decisão que rapidamente subi na hierarquia da igreja. Fui professor de EBD, líder de mocidade, missionário com a Operação Mobilização. Mais tarde, saí da Maranata e fui para outra igreja pentecostal, onde continuei trabalhando arduamente no ministério. Quando percebi que esta igreja desviara-se do que considerava bíblico, migrei para a Igreja Batista (CBB). Já havia me formado no Seminário Teológico Betel, no qual também lecionei. Fui ordenado pastor. Trabalhava como editor do jornal Desafio das Seitas, que era administrado pelo Centro de Pesquisas Religiosas (CPR). Fiz duas pós-graduações em missiologia no Seminário Teológico Betel em parceria com o Fuller Theological Seminary dos Estados Unidos. Fiz um Seminário de Liderança Avançada pelo Instituto Haggai em Cingapura. Este foi meu último grande feito como crente. Nenhum destes ministérios, porém, foi mais INÚTIL para o bem da humanidade do que o MOSES (Movimento pela Sexualidade Sadia), do qual eu fui um dos fundadores em 1997.

Você foi um dos fundadores do MOSES [Movimento pela Sexualidade Sadia] que prega a conversão de homossexuais em heterossexuais. Como foi o processo até você entender que essa conversão é uma falácia?
Diversas coisas aconteceram para que eu pudesse despertar do sono dogmático em que me encontrava. Primeiro, fui percebendo eu mesmo – a despeito de toda fé e dedicação – não experimentara nenhuma mudança real. Depois, passei a prestar atenção à vida das inúmeras pessoas que nos procuravam e passavam pelos aconselhamentos, retiros, orações etc. Nenhuma delas havia mudado de fato. Só sabiam sofrer com a tensão entre o que diziam os fundamentalistas cristãos e o que desejavam de coração. Várias pessoas se envolveram com pessoas que estavam no MOSES. Várias vezes presenciei confrontações entre a liderança do MOSES e gente que havia transado com amigos conhecidos no ministério. Além daqueles que transavam fora e traziam suas histórias aos prantos para as sessões de aconselhamento.

O MOSES hoje me parece em declínio, não ouvimos mais falar de ações desta instituição. Você atribui isso a quê? Muitos pensam que sua entrevista à revista Época, naquele tempo, foi um duro golpe na instituição.
Certamente que a minha denúncia foi um divisor de águas. Não é todo dia que um homem com 18 anos de crença e ministério, fundador de um grupo de “reversão”, pastor de uma igreja respeitada, com vasta experiência ministerial, vem a público e denuncia as falácias de uma organização e crença deste tipo. Os próprios crentes passaram a desconfiar daquela organização. Não só isso, mas entre a própria liderança já havia aqueles que se perguntavam por que as pessoas não mudavam realmente. Devem ter visto em tudo isso um ponto final para a pergunta. Porém, sempre há os saudosistas e não me admiraria se alguém retomasse o nome desta organização e sua proposta.

Sair do armário é um duro processo! O título do seu blog é “Fora do Armário” diz muito sobre a sua atual condição existencial. Como foi esse processo de sair do armário para você e para a sua família?
Foi duro. Fui perseguido por meus pais e irmãs, minha ex-mulher, incompreendido por “amigos” etc. Meus filhos foram surpreendentemente maduros, apesar de tão novos. Nunca deixaram de me amar e querer estar comigo. Deixei minha casa e tudo o que havia dentro dela nas mãos da minha ex-mulher por causa dos meus filhos. Comecei do tudo do zero de novo. Arrumei novo emprego, porque a escola na qual lecionava estava nas mãos de gente da igreja batista, e a convivência ficou insustentável. Nunca me arrependi de ter saído do armário. Fui em frente. Batalhei. E por isso progredi para um emprego melhor, consegui minha casa própria, conheci Emanuel (com quem estou casado hoje), passei a morar perto dos meus filhos (que estão com minha mãe atualmente), meus pais passaram a aceitar a realidade e se dão bem comigo e com Emanuel atualmente. Estou colhendo a tranquilidade que plantei no meio da maior tempestade que enfrentei na vida. Valeu a pena!

Pesando tudo isso, apesar das lutas internas e externas, valeu a pena? O que você diria para alguém que deseja muito sair do armário, mas ainda não encontrou forças para isso?
Sair do armário vale a pena! É muito melhor viver 100% na autenticidade com relação à sua homoafetividade do que “de dia ser Maria e de noite ser João”, como cantava o Chacrinha. A pessoa nem é realmente heterossexual e nem vive plenamente sua homossexualidade. Quando a gente é resolvido e assumido, a chantagem, a ameaça, as acusações indiretas e coisas semelhantes perdem totalmente o efeito. Você assume o controle de sua própria vida e desejo. Se tiver que mudar tudo para viver plenamente, mude! Eu mudei de emprego, de endereço, de amigos, mas ganhei qualidade de vida, tranquilidade e as condições necessárias para me realizar plenamente.

O ateísmo que hoje você professa é fruto de um processo de entendimento acerca da religião, sua natureza e papel social ou reação emocional, portanto, reativa, a tudo o que você viveu na igreja evangélica? Como você de cristão passou a ateu?
Tudo isso junto. Compreendi que – essencialmente falando – o cristianismo não está em posição melhor do que qualquer outra religião atual ou antiga. A religião egípcia, grega, cananita pode ser encarada até como superior em alguns aspectos. Qual é o fundamento seguro, ou seja, evidente e infalível que me garante que Deus existe, ou que a Bíblia é uma revelação divina, ou que o céu existe, ou que o inferno seja real? Como saber seguramente que Jesus e não Maomé ou Buda é o caminho, a verdade e a vida? Quem me garante que Jesus – se existiu de fato – não foi meramente um judeu, inconformado e ressentido com os dominadores da época, que acabou sendo mitificado por seus seguidores como ainda hoje acontece com aqueles que inspiram os desesperados. O próprio Inri Cristo que vive no sul do Brasil e alega ser a reencarnação de Cristo tem seus seguidores. Pode parecer uma comparação ridícula, mas só soa ridícula, porque a carga emocional que cerca a figura de Jesus hoje é muito forte. Imagine como seria visto o Inri Cristo daqui a algumas décadas ou séculos se pudesse contar com todos as forças políticas, sociais e econômicas que levaram Jesus a se tornar o messias de milhões pessoas do lado de cá do mundo. Haveria quem acendesse fogueiras em nome dele!

Emocionalmente falando, entender que não preciso dar contas a deus nenhum me liberou para ser eu mesmo e fazer de mim o melhor que eu possa. Se por um lado eu não tenho um fustigador celestial, por outro não tenho um onipotente provedor. Isso me libera para ser e fazer muito mais da vida! Deus não existe para cobrar, mas também não existe para dar nada. Não existe medo e nem esperança inútil. Restam a determinação em fazer da vida uma obra de arte e a ação prática na realização desta empreitada!

Como você analisa este fenômeno social das igrejas inclusivas?
Acho excelente que os homossexuais crentes tenham onde se reunir e cultuar. Não sou contra o culto. Apenas não cultuo. Entretanto, gosto mesmo é da postura de igrejas como a Comunidade Betel em Botafogo. É uma comunidade engajada na luta pelos direitos dos homossexuais, que gosta de pensar e não tem medo de ideias confrontadoras. Fico muito preocupado com as “igrejas-clone” de igrejas homofóbicas que apenas encaram a homossexualidade de uma forma positiva. Gay-friendly não significa sempre certo. Uma igreja simpatizante dos homossexuais que anestesia seus membros com doutrinas e práticas que os isolem da realidade social e política que os circunda não é diferente de qualquer outra, no que diz respeito à luta pela emancipação plena do cidadão homossexual.

Algumas igrejas históricas como Anglicana, Luterana (nos EUA) e Presbiteriana (na Escócia) estão reconhecendo a homossexualidade como algo natural. Tais igrejas já ordenam pastores e pastoras homossexuais e celebram os ritos de casamento. No seu entendimento enquanto teólogo, o que está acontecendo nestas igrejas é fruto do trabalho cada vez mais relevante da militância LGBT ou os teólogos resolveram admitir publicamente que a Bíblia não condena a homossexualidade?
A militância tem grande mérito nisso. As igrejas chamadas inclusivas estão assustando por seu crescimento – o que significa que muitas igrejas da ala tradicional estão perdendo membros. Eles são obrigados a parar e refletir sobre isso. Os teólogos muitas vezes pensam coisas diferentes daquelas que a maioria dos pregadores dizem em seus púlpitos. Saber que eles estão revendo seus conceitos é uma boa nova. Já houve tempo em que negro só se reunia em igreja de negro nos EUA. Isso é segregação. Quero ver o dia em que gays não tenham que frequentar e ministrar somente em igreja de gays. No dia que isso acontecer, podemos dizer que a segregação por orientação e identidade sexual é coisa do passado. Espero viver para ver.

A verdade realmente liberta?
A verdade liberta! Mas só deve ser entendido por verdade aquilo que possa ser evidentemente demonstrado e que se aplique a todas as situações daquele mesmo tipo em qualquer tempo e lugar. Por exemplo, não é verdade que a homossexualidade seja pecado, apesar de muita gente achar que isso seja verdade. Para aqueles que pensam ser verdade que a homossexualidade é pecado, a “verdade” é escravizante, porque não é VERDADE, de fato. Neste sentido, a VERDADE liberta. Quando o indivíduo perceber que a homossexualidade é universal, apresentando-se em mais de 300 espécies animais, perpassando toda a história da humanidade, sendo característica de gente que produziu muito mais do que a média no campo das artes, da política, da filosofia, da ciência, essa pessoa vai ser liberta da ignorância, do dogma escravizante. Neste sentido, verdade equivale a conhecimento verdadeiro. E o conhecimento (não a fé) realmente liberta! Transforma! Fecunda a vida! Vale a pena reavaliar o que se pensa e ousar pensar diferente e agir diferente quando se percebe que tudo não passava de um profundo e doloroso equívoco.

* Márcio Retamero, 35 anos, é teólogo e historiador, mestre em História Moderna pela UFF/Niterói, RJ. É pastor da Comunidade Betel do Rio de Janeiro – uma Igreja Protestante Reformada e Inclusiva -, desde o ano de 2006. É, também, militante pela inclusão LGBT na Igreja Cristã e pelos Direitos Humanos. Conferencista sobre Teologia, Reforma Protestante, Inquisição, Igreja Inclusiva[gay] e Homofobia Cristã.

Fonte: www.acapa.com.br

Ao contrário dos falsos profetas da paz que nos dizem que o melhor ainda está por vir, a igreja evangélica gay se revela um mal pressagio para esse tipo de mensageiro. Segundo a bíblia, a vida aqui na terra vai cada vez mais descer esgoto a baixo, à medida que se aproxima a volta de Cristo, e uma parte considerável da chamada “igreja evangélica” seguirá este curso. “Quando, porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”  Luc 18:8

Outro ponto, como uma pessoa sem ser convertida, como ele mesmo diz, conseguiu passar 18 anos no seio da igreja e ter uma trajetória como a que ele teve, entre irmãos, sem ser identificado? Resposta: Conversões forjadas aos milhares, não espontâneas, dessas que ocorrem na igreja moderna porque o que se procura é número, nunca a verdade de fato. Métodos humanos, administração humana na igreja deslocando o Seu verdadeiro Senhor por direito. Seminários e missões humanas, dos quais já conheci alguns, onde o Espírito de Deus passa longe e servem apenas para dar mau testemunho e de sustento de uma porção de malandros que posam de missionários à custa de crentes tolos. Estrutura eclesiástica falida, estruturada nos moldes do mundo, onde a única exigência prévia é o diploma de segundo grau junto com a motivação pessoal. Esses são alguns dos motivos que ajudaram a produzir um episódio lamentável como esse. Acredito que isso é uma tendência dos nossos tempos, e será cada vez mais constante, não necessariamente nesse molde, mas é um resultado lógico quando se abandonam os métodos bíblicos para implantar os do homem.

Roberto Aguiar

Sinais de Uma Vida Agradável a Deus

Posted in Vida Prática on 29/08/2009 by Roberto Aguiar

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1. Vocês terão mais interesse em entender as Escrituras e em saber tanto o que agrada, quanto o que desagrada a Deus. [“Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.” Salmos 119:11]

2. Vocês terão mais interesse na realização de todos os seus deveres, com o propósito de agradar a Deus e não aos homens. [“Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus”. Efésios 6:6]

3. Vocês olharão para seus corações e não só para suas ações; para seus fins e pensamentos; para o seu homem interior e seu nível de espiritualidade. [‘Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor meu!’ Salmos 19:14]

4. Vocês atentarão para seus deveres secretos, tanto quanto para os públicos e, para aqueles que não são vistos pelos homens, tanto quanto para os que são. [“Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa.” Hebreus 10:22]

5. Vocês respeitarão suas consciências e não as desprezarão; quando elas lhe mostrarem o desagrado de Deus, isto os inquietará; quando elas lhe mostrarem Sua aprovação, isto os confortará. [“Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo, e de modo particular convosco.” 2 Coríntios 1:12]

6. Suas companhias serão pessoas caridosas e piedosas, que buscam agradar a Deus, e não orgulhosas e ambiciosas, que buscam honra própria, nem ímpias, que desagradam a Deus. [“Não tenham por companhia pessoas que não amam ao Senhor, pois que tem o povo de Deus em comum com o povo do pecado? Como pode a luz conviver com as trevas?” II Coríntios 6:14]

7. Se os homens são agradados ou desagradados, ou a forma com que o julgam, ou como eles o chamam, parecerá um assunto pequeno para você, como o próprio interesse deles, em comparação ao julgamento de Deus. Você não vive para eles. Você pode suportar seus desagrados , censuras, e reprovações, se tão somente agradar a Deus. Estas serão suas evidências. [“Se ainda estivesse tentando agradar aos homens, não serviria para ser servo de Cristo.” Gálatas 1:10]

Rev. Richard Baxter

U2 e Jesus: Até Onde o Evangelho Moderno Pode Ir para Conseguir Clientes?

Posted in Musica on 28/08/2009 by Roberto Aguiar

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No domingo pela manhã, a Primeira Igreja Metodista Unida de Pensacola E.U.A, apresentará o “U2 eucaristia”. O culto exclusivo combinará elementos de culto tradicional com  letras e músicas da banda irlandesa U2. “É definitivamente algo diferente”, disse o reverendo Geoffrey Lentz, ministro adjunto da Igreja. ” A música do U2 é tão profundamente espiritual que eu acho que a igreja como sendo um espaço  de adoração,  é o lugar perfeito para ela.” O “U2 eucaristia” irá incluir músicas como “Where the Streets Have No Name”, “With or Without You”, “One” ; “I Still Haven’t Found What I’m Looking For” e “Beautiful Day” iniciando  o culto.

O U2 eucaristia foi desenvolvido na Igreja Episcopal pela primeira vez em 2003. Desde então, o serviço tornou-se popular em várias denominações. A “Causa-Rock Consciente” do grupo irlandês não exige das igrejas o pagamento de taxas de direitos autorais das canções, desde que as ofertas sejam tomadas para beneficiar a pobreza global. Esses cultos tem agora uma presença média de mais de 200 pessoas, misturando  estilos de adoração contemporâneos e tradicionais, que apela aos jovens, disse Lentz, 28.

“É emocionante para a mais antiga igreja evangélica em Pensacola ter um culto de ponta”, disse ele. Um morador da cidade de Pensacola David Grossman, 17, disse que os cultos da igreja oferecem um terreno comum para os membros da congregação de todas as idades. “É algo que pode apelar às pessoas que freqüentaram a igreja por anos, ou os freqüentadores esporádicos “, disse Grossman, um fã do U2 que pretende participar do culto de domingo. “É uma boa maneira de trazer novas pessoas”, diz o rapaz. Stephanie McBride, que recentemente se juntou a igreja Metodista com o marido e dois filhos, estava animada quando soube do U2 como tema dos cultos. “Eu pensei que Bono estava cantando aqui”, disse ela, referindo-se a semelhança da voz do vocalista da igreja. “Eu nunca tinha ouvido falar de nada parecido, por isso estou ansiosa para assistir.”

Bono

O U2 eucaristia de domingo irá incluir várias músicas do U2, a sagrada comunhão, o sermão do pastor Lentz e múltiplos elementos áudio-visuais. Jeb Hunt, diretor de comunicações da igreja, lidera a banda da igreja que chama-se ICON. Ele disse que o maior desafio do  U2 eucaristia estava em escolher quais músicas tocar. “Nós nos sentamos e discutimos as músicas do U2, e eles têm toneladas delas, para tentar encontrar as que melhores se aplicam a adoração”, disse Hunt, 28. “Não é apenas um show do U2. Queríamos músicas com temas da história que estamos tentando transmitir, que é a mensagem cristã sobre a redenção e a ressurreição.”

O pastor Lentz que se descreve como um grande fã do U2, afirma que usa a letra da musica “Beautiful Day”  para inspirar seu sermão. “A canção se concentra na busca de esperança em situações desesperadoras”, disse ele. “Minha mensagem é que mesmo que o mundo tenha coisas ruins acontecendo, há esperança “.

Fonte: www.pnj.com

Algum cristão desavisado, ou suposto, não sei, comentou: “Muitos são os sinais que demonstram o relacionamento de Bono & Cia com o Senhor: a amizade do U2 com o Philip Yancey e Bill Heybels; a admiração despertada por Bono em artistas como Marcos Witt, Nelson Bomilcar, Manga e Jorge Camargo; o CD gravado por vários músicos cristãos, dentre eles Darlene Zech e POD, somente com músicas da banda; o ativismo de Bono nas causas sociais; a indicação para o Prêmio Nobel da Paz… Bom, o cristianismo verdadeiro não é demonstrado através das conta bancárias, casas em Boca Raton ou pelos títulos de apóstolos e “apostilas”, mas por vidas vividas em prol dos seus semelhantes”.

Essa definição de cristianismo é alheia ao próprio cristianismo. A mensagem ecumênica pagã de união entre todos os povos, que a bíblia afirma ser uma das pautas do anticristo, já difundida hoje pelo mundo, parece ser simplesmente indetectável pela igreja contemporânea.

Roberto Aguiar

A Pirataria da Conversão

Posted in Falso Evangelho on 27/08/2009 by Roberto Aguiar

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Jesus rejeitava, muitas vezes, aqueles que tentavam segui-lo. A um jovem rico que buscava o seu conselho, ele replicou com palavras tão fortes que o homem foi embora entristecido, não disposto a seguir Jesus a tão alto preço (Mateus 19:16-22). A um im-portante líder religioso, Nicodemos, que tinha vindo louvando Jesus, o Senhor respon- deu abruptamente: Você tem que nascer de novo, se quiser ao menos ver o reino de Deus (João 3:1-8)! Jesus pintava francamente as dificuldades em segui-lo e rejeitava todos os que tentavam fazê-lo de forma inadequada (Lucas 9:57-62). Jesus pregou sobre o tema: “Não pode ser meu discípulo”, discutindo abertamente a necessidade de calcular o custo antes de embarcar na vida de discípulo (Lucas 14:25-33).

Não era porque Jesus não quisesse seguidores. Ele veio ao mundo para buscar e salvar os perdidos (Lucas 19:10). Ele estava profundamente comovido pelas multidões perdidas e ansiava pela sua conversão (Mateus 9:35-38; Lucas 19:40-41). Mas Jesus sabia que não seria fácil para os homens segui-lo e que eles estariam inclinados a enganarem-se a si mesmos, pensando que eram discípulos, quando não eram. O Senhor nunca deixou de declarar francamente o que a conversão real exige.

Em duas ocasiões separadas, Jesus retratou a cena apavorante do julgamento, quando os homens condenados estivessem esperando ser aceitos por Deus, mas não seriam (Mateus 7:21-23; Lucas 13:22-30). Há muitos, que se consideram fiéis a Deus, que ele não aceita. É essencial examinarmo-nos. Talvez nos sintamos confiantes em nossa salvação, mas assim o fizeram aqueles de Mateus 7 e Lucas 13. O que Jesus exige para sermos realmente convertidos?

Humildade Espiritual

Em Mateus 18:1-5 Jesus usou uma criança para ensinar a lição que temos que humilharmo-nos para entrarmos no reino de Deus. Freqüentemente, a humildade era a qualidade que distinguia os verdadeiros discípulos (Marcos 2:13-17; Lucas 7:36-50; 18:9-14). O primeiro passo em direção à bem-aventurança é ser pobre em espírito, isto é, reconhecer o nosso próprio vazio espiritual e a indignidade (Mateus 5:3). Os sermões do livro de Atos sempre destacaram a culpa do homem. A verdadeira conversão nunca ocorre, a menos que a pessoa se tenha humilhado primeiro.

A troca de palavras entre Jesus e Nicodemos, em João 3, é fascinante. Nicodemos era um chefe religioso. Ele veio a Jesus, louvando seus ensinamentos e milagres. É difícil saber o que se passava na mente de Nicodemos, enquanto falava. Talvez estivesse esperando louvor, uma posição na administração de Jesus ou um voto de confiança pela obra que ele mesmo estava fazendo, como mestre em Israel. Mas a resposta surpreendente de Jesus foi: “Nicodemos, você precisa começar tudo de novo, se quiser entrar no reino de Deus.” Seja o que for que Nicodemos estivesse esperando, não era isto! A resposta de Jesus significava que toda a religião de Nicodemos, toda a sua atividade no ensino, toda a sua posição no judaísmo, eram sem valor, em relação ao domínio de Deus. Nós também precisamos ver que toda a nossa religião e nossa própria grandeza nada valem. As realizações do passado nada representam. Precisamos recomeçar tudo novamente para sermos capazes de entrar num relacionamento com Deus.

Cálculo da Despesa

Jesus ensinou que é loucura começar um projeto sem entender primeiro o que será exigido para terminá-lo. Ele ilustrou com a idéia de um homem que começou a construir uma torre, mas loucamente esqueceu de fazer um orçamento para determinar se teria fundos para completá-la, e assim teve que parar no meio do projeto. A verdadeira conversão necessita de um cuidadoso exame do estilo de vida que Deus espera do convertido.

Observe em Lucas 14:26, 27, 33: “Se alguém vem a mim, e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo. . . . Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo”. Para servir a Deus fielmente, ele precisa ter o primeiro lugar em minha vida. Preciso servi-lo acima das considerações de família, do bem-estar material e de meus próprios desejos. Jesus ressaltou a necessidade de tomar-se a própria cruz. A cruz daquele tempo era um instrumento de morte, e não um objeto ornamental. Jesus estava dizendo que haveria dificuldades e lutas para quem o servisse (Hebreus 11; Mateus 10:24-25). Não seria fácil. O conceito atual de uma religião confortável, socialmente correta, é bem diferente do ensinamento de Cristo, que é preciso sacrificar os próprios desejos, a si mesmo e até a própria vida (veja Lucas 9:23-24; Mateus 10:34-39; 16:24).

Verdadeiro Arrependimento

O arrependimento, que é essencial à verdadeira conversão (Atos 2:38; 17:30), envolve morte ao pecado (Romanos 6). A Bíblia o compara à morte e ressurreição de Cristo. Tem que haver uma mudança de estilo de vida radical. A Bíblia usa termos como matar o velho homem e revestir-se com o novo, e descreve com minúcias as mudanças exatas que precisam ser feitas (examine Efésios 4:17-32; Colossenses 3). Maus hábitos — embriaguez, imoralidade sexual, ira, ganância, orgulho, etc. — precisam ser eliminados da própria vida, ao passo que devem ser acrescentados o amor, a verdade, a pureza, o perdão e a humildade. Este é o resultado do arrependimento.

Muitas pessoas tentam ser convertidas e converter outras, sem arrependimento. Elas ensinam um cristianismo indolor, que não exige sacrifício. Elas salientam as emoções, a felicidade e as bênçãos, porém pensam pouco sobre as mudanças reais que a conversão exige na vida diária da pessoa. Entendamos isto claramente: Não há conversão sem transformação. Aquele que creu e foi batizado, aquele que até mesmo foi aceito numa igreja e participa fielmente das atividades religiosas, mas que não se arrependeu, não é salvo. O arrependimento é um compromisso sério, determinado, para mudar sua própria vida.

Batismo Bíblico

Quase todas as religiões dizem alguma coisa sobre o batismo, mas os procedimentos que são aceitos como batismo variam muito. Atos 19:1-7 mostra que nem todo “batismo” é aceitável pelo Senhor; aqueles que tinham sido imersos com o batismo de João tiveram que ser batizados novamente, porque o batismo anterior não era válido. É verdade que só há um único batismo bíblico, mas pode haver muitas outras coisas chamadas batismo, que Deus não aceita. Se a pessoa não foi batizada corretamente, então não recebeu o batismo das Escrituras, e tem que ser imersa novamente.

Ilustremos. Algumas coisas são chamadas de Ceia do Senhor, que o Senhor não reconhece. Para tomar parte realmente na Ceia do Senhor, a pessoa certa precisa executar o ato certo, pelo motivo certo. A pessoa precisa ser um discípulo fiel. Se um ateu comesse do pão e bebesse do fruto da vinha, ele não estaria participando da Ceia do Senhor. O ato exigido é para comer do pão e beber do suco da uva. Se alguém repartisse um cachorro quente e um refrigerante, isso não seria a Ceia do Senhor. O motivo tem que ser relembrar a morte do Senhor. Se alguém tomasse a Ceia pensando se vai chover, o Senhor não o aceitaria. Não é difícil entender esta idéia.

Mas agora, para que o batismo seja correto, ele precisa envolver a pessoa certa, que realiza o ato certo, pelo motivo certo. A pessoa tem que ser um crente que se arrependeu (Marcos 16:16; Atos 2:38). O ato tem que ser o sepultamento na água (Colossenses 2:12; Romanos 6:3-4). O motivo tem que ser o perdão dos pecados (Atos 2:38; 22:16). Muitos “batismos” não incluem estes pontos. Quando recém-nascidos, ou adultos que nunca realmente se arrependeram, são batizados, o batismo é inválido. Quando alguém é aspergido e não é imerso, isso não é batismo verdadeiro. Quando alguém é batizado por outros motivos que não para receber a remissão dos pecados, seu batismo é inútil.

É importante analisar cuidadosamente este último ponto, em vista dos falsos ensinamentos prevalecentes, no que dizem respeito ao propósito do batismo. É ensinado comumente que se é salvo pela fé somente, por aceitar Jesus no coração, ou simplesmente por levantar a mão, em resposta a um apelo a identificar-se com Cristo. Aqueles que assim ensinam dizem que o batismo é um sinal exterior de que já se foi salvo. Eles ensinam que o batismo é uma maneira de identificar-se visualmente com a congregação de crentes, mas que isso nada tem a ver com Deus perdoar os pecados de alguém. Assim, muitas pessoas são batizadas com a noção errada de que Deus já os tinha perdoado. Biblicamente, o batismo é essencial para se receber a salvação (Marcos 16:16; Atos 2:38; 22:16; Romanos 6:3-4; 1 Pedro 3:21). O batismo bíblico precisa ser para a remissão dos pecados. Portanto, aquele que cria que já estava salvo quando foi batizado, não foi batizado para a remissão dos pecados, e ainda precisa receber o batismo bíblico, para ser salvo pelo Senhor.

Conclusão

A tendência das pessoas religiosas do século vinte tem sido amenizar as exigências da conversão e inventar um plano mais fácil. A mensagem deles é muito diferente da de Jesus, que até repelia os candidatos a discípulos, dizendo-lhes as condições estritas que ele impunha. Muitos se surpreenderão ao saber, no dia do julgamento, que o Senhor jamais os tinha conhecido (Mateus 7:21-23; Lucas 13:22-30). Vamos Reexaminar nossa própria conversão. Vamos Ensinar a outros nos certificando com cuidado que não tentamos passar por cima das exigências de Deus.

Gary Fisher, título original “Verdadeira Conversão”.

Richard Foster: Misticismo Cristão Moderno

Posted in Falsos Mestres on 26/08/2009 by Roberto Aguiar

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O misticismo medieval tem conseguido sobreviver dentro de alguns segmentos católicos romanos, durante séculos, tendo sido amplamente ignorado pelos evangélicos. É verdade que alguns grupos, tais  como os Quakers, têm conservado alguns aspectos de misticismo dentro dos limites de sua compreensão evangélica e elementos das práticas místicas têm de fato crescido em muitos círculos pentecostais. Mas o misticismo clássico foi praticamente desconhecido nos círculos evangélicos, até 1978, quando o ministro quaker, Richard J. Foster, publicou sua obra “Celebração da Disciplina: O Caminho do Crescimento Espiritual”. A obra Quaker foi elogiada pela revista Christianity Today, como um dos dez melhores livros evangélicos do Século 20 e votado pelos leitores dessa revista como o terceiro livro mais influente, depois da Bíblia. “Celebração da Disciplina” tem escancarado aos evangélicos as portas da compreensão da espiritualidade. O que Richard Foster tem feito, em essência, é reapresentar à igreja os chamados “mestres da vida interior”, conforme ele próprio costuma chamar os místicos medievais. Ele declara que eles apenas descobriram a chave da verdadeira vida espiritual, e que, aos poucos,  com o passar dos últimos anos, ele convenceu multidões de que ele está certo. Parece-me que as idéias que Foster recebeu para a vida cristã têm estado em ebulição por mais de duas décadas, porém apenas nos últimos anos elas explodiram. Novas forças e novos especuladores têm popularizado as idéias de Foster para um novo grupo de cristãos e estas parecem estar se alastrando com rapidez. Isso é devido aos esforços de organizações tais como  Youth Specialities, numerosos colégios bíblicos e uma profusão de livros e de preletores, todos eles apresentando as práticas da teologia mística à nossa juventude e aos ministros jovens. Muitos destes, tendo crescido em igrejas que já não se especializavam no ensino das Escrituras, são deficientes no discernimento bíblico e, portanto, facilmente transformados em presa das técnicas de aparência espiritual, especialmente das que prometem encontros com Deus para uma mudança de vida. A  seguir, daremos uma olhada nos ensinos principais de Foster.

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Considerando apenas a “Celebração da Disciplina”, deixando de lado os outros escritos, ensinos e ministérios de Foster, esta já se constitui numa verdadeira enciclopédia de erros teológicos. Dificilmente poderíamos encontrar em um volume dito evangélico um falso ensino tão completo. Este inclui visões falsas sobre a subjetiva orientação divina (pp. 10, 16-17, 18, 50, 95, 98, 108-109, 128, 139-40, 149-150, 162, 167, 182 – sempre no original); aprovação dos mestres místicos (ver Thomas Merton); uso ocultista da imaginação (pp. 25-26, 40-43, 163, 198); teísmo aberto (p. 35); incompreensão da vontade de Deus na oração (p.37); promoção de visões, revelações e dons carismáticos (pp. 108, 165, 168-169, 171, 193); endosso ao rosário e ao uso da oração em círculos (p. 64); errônea compreensão da Lei do Velho Testamento para hoje (pp. 82, 87); jornada mística (p. 108); adesão à psicologia pop (pp. 113-120); promoção de práticas católicas romanas, tais como o uso de diretores espirituais, confissão e penitência (pp. 146-150, 156, 185) e defesa de  aberrantes práticas carismáticas (pp. 158-174, 198).

Os místicos heróis de Foster

Foster apresenta ao leitor desavisado literalmente dúzias de místicos, alguns de tradição cristã, outros não. Muitos desses, conforme ele nos garante, viajaram pelas profundezas da experiência espiritual, as quais, nós, os cristãos modernos,  nem sequer poderíamos imaginar.  Ele deseja que saibamos que esses indivíduos conheciam os segredos de como se encontrar com Deus. E que se seguíssemos os seus esquemas, poderíamos também gozar as alegrias que eles tiveram. Mas, quem são exatamente esses místicos? Vamos citar três dos seus favoritos:

Meister Eckart – Um monge dominicano que viveu no Século 13/14 figura entre os grandes místicos católicos, tais como Teresa D’Ávila, João da Cruz, Juliano de Norwick. No final de sua vida, Eckhart foi acusado (e considerado culpado, após sua morte, em 1327) de heresia, em razão de suas declarações místicas, que a Igreja Católica Romana considerou como eivadas de Panteísmo. Eckhart acreditava que em cada alma humana existe algo da exata natureza divina. É aí onde a alma humana encontra Deus … Sua doutrina da alma humana tem perdurado até hoje e é reafirmada, onde quer que se mencione a Centelha Divina que existe dentro de cada um de nós (1). [Nota da tradutora: No Brasil o escritor esotérico Huberto Rohden foi um dos principais defensores dessa doutrina].  Eckhart fez declarações como esta: “A partir de agora, já não falarei sobre a alma, pois ela perdeu o seu nome, rumo à unidade com a essência divina. Então, ela já não mais será chamada alma, mas Ser Infinito… Ela mergulha no profundo abismo da natureza divina e se torna Uma com Deus, a ponto de dizer que ela é o próprio Deus”. Tais declarações não apenas aborreceram a igreja medieval, mas alguns pesquisadores modernos descobriram uma concordância na filosofia de Ekhart com a dos pontos principais dos místicos do Hinduísmo. (2).  Outros eruditos não estão convencidos do Panteísmo de Eckhart, porém suas declarações certamente abrem a porta a tais interpretações. Ele é considerado entre os mais importantes místicos da Idade Média e tanto o misticismo antigo como o moderno refletem suas visões. A Centelha Divina de Eckhart corresponde, de um certo modo, aos ensinos do misticismo oriental, com a diferença de que a Centelha Divina do misticismo cristão é definida como o Deus que habita dentro de cada ser humano.

Thomas Merton – Foster cita e/ou apresenta Merton em pelo menos 9 ocasiões na “Celebração da Disciplina”, mesmo que Merton não tenha sido um cristão. Merton foi um católico romano do Século 20, o qual imergiu de tal modo no Budismo que afirmava não encontrar contradição alguma entre o Budismo e o Cristianismo e que pretendia se tornar o melhor budista possível (3). Mas, apesar de suas visões doutrinárias e inclinações à Nova Era, Foster considera a “Oração Contemplativa” de Merton como “um livro obrigatório”. (4). Ele fala assim de Merton: “[Ele] talvez tenha feito mais do que qualquer outra figura do Século 20 no sentido de tornar a vida de oração amplamente conhecida e compreendida.” Merton escreveu: “Se pelo menos [as pessoas] pudessem ver-se a si mesmas como realmente são. Se pelo menos pudéssemos ver as outras [pessoas] desse modo, o tempo inteiro, não haveria mais guerras, nem ódio, nem crueldade, nem ambição… Suponho que o grande problema seria que iríamos nos ajoelhar e adorar uns aos outros.”

Thomas Merton

Os Monges Thomas Merton e Dalai Lama


Inácio de Loyola – Conhecemos hoje Inácio de Loyola principalmente  como fundador da Sociedade de Jesus ou Ordem Jesuíta, em 1534[A guestapo da igreja católica]. Uma das missões dos jesuítas era batalhar pela Igreja de Roma contra os infiéis e hereges, na que hoje é conhecida como Contra-Reforma. Mas o que aqui nos interessa é a contribuição de Loyola com a criação dos seus “exercícios espirituais”, os quais proviam especificações para um auto-exame espiritual e condicionamento mental e espiritual aos jesuítas.  As disciplinas de Foster parecem embasar-se muito em Inácio: [meditação, oração, jejum, estudo, simplicidade, solitude, submissão, serviço, confissão]. S. João da Cruz e Teresa D’Ávila são também místicos notáveis, envolvidos na Contra-Reforma  do Século 16, criada para neutralizar a Reforma Protestante. Esses místicos acreditavam que, através da contemplação uma união com Deus poderia ser obtida, e as ações e tendências pecaminosas poderiam ser totalmente erradicadas.

Principais ensinos de Foster na “Celebração da Disciplina”

Como já foi definido, entre os muitos dos ensinos e mentores de Foster  os mais perigosos são as duas forças principais de propulsão do seu sistema de formação espiritual. A primeira é o uso do que ele chama “Disciplinas Espirituais”. A segunda, intimamente relacionada, é a “Oração Contemplativa”, as quais estão se tornando rapidamente uma verdadeira mania dentro da maior parte do evangelicalismo e especialmente entre a juventude.

Disciplinas espirituais como um meio de graça

Seria melhor iniciar esta seção com uma apresentação da primeira experiência que Foster compartilha na “Celebração da Disciplina”. Tendo chegado à conclusão de que deveria haver mais recursos espirituais do que estava experimentando, ele orou: “Senhor, existe algo mais que o Senhor queira trazer à minha vida? Quero ser conquistado e governado por ti. Se existe alguma coisa bloqueando o fluxo do teu poder, revela-me isso”. Parece que Deus lhe respondeu a oração, através de uma crescente impressão de que algo em seu passado estava impedindo o fluxo da vida, de modo que ele dedicou parte do seu tempo, em três dias consecutivos, para escutar Deus em silêncio absoluto, através do processo da jornada espiritual, na qual supõe-se que Deus revela Sua mente ao silente participante. Depois de três dias, Foster levou uma lista [de pecados, como eu costumava levar ao padre, quando era católica?] a um amigo, o qual voluntariamente lhe serviu de confessor, tendo orado pela cura de todas as suas tristezas e mágoas do passado de Foster, conforme supostamente haviam sido reveladas por Deus. Foi depois dessa experiência de “jornada”, a qual não é ensinada na Bíblia, sendo bastante comum no mundo ocultista, que Foster diz: “fui liberado para explorar as novas e não delineadas regiões do Espírito. Após esse evento, comecei e me direcionar às diversas disciplinas escritas neste livro, as quais eu jamais havia experimentado antes”. (8)

É muito preocupante que a magnun opus de Foster tenha provindo de um questionável encontro divino de natureza duvidosa.  Contudo é também importante verificar que o sistema de formação espiritual ensinado por Foster não é retirado das Escrituras, mas de experiências subjetivas, envolvendo metodologias não bíblicas, pelas práticas místicas reforçadas pelos católicos romanos medievais. No mínimo, isso deveria dar o que pensar a quem está buscando a verdade. E que não se conclua automaticamente, como tantos têm feito, que Foster tenha descoberto as jóias que nos faltavam à verdadeira espiritualidade.

Ou como Eugene Peterson descreve no 25º aniversário da edição de “Celebração da Disciplina”: ”Como uma criança explorando o sótão de uma casa antiga, em dia de chuva, descobre um baú cheio de tesouro, e logo chama os irmãos e irmãs para compartilharem o achado, Foster encontrou as disciplinas espirituais que o mundo moderno havia guardado e esquecido e, euforicamente nos chamou para celebrar junto com ele. Pois elas são, conforme ele nos apresenta, instrumentos de alegria, caminho para a espiritualidade cristã madura e a vida abundante” (p.206). Fica ainda mais evidente a camada de poeira desta edição, a qual nos garante que “somente através de tais práticas é que a o verdadeiro caminho  para o crescimento espiritual pode ser encontrado”. Se o crescimento espiritual depende das disciplinas espirituais descritas no livro de Foster, não deveríamos esperar que elas constassem nas Escrituras?  Por que teria Deus revelado tais disciplinas aos místicos católicos, em vez de tê-las revelado aos Seus apóstolos? E em seguida as tenha revelado a Foster, quando ele estudou os místicos da Igreja de Roma, usando técnicas ocultistas de meditação? Devemos andar com muito cuidado sobre esse campo espiritual minado!

As Disciplinas Espirituais

Mas, quais são as disciplinas exatamente essenciais ao nosso desenvolvimento espiritual?  Foster as cataloga em três categorias: as interiores, as exteriores e as corporativas (ou associadas). As duas primeiras disciplinas interiores tratam da oração (e serão assunto de atualização em registro posterior). O jejum é a terceira e, como seria de esperar, suas instruções sobre o jejum são puramente extrabíblicas. O propósito por trás do jejum, o valor deste e a metodologia são interessantes, mas puramente subjetivos, sem qualquer respaldo bíblico. Outra disciplina interior é o estudo. O novo leitor de Foster deveria esperar que ele o conduzisse ao estudo da Escritura, como o principal meio de crescimento espiritual. Mas  Foster tem idéias mais amplas: Realmente existem dois livros para serem estudados: o verbal e o não verbal. Livros verbais incluem qualquer literatura e um dos mais importantes métodos de estudo é a repetição. Aqui ele faz uso do rosário e/ou um tipo de oração hinduísta em circulo, como efetivos (p. 64). Após uma porção de sugestões sobre a leitura de livros, finalmente Foster discute o tipo de livros a serem lidos, a fim de nos fortalecerem o crescimento espiritual. Finalmente esperamos que ele nos vá conduzir ao estudo da Palavra de Deus, o que ele faz em apenas dois parágrafos, antes de apressadamente nos recomendar a leitura de livros dos clássicos místicos medievais. O livro não verbal é principalmente  a “leitura” da natureza. Aqui, com S. Francisco, ele encoraja o leitor “a tornar-se amigo das flores e dos animaizinhos que rastejam sobre a terra” (p. 74). Deveríamos ser também estudiosos das pessoas e de nós mesmos e conquanto haja indiscutível valor nisto, muitos têm passado a vida estudando a natureza e eles mesmos, sem contudo, ter a menor visão de Deus. Constantemente achamos que Foster não estará de modo algum interessado no estudo da Escritura, citando versos esparsos [em geral fora do contexto], sempre que estes lhe servem aos propósitos da meditação contemplativa.

As Disciplinas Exteriores começam com a simplicidade, a partir de uma vida simples, conforme delineada na herética seita dos quakers. Thomas Kelly, místico ao extremo, nos ensina que a simplicidade nos permite viver fora do “Centro Divino” (o que vem a ser isso?) e o existencialista Kierkegaard dizia que isso conduzia à santidade. Na tentativa de conseguir uma base bíblica para essa visão, Foster toma as Leis do Velho Testamento como modelo para o Cristianismo do Novo Testamento [o que significa que Moisés teria sido superior a Jesus Cristo] e tenta interpretar erroneamente cada passagem da Escritura que ele usa (embora frisando pontos em busca do reino de Deus). A próxima disciplina é a solitude. Em vez de ter escrito um belo capítulo sobre a importância de nos livrarmos do barulho e das distrações mundanas, a fim de nos concentrarmos em Deus e na Sua Palavra, Foster entra no mundo católico medieval, no mundo dos quakers e dos místicos orientais. As citações de Merton, Teresa D’Ávila, John Woolman, George Fox e S. João da Cruz são abundantes. Termos como “O Centro Divino”, “Abertura Divina” e a “escura noite da alma” predominam no livro. É então que somos ensinados  a fazer uma jornada, a fim de “escutar o trovão do silêncio de Deus” (p. 108). A disciplina seguinte é a submissão. Neste capítulo recebemos a dose mais forte  de tolice psicológica, incluindo a auto-afirmação, auto-atualização e “o amor a nós mesmos”, com mutua submissão dentro do casamento. A disciplina final é o serviço e, como as anteriores, esta também está mais embasada nos escritos dos místicos do que nas Escrituras. Isso é o que se poderia esperar de Foster, pois ele sempre coloca muito maior importância nas experiências místicas do que na Palavra de Deus. Ele escreve: “O verdadeiro serviço provém do relacionamento com o OUTRO profundo lado Divino. Nós servimos fora dos ansiados padrões, urgências divinas” (p. 128). Foster não apenas coloca consistentemente essas experiências subjetivas acima das Escrituras, mas no capítulo sobre o serviço ele até recomenda a auto-negação. “A mais estreita disciplina diária é necessária para manter as paixões em cheque. A carne deve aprender a penosa lição de que não tem direito algum a si mesma. É a hora do serviço anônimo que vai completar essa auto-negação” (p 131, cf. 133). Isso é uma direta contradição ao que Paulo ensina em Colossenses 2:20-23 que as ordenanças “não são de valor algum senão para satisfação da carne” (v. 23).

A categoria final das disciplinas é a corporativa ou associada e aqui Foster não se sai melhor. A primeira disciplina corporativa é a confissão. Não nos surpreendemos ao descobrir que Foster apóia totalmente a posição da ICR com a confissão e absolvição (pp. 146-149). E por que não? Pois Dietrich Bonhoeffer garante que  “Quando vou ao meu irmão em confissão,  estou indo até Deus” (p. 146); e Foster deseja que saibamos que “a garantia de perdão é selada no Espírito Santo, quando é falada pelo nosso irmão ou irmã em o nome de Cristo”. (p. 148). Visto como nada disso é retirado das Escrituras, como Foster pode ter certeza disso? Ora, somente os seus místicos favoritos apóiam suas visões, pois fazem o mesmo através de sua experiência pessoal. Foster conta: “Certa vez, quando recebia a confissão de uma senhora, ela me olhou e ‘viu’ sobrepostos em meus olhos os olhos de Outrem, os quais lhe traziam uma mensagem de amor e aceitação que a libertaram para aliviar o seu coração”. (p. 155). Conquanto nada na Bíblia implique, ainda que remotamente em tal experiência, somos levados a admitir que os olhos vistos que ela viu seriam os olhos de Deus!

Quanto à disciplina da adoração, ele diz: “A adoração é irromper na shekinah de Deus, ou melhor é ser invadido por ela”… “Não temos adorado o Senhor até que o Espírito toque o espírito … [E] tudo começa quando entramos na shekinah do coração” (pp. 158-162). Esta tortuosa compreensão da adoração é fortalecida com uma forte ênfase carismática: Como se pode ver, “se Jesus é nosso Líder, milagres devem ser operados durante a adoração. Tanto a cura interior como a exterior serão a regra e não a exceção” (p. 165). “Esses cultos terão profecia e palavras de conhecimento (p. 165) e isso porque “o mais poderoso incrementador do louvor no século 20 tem sido o Movimento Carismático. Através dele, Deus tem soprado uma nova vida e vitalidade em milhões” (p. 168). Mas muito mais perturbadora é a idéia de que na adoração a Deus “nossas faculdades racionais sozinhas são inadequadas… Essa é a razão para o dom espiritual de línguas. Elas nos ajudam a sair da nossa mera adoração racional para uma comunhão íntima com o nosso Pai. Nossa mente exterior não pode saber o que está sendo dito, mas o nosso espírito interior o compreende”. “Espírito toca espírito (p. 169) Lembremo-nos do que foi dito acima, como temos adorado até que o Espírito toque o espírito e agora vemos o processo. É comum nos movermos da mente para as experiências místicas subjetivas, quando a verdadeira adoração acontece”.

Contudo, o que Foster  tem comunicado é que a disciplina da adoração é previsível. “Muitos”, ele diz, “estão tendo uma profunda experiência com um Emanuel do Espírito – Deus conosco; um conhecimento que se encontra no poder do Espírito de Jesus tem guiado o seu próprio povo a ele mesmo; uma experiência de sua liderança, que é tão definitiva como imediata como a coluna de nuvens de dia e a coluna de fogo, à noite” (p. 175). Claro que o modelo desse tipo de liderança é o místico. Somos também apresentados, neste ponto, ao conceito católico dos diretores espirituais (pp. 185-187), algo que Foster acredita que somente os monges católicos romanos conhecem no dia de hoje.

Foster engloba tudo em sua última disciplina, que é a da celebração. Aqui somos ensinados a expressar alegria em tudo que temos aprendido neste livro e até mesmo participar do “riso santo” na ocasião. (p. 198).

Robert Webber,  professor de Teologia no Wheaton College, resume bem o impacto de Foster:

“Nas duas décadas anteriores, minha própria peregrinação espiritual me levou para longe da mente proposicional racionalista, a qual proclama uma fé orientada no intelecto, no Cristianismo da prática e experiência.” (p. 208). Sem dúvida, Webber está erigindo um homem de palha (espantalho), pois ninguém está pregando uma fé puramente intelectualizada, desviada da prática e da experiência. Acontece que aqueles que retiram suas visões da Escritura e não dos místicos são chamados a uma fé, experiência e prática cristãs racionais e intelectuais com sentido e o mais  importante é que estas são solidamente respaldadas na Palavra de Deus.  Foster & Cia. têm levado muitos cristãos à apostasia, em busca de experiências místicas, as quais têm conduzido muitos a um pseudo-Cristianismo, com aparência de espiritualidade, mas sem qualquer substância.

Fonte: Biblical Discernment Ministries

Bibliografia:

[1] Georgia Harkness, Mysticism, (Nashville, Tennessee: Abingdon Press, 1973), p. 106.

[2] See Winfried Corduan, Mysticism: an Evangelical Option?, (Grand Rapids: Zondervan, 1991), pp. 106-107.

[3] See Ray Yungen, A Time of Departing, (Silverton, Oregon: Lighthouse Trails Publishing Company, 2002), p. 75.

[4] Richard Foster and Emilie Griffen, Spiritual Classics, (San Francisco: Harper, 2000), p. 17.

[5] As cited in Yungen p. 75.

[6] Thomas Merton, Conjectures of a Guilty Bystander, Image Edition of 1989, (Garden City, NY: Doubleday, 1966), pp. 157, 158.

[7] Richard Foster, Celebration of Discipline, Third Edition, (San Francisco: Harper, 1978), p. 149.

[8] Ibid., p. 150.

* Excerpted and/or adapted from the February 2005 Think On These Things, “Mysticism Part II,” by Pastor Gary Gilley, Southern View Chapel, Springfield, IL 62703. For a primer on mysticism, see Gilley’s January 2005 Think On These Things, “Mysticism Part I: Mysticism, a Way of the Past, the Wave of the Future.

Traduzido por Mary Schultze

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